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E qual o papel do MPF?!?

Ao delatar a intenção de um jornalista que iria mostrar as deficiências da fiscalização das fronteiras brasileiras, Ministério Público acaba por se omitir de suas funções, que é cobrar o bom funcionamento das instituições

 

Alex, em Cuiabá: "caguetado" pelo MPF, que deveria apoiá-lo

Alex, em Cuiabá: “caguetado” pelo MPF, que deveria apoiá-lo

O Ministério Público Federal do Mato Grosso admitiu hoje, em nota, que vazou a informação de que o jornalista Alex Barbosa, da Rede Globo, iria fazer uma matéria para mostra a ineficiência da fiscalização antidrogas da fronteira do Brasil com a Bolívia.

– O Ministério Público Federal informou que não tem atribuição de dar apoio em reportagens e que comunicou com antecedência a intenção dos jornalistas à Polícia Federal – confessou o MPF.

Com a informação passada previamente pelo MPF, a polícia montou todo um esquema para “apreender” o jornalista.

Ora, se o MPF tem o poder de cobrar da Polícia Federal a eficiência no controle das fronteiras, e se omite disto, delatando quem tenta provar a falta desta eficiência, então o MPF é omisso em suas funções.

Pelo menos é o que ficou claro no episódio envolvendo Alex Barbosa.

Simples assim…

Marco Aurélio D'Eça

2 Comments

  1. kkkkkk a lógica by Marco Deça
    Pelo que vc narrou, com todo o respeito, a conclusão que se chega é a oposta!
    Para afirmar que o MPF não vem cobrando da PF o controle das fronteiras, vc dá o exemplo em que isso foi feito. E não aponta outros casos de suposta omissão e certamente nem foi atrás de saber se o MP realmente vem cobrando ou não a PF em relação a isso (coisa básica que um jornalista deveria fazer). Lembrando mais uma lição básica de lógica: o fato de o controle de fronteiras ser deficiente não significa que não haja cobrança do MPF em relação a isso. Há vários outros fatores envolvidos.
    Pelo visto não é “simples assim” rs

    Resp.; Se houvesse a cobrança do MPF nem haveria a necessidade da investigação jornalística. O problema é que no MP, não só no federal, mas em todos os níveis, impera a lei do menor esforço. Já participei de audiências em que promotores – e procuradores – estavam mais preocupados com a próxima viagem que fariam, ou com o próximo feriadão. É mais fácil avisar, para mostrar uma pseudoeficiência. Assim, evita-se depois que a mesma reportagem vá cobrar por que não há cobrança.

  2. Pedir a prisão desse traficante q estava amando dos patrões usando da profissão para praticar ato ilícito.

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