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Assis Ramos pede uma nova consciência pelo Rio Tocantins…

Em discurso para o ministro do Meio Ambiente, prefeito disse que a falta do Plano Diretor deixou que matassem os riachos de Imperatriz

 

Foi na abertura da V Conferência Infanto Juvenil para o Meio Ambiente, ontem, no Palácio do Comércio, que o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos, disse que só uma nova consciência, “tocada pelos meninos, meninas e jovens de hoje” pode salvar o Rio Tocantins, “que está ofegante, perdendo forças e com seu leito cheio de areia – e não mais de água”.

Muito aplaudido, Assis disse que a morte dos riachos que cortam e rodeiam Imperatriz, é muito em razão da falta que fez o Plano Diretor, “que permitiu com que o inchaço da cidade avançasse sobre esses mananciais”.

…Interessados lotaram o auditório para acompanhar dos debates

A conferência foi presidida pelo ministro Sarney Filho, do Meio Ambiente, que ouviu do prefeito imperatrizense que agora a cidade terá o seu Plano Diretor, “elaborado em menos de oito meses da nossa gestão”.

Confira alguns trechos do pronunciamento de Assis Ramos:

O assassinato dos nossos riachos

“… é bom que essa meninada e essa juventude, para as quais estamos falando, saibam que o Riacho do Bacuri, de tão puro, era chamado de “Rio da Prata”. E todos os demais que cortam ou rodeiam a cidade, como o Cacau, o Santa Teresa, o Barra Grande e o Capivara, ofereciam suas ribanceiras para os  “picnic’s” das famílias ou dos grupos de amigos, nos finais de semana.

Cheguei a Imperatriz bem depois dessa época, mas ouço comovido relatos dos mais velhos, que falam com saudades do tempo em que esses mananciais ainda eram imaculados.

Hoje não passam de esgotos e, pior ainda, canais de malefícios, como a hanseniáse – infelizmente…”

Sem Plano Diretor

“…vem de lá, dos anos 1970, quando Imperatriz explodiu dentro de um processo desordenado de crescimento, o atraso histórico e imperdoável de não ter sido feito um PLANO DIRETOR, que orientasse o seu processo de expansão e que protegesse, minimamente, aquilo que tinha que ser preservado.

A cidade inchou, sob os olhares irresponsáveis das políticas comodistas e inconsequentes, deixou que adoecessem,  inflamassem e matassem seus riachos…”

Somente agora, em 2017, antes de fecharmos o oitavo mês da nossa gestão, num período menor do que o de uma gestação humana, já fizemos e estamos encaminhando à Câmara Municipal o tão necessário e, acima de tudo, o “superatrasado” Plano Diretor de Imperatriz.

Foi necessário que Imperatriz saísse da mesmice para, enfim, ganhar aquilo que deveria ter recebido, ou nos anos 1970, ou nos anos 1980, ou nos anos 1990, ou nos anos 2000…”

Vamos salvar o Tocantins

“… e sabem por que o Rio Tocantins está ofegante, perdendo forças, com seu leito cheio de areia e NÃO MAIS DE ÁGUA?

É muito por conta do que se faz ao longo do seu curso, assim como fizemos em Imperatriz, contra os seus afluentes e contra sua mata ciliar.

Marco Aurélio D'Eça

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