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O risco verde-oliva…

Um número cada vez maior de militares no governo Jair Bolsonaro – tenha ele ou não legitimidade para nomear quem quiser – é, sim, para deixar preocupado qualquer um que tenha vivido o mínimo do período ditatorial

 

Oriundo do Exército, Jair Bolsonaro tem cada vez mais “irmãos da caserna” ao seu lado para governar; e isso é, sim, um risco para as liberdades individuais, gostem ou não os bolsonaristas

Editorial

As forças armadas e suas forças auxiliares, em qualquer país, devem ser sempre invisíveis.

Quanto menos interferirem nos processos econômicos, sociais, políticos e culturais – em qualquer circunstância – serão sempre mais eficientes.

Neste aspecto é natural que as lideranças, pensadores e observadores democráticos – tenham eles vivido ou não o auge da ditadura militar – se assustem com a profusão de generais, coronéis e outros oficiais nas estruturas de poder do futuro governo Jair Bolsonaro (PSL).

Minimizar a presença dessas figuras é dar de ombros para a história.

Estejam ou não imbuídos dos mais profundos ideais democráticos, os militares representam, sim, guerras e rumores de guerras, que representam atentado às liberdades

É claro que Bolsonaro tem legitimidade para nomear quem quiser para seu ministério; mas é legítimo também que aqueles que não concordem – ou que tenham temor pelas restrições democráticas que elas representam – lancem luz sobre os riscos do governo verde-oliva.

Sobretudo pelo fato de ser Bolsonaro quem é.

Sobretudo pelo seu histórico de truculência, autoritarismo, desprezo pelas minorias e despreparo no trato com os que não concordam com suas ideias.

Antigos e neo-bolsonaristas podem até torcer para que o governo Bolsonaro possa dar uma lição nos que duvidam de sua capacidade ou temem pelos riscos que ele representa.

Mas não podem minimizar a preocupação dos que conhecem o que é um país sem liberdade.

Desdenhar dessas preocupações também já beira a loucura.

E também representa um risco para o país…

Marco Aurélio D'Eça

3 Comments

  1. Meu nobre jovem. Risco é ter do lado bandidos, ladrões, um sistema de toma lá da cá.
    Tenho acompanhado suas postagens questionando a eleição do Presidente Jair Bolsonaro, principalmente seu início de gestão, sinceramente não entendo esse seu medo, ou melhor, um pânico de medo antecipada de uma gestão que tem tudo para dar certo. Digo certo, pela forma com que foi eleito, contrariando todo o sistema, uma eleição independentemente e sem atrelamento de imposições externas.
    Quero lhe dizer que não é um governo militar, sim um presidente ex militar da ativa. Saliento que caso fosse um governo militar, o país teria o que precisa para moralizar. Quero lembrar que no Governo Militar, tudo era feito e executado com transparência e sem corrupção, as obras eram executadas antes do período estabelecido, algumas com recursos de sobra devolvidos. As maiores obras que temos até hoje foram executadas no Governo militar, pesquise.
    Pra finalizar, diante do seu poder de profissional de comunicação, que me reunir a minha insignificância, porém não seja tendencioso e dono da verdade. Um abraço.

  2. Que tapa de pelica bem dado no Jorge Aragão! Parabéns Março!!!!

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