Agiotagem envolve diversas prefeituras…

Entre documentos e provas apreendidas pela polícia na captura dos mandantes e envolvidos na morte do jornalista Décio Sá estão diversos talões de cheques de prefeituras maranhenses.

A atividade empresarial dos agiotas – venda de merenda e medicamentos – é apenas fachada para a atividade principal: investir em campanhas eleitorais. O dinheiro é pago com recursos públicos, quando o candidato eventualmente eleito assume a  prefeitura – sob a falsa justificativa de compra de merenda.

Gláucio Pontes, seu pai, Miranda, e Júnior Bolinha – três dos capturados hoje – controlavam, assim, diversas prefeituras maranhenses, muitas delas denunciadas por Décio Sá em seu blog.

Para garantir tranquilidade à atividade ilegal, os agiotas compram membros do Judiciário e policiais, como, segundo as investigações, o capitão Fábio Capita. Estes policiais são responsáveis pela intimidação e eliminação de eventuais devedores.

É de Fábio Capita a arma que matou Décio Sá.

A elucidação da morte de Décio Sá levará à investigações sobre esses outros crimes.

Como boa parte deles é de âmbito federal, provalvemente a Polícia Federal entrará no caso…

Décio Sá
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A história da trama que resultou na morte de Décio Sá…

Décio foi morto para não denunciar - e por denunciar - crimes de agiotas

O jornalista Décio Sá foi assassinado por uma quadrilha formada pelos agiotas Gláucio Pontes e seu pai, conhecido por Miranda, que também executaram o “empresário” Fábio Brasil, em Teresina (PI).

A polícia também já prendeu o homem conhecido por Júnior Bolinha, que teria sido o responsável pelo agenciamento do pistoleiro, preso na semana passada.

Segundo as investigações, Décio entrou na mira de Gláucio quando começou a denunciar em seu blog as ações de agiotas no Maranhão.

Como fachada para seu negócio de empréstimo, o agiota mantinha empresas de fornecimento de material escolar e medicamentos, o que lhe gaqrantia proteção de políticos – deputados e prefeitos – e até membros da polícia e do Judiciário.

A morte de Fábio Brasil

A trama remete a outubro do ano passado. Naquele mês, o agiota recebeu um pistoleiro que lhe contou ter sido contratado para executá-lo por Fábio Brasil – ou Júnior Brasil, como era conhecido.

Motivo: Brasil lhe devia R$ 200 mil e não tinha como pagar. Como saída, resolveu matá-lo, oferecendo R$ 100 mil ao pistoleiro. Morte de Fábio Brasil teria levado à execução de Décio

Como não pagou o executor, o bandido procurou Gláucio, oferecendo o serviço pelo mesmo valor.

Tudo está registrado em uma ocorrência policial investigada pela polícia. Neste boletim, o “empresário” diz ter recusado o serviço”, mas, segundo a polícia contou a história para que Júnior Bolinha resolvesse.

Meses depois, Fábio Brasil foi morto em praça pública, em Teresina. Décio Sá publicou a notícia e, depois, foi informado de que o mandante seria Gláucio. (Leia aqui a notícia da morte de Brasil) Morte de Fábio Brasil teria levado à de Décio

Jornalistas e agiotas

Há informações de que Gláucio e Décio Sá teriam se reunido – juntamente com outros jornalistas – ocasião em que o agiota teria dito que o autor do crime contra Fábio Brasil seria, na verdade, Júnior Bolinha, que o estaria chantageando para resolver o valor da execução.

Neste meio tempo – por intermédio de um homem conhecido por Buchecha, Bolinha já havia alugado uma casa no Parque Vitória e trazido dois homens do Pará.

A princípio, a dupla faria um sequestro do pai de Gláucio, o Miranda – também preso hoje – como forma de pressionar o comparsa a pagar os R$ 100 mil pela morte de Brasil.

Mas Bolinha acabou informado – provavelmente pelo próprio Gláucio - de que Décio Sá sabia de mais e aproveitou os bandidos do Pará para executar o jornalista antes da publicação da matéria.

 

Por aqui, assassinos teriam chegado à casa-esconderijo

Rixa antiga

Bolinha já nutria ódio mortal de Décio Sá desde 2009, quando o jornalista publicou matéria do seu envolvimento em roubo de veículos – ele chegou a ser preso, em operação da Polícia Federal, com um trator roubado em sua propriedade, em Santa Inês.

Nesta mesma ocasião, Gláucio conseguiu escapar da prisão por causa da interferência de um policial amigo, que o avisou da ação da PF.

Por conta da notícia de prisão publicada no blog de Décio, Bolinha perdeu a bandeira da Coca-Cola, que representava em Santa Inês. Segundo as investigações, resolveu então que “não deixaria Décio destruir sua vida mais uma vez”, com a revelação da morte de Fábio Brasil.

Mansão no Calhau

Para matar Décio, Bolinha contou com a ajuda do próprio Gláucio na empreitada, segundo a investigação.

A polícia descobriu que o empresário-agiota mantinha uma casa no Calhau, a menos de 500 metros da área por onde os assassinos de Décio Sá empreenderam fuga. A casa servia apenas de escritório particular e depósito de material escolar.

A polícia entende que os bandidos se deslocaram para lá na noite do crime, o que impossibilitou a captura, já que não estavam nas ruas.

Com os depoimentos de Valdêmio José da Silva e a prisão de um dos executores, a polícia montou as últimas peças do quebra-cabeça, resultando na prisão dos mandantes nesta manhã.

E assim, elucidou o assassinato do jornalista…

Décio Sá
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Dutra vai à ONU expor Caso Décio…

Dutra quer chamar atenção internacional para o caso Décio

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, deputado Domingos Dutra (PT) integrará a comitiva do Brasil na reunião do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas.

Dentre outros temas, ele abordará o assassinato do jornalista Décio Sá, cujas investigações ainda não apresentaram qualquer resultado concreto.

- Apresentarei e protocolarei na ONU o relatório da diligencia feita pela CDHM, em São Luís, nos dias 10 e 11/05, juntamente com um dossiê de informações sobre o assassinato do jornalista Décio Sá, morto pela maldita pistolagem existente no Maranhão, e que, mesmo após 30 dias, há poucas informações concretas quanto à execução - manifestou o parlamentar.

Durtra vai falar no conselho da ONU logo após a minsitra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário.

A Comissão da Câmara já encaminhou ao Ministério da Justiça a entrada da Polícia Federal nas investigações do caso Décio.

O parlamentar quer chamar atenção internacional para os crimes de pistolagem no Brasil e no Maranhão…

Décio Sá
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Ameaça a deputado reacende debate sobre CPI na AL…

O vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Neto Evangelista (PSDB), desafiou hoje o vice-líder do governo na Casa, Magno Bacelar (PV), a assinar a CPI que pretende investitgar os crimes de pistolagem no estado.

Bacelar acusa o ex-prefeito de Chapadinha, Isaias Fortes (PTB) – bisavô de uma filha de Evangelista – de ameaçar matá-lo, caso perca a eleição deste ano no município.

Para ser instalada, a CPI precisa de apenas mais uma assinatura.

Na semana passada, Magno Bacelar pediu proteção e providências da Assembleia para investigar as denúncias que circularam na imprensa do Maranhão, de que Isaias amaeaça matá-lo.

Hoje, a Mesa da Assembleia aprovou o requerimento do vice-líder governista – com o voto do próprio Evangelista – determinando a investigação, embora não tenha dito como vai fazê-la.

Magno Bacelar pretende decidir amanhã – após ouvir os colegas de bancada – se assina ou não a CPI…

Assembléia
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Investigação federal no caso Décio Sá…

Morte de Décio Sá: a polícia ainda não conseguiu respostas

A Polícia Federal deverá entrar oficialmente nas investigações do caso Décio Sá.

A Comissão de Direitos Humanos protocolou ontem à tarde o pedido ao Ministério da Justiça para que aquela força policial atue no caso.

Detalhe: para os deputados que compõem a comissão, é importante que sejam escalados para a missão apenas policiais de fora do Maranhão, haja vista a relação muito próxima de policiais civis, e mesmo dos federais maranhenses, com alguns dos investigados.

Comissão da Câmara foi ignorada no Maranhão

- O crime possui nítidas características de encomenda; tem elementos que indicam a participação de grupos de extermínio e organizações criminosas ligadas a esquemas poderosos, talvez com interesses e ramificações no poder público - justifica o documento da CDHM encaminhado à Polícia Federal.

Além da participação da Polícia Federal, a comissão da Câmara dos Deputados quer que o Ministério Público Federal também acompanhe as investigações.

O assassinato de Décio Sá vai completar 30 dias na próxima segunda-feira.

As investigações estão sendo feitas de forma sigilosa pela polícia maranhense.

Décio Sá
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Só pra não esquecer…

Décio Sá, assassinado em 23 de abril...

Na próxima quarta-feira, o assassinato do jornalista Décio Sá completa o primeiro mês.

Neste período, foram inúmeros os pedidos e pressões, de toda sorte, para que este blog fosse mais complacente e desse mais crédito ao trabalho da polícia.

Neste período, o titular deste blog conversou com os delegados Jefrey, Maimone Barros e com o próprio secretário Aluísio Mendes, em depoimentos informais sobre o caso.

Ouviu deles garantias de que o crime será elucidado – “apesar da complexa rede de possibilidades” – e que as coisas estavam caminhando dentro das linhas de investigação.

Há dois suspeitos presos, cuja validade da prisão temporária expira-se um dia depois de o assassinato completar 30 dias.

Há uma linha de investigação já definida e encaminhamentos para consolidar provas e indícios de participação de suspeitos da trama.

E nada mais!

O blog decidiu respeitar o sigilo das investigações, mas com prazo determinado para voltar a cobrar.

E não vai deixar que a morte de Décio Sá seja esquecida nas gavetas do Sistema de Segurança.

Doa em que doer…

Décio Sá
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Polícia elucida morte de blogueiro potiguar…

F. Gomes: polícia potiguar elucidou o crime

A polícia civil do Rio Grande do Norte elucidou ontem o assassinato do blogueiro Francisco Gomes Medeiros, o F. Gomes.

Ele foi executado em outubro de 2010, nos moldes do assassinato do jornalsita Décio Sá.

Assim como Décio, F. Gomes mantinha um blog que denunciava políticos, empresários e autoridades do Rio Grande do Norte.

De acordo com as informações da imprensa potiguar, Gomes foi morto por encomenda do comerciante Lailson Lopes, com participação também do pastor Gilson Neudo Soares do Amaral.

Ainda de acordo com a polícia, o pastor usou parte do dízimo para pagamento do crime.

O articulador da execução foi o advogado Rivaldo Dantas.

Além deles, o coronel Marcos Antonio de Jesus Moreira e o policial militar Evandro Medeiros também ajudaram no crime. O assassinato custou R$ 8 mil. 

Todos os envolvidos já estão presos…

Leia aqui a notícia sobre a morte de F. Gomes

 

 

Décio Sá
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Hemetério assina CPI da Pistolagem e detona: “muita gente nesta Casa não aguenta uma investigação”…

Weba ataca colegas, provoca Hélio e desafia Cutrim

O deputado Hemetério Weba (PV) assinou hoje o requerimento que pede a instalação de uma CPI para apurar os crimes de pistolagem no Maranhão.

Em seguida, o parlamentar foi à tribuna e atacou duramente o colega Raimundo Cutrim (PSD), ex-secretário de Segurança. Para Weba, Cutrim armou investigações contra ele durante a CPI do Crime Organizado, em 1999.

-Desafio o deputado Cutrim a mostrar os relatórios da CPI e apontar aqui qualquer envolvimento meu com bandido - provocou.

Comparando-se aos colegas de plenário, o parlamentar afirmou, categoricamente:

- Muita gente aqui não aguenta uma investigação.

Em seguida, direcionando-se ao deputado Hélio Soares (PP), que conduzia os trabalhos, perguntou:

- O senhor, deputado Hélio, aguenta cinco minutos de investigação?

Após o discurso de Hemetério Weba, a sessão foi encerrada.

Presente em plenário, o deputado Raimundo Cutrim disse que não iria mais polemizar com o colega.

Assembléia
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Assembleia decide hoje o futuro da CPI da Pistolagem…

Os deputados estaduais vão decidir hoje o futuro do requerimento de instalação de uma CPI para investigar os crime sde pistolagem no Maranhão.

O documento é de autoria do deputado Bira do Pindaré (PT).

Até sexta-feira, a CPI tinha 13 assinaturas, incluindo a dos governistas Chico Gomes (PSD), Zé Carlos da Caixa (PT) e André Fufuca (PSD).

Deputados decidirão, hoje, se instalam ou nnão a CPI da Pistolagem

Mas os líderes governistas pressionam os deputados a retirarem assinatura, sob alegação de tratar-se de uma orientação da governadora Roseana Sarney (PMDB).

Se os governistas recuarem, Bira do Pindaré espera complementar o total de assinaturas com a deputada Cleide Coutinho (PSB) e outro governista, Hemetério Weba (PV).

Sobretudo por que o próprio Weba foi à tribuna para declarar não ter medo de investigação, garantindo que assinaria o documento do petista.

Ele tem obrigação, agora, de comprovar na prática o que disse em discurso…

Assembléia
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Não há sigilo da Justiça no caso Décio Sá…

Aluísio: ele esconde os fatos; a imprensa não precisa!

A imprensa maranhense não tem nenhuma obrigação de seguir o sigilo decretado pela polícia nas investigações do assassinato do jornalista Décio Sá.

O sigilo é um decreto adminitrativo da Secretaria de Segurança, que vale apenas para políciais – comandantes e comandados.

Cabe aos órgãos de imprensa decidirem se acatam ou não este sigilo – seguindo a orientação policial – cada um com seu juizo de valor ou levando em conta suas relações com a polícia.

Este blog não! Este blog vê o sigilo com desconfiança.

Este blog vai continuar “cascavilhando” os bastidores da operação, para divulgar o que achar importante para a sociedade e denunciar aquilo que considerar suspeito.

Se o Sistema de Segurança quiser mesmo proibir definitivamente o assunto Décio Sá, terá que entrar na Justiça, pedindo a decretação do sigilo universal no caso.

Mas, assim, a censura só caracterizará o complexo de culpa da polícia…

Décio Sá
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