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O brilho dos craques mascara os problemas de algumas seleções…

http://s.glbimg.com/es/ge/f/300x397/2011/06/28/neymar_moicano.jpgPor Thiago Bastos/O Estado do Maranhão

Neymar. 22 anos. Quatro gols em Copas do Mundo – artilheiro isolado – e fator primordial para o Brasil alcançar uma vaga na próxima fase do torneio.

Messi, quatro vezes melhor do mundo e com duas finalizações brilhantes, e só (ué mas só?!), deu seis pontos para a seleção argentina. Hazard – meia dos mais habilidosos do Chelsea e que com uma jogada brilhante ontem contra a Rússia deu o gol ao centroavante belga.

Três nomes e uma realidade: com seus desempenhos – Neymar à frente deles – e habilidade técnica fora do comum foram fundamentais para suas seleções e, ao mesmo tempo, podem ter cometido uma “bola fora” e escondido problemas graves.

As equipes desses três atletas (Brasil, Argentina e Bélgica) têm ainda problemas a resolver.

Começando pelo Brasil (para agradar aos meus amigos pachecos de plantão), a equipe de Scolari pode ter dado hoje contra Camarões (campanha ridícula na Copa) um sinal de melhora.

A mediocridade nesse setor da equipe foi tamanha que um pouco de lucidez chamada Fernandinho mudou o time. Jogador de ótima temporada no Manchester City (ING) por sinal. Um atleta que, diferentemente de Paulinho (onde é que foi parar seu futebol?) cadencia, legitima, dá vida ao meio-campo.

Tudo bem, foi contra Camarões, mas Fernandinho pode representar o que foi Kléberson em 2002 (lembra Felipão?).

Já a Argentina, com atletas talentosos do meio para frente (Aguero, Di Maria, Messi e Higuain) simplesmente não sabe o que fazer com eles, como posicioná-los.

Gago (meia veterano) é uma sacada de Sabella para aglutinar, aproximar meio-campo dos jogadores de frente. Isso ainda não ocorreu.

messiPor vezes, é possível ver Messi voltar ao meio (onde não é a dele, fica muito distante do gol adversário) para armar um time. Ou seja, Messi na Argentina tenta – ou quer ser – o que foram Xavi e Iniesta nos tempos de Barça.

É muita responsabilidade para o gênio argentino.

E Hazard, finalmente, jogador principal de uma equipe que, apesar do vermelho no uniforme, ainda está muito verde. É time talvez para Euro -16 ou Copa -18.

Wilmots já provou que, no comando técnico, está tão verde quanto seus comandados. Falta aproximação entre os meias belgas para municiar Lukaku que contra os russos foi queimado por Wilmots.

Resta saber qual dessas três seleções evoluirá mais até o fim da Copa. Os brasileiros de plantão torcem para que os times de Messi e Hazard continuem travados como estão.

O jogo – Brasil e Camarões fizeram um jogo em que o time africano aproveitou no primeiro tempo as avenidas Daniel Alves e Marcelo e a inutilidade do meio campo brasileiro para pressionar.

Brasil, no talento do seu “menino de ouro” Neymar, sobrepôs a essa superioridade camaronesa, em alguns momentos. No segundo tempo, a entrada de Fernandinho mudou a cara do Brasil, que deverá passar pela seleção chilena no próximo sábado.

Depois das quartas…aí…só Deus sabe…

 

Marco Aurélio D'Eça

2 Comments

  1. Quem ganhou o o segundo título argentino foi Maradona, hj entrou para estatística e pronto.
    Simples assim!!!!

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