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A confusão ideológica de Eduardo Braide; ou: a síndrome de Eliziane Gama…

Quando um candidato abre, ao mesmo tempo, possibilidades entre PT e PSDB – passando pelo DEM – este candidato mostra que não está interessado em disputa alguma

 

VAI OU NÃO VAI? Eduardo Braide: postura de 2016 pode afastar lideranças em 2018

O deputado estadual Eduardo Braide (PMN) e a ex-deputada Maura Jorge (Podemos) vivem dramas iguais nesta pré-campanha pelo governo do Maranhão.

Ambos aparecem nas pesquisas, mas não têm partidos de peso suficiente para encarar a disputa.

A diferença é que Maura Jorge, ao contrário de Braide, tem lutado com todas as forças pela formação de um palanque que possa garantir, ao menos, um tempo suficiente para se apresentar no horário eleitoral.

Eduardo Braide, por sua vez, parece não ter interesse algum na disputa.

Ele mantém nesta pré-campanha a mesma postura que tirou sua vitória nas eleições de 2016, em São Luís. O deputado passa a ideia – perigosa – de que as pessoas que querem sua presença na disputa têm que viabilizá-la.

E não é assim.

Quando abre possibilidades de ir, ao mesmo tempo, para PT, PSDB, DEM e outros partidos tão distintos entre si, dá um recado claro ao eleitor: o de que não está interessado.

É como se Braide dissesse: se quiserem, me viabilizem.

Esta postura o inviabilizou em 2016; e pode inviabilizá-lo também em 2018.

Mas, se não optar pelo governo, o deputado do PMN também tem condições claras de se eleger deputado federal.

A partir daí, no entanto, ficará marcado por um outro perfil, também fracassado: o de Eliziane Gama (PPS) entre 2012 e 2016.

A deputada saiu das eleições municipais de 2012 como opção clara para o governo em 2014, mas optou por ser candidata a federal.

Resultado: fracassou retumbantemente nas eleições de 2016, ficando em quarto lugar.

Por conta do cenário favorável, Eliziane pode dar a volta por cima este ano, elegendo-se senadora.

Já o cenário para Braide será outro em 2020 e 2022.

E ele pode não ter os ventos favoráveis que Eliziane Gama teve…

Marco Aurélio D'Eça

2 Comments

  1. O saudoso radialista. Jairzinho, falava a metáfora do “cavalo selado” , que se encaixa perfeitamente nessa situação.

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