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Xadrez eleitoral…

Os candidatos majoritários nas eleições de 2018 precisam articular o pleito com os olhos voltados também para as eleições de 2020, 22, 24, 26 e até a de 2030; quem não tiver esta capacidade, poderá sequer chegar forte até outubro

 

VISÃO ALÉM DO ALCANCE. Para vencer nestas eleições, é preciso estar com os olhos voltados para as outras

Conta a lenda que os principais líderes políticos da história só conseguiram se manter no topo porque, do alto do comando político em suas regiões, conseguiam observar com uma visão de alcance maior seus adversários.

Do alto, esses líderes poderiam mexer as peças do xadrez eleitoral com maior perspicácia do que seus adversários, antevendo gestos e projetando cenários para além da eleição que viviam.

Nesse processo eleitoral do Maranhão, o dogma da visão além alcance está mais vivo do que nunca. Sairá vencedor do embate de outubro aquele que puder traçar cenários para além de 2018, estimando consequências não apenas para 2020, mas para 22, 26 e até 2030.

No governo desde 2015, Flávio Dino sabe que seus gestos de hoje – tanto na montagem da chapa quanto em seus desdobramentos futuros -terão muita influência no futuro do seu grupo político, nas próximas eleições municipais, na sua sucessão, caso se eleja.

Seus adversários certamente usarão a experiência para antever cenários.

O senador Roberto Rocha, por exemplo, tem o PSDB em mãos, partido com força política nacional, mas que precisa encaminhar cenários para além de 2018. Mais experiente do que Rocha e do que Dino, a ex-governadora Roseana também sabe que suas decisões de agora influenciarão o seu grupo nas eleições municipais e estaduais vindouras.

Sem a capacidade de agir com os olhos voltados para frente, o líder de agora dificilmente conseguirá ir além das convenções de julho.

Tampouco chegará forte em outubro…

Da coluna Estado Maior, de O EstadoMaranhão

Marco Aurélio D'Eça

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