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Uma nova “forma” de fazer política nasce. Será sustentável?

A eleição dos dois representantes reforça a tese de que a população exigia transformações nas estruturas administrativas da maior cidade do país e do território nacional. Mas estes discursos que vêem a população distante da gestão do Estado como ente será sustentável?

Bolsonaro terá capacidade de desenvolver o país sem a participação mais direta das camadas populares?

Os discursos mais recentes do presidente eleito da República, Jair Bolsonaro (PSL), e do governador de São Paulo (PSDB), são apenas dois exemplos de falas pautadas na lógica da mudança das práticas políticas e consolidação de compromissos e metas. A eleição dos dois representantes reforça a tese de que a população exigia transformações nas estruturas administrativas da maior cidade do país e do território nacional. Mas estes discursos que vêem a população mais distante da gestão do Estado como ente será sustentável? Ou daqui a alguns anos teremos a volta dos governos pautados em políticas sociais?

Essa resposta somente será construída com o passar dos anos. Tanto Dória e, principalmente, Bolsonaro terão como desafios manter políticas públicas, aglutinar parceiros políticos para aprovação de matérias consideradas essenciais em seus projetos de Governo e, ao mesmo tempo, sustentar a popularidade de ambos tão necessária para uma gestão.

As primeiras impressões, em especial, no caso de Bolsonaro são as piores possíveis para a população de baixa renda. Pautas como a reforma da Previdência que, em tese, afastam a participação das camadas menos favoráveis na aquisição de benefícios e cortes em áreas consideradas essenciais, como saúde e educação, colocam em xeque o discurso bolsonarista de que todas as camadas sociais seriam beneficiadas. 

A ver os próximos capítulos desta história que começará logo mais…

Marco Aurélio D'Eça

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