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Solução para alagamento no Coroado custa menos de R$ 20 mil…

Embora já se tenha gastado mais de R$ 100 milhões em obras equivocadas de limpeza e urbanização do canal que corta o bairro, problema pode ser resolvido com a simples desapropriação de um ou dois pequenos terrenos, que abriria espaço para escoamento da água da chuva

 

SEM TER PARA ONDE ESCORRER, AS ÁGUAS DA CHUVA FICAM EMPOSSADAS E ALAGAM AS RUAS DO COROADO; solução chegaria com a retirada de uma única casa na Rua Dr. Carlos Macieira

Enquanto a Prefeitura de São Luís anuncia obras de asfaltamento em diversos bairros – com investimentos de mais de R$ 250 milhões – o bairro do Coroado, na região próxima ao Centro, segue esquecido.

Agentes municipais alegam que as obras só podem ser feitas após serviço de drenagem no canal que corta o bairro a partir do João Paulo até a Avenida dos Africanos.

Mas não procede esta afirmação da prefeitura.

O problema de alagamento no Coroado não ocorre com enchente do canal; o problema se dá pelo fato de as águas da chuva não terem para onde escoar.

E a questão pode ser resolvida com menos de R$ 20 mil reais.

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De acordo com especialistas ouvidos por empresários do bairro, as casas construídas irregularmente na borda da Rua Dr. Carlos Macieira, há 30 anos, fizeram uma espécie de barreira de contenção das águas, fechando bueiros de escoamento.

– A retirada de uma única casa na borda dessa rua, ao custo de R$ 10 mil, R$ 15 mil, resolveria todo o problema de escoamento, por que as águas da chuva encontrariam destino. E há vários imóveis à venda – explicou um dos engenheiros, na última reunião com empresários.

A solução viria por que as águas da chuva encontrariam caminho para o córrego, que inunda as matas do quartel do Exército, formada por pântanos, evitando os alagamentos nas ruas do Coroado.

Cansados de esperar pela solução da prefeitura, que ignora meros serviços de asfaltamento, os empresários estão se organizando para iniciar, eles próprios, a compra e as obras de construção do escoamento.

Em mais uma iniciativa privada diante da ausência do poder público…

Marco Aurélio D'Eça

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