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O perfil de um tirano…

tirano1Todos eles se parecem. Vindos em trajes civis ou saindo das casernas, os tiranos latino-americanos formam uma confraria de espécie singular. O que primeiramente os identifica, além da personalidade autoritária, é o profundo desprezo pela normalidade constitucional. Gostam, porém, de fazer aprovar em parlamentos dóceis, magnas cartas com altissonantes boas intenções e as mais variadas proteções aos direitos das gentes, os quais eles são os primeiros a infringir. É a homenagem que a hipocrisia deles se vê obrigada a prestar às virtudes legais. Essa ausência de respeito constitucional tem por sua vez um sentido que é deixar todos inseguros. Assim, as coisas, homens ou bestas, e porque não dizer, até o clima dependem da veneta de Sua Excelência”

Do site Atualidade – História, com Voltaire Schilling

DitadoresÉ nessa altura que surge a figura do “protetor do povo”. Um líder suficientemente inescrupuloso para conduzir a massa, fazendo-se passar por seu benfeitor. Platão assim o descreve: “… nos primeiros tempos ele anda cheio de sorrisos, saudando a todos que encontra e negando que seja um tirano; promete muitas coisas em público e em privado, perdoa dívidas, distribui terras entre o povo e os de sua comitiva”. Nossos partidos de esquerda são povoados de protetores em potencial, sempre prontos a distribuir favores (e propaganda) com o bem alheio. Todavia, o tirano está sempre pronto a ver inimigos tanto internos quanto externos, que não permitem ao povo dispensar seu condutor, seu ” führer “. São esses inimigos que permitem-lhe cobrar impostos onerosos. Dessa forma também garante que qualquer descontentamento interno pode ser apontado como uma traição ao Estado. Dessa forma o tirano se vê obcecado em perseguir seus inimigos e ‘segue por esse caminho até não deixar com vida uma só pessoa de valor, quer entre amigos, quer entre inimigos‘”

tirania_abusoUm governante que usa sua condição temporária de poder para humilhar, denegrir, perseguir e fazer diferença entre aqueles que o elegeram e aqueles que escolheram democraticamente votar em outro candidato, não ficará muito tempo na posição que ocupa, pois a forma com que trata as pessoas, os cidadãos para quem tem a obrigação de governar com igualdade e respeito, além de demonstrar sua mesquinhez e total falta de valores morais como educação, independente do grau de instrução que tenha, demonstra seu real interesse na posição a que concorreu e mais dia, menos dia, a justiça dos homens, e de Deus, se faz”
Portal Jornalismo é atitude, com Tatiana Vasco
Não entendeu? Entenda aqui…

Marco Aurélio D'Eça

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