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Pandemia ameaça realização de debates eleitorais

Emissoras de TV e entidades interessadas em ouvir o contraponto de opiniões dos candidatos ainda não têm ideia dos protocolos para realização dos eventos, principal expectativa dos vários postulantes à Prefeitura de São Luís

 

O debate de 2016, na TV Mirante, provocou uma reviravolta na reta final da campanha, levando Eduardo Braide ao segundo turno com Edivaldo Júnior

Tidos como principal trunfo para alguns dos pré-candidatos a prefeito de São Luís, os debates realizados em plenárias de instituições e nas emissoras de rádio e TV podem ficar fora do processo eleitoral de 2020.

Com a pandemia de coronavírus, as emissoras, principalmente, ainda não têm ideia de que protocolo seguir para realização do programa; e esperam que a própria Justiça Eleitoral defina as regras sanitárias.

Em 2016, o debate da TV Mirante, o mais esperado, acabou causando reviravolta no primeiro turno, tirando Eliziane Gama (cidadania) e Wellington do Curso (PSDB), e levando o então azarão Eduardo Braide (PMN) ao segundo turno.

É com base neste histórico que adversários do porte de Neto Evangelista (DEM), Duarte Júnior (Republicanos), Rubens Júnior (PCdoB), Adriano Sarney (PV) e Carlos Madeira (Solidariedade) têm expectativa, agora, de garantir um segundo turno com o mesmo Braide.

Da TV Mirante, o blog Marco Aurélio D’Eça recebeu a informação de que ainda aguardam definição sobre os debates.

– Nada definido – disse a diretoria da emissora.

Outras emissoras, como TV Difusora e TV Guará, até mantêm calendário de debates, mas ainda sem nenhuma orientação ou recomendação da Justiça Eleitoral e do Ministério Público, que podem barrar os programas.

Sem os debates, com restrições de reuniões públicas e caminhadas, as campanhas terão que se fortalecer na internet.

E neste campo minado, vence quem já tem histórico nas redes sociais.

E engajamento, sobretudo…

Marco Aurélio D'Eça

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