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Fechado há anos, “Espeto de Pau” só ficará pronto em 2013…

O "Espeto de Pau" ainda é uma visão grotesca no Jaracaty

A procuradora geral de Justiça, Fátima Travassos, assinou ontem novo contrato para reforma estrutural do prédio-sede das promotorias da capital, o famoso “Espeto de Pau”.

É o terceiro ou quarto, desde que o prédio foi fechado, ameaçado que estava em sua estrutura, pouco tempo depois de ser concluído.

Caberá à construtora Jatobeton recuperá-lo.

E pelo prazo de conclusão da reforma – 540 dias – tudo indica ser uma nova obra, que só ficará pronta no segundo semestre de 2013.

A casa de ferreiro do Ministério Público é um do maiores escândalos da construção civil da história do Maranhão.

Travassos e o representante da Jatobeton

A obra foi iniciada na gestão do então procurador de Justiça Jamil de Miranda Gedeon Neto – recém-saído da presidência do Tribunal de Justiça – e concluída no mandato de Raimundo Nonato de Carvalho Filho.

Em 2007, na gestão do procurador Francisco de Souza Barros, uma denúncia do blog de Walter Rodrigues levou ao fechamento do prédio.

O jornalista, falecido em 2010, chegou a cobrar investigação do caso. 

– É bem o caso de instaurar um inquérito civil público para apurar o uso possivelmente incorreto ou impróprio de verba oficial, semelhante a tantos que atormentam prefeitos e outros administradores menos ilustres – provocou Rodrigues, fazendo referências às investigações do próprio MP em outras instituições. (Releia aqui)

Desde então, procuradores e promotores trocam acusações sobre a obra sem que tenham, pelo menos, dado explicação do fracasso na construção.

Daí o nome “Espeto de Pau”…

Marco Aurélio D'Eça

2 Comments

  1. Enquanto isso, o gordo aluguel lá no center-lusitana, aumenta o patrimônio da família do deputado Afonso Manoel. Somente de aluguel que o Ministério Público já pagou, daria pra reformar toda a estrutura da sede. Seria irresponsabilidade por parte do Ministério público, ou tudo isso, todo esse atraso, é pra beneficiar o locatário e o locador!? Se Estivéssemos em um país sério, se tivéssemos uma justiça séria, com certeza, esse esquema já tinha sido apurado, já tinham postos os responsáveis na cadeia e dado uma justificativa plausível pra sociedade. Mas, infelizmente, estamos no Brasil, estamos principalmente, no Maranhão.

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