5

Relação do Isec com a prefeitura pode virar escândalo de proporções gigantescas…

Contrato de mais de R$ 33 milhões firmado em meados de 2015 foi desfeito pela gestão do prefeito Edivaldo Júnior, fazendo com que milhares de pessoas deixassem de receber salário desde janeiro, entre elas indicações de políticos e até gente ligada ao Judiciário

 

Wellington pediu investigação, mas teve requerimento negado na AL

Wellington pediu investigação, mas teve requerimento negado na AL

Uma bomba-relógio está prestes a explodir no colo do prefeito Edivaldo Júnior (PDT).

Trata-se do contrato entre a Prefeitura de São Luís e o Instituto Superior de Educação Continuada (Isec), de exatos R$ 33.210.857,00 (Trinta e três milhões, duzentos e dez mil, quinhentos e cinquenta e sete reais), que acabou malogrado e levando milhares de “trabalhadores” a recorrer à Justiça do Trabalho para receber seus salários.

O contrato foi fechado em julho de 2015, entre o Isec e a Secretaria do Orçamento Participativo, sob suspeita de que os recursos serviriam para turbinar campanhas eleitorais de vereadores aliados de Holandinha – uma espécie de cabides de emprego para indicados – e até membros do Judiciário.

– São pessoas que dão o nome apenas para receber salário, sem definição alguma sobre que atividades executarão – alertou o vereador Fábio Câmara (PMDB), em post deste blog, publicado em 9 de setembro de 2015. (Releia aqui)

Contrato não estabeleceu em que trabalhariam os indicados

Contrato não estabeleceu em que trabalhariam os indicados

A Prefeitura fez repasses para o Isec nos meses subsequentes à assinatura do contrato, mas o instituto deixou de pagar os “trabalhadores” desde dezembro.

O caso chegou também à Assembleia Legislativa, por denúncia do deputado Wellington do Curso (PP), que chegou a cobrar explicações sobre o contrato, em requerimento rejeitado por aliados do prefeito.

– Independentemente disso, continuarei sim sendo a voz da população do Maranhão e não permitirei que os ludovicenses fiquem sem ter acesso à informação e, assim, à  justificativa da realização do exorbitante contrato que destina 33 milhões ao ISEC – declarou Wellington, em post do dia 15 de setembro. (Relembre aqui) 

Fábio Câmara: "indicados não precisavam trabalhar"

Fábio Câmara: “indicados não precisavam trabalhar”

Segundo apurou o blog, em abril foi feito um Destrato com o instituto, que já não pagava os trabalhadores há cinco meses, o que gerou a avalanche de denúncias na Justiça do Trabalho.

O caso também está sendo investigado – ou deveria – pelo Ministério Público, pelo Tribunal de Contas e foi denunciado ao próprio Tribunal de Justiça.

O problema é que, à época, surgiram informações que gente ligada a esses próprios órgãos também indicaram nomes para o quadro de “trabalhadores” do instituto.

O objetivo das investigações, agora, é saber quanto, efetivamente, foi repassado ao Isec no período entre julho de 2015 e abril de 2016.

E o que foi feito com este dinheiro…

Marco Aurélio D'Eça

5 Comments

  1. Verdade, sou mais uma dessas vítimas e diferente das outras pessoas que estariam só recebendo, eu ainda estou com o contrato válido até 28/07 e continuo exercendo minha função sem receber nada em troca, aguardando uma posição do ISEC. Não é desespero de candidato, é fato. Falta de respeito com quem realmente precisa.

  2. Esse contrato foi feito as esclusas por RONALDO LOPES LIMA acessor do prefeito e agiota quem coordena as ações criminosas de receptação de dinheiro pelos fornecedores. ..

  3. Mais uma intriga sendo montada pelos desesperados Wellington e Fabinho. Esses dois sujeitos só sabem fazer isso em seus trabalhos. Mas trabalhar que é bom, nada!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *