O organograma da agiotagem, segundo Caio Hostílio…
Décio Sá
Tags:Agiotagem, criminosos, Políticos
Alguns membros do Tribunal de Justiça morrem de ódio quando a imprensa faz críticas ao poder Judiciário.
Mas estes mesmos membros sabem que o Judiciário maranhense não goza lá de muita credibilidade na opinião pública - pelos vários exemplos que se sucedem na mídia, quase que diariamente.
E não é tentando intimidar a imprensa que vão mudar esta imagem.
O caso Décio Sá é mais uma oportunidade que o Judiciário maranhense tem para mostrar que toma decisões baseado na análise da lei e nas circunstâncias de um crime (clamor popular, motivos torpes, periculosidade do acusado etc…) e não apenas por interesses inconfessáveis.
Os advogados dos agiotas Gláucio Pontes, José Alencar Miranda e Júnior Bolinha – e até mesmo o do assassino confesso Jhonatan de Souza – só estão aguardando os dados do inquérito fornecidos pela polícia para entrar com medidas que garantam a liberdade dos acusados.
E são advogados de peso, muitos com relações estreitas – e até familiares – no Judiciário.
A polícia tem feito a sua parte, buscando o maior número de provas e reclacionando o maior número de crimes praticados pelos assassinos, para garantir a eles o máximo de tempo na cadeia – antes e depois do julgamento.
E que a Justiça agora não venha atrapalhar…
Por pouco, a polícia não apresentou a pessoa errada como envolvido na morte do jornalista Décio Sá, quarta-feira.
Preso no Terminal da Integração do São Cristovão, Airton Martins Monroe seria apresentado como sendo Airton “Neguinho” um dos parceiros de crime do assassino Jhonatan Souza.
O falso suspeito já estava no carro que transportaria os envolvidos para a sede da Secretaria de Segurança quando os delegados foram informados de que havia um equívoco.
O homem nem chegou a ser apresentado, e a polícia não deu maiores informações, liberando-o no mesmo dia da prisão.
Airton Neguinho, o verdadeiro envolvido, continua foragido.
Segundo a polícia, ele é o responsável por ter feito o contato com Jhonatan, a pedido de Júnior Bolinha.
Além dele, a polícia procura o homem conhecido por Denis Nascimento Alves.
Ele está entre Gleysson Marcena e Jhonatan Souza na primeira foto do post abaixo, sobre as duas prisões dos pistoleiros.
Décio Sá
Tags:criminosos, Foragidos, Polícia
José de Alencar Miranda: De acordo com a polícia, foi quem, juntamente com seu filho, Gláucio Alencar Pontes, viabilizaram os R$ 100 mil para a morte de Décio Sá.
Gláucio Alencar Miranda: É um dos homens mais ricos do Maranhão, fortuina acumulada com agiotagem e negociações de fornecimento de merenda a prefeituras. Foi convencido por Júnior Bolinha a eliminar Décio.
Júnior Bolinha: conhecido em Satna Inês como empresário, odiava Décio Sá, desde que o jornalista o denunciou por roubo de um trator, o que levou à perda da representação da Coca Cola na região.
Buchecha: Faz-tudo de Bolinha. Operacionalizaou o aluguel da casa no Parque Vitória, onde ficaram hsopedados os dois pistoleiros do Pará.
Jhonatan de Souza: O assassino do jornalista. Foi trazido do Pará para a execução. Seguiu Décio por dois dias, até decidir agir, no bar Estrela do Mar.
Décio Sá
Tags:Bandidos, criminosos, Quadrilha
Os bandidos Franklin Wellington dos Santos e Leandro Mozart são considerados de alta periculosidade.
Condenados em Imperatriz, cumpriam pena por assassinatos, roubos e outros crimes no presídio daquele município.
Foram transferidos para a Penitenciária de Pedrinhas, sem maiores explicações do sistema penitenciário.
Franklin Wellington e Leandro Mozart desapareceram do presídio em São Luís no final de abril, sem deixar vestígios.
Para policiais e investigadores do Ministério Público, os dois empreenderam fuga após ter a saída facilitada pela segurança do presídio.
O caso ganhou pouca repercussão por que, na época da fuga, ainda era forte o burburinho relacionado à morte do jornalista Décio Sá.
A polícia também parece pouco interessada no esclarecimento desta fuga e na recaptura dos criminosos.
Será por quê???
Nome do assassino: Rodrigo Araújo Lima, 22 anos.
Matou duas pessoas ao mesmo tempo, mas pagou R$ 6 mil de fiança e vai ficar solto – provalvemente para o resto da vida.
Talvez matando de novo, mesmo sem carteira de motorista.
E quem perdeu foram as vítimas, mortas por um playboyzinho destes que andam nas madrugadas cheios de cana e sem responsabilidade alguma.
Se pagou R$ 6 mil de fiança é de família rica. Talvez por isso, aprendeu a irreponsabilidade no trânsito, se achando acima da lei.
Infelizmente, seu crime será apenas estatística, como o dos Demócritos, os Regadas, os Medeiros da vida.
Todos assassinos protegidos pela lei…
Crimes
Tags:Alcóolismo, criminosos, Trânsito
É impressionante o medo que a polícia maranhense – civil e militar – desperta no cidadão comum. Medo este que deveria dar lugar à sensação de segurança.
Há um sentimento comum nas redações e nas conversas de botequim: parece haver mais bandidos na polícia do que na Penitenciária de Pedrinhas.
O caso envolvendo o ex-presidiário Marco Aurélio Paixão, que denunciou uma quadrilha no presídio maranhense – e que deveria estar sob a proteção policial – é emblemático deste terror despertado pelos homens que deveriam garantir a paz.
Despreparo, truculência e corporativismo marcam a relação de policiais com a sociedade.
Infleizmente, o comando da Segurança parece fingir que não vê onde estão os focos.
É inadmissível que sujeitos denunciados continuem com cargos tão importantes na estrutura da segurança mesmo com tantas acusações sobre seus ombros.
E apenas porquê, como disse o secretário Aloísio Mendes, não há provas.
Ora, no caso específico das denúncias do traficante Paixão, a polícia investiga há cinco anos. Se nada encontrou, das três uma: ou é incompetente ou faz corpo mole ou são mentiras as acusações.
De qualquer forma, todos os acusados deveriam ser afastado, por falta de credibilidade na função – afastamento agora mais necessário diante da morte de mais um denunciante.
Enquanto isso, os crimes vão se amontoando, as denúncias vão aparecendo, inocentes vão morrendo e aqueles que deveriam estar protegidos, estão sendo eliminados como queima-de-arquivo.
Ninguém está seguro tendo a polícia por perto…