Júnior Bolinha é a chave de tudo…

Bolinha: bom vivant que fazia qualquer negócio no crime

Não há depoimentos registrados do agiota Júnior Bolinha nas investigações da morte do jornalista Décio Sá.

A polícia já o ouviu várias vezes, mas nada foi registrado em papel.

O próprio Bolinha declarou só falar em juízo.

Bandido contumaz, envolvido em vários tipos de crime – de extorsão a assassinatos, de golpes contra empresas a roubo de carros – Júnior Bolinha também atuava como intermediador de pistoleiros, agenciador de matadores e contratante de assassinatos.

Preso, Bolinha mostrou-se um covarde compulsivo

E nesta condição, sabe muito.

O que ele falar terá peso até maior que o depoimento de Gláucio Alencar ou mesmo do assassino confesso Jhonatan de Souza. Por isso a polícia prefere mantê-lo em sigilo.

De uma forma ou de outra, a polícia sabe com quem Bolinha se relaciona, as atividades que ele faz e as relações que mantinha com gente de todos os níveis sociais.

O delegados já não têm dúvidas, por exemplo, de que ele contratou a morte de Fábio Brasil. Se Gláucio Alencar teve ou não participação nisso, é o que está sendo investigado.

A polícia também sabe que Bolinha tinha motivos para odiar Décio Sá e soube que Décio sabia da sua participação na morte de Brasil.

O silêncio de Bolinha é a chave de todo o caso Décio.

Mas falando ou não, tudo virá à tona a partir dele…

 

Décio Sá
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Delegado Paulo Márcio nega relação com Júnior Bolinha e garante que nunca vendeu sítio a ele…

Júnior Bolinha vende imagem de que tem amigos no poder

O delegado Paulo Márcio negou hoje que tenha qualquer tipo de relacionamento com o agiota Júnior Bolinha, preso como mandante do assassinato do jornalista Décio Sá.

- Este tipo de gente é assim: encontra a pessoa, conversa cinco minutos e, no dia seguinte, espalha pra todo mundo que são amigos de infância. Não tenho qualquer relacionamento com Júnior Bolinha - garantiu o delegado.

Paulo Márcio também negou que tenha vendido para Bolinha o sítio onde a polícia cumpriun Mandado de Busca e Apreensão, semana passada.

 

Sítio do agiota: imóvel é alvo de processo judicial

- Este sítio eu vendi em 2005, há sete anos, portanto, para uma outra pessoa. Esta pessoa comprou parcelado, deixou de pagar algumas prestações e o caso está hoje na Justiça. Nunca negociei com Júnior Bolinha - afirmou.

O delegado encaminhou ao blog cópias do processo que tem na Justiça contra o primeiro comprador do sítio, em que pede a complementação do pagamento.

O sítio é hoje usado por Júnior Bolinha.

No cumprimento do mandado de busca da semana passada, a polícia foi averiguar denúncias de que haviam tratores roubados no local.

Só encontraram animais silvestres e carcaças de outros veículos, todos legais…

Décio Sá
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Sítio de Bolinha pertencia a ex-homem-forte da Segup…

No sítio de Bolinha foram encotnrados máquinas pesadas e restos de carros

Pertencia ao delegado Paulo Márcio o sítio do agiota Júnior Bolinha, invadido hoje à tarde pela polícia.

A informação é do blog de Jorge Aragão. (Leia aqui)

Paulo Márcio foi um dos homens fortes da Secretaria de Segurança na gestão de Raimundo Cutrim.

A polícia cumpriu Mandado de Busca e Apreensão no sítio de Bolinha, de onde levou animais silvestres e um trator, que está sendo periciado.

Bolinha foi preso em 2009 por roubo de máquinas pesadas, prisão divulgada pelo jornalista Décio Sá e que gerou o ódio do agiota contra ele.

Em entrevista à rádio Mirante AM, hoje à tarde, Raimundo Cutrim disse que sua relação com Bolinha começou no final do ano passado.

- Eu precisei de umas máquinas em meu sítio e aluguei dele, como alugava de outras pessoas - disse o parlamentar, que nega qualquer envolvimento com o assassinato de Décio.

A polícia ainda não se manifestou oficialmente sobre a citação de Cutrim no depoimento de Jhonatan de Souza, vazado hoje na imprensa.

Eleições 2012
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Hemetério Weba esclarece presença em Facebook de Júnior Bolinha…

O deputado Hemetério Weba (PV) publicou em seu perfil no Facebook um esclarecimento sobre a sua presença como amigo na rede do agiota Júnior Bolinha, preso por participação na morte do jornalista Décio Sá.

Segundo o parlamentar, a relação mantida em seu perfil é a de um homem públoico, que adiciona a todos que solicitam amizade, até como forma de buscar sugestões e opiniões sobre projetos.

- E hoje, ao saber do envolvimento no crime de um adicionado em minha rede social, exerci o meu direito, que é um direito de todos, de excluir aqueles que não possuem valores morais e infringem as leis - afirmou o parlamentar (leia a íntegra na reprodução ao lado)

Weba era um dos seis únicos “amigos” da rede de Júnior Bolinha.

Este blog publicou a relação na manhã de quinta-feira. Minutos depois, a imagem do parlamentar foi excluída, sendo bloqueada no perfil do criminoso.

As explicações do deputado têm respaldo na própria forma de comportamento no Facebook. É natural que qualquer solicitação de amizade seja aceita.

A exclusão após saber de quem se trata é uma medida correta.

Caso encerrado…

Décio Sá
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Deputado desaparece da página de Bolinha no Facebook; Buchecha também apaga fotos…

 

Até hoje de manhã, Weba era o primeiro "amigo" na lista de Bolinha...

A publicação do post “Relações Perigosas”, nesta quinta-feira pela manhã, gerou uma intensa movimentação nos perfis de Facebook de Júnior Bolinha e Fábio Buchecha, presos por envolvimento  na morte do jornalista Décio Sá.

Menos de meia hora depois da publicação do texto o perfil do deputado Hermetério Weba (PV) havia desaparecido da lista de amigos de Júnior Bolinha.

Como Bolinha está preso, o mais provável é que o perfil de Weba tenha sido bloqueado no agiota, como que se excluindo da sua rede de relacionamentos.

Mais curiosa ainda foi a movimentação percebida no perfil de Fábio Buchecha.

O blog revelou que o agenciador do pistoleiro que matou Décio Sá tinha, em seus albuns de fotografia no facebook, um dedicado exclusivamente a uma das filhas de Weba, em que o próprio Bochecha era um dos convidados.

...mas, à tarde, já tinha sido excluído

Hoje à tarde, todas estas fotos foram apagadas.

Quem vasculhou o perfil do acusado durante a tarde põde perceber que estava on-line, com as fotos sendo apagadas no mesmo momento em que se tentava acessá-las.

Como Bochecha também está preso, alguém acessou seu perfil no facebook com a clara intenção de apagar provas de suas relações.

Este blog insiste que não levanta qualquer suspeita em relação à presença de personalidades em perfis de criminosos nas redes sociais.

Mas a forma como tentaram apagar estas relações é que levantam dúvidas…

 

Décio Sá
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Relações perigosas…

Página do facebook de Júnior Bolinha

Quem frequentar as páginas de Facebook e do Twitter de alguns dos acusados pela morte do jornalista Décio Sá vai ver uma estranha coincidência nas relações deste pessoal com pessoas influentes da sociedade maranhense.

O perfil de Júnior Bolinha, por exemplo, tem apenas seis “amigos” (pessoas que se relacionam entre si pela rede social). Entre estes “amigos” estão os deputados estaduais Raimundo Cutrim (PSD) e Hemetério Weba (PV).

Já o perfil de Fábio Aurélio, o Buchecha, tem até um album de fotos dedicado exclusivamente ao casamento de uma das filhas de Weba, em que o próprio Buchecha aparece como feliz comensal. (Veja aqui)

Estas informações foram cruzadas pela polícia, que as relaciona com ligações telefônicas feitas por Gláucio Alencar e seu pai, José Miranda.

Os carros apreendidos pela quadrilha também guardam esta relação perigosa.

A presença de autoridades como “amigos” em redes sociais de pessoas com perfil não-recomendável, a princípio não quer dizer nada.

Mesmo por que, qualquer um pode solicitar “amizade” no face e, em alguns casos, a pessoa – ou sua assesssoria – acaba aprovando esta solicitação até de forma mecânica.

Outro detalhe curioso: Jonathan de Souza, o executor de Décio Sá, responde a dois processos nas instâncias superiores da Justiça. Seu advogado nestes casos é o ex-deputado estadual Franklin Seba, da região de Santa Inês.

Seba compôs o grupo de advogados que, em 1999, defendeu o ex-colega José Gerardo de Abreu na CPI do Crime Organizado. Naquela ocasião Weba também figurou como investigado.

Vale repetir que esta relação entre essas pessoas – a princípio – não quer dizer nada.

Mas não deixa de ser informações importantes para uma investigação que se pretende chegar a crimes graves, como agiotagem, extorsão e assassinatos – e à suposta rede de proteção que esta quadrilha mantinha no Maranhão.

Uma relação perigosa por si só…

Décio Sá
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