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Uma nova discussão de gênero…

Quando uma menina transexual é obrigada a usar banheiro masculino em uma escola, é sinal de que a ignorância ainda perpassa a rede social, tornando o Estado primitivo, acorrentado às imposições fundamentalistas

 

Editorial

Stheffany, exemplo de dignidade

Stheffany, exemplo de dignidade

É bestial que, em pleno século XXI uma menina transexual – e, portanto, mulher em essência – seja alvo de uma polêmica sobre o seu direito de usar ou não o banheiro feminino de uma escola pública.

Este blog já não deveria mais estar discutindo direitos GLBT ou condições de gênero, mas a ignorância e a cultura medieval, primitiva de parte da sociedade brasileira ainda forçam a abrir debates como este.

Stheffany Pereira, de 23 anos, aluna transexual do colégio Liceu Maranhense, foi retirada do banheiro feminino por um funcionário da escola, sob alegação de que era um homem e, portanto, não teria o direito de usar o sanitário.

Um absurdo!

Pior: nas redes sociais as críticas à vítima são ainda mais bestiais, calçadas no preconceito, na discriminação, na ridicularização de alguém que teve sua condição de gênero vilipendiada pela ignorância por aqueles que deveriam educar, instruir, ensinar…

Não é uma questão de “se sentir mulher”. Sthefany é uma mulher.

Para pessoas trans, a identidade e o corpo biológico representam tortura. Por isso, muitas tentam suicídio.

Impor a estas pessoas o uso de um banheiro levando em consideração apenas a sua genitália, insistir que estas pessoas são “homens vestidos de mulher” reduzi-las ao órgão sexual é submetê-las à indigência e à indignidade.

O cidadão tem o direito de viver de forma digna em ambiente escolar. E o Estado tem  obrigação de garantir este direito. Todos os estudantes precisam ter iguais condições para seguir seus estudos.

Infelizmente, no Brasil, o fundamentalismo religioso ainda prefere que o assunto continue a ser discutido, ad eternun, para evitar que estas pessoas alcancem a legitimidade e tenham seus direitos garantidos.

E o congresso, fortemente aparelhado por religiosos e fundamentalistas de direita, impede sistematicamente a obtenção destes direitos, que acabam sendo regulamentados na prática do dia dia ou em decisões de juízes mais progressistas.

Mas o que deveria estar sendo discutido hoje, era o COMO estas pessoas serão inseridas no contexto social, profissional e estudantil; e não mais o SE estas pessoas têm ou não direitos.

O índice de evasão escolar entre travestis e transexuais é altíssimo.

Na adolescência, quando estão no Ensino Médio, é que sofrem as piores situações na vida escolar. Violência sexual, agressões em banheiros masculinos, expulsão de salas de aula… Raras conseguem chegar à universidade.

E quando a propalada “discussão” tende a avançar, com o planos municipais de Educação, temas como a questão de gênero e a diversidade sexual ficam de fora por causa de tipos como Marcos Feliciano, Silas Malafaia e Jair Bolsonaro.

Felizmente há gente como Stheffany Pereira, que não aceita a indigência, impõe sua dignidade e vai buscar reparos, processando O Estado.

Por que é assim que deve ser…

Post inspirado em reflexão do jornalista Jock Dean, do jornal O EstadoMaranhão

Marco Aurélio D'Eça

13 Comments

  1. bom sp rafael
    grupo whatsapp tel
    11931402423
    Que a gente saiba agradecer o pouco para que possamos merecer o muito… Bom

  2. Você ainda tem muito que aprender, pois é imaturo(entenda o termo com sentido de jovem), o tempo vai lhe dar experiência para lidar bem com as pessoas… As coisas não são simples como imaginamos.
    Um abraço, felicidades.

    Resp.: Tsc, tsc, tsc, tsc, tsc….

  3. Pergunto mais uma vez, que debate, você gosta é dá(com A acentuado) porrada, nunca lhe dei uma porrada, mas já levei varias suas, obrigado professor pela aula de gramatica(grafei com g minúsculo proposital), novamente foi grosseiro, essa é a sua marca principal. Você parece não ter a grandeza humana, alguma vez foi cortês com alguém…. Você disse ser um jornalista formado com inúmeras qualidades, mas não mostra isso, mostra o contrario como groceiria(escrita com c proposital). Os linguistas dizem que o mais importante não é normal culta, mas ser compreendido no processo de comunicação escrevendo errado ou não. Você acha que dar pancada nos outros é simples…

  4. O problema do D’ça é que ele se acha acima do bem e do mal, se julga acima de todos os outros mortais, ele pode dá aula de moralidade, todo mundo está errado, só ele está certo. O curioso é que cobra respeito, mas é despeitoso, é grosseiro, duro nas suas respostas pelo simples fato de pensar diferente. D”eça deveria responder com educação e delicadeza ao invés da pancada que costuma dá em quem vem aqui postar algum comentário… você tentar dá uma de humano, mas faz o contrario daquilo que cobra dos outros – a humanidade- nas suas respostas nos comentários postados, só vi rispidez, dureza e deselegância… você é um jornalista formado, mas é mais sabe dá pau nos outros, era pra ser o contrário…

    Resp.: Só uma coisinha: todos os “dá” do seu comentário estão errados. São todos com “R” e não com acento no “A”. O primeiro: “dar aula de moralidade”, é o correto. “Pancada que costuma dar em quem vem aqui”, é outro exemplo. “Você tenta dar uma de humano”, é assim também. E por fim, “dar pau nos outros”. Agora vamos aos finalmentes: Não quero dar aula de moralidade a quem quer que seja. Mas exponho aqui minhas opiniões, meus conceitos e minha visão de mundo, sem medos. E não chamo ninguém pra vir aqui ler. Este blog não tem nenhum tipo de motor de busca, impulsão de acessos, não jogo links em grupos de whatsapp e muito menos faço campanha de acessos. Quem vem aqui, vem por que quer saber o que eu escrevi sobre determinado tema, concordando ou não. E estou pronto para ouvir o que vocês quiserem dizer – inclusive ofensas, xingamentos, agressões, nada me incomoda. Mas a regra deste blog é clara desde 2006, quando comecei: você pode dizer o que quiser, mas vai ouvir o que não quer. Além disso, tenho argumentos para defender minhas teses, e os apresento com convicção. Se você os tem, persuada-me. Estou aqui, pronto para o debate. E em qualquer nível. É simples assim…

  5. Marcos,és doutor da lei e n sabes que “onde termina o direito de um,começa o do outro”?Sou contra o preconceito,mas a maioria hetero não é obrigada a engolir a seco essas novidades gayzistas de vcs.Todos são iguais perante a lei,então não existe sido de direito de minoria.

    Resp.; Este conceito não existe na lei, meu caro. Os direitos de todos se coaduna. Não existe “direito de um e direito de outro”. O direito é pra todos. Todos. mas entendo que você não consiga compreender. Afnal, são séculos e séculos de opressão religiosa católico-cristã.

  6. Marco,
    Você vê de forma normal um homem (até então não operado, pelo fato de se vestir e pintar como mulher) urinar no vaso sanitário certamente urinando de pé, molhando tudo e logo em seguida sua filha utilizar sentada o mesmo vaso? e até mesmo olhando o o órgão genital dele?…

    Resps.: Em primeiro lugar, mulheres não sentam em banheiros públicos, de um modo geral. E nenhuma mulher vê a genitália de outra em um banheiro feminino. Os banheiros femininos têm cabines, não são como os dos homens, com o]um mictório coletivo. Minhas flhas foram criadas para que não tivesse este tipo de preconceito. E tenho orgulho de, hoje, as duas serem defensoras dos direitos de todas as minorias – gays, negros. Portanto, nenhuma delas, garanto a você – e muito menos eu – teria qualquer tipo de restrição a uma transexual usar o banheiro feminino de uma escola, de um clube, de um restaurante. Por que essa pessoa é muito mais que um mero “homem vestido ou pintado de mulher”, como deduz a sua santa ignorância.

  7. Mas cara, você criticar a corrente politica direita e o Grupo Sarney a qual pertence não é direita? Você tem coragem demais…

    Resp.: Em primeiro lugar, não pertenço a grupo político algum. Nem a partido político fui filiando algum dia na vida.Em segundo lugar, o grupo Sarney, como grupo, não é de direita nem de esquerda, por que reúne representantes de todas as ideologias. O PT e o PCdoB, por exemplo, já compuseram o grupo sarney, e têm hoje políticos que foram eleitos, um dia, pelo grupo Sarney.

  8. O Estado brasileiro tem como estratégia transferir as suas faltas a terceiros , se vc reconhece os direitos , vc tem q dar as condições para a funcionalidade dos mesmos e nesse caso é a construção de banheiros suplementares até porque não cabe o querer ou não e sim q o direito de um não tire o de outro !

    Resp.: Ou seja, você defende a manutenção da discriminação, que é fruto do preconceito…

  9. Eu não aceitaria uma “menina transexual” dividir o banheiro com minha esposa. E antes que venham falar de preconceito… afirmo que tenho amigos e conhecidos homo e não tenho nenhum tipo de problema com eles, ao contrário os que são meus amigos e um dia decidiram mudar de opção continuam meus amigos. Contudo, não penso que temos que aceitar o dito outro seja em que situação for. O indivíduo resolve virar “mulher” e quer mostrar o órgão genital no banheiro para mulheres e temos que aceitar para não sermos ignorantes. Não sou tole e por isso não aceito esse falso discurso do politicamente correto.

    Resp.: Como eu já disse, não respondo mais a ignorâncias…

  10. ” Menina transexual ” não conhecia este gênero, Estudei uma vida toda como gêneros Masculino e Feminino, o que politica não faz agora temos Masculino menina e Feminino menino.

    ENTENDEU.

    Rsp.: Não! Não entendo não! Não me dou ao trabalho de entender ignorâncias…

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