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Juízes não são semideuses…

Reação estridente de magistrados e membros do Ministério Público à tentativa de barrar o autoritarismo na categoria só mostra exatamente o autoritarismo com que essa classe de pessoas se vê em relação aos demais cidadãos

 

golpesJuízes e promotores são iguais a todo mundo.

Juízes e promotores também são cidadãos.

 Eles também bebem, também fumam; comem demais, vão ao banheiro, se irritam, sentem ódio e cometem erros, como qualquer outro cidadão.

Juízes e promotores também erram, portanto.

E erram muito.

Às vezes erram porque bebem.

Em outros casos, erram porque oram; erram também  porque cobiçam.

E erram porque erram, simplesmente. 

Porque juízes e promotores não podem ser punidos quando erram, como qualquer cidadão?!?

Marco Aurélio D'Eça

7 Comments

  1. Muitos deles se sentem é um DEUS mesmo. Devem ter consciência que são pessoas como qualquer outra e que a lei deve ser para todos.
    Concordo com a LEI como está sendo colocada pela Câmara.

  2. Marco, fica dificil de acreditar na tua chamada, manchete. ELES tem 60 dias de férias, mais 20 de recesso, os maiores salários do brasil e ainda defendem publicamente, até no facebook, sem qualquer constrangimento um auxilio moradio de 5 mil reais, sendo que muitos deles tem é bem mais de um imóvel. Ta tudo errado.

  3. Não sei o porquê, do mimimi. É preciso não confundir. Quem acusa, quem julga e quem condena, PRECISA SER TAMBÉM controlado. Ninguém é semideus, É preciso acabar com essa arrogância e prepotência, desses que se julgam acima de Deus.

  4. Concordo com você. Essa lei talvez iniba as crises de juizite não raras nos fóruns da vida.

  5. Concordo. É com muita dificuldade que vejo essa discussão toda em ver uma categoria, que já se acha superior aos demais, tentar usar uma situação específica (Operação Lava a Jato) para querer cada vez mais ter privilégios, que aqui não vou perder meu tempo citando mais detalhadamente. Nós advogados que militamos no dia a dia do Judiciário, como operadores do Direito, temos que lidar todos os dias com pessoas assim, sim são pessoas, que possuem por vezes educação, moral e visão diferentes não só da nossa, mas de toda a sociedade. Como podem julgar com Justiça, se vivem em um mundo de privilégios que a ampla maioria da sociedade não tem? É certo que julgar o destino das pessoas é um fardo pesado. mas foi uma escolha, que hoje não vemos nos magistrados e nem nos procuradores (Promotores também), que só visam manter seu auxílio moradia, auxílio terno, férias de 60 dias, dezenas de licenças remuneradas, deixa na maioria das comarcas os jurisdicionados desamparados.
    Quanto a responsabilização dos juízes e promotores, esta é corretíssima. Temos dezenas de exemplos de membros do Poder Judiciário e Ministério Público que erraram e erraram muito, e que na hora de serem punidos, apenas são aposentados com salário integral.
    Essa discussão é muito fértil mas deve ser enfrentada sem medo ou temor dos nossos ilustres operadores do Direito. Parabéns pelo post.

  6. Concordo. É com muita dificuldade que vejo essa discussão toda em ver uma categoria, que já se acha superior aos demais, tentar usar uma situação específica (Operação Lava a Jato) para querer cada vez mais ter privilégios, que aqui não vou perder meu tempo citando mais detalhadamente. Nós advogados que militamos no dia a dia do Judiciário, como operadores do Direito, temos que lidar todos os dias com pessoas assim, sim são pessoas, que possuem por vezes educação, moral e visão diferentes não só da nossa, mas de toda a sociedade. Como podem julgar com Justiça, se vivem em um mundo de privilégios que a ampla maioria da sociedade não tem? É certo que julgar o destino das pessoas é um fardo pesado. mas foi uma escolha, que hoje não vemos nos magistrados e nem nos procuradores (Promotores também), que só visam manter seu auxílio moradia, auxílio terno, férias de 60 dias, dezenas de licenças remuneradas, deixa na maioria das comarcas os jurisdicionados desamparados.
    Quanto a responsabilização dos juízes e promotores, esta é corretíssima. Temos dezenas de exemplos de membros do Poder Judiciários e Ministério Público que erraram e erraram muito, e que na hora de serem punidos, apenas são aposentados com salário integral.
    Essa discussão é muito fértil mas deve ser enfrentada sem medo ou temor dos nossos ilustred operadores do Direito. Parabéns pelo post.

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