Assassino de Décio Sá vai falar à Justiça…

O assassino Jhonatan: o que mais ele sabe?

O juiz da 1ª Vara do Tribunal do Juri, Márcio Brnadão, retoma hoje as audiências do processo que investiga o assassinato do jornalista Décio Sá. Desta vez serão ouvidos os acusados, incluindo o assassino confesso, Jhonatan de Souza.

É justamente o depoimento do assassino o mais esperado, sobretudo pelo que declarou seu advogado logo no início da fase judicial do caso, no início de maio.

- Tem coisas que ele ainda precisa revelar - declarou o defensor Pedro Jarbas.

A princípio, a declaração foi vista como uma possibilidade de o assassino revelar novos envolvidos na trama, mas a história perdeu força quando se descobriu uma relação muito próxima entre os advogados de Gláucio Alencar e os de Jhonatan de Souza.

Mesmo assim, as declarações do assassino são esperadas como um dos momentos mais importantes do julgamento.

O assassino vai manter o que disse à polícia? Vai desmentir o relatório do Ministério Público? Vai acrescentar mais dados e nomes ao caso?

É aguardar e conferir…

Décio Sá

Laudo de Ricardo Molina questiona degravação da polícia na conversa de Gláucio Alencar e Júnior Bolinha…

Perito contratado por agiota aponta falhas na transcrição do Icrim e afirma que a polícia interpretou de forma errada trechos da conversa, levando à incriminação de Gláucio Alencar

 

Gláucio e Bolinha: conversa questionada

Contratado por Gláucio Alencar para transcrever, na íntegra, o áudio de uma gravação que o agiota fez de uma conversa com Júnior Bolinha, o perito criminal aposentado Ricardo Molina – considerado um dos mais importantes do país – afirmou em seu relatório que a degravação do mesmo áudio, feita pela polícia, apontou sentido oposto do real em alguns trechos da gravação.

- Há algumas palavras e expressões que foram incorretamente transcritas [no laudo da polícia]. A transcrição aqui apresentada corrige alguns desses erros – afirmou Molina.

Um dos trechos destacados no laudo do perito, a que este blog teve acesso, questiona exatamente a parte da transcrição que a polícia tem como uma espécie de confirmação de Gláucio para Bolinha de sua participação no assassinato do empresário Fábio Brasil.

Na transcrição da polícia, a que esse blog também teve acesso, a afirmação do agiota ficou assim:

- Isso aqui, só que vai ter que acontecer, eu já tô me movimentando com o advogado [ininteligível] na delegacia que fui eu que fiz isso aqui, porra. 

Em sua transcrição, além de corrigir os trechos que considerou mal transcritos, Molina afirma ter conseguido decifrar a parte considerada ininteligível pela polícia maranhense.

Todo o trecho, segundo o seu laudo, ficou assim:

- isso aqui, sabe o quê que vai acontecer?…já tou me movimentando com o advogado, por que essa mulher, com certeza, vai falar na delegacia que fui eu que fiz isso aqui, porra…

Molina: áudios contestados

Para Ricardo Molina, o erro da polícia pode levar a uma interpretação equivocada sobre a participação de Gláucio Alencar no assassinato.

- A interpretação pode, na verdade, ser a oposta ao sentido intencionado pelo falante, o qual não afirma algo como “fui eu que fiz”, mas sim que “a mulher vai dizer na delegacia que fui eu que fiz”.

O perito chega a questionar o fato de a polícia ter transcrito trechos mais difíceis e não ter se atentado justamente neste. E completa:

- Sob esta ótica, é lícito afirmar que o contexto da conversação não permite inferir, em nenhum momento, que o interlocutor citado no quesito afirma ou admita ter ordenado alguma execução. Seus comentários, na verdade, vão na direção oposta, significando uma crítica ao ato supostamente praticado e frisando que teria dito por ele para que não se fizesse o que foi feito. (Grifo do documento).

É preciso dizer que o laudo de Ricardo Molina foi contratado pelo próprio Gláucio.

Que não se conformou com o laudo da polícia maranhense…

AgiotagemDécio Sá

TJ decide hoje se Cutrim deve ou não ser investigado no caso Décio…

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Cutrim e Aluísio: caso será decidido no TJ

O Tribunal de Justiça analisa hoje o pedido de autorização da Polícia Civil maranhense para investigar o suposto envolvimento do deputado estadual Raimundo Cutrim (PSD) no assassinato do jornalista Décio Sá.

O nome de Cutrim surgiu no bojo das investigações do caso Décio, mas, como ele tem foro privilegiado, a polícia necessitaria de uma autorização da Justiça.

O pedido da polícia já tem parecer favorável do ministério público.

Caso o TJ entenda que o deputado precisa ser investigado – até para que a polícia esclareça se há ou não participação dele no crime – a investigação será reaberta nos aspectos que envolvem o parlamentar.

E correrá desmembrado da ação principal, da mesma forma que o de Ronaldo Ribeiro.

A sessão do pleno do TJ começa as 10h…

Décio Sá

Imagem do dia: CNJ no caso Décio…

cnj

Juiz Márcio Brandão conversa com representantes do Conselho Nacional de Justiça, que vai acompanhar o processo do assassinato do jornalsita Décio Sá. O pedido para que o CNJ acompanhe o caso foi feito pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Antonio Guerreiro Júnior. A presença do CNJ pode inibir, entre outras coisas, decisões estranhas, beneficiando envolvidos no caso. (Imagem: Flora Dolores/O EstadoMaranhão)

Décio Sá

Flanelinha que identificou assassino de Décio continua desaparecido…

Depoimento de Qualhada: fundamental na elucidação do crime

A polícia maranhense não confirma a morte do flanelinha João Batista Martins Cardoso, o Qualhada, que foi o responsável pela identificação do assassino do jornalista Décio Sá.

No início da tarde, surgiu a informação de que Qualhada havia sido assassinado na porta de sua casa, em Pindaré-Mirim. De acordo com a polícia, houve duas mortes  ontem na cidade, mas nenhuma das vítimas foi Qualhada.

O flanelinha vigiava carros na avenida em frente ao Sistema Mirante, quando, em 23 de abril do ano passado, viu um motoqueiro parado e perguntando por Décio Sá. Chamado à polícia, ele deu as características principais que levaram a polícia ao assassino Jhonatan de Souza.

Semanas depois de depor à polícia, Qualhada sumiu da frente da Mirante.

Seus colegas informaram ter ele sido vítima de algumas facadas em uma das vilas nos arredores da empresa.

A polícia, a princípio, negou ter havido o atentado contra o flanelinha.

Depois de vários desencontros de informações, o sub-delegado-geral Marcos Afonso acabou admitindo: Qualhada havia sido ferido a faca. Internado no Socorrão, fugira de lá, sem deixar vestígios. (Releia aqui)

Desde então não se tem notícias do homem que ajudou a polícia a elucidar o caso Décio…

Décio Sá

Gravação de Gláucio Alencar com Júnior Bolinha sugere que mulher de Fábio Brasil também iria morrer…

Conversa foi gravada por Iphone, no escritório de Ronaldo Ribeiro, com a intenção de eximir o agiota do crime de Teresina. Este blog teve acesso aos laudos do Icrim e do perito Ricardo Molina – encomendado por Gláucio. Ambos confirmam a existência de um assassinato. O agiota quer usar trechos não transcritos pela polícia para tentar provar sua inocência.

 

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Fábio Brasil foi assassinato em Teresina: sua mulher escapou

exclusivoA gravação de uma conversa entre Júnior Bolinha e Gláucio Alencar – feita pelo próprio Gláucio, no escritório do advogado Ronaldo Ribeiro -  sugere que a mulher de Fábio Brasil, Patrícia Gracielle, também deveria ter sido morta, assim como o marido, assassinado em março de 2012.

A gravação foi feita dias depois da morte de Brasil. Gláucio usou seu Iphone para gravar a conversa com Bolinha – provavelmente na tentativa de se eximir de participação no caso. A polícia tomou conhecimento da gravação quando apreendeu o aparelho, durante a prisão dos envolvidos na morte do jornalista Décio Sá, em junho do ano passado.

As transcrições do áudio da conversa a que este blog teve acesso com exclusividade – feita pelos peritos criminais Araney Rabelo da Costa e Lúcio Flávio Cavalcante – sugere que, na ocasião da morte de Fábio Brasil, sua mulher, Patrícia Gracieli, também deveria ter sido morta – e só não foi por que não estava com o marido em Teresina (PI).

Os áudios indicam também que Gláucio Alencar, no mínimo, sabia que Fábio Brasil seria assassinato. E nada fez para deter Júnior Bolinha.

Bolinha mostrou conhecimento com “os meninos…”

A transcrição dos áudios

Na verdade, há duas transcrições dos áudios da gravação de Gláucio.

A primeira consta do laudo pericial nº 148/2012, feito pelo Instituto de Criminalística do Maranhão (Icrim). Com a transcrição deste áudio, a polícia chegou à conclusão de que Gláucio tinha participação na morte do empresário, como cúmplice de Bolinha.

Para identificar Gláucio e Bolinha, a polícia usa os códigos H1 (Gláucio) e H2 (Bolinha). Um dos trechos traz o seguinte diálogo:

H2 – (ininteligível) os meninos mataram ela debaixo de…

H1 – Eu disse pra tu não fazer porra, tu é doido, oh o comentário aqui só pra tu ver.

H2 – o menino na… (ininteligível)

H1 – Rapaz tu é louco (ininteligível) eu te disse, cara (ininteligível) não disse, Júnior, se eu fizer esse negócio tem que fazer outro, mas eu não (ininteligível) te falei, tu é teimoso, deixa eu te falar.

Inconformado com a transcrição da polícia, que,  segundo ele, havia sido montada para incriminá-lo, Gláucio Alencar contratou o “Laboratório de Perícias Prof. Dr Ricardo Molina de Figueiredo”.

Mas a transcrição de Molina, com aparelhos mais avançados, pouca coisa se diferenciou da versão da polícia. Ao contrário, trouxe à tona dados novos, não constantes da versão da transcrição da polícia.

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Molina foi contratado por Gláucio

Mulher de Fábio escapa

Um destes trechos clareados pela perícia de Molina é exatamente a parte em que os dois (H1 e H2) conversam sobre a morte da mulher (que seria Patrícia Gracielle) e do marido dela, Fábio Brasil, ao que tudo indica.

Na transcrição de Ricardo Molina (repita-se, em aparelhos mais sofisticados que os do Icrim), o diálogo ficou assim:

2 – os meninos não mataram… os meninos não mataram ela [2/3]…

1 – Eu disse pra tu não fazer, porra… tu é doido!… aqui, o comentário que tem aqui, só pra tu ver…

2 – os meninos não mataram ela porque ela não estava (doida) (…) (sic)

1 – ah, mas tu é louco, de onde você tirou isso?… porra, eu te disse…

2 – quando tem que fazer  (uma coisa)…(sic)

1 – não disse, não disse… se… se… se eu fizesse esse negócio, por que fazer ou não…mas não quero fazer, eu te falei… porra, tu é teimoso!…

Em outras partes da conversa no escritório de Ronaldo Ribeiro, Gláucio fala várias outras vezes que a “mulher tá falando o meu nome“, e diz que “tá, ela falou pra Telmo…”, o que reforça a idéia de tratar-se de Patrícia Gracielli, única que já vinha apontando Alencar como responsável pela morte de Fábio Brasil.

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Gláucio contesta laudo do Icrim

Conflito entre laudos

Há um conflito entre os laudos do Icrim e de Ricardo Molina que Gláucio Alencar usa como base de sua tese de não participação na morte de Fábio Brasil.

Trata-se do trecho que demonstra a preocupação do agiota com o que a tal mulher  pode falar à polícia.

Na versão da polícia maranhense, este trecho foi transcrito assim:

H1 – “isso aqui, só que vai ter que acontecer, eu já tô me movimentando com o advogado (ininteligível) na delegacia que fui eu que fiz isso aqui, porra”

Na transcrição de Ricardo Molina (que usa 1 no lugar de H1), o mesmo trecho ficou assim:

1 – isso aqui, sabe o que vai ter que acontecer?… já tou me movimentando com o advogado, por que essa mulher, com certeza, vai falar na delegacia que fui eu que fiz isso aqui, porra…

As divergências entre as duas perícias tem sido usada pela defesa de Gláucio Alencar. Mas os dados, independente de quem os transcreveu, deixam claro duas coisas:

a- Júnior Bolinha fala claramente de um assassinato que ele tinha total conhecimento e revela a Gláucio que outra vítima escapou por não estar no local.

b – Gláucio Alencar sabia que este alguém – que a polícia indica como sendo Fábio Brasil – seria executado, mas nada fez para impedir o crime.

É o que consta dos documentos…

AgiotagemDécio Sá

Acerto financeiro da morte de Décio Sà foi feito no escritório de Ronaldo Ribeiro, diz Ministério Público…

Relatório da denúncia encaminhada ao Tribunal do Juri pelo promotor Luiz Carlos Corrêa Duarte, e obtida com exclusividade por este blog, revela o grau de participação do advogado na trama de execução do jornalista.

 

Ronaldo Ribeiro em seu escritório: local do acerto da morte de Décio, segundo o MP

exclusivoO advogado Ronaldo Henrique Santos Ribeiro está denunciado na morte do jornalista Décio Sá pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e quadrilha hedionda. Até agora, no entanto, não se conhecia dados concretos da sua efetiva participação na trama.

Este blog teve acesso ao relatório da denúncia do Ministério Público à Justiça.  No documento, o promotor Luiz Carlos Corrêa Duarte detalha a participação de Ribeiro, revelada agora pela primeira vez na imprensa.

Além de atuar como consultor jurídico da quadrilha, segundo o MP, Ronaldo Ribeiro cedeu seu escritório, no dia 9 de maio de 2012, para uma reunião do bando, onde, segundo o MP, foi feito o acerto financeiro da morte de Décio e de Fábio Brasil.

A polícia chegou à reunião por meio de grampo telefônico dos policiais Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros.

- Por existir nos presentes autos medida cautelar de quebra de dados e interceptação telefônica possibilitou que fosse verificada a fatídica reunião realizada na data de 09/05/2012 no escritório do advogado Ronaldo Henrique, onde ali se reuniram diversos indiciados, entre os quais Gláucio,  Júnior Bolinha, Buchecha, Ronaldo Henrique e os investigadores Alcides e Durans. Tal reunião tinha por escopo tratar as questões relativas ao acerto financeiro sobre os rimes de morte que foram determinados pela quadrilha, onde foram vitimados Fábio Brasil e Décio Sá - diz o relatório do Ministério Público, em sua página 33.

Observe que a reunião ocorreu, segundo o documento, no dia 9 de maio, 16 dias depois do assassinato de Décio Sá.

A quadrilha que matou Décio, segundo o MP: sala reservada com Ribeiro

Nesta época, os envolvidos no crime já estavam sendo monitorados, a exemplo dos dois policiais civis. Tanto que, em outro telefonema grampeado, Gláucio Alencar avisa Buchecha que “telefones das pessoas envolvidas na trama para matar Décio Sá estariam sendo interceptados” (página 39 do relatório do MP).

A polícia ouviu também Buchecha sobre a reunião no escritório do advogado. O acusado disse ter ido ali para tratar “sobre negociações de veículos com Ronaldo Ribeiro”. Mas o Ministério Público não tem dúvidas das razões da presença de Buchecha no local:

- Ele ali se fazia presente para acompanhar Júnior Bolinha no recebimento do dinheiro acertado nas mortes de Fábio Brasil e de Décio Sá - diz o documento asinado pelo promotor Luiz Carlos Duarte. (pg. 39 do relatório)

No relatório encaminhado à Justiça, o Ministério Púlico chega a repreender a postura de Ronaldo Ribeiro:

- Ressalta-se que o indiciado Ronaldo Henrique, na data de 09/05/2012 presencia a estranha reunião que ocorrera no seu local de trabalho, observa uma “suposta” ação policial e nada faz. Ao contrário, incentiva Gláucio a dar naquela ocasião a quantia de R$ 10.000,00 (dez mil reais) para livrar-se daquela situação. Providência legal nenhuma tomou o indiciado Ronaldo Henrique sobre esse fato - diz o relatório, às páginas 30 e 31.

Esta, portanto, é a participação do advogado Ronaldo Ribeiro, segundo a polícia e o promotor Luiz Carlos Duarte, na trama para matar o jornalista Décio Sá.

De quem ainda se declara ter sido amigo de infância…

AgiotagemDécio Sá

Caso Décio: TJ vai substituir desembargador, mas Ronaldo Ribeiro conseguiu pelo menos mais uma decisão favorável…

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Raimundo Nonato de Souza: aposentadoria

Portaria assinada pela presidência do Tribunal de Justiça determinou hoje a substituição do desembargador Raimundo Nonato de  Souza no plantão do Judiciário deste final de semana – o que inclui julgamentos de eventuais atos processuais referentes ao assassinato do jornalista Décio Sá.

O plantão de Souza – que se aposenta no próximo dia 28 – será agora de responsabilidade do desembargador Raimundo Melo.

Nonato de Souza é autor de duas decisões favoráveis ao advogado Ronaldo Ribeiro, um dos acusados de envolvimento no asassassinato de Décio Sá: em janeiro, o desembargador determinou a suspensão das audiências na 1ª Vara do Tribunal do Juri, sob argumento de que Ribeiro não teve tempo de ver o autos para preparar a defesa. Já no último dia 6, determinou o desmembramento da parte do processo  envolvendo Ronaldo Ribeiro.

Raimundo Nonato se aposenta no próximo dia 28 e a determinação do TJ é que nenhum dos recursos ou atos processuais do caso sejam distribuídos a ele até lá.

Mas Ronaldo Ribeiro conseguiu pelo menos mais uma decisão favorável do desembargador.

No dia 10 de maio, quatro dias depois de o processo contra o advogado ser desmembrado dos autos principais, o magistrado determinou que o juiz Márcio Brandão junte aos autos todos os documentos apreendidos na casa de Ronaldo Ribeiro.

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Raimundo Melo: caso Décio agora é com ele

Com a decisão, a ação poderá sofrer uma suspensão por tempo indeterminado, já que todos os advogados, de todos o réus, terão que ter acesso a estes documentos.

O próprio desembargador remete estabelece isso em seu despacho:

- Defiro Medida Liminar requerida para que o Juízo Singular faça juntar à Ação Penal todos os documentos descritos no Auto Circunstanciado de Busca e Apreensão ainda acautelados pela Polícia Civil, no prazo de quato dias, para que a defesa possa se inteirar  de seu conteúdo e possa formular questões às testemunhas e corréus - determinou Raimundo Nonato de Souza.

O Ministério Público já entrou com recurso contra esta decisão, alegando, sobretudo que, como Ronaldo Ribeiro não faz mais parte do processo principal, não há porque juntar documentos ligados a ele à peça principal.

Para o MP, o pedido tem sinais claros de tentativa de protelação.

Infelizmente acatada por um membro da Justiça…

Décio Sá

Um estranho encontro entre Aluísio e Capita…

Fábio Capita: conversa com Aluísio, sem colaboração

O major Diógenes Azevedo revelou, quarta-feira, em seu depoimento ao juiz Márcio Brandão, que preside o processo do caso Décio Sá, um estranho encontro entre o secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes, e o capitão Fábio Aurélio Saraiva, o Capita, preso como um dos envolvidos na morte do jornalista.

Diógenes contou  que, entre um e dois meses da prisão dos envolvidos (ele não lembrou a data específica),  foi procurado pelo motorista de Aluísio Mendes – identificado por sargento Silvestre – informando que o secretário queria conversar com Fábio Capita.

Mas o sargento fez uma ressalva: o encontro não poderia aparentar ter partido de Aluísio Mendes.

- O sargento orientou para que Fábio Capita fizesse um ofício pedindo ao comandante da Polícia o encontro com Aluísio. Assim foi feito e eu mesmo, como seu superior, levei o capitão à presença do secretário - contou, em linhas gerais,  o major PM.

Aluísio Mendes: encontro sem convite

Ainda de acordo com o depoimento do major Diógenes Azevedo, na sala do encontro estavam Aluísio Mendes, seu adjunto Láercio Costa, e outras pessoas que ele não identificou.

- Não fiquei na sala. Fiquei aguardando em outro lugar - contou.

Após a conversa com Aluísio Mendes, Fábio Capita foi levado de volta ao Manelão, como é chamado o presídio militar, no Comando Geral da PM.

Após deixar o subordinado na cela, o policial recebeu um telefonema de Laércio Costa.

- Ele pediu para eu intervir já que o capitão não estava querendo colaborar - revelou o major Diógenes Azevedo ao juiz do caso Décio.

Nada mais disse e ou lhe foi perguntado sobre o assunto.

Simples assim…

Desaviso (incluído às 15h): Consta ainda que o comandante da PM, coronel Franklim Pacheco, e o advogado Dimas Salustiano, parente de Capita, também participaram da reunião com Aluísio Mendes.

Décio Sá

Cutrim confirma depoimento hoje no caso Décio…

Cutrim: depoimento esperado

O deputado estadual Raimundo Cutrim (PSD) agendou para as 9 horas e hoje o depoimento ao juiz Márcio Brandão, que preside o processo referente á morte do jornalista Décio Sá.

Cutrim falará como testemunha de defesa arrolada pelo capitão Fábio Aurélio Saraiva, o Capita.

O parlamentar tem a prerrogativa de escolher dia, hora e lcal para a oitiva, mas optou por falar mesmo no próprio forum, exatamente como as demais testemunhas.

A expectativa é que ele confirme os mesmo discursos e pronunciamento que tem feito na tribuna, com acusações ao secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes.

Cutrim será uma das últimas testemunahs a falar no caso Decio.

A partir de segunda-feira será a vez dos próprios acusados…

 

Décio Sá