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Uma decisão tola, bizarra e insegura…

Dilma Rouseff: auto-afirmação ou insegurança?

Trata-se de uma bobagem sem precedentes no debate sobre afirmação da mulher no país a Lei nº 12.605, sancionada pela presidente Dilma Rousseff (PT) – assim mesmo, sem flexão de gênero.

A lei obriga os cidadãos brasileiros a chamá-la apenas de “presidenta”, criando uma flexão de gênero ridícula, sonoramente feia, gramaticalmente capenga, tola e auto-afirmativa.

Pior: determina também que a nomenclatura para outras atividades exercidas por mulheres tenham, obrigatoriamente, a flexão de gênero.

Oficiais de polícia serão “oficialas”, bacharéis femininas poderão exigir a reimpressão do diploma com a  expressão “bacharela”  e as gerentes passarão a ser “gerentas”.

Nada mais bizarro.

Ações como esta, antes de afirmar a presença da mulher na sociedade, apenas denotam a insegurança pessoal de quem as edita.

A presidente Dilma Rousseff (assim mesmo, sem flexão), ao contrário do nque tenta mostrar, passa insegurança e falta de personalidade ao exigir dos brasileiros uma tolice destas.

Como que querendo se auto-afirmar na sociedade…

Leia também:
“A presidente ou Presidenta?…”

Marco Aurélio D'Eça

23 Comments

  1. Flexionar o gênero é sim uma decisão interessante. A linguagem é sexista quando utiliza termos no masculino e diz que é neutro. Isto sim é “bizarro” meu caro Marco Aurélio. Atualmente estou me doutorando em psicologia social e lidando justamente com estas questões que invisibilizam as mulheres em todas as instâncias e a linguagem é mais uma. Se as palavras podem parecer estranhas para algumas pessoas – seus exemplos: gerenta, presidenta – é só uma questão de se acostumar. Existem milhares de palavras estranhas na nossa língua- pindamonhangaba, abracadabra, bosta, piriri – qual é o problema ? E de insegura nossa PRESIDENTA não tem nada! Sobreviver à ditadura e continuar na política é coisa de mulher porreta (outra palavra estranha) com grelo-duro (outra bizarrice!). Não seja tão inflexível e suporte os avanços das mulheres em todos os níveis, do micro ao macro. Ah já ia esquecendo sou MESTRA em Psicologia.

    • Marilia, na realidade cada um pode ser mesmo chamado do que quiser, a mim pouco importa. Então não obriguem, facultem. Eu não sou Bacharela de coisa nenhuma, sou Bacharel em Direito, (este também é o meu Direito).

  2. Coitada da presidentA, ela está doentA porque foi mordida por uma serpentA….

  3. Embora tardia, fica aqui minha opinião: Como bem observado por alguns, a Lei comentada, EMBORA ESDRÚXULA, refere-se “apenas” ao tratamento inscrito “POR INSTITUIÇÕES DE ENSINO PÚBLICAS E PRIVADAS” em “Diplomas e Cerificados”. Assim, entendo que até mesmo a PresidentE Dilma deve continuar a ser denominada como tal, ou seja: PresidentE, uma vez que seu “Diploma Político” não é outorgado por nenhuma instituição de Ensino o que exclui tal função ou atividade, bem como quaisquer outras que não possuam diplomação formal, da determinação “RIDÍCULA” da citada Lei.

  4. Sigamos, é lei: flamenguistO, jornalistO, dentistO, motoristO, VIGARISTO. É o legado mais característico da Dilma.

  5. Peço que me explique o que esta lei determina, na verdade. Para mim, ficou obscuro. Não sei se vc é advogado, mas como não sou, este texto da lei para mim, falta mais para que eu entenda. Peço que me dê exemplos. Pergunto ainda se a palavra presidenta seria a tal opção que uma das pessoas comentou. Eu achava que presidenta, assim com qualquer outra palavra comum de dois gêneros, flexionar para o feminino ou masculino, é errado. Como gerento ou gerenta. Para mim só tem gerente. Eu sempre me incomodei com esta mania da Dilma se chamar de preisdenta e antes pensava ser ignorância, mas agora, parece que tem mais coisa aí. Assim, peço alguma explicação de vc. Obrigado

  6. Homens, só posso dizer para terem cuidado na escolha de seus candidatos. Não se deixem envolver pelos pedidos de votos do bicho caprichoso.

  7. Mesmo sendo só nos diplomas, espero que os homens se lembrem disto tudo nas próximas eleições e pensem bem nos candidatos que votarão. É preciso evitarmos colocar pessoas arrogantes em posições de poder, especialmente o bicho caprichoso.

  8. Engraçado que só os homens não entendem essa lei. Me desculpe, mas isso é machismo. E se a presidenta quer ser chamada de presidenta, não atender a este pedido é algo desrespeitoso. Se eu chamar qualquer profissional homem pela flexão feminina do nome, todos se ofendem. O contrário não se justifica por que mesmo?

    E tem mais, o idioma é fluxional e sofre influência direta da cultura que se vive. Então a língua pode transmitir sim valores sexistas e a lei está corretíssima em brigar pelo direito de uma minoria.

    Sou bacharela, licenciada e mestra em química e assim que a universidade sair da greve, vou pedir a reimpressão dos meus diplomas.

  9. Esta lei é uma afronta à língua portuguesa. Esse bando de Petista tolos e incompetentes deveriam estudar para se amoldar à norma culta e não exigir que a norma se adapte a sua falta de cultura. Isso é grotesco.
    Moura Júnior

  10. Também, sinceramente, concordo com a última postagem. Este País tem coisas muito mais importantes para resolver, principalmente o Congresso Nacional que mantém engavetados projetos de interesse nacional, há anos, por absoluto desinteresse dos nossos parlamentares.
    Agora, que interesse há em publicar uma Lei como essa? Independente dos motivos, penso que é uma perda de tempo, pois não acredito que alguém vá cobrar a reemissão de diplomas com essa finalidade.
    Esse tipo de Lei não acrescenta nada, além de sugerir cacófatos em determinadas frases, tais como: “A presidenta, que também é comandanta, anunciou que a boca dela é linda.” e por aí vai.

  11. Sinceramente…! Será que nossas altas autoridades não têm mais nada para fazer? Está “na cara” que esta lei foi encomendada a algum dos nossos probos e eficiêntes representantes no Planalto para justificar a veia feminista da nossa representante máxima. Tem gente que adora reinventar a roda. Lei ridícula e desnecessária, como tantas outras.

  12. bem machista essa sua análise heim. Tu gostas de uma polêmica, por achar que teu blog terá mais acessos, mas não está dando certo. Vide o número de comentários que caiu vertiginosamente nos últimos tempos. O do teu rival, Décio vai de vento em polpa, diga-se de passagem. Procure ser mais isento e menos polêmico. Não leve a serio o ditado: O q não é visto nãi é lembrado”

    Resp.: Quem disse que comentário mede acessos? Quem disse que Décio Sá é meu rival? Só pra seu governo, entre março e abril, os acessos diários deste blog aumentaram entre 30% e 40% – resultado direto da ampliação no número de textos diários (eram seis, agora são oito, com a última postagem sempre entre 21h30 e 22h. Aos domingos, desde que decidimos voltar a atualizá-lo da mesma forma que no dias úteis, esse aumento nos acessos superou os 60% em apenas duas semanas. Sinal da credibildiade do blog. Sinal de que os leitores querem ver o que este blog pensa das coisas. Isto é credibildiade, meu caro. Este blog forma opinião por que tem opinião. Não faz colagem e nem tem medo de expor seu pensamento – simplesmente por que tem argumentos para reafirmá-lo.

  13. Será q não tinha HUM assessor sequer para explicar a PresidentE que,existem na língua Portuguesa, adjetivos “comum à dois”.Marco vc agora tem q ser chamdo de jornalistO.Ihh!! meu dentistO,também….

  14. Caro Marco,
    Como jornalista diligente que sei que você é, recomendo que proceda à leitura do inteiro teor dos três artigos desta singela lei.
    Pelo que entendi, a lei foi editada tão somente para impor a flexão de gênero para nomear profissão e grau em diplomas acadêmicos. Logo, de fato, a mulher com ensino superior completo em Medicina, por exemplo, terá ter nos seus diplomas os termos “bacharela” e “médica”.
    Não tem, contudo, salvo melhor juízo, a amplitude de impor o uso de “Presidenta”, “gerenta”, o que é possível aferir já a partir da ementa da lei que, já expressamente a restringe sua incidência ao âmbito da graduação/titulação acadêmica.

  15. Aí embaixo o texto da lei. Onde diz que é obrigado chamá-la de presidenta? A lei fala sobre diplomas.
    Informe-se melhor antes de divulgar uma notícia.
    ___________________________________________
    Lei 12605/12 | Lei nº 12.605, de 3 de abril de 2012Compartilhe

    Determina o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou grau em diplomas.

    A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

    Art. 1o As instituições de ensino públicas e privadas expedirão diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada, ao designar a profissão e o grau obtido.

    Art. 2o As pessoas já diplomadas poderão requerer das instituições referidas no art. 1o a reemissão gratuita dos diplomas, com a devida correção, segundo regulamento do respectivo sistema de ensino.

    Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

    Brasília, 3 de abril de 2012; 191o da Independência e 124o da República.

    DILMA ROUSSEFF
    Aloizio Mercadante
    Eleonora Menicucci de Oliveira

  16. Perfeito Marcos,
    Eu concordo plenamente com o seu ponto de vista! Onde já se viu uma iniquidade dessas, de uma autoridade querer mudar uma língua por decreto.
    Lamentável!

  17. Francamente, tola e bizarra foi sua interpretação sobre essa lei federal. Primeiro, nenhum cidadão brasileiro será obrigado a tratar alguma mulher pela sua flexão de gênero, mas sim as instituições públicas. Segundo, assim será feito se para determinada palavra que EXIGIR eventual flexão, como alguns exemplos que você mesmo citou (bacharela, oficiala) e outros (guardete etc). No caso de palavras como presidente, gerente, chefe etc, há OPÇÕES, ou seja, pode se referir a ambos os gêneros ou pode ser utilizada uma variação. Ninguém será obrigado a utilizar determinada variação, até porque a língua portuguesa permite, é viva, não será uma lei que a enrijecerá. Ao meu ver está corretíssima a lei, embora infelizmente sua edição poderia ser desnecessária, mas só assim mesmo para fazer com que a nossa língua seja corretamente aplicada.
    Por último, não estou defendendo o governo atual, mas se quiser atacá-lo, não seja tão ridículo quanto ele.

  18. Caro Jornalisto, você foi muito bem na sua análisa. É preciso ser uma pessoa muito conscienta pra chegar a essa opineoa. Gostaria de falar mais sobre esse temo, mas meu dentisto me espera para uma avaliaçona. Numa outra oportunidada participo e farei outras colocações mais pertinentas.

    resp.: Perfeito, meu caro Jeisael.

  19. Marco essa Lei é realmente ridículqa, como essa estória de presidenta pois o uso do termo A presidente também é correto em Língua Portuguesa essa Lei quer mudar ” a força” nossa ortografia, as mulheres não necessitam disso.

  20. O velho problema do polticamente correto que infesta nossa sociedade.

    Típicas de um país que quis censurar dicionário, que concede cotas raciais e assim por diante…

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