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CoVID-19: comunicação é profissão de risco…

A exposição contínua às possibilidades de contaminação pelo coronavírus transforma radialistas, jornalistas e outros profissionais de mídia em classe com alto grau de contaminação e mortes, com perdas significativas em apenas um ano de pandemia

 

Rosenira Alves, Juarez Souza e João Batista Matos foram alguns dos profissionais mortos pela coVID-19 em 2021

A  lista começou com Roberto Fernandes, âncora do grupo Mirante, ainda no início da pandemia; e continuou esta semana, um ano depois, com a morte do vereador João Batista Matos.

O fato é que, seja pela repercussão natural da carreira, seja pela frequência com que as mortes têm sido registradas, os comunicadores parecem ser uma das categorias mais atingidas pela pandemia de coVID-19, pelo menos no Maranhão.

Obrigados a se expor diariamente aos riscos de infecção pelo coronavírus – mesmo mantendo todo o protocolo de proteção – jornalistas, radialistas, repórteres fotográficos, filmakers acabam atingidos por ter que estar nos locais considerados críticos.

É a partir dos profissionais de imprensa que a população fica sabendo a situação da pandemia; e para dar esta informação, este profissional precisa estar nos ambientes onde a situação esteja ocorrendo.

Tanto na correria do dia dia, na presença direta no acontecimento, quanto no recebimento de autoridades e personagens nas entrevistas em estúdios, o jornalista acaba se expondo aos riscos da doença. 

Roberto Fernandes foi a primeira vítima da coVID-19, ainda no início da pandemia, em 2020, o que expôs o risco da categoria

Somente nestes primeiros três meses de 2021 a CoVID-19 levou os jornalistas Juarez Sousa, Rosenira Alves e Batista Matos, que atuavam com destaque na imprensa maranhense.

Além deles, outros profissionais também perderam a vida para o coronavírus no interior.

Ao longo de 2020 foram diversos outros membros da categoria mortos pela pandemia, em São Luís e no interior, o que transforma a profissão em atividade de risco neste período.

O que precisa ser visto com  atenção pelas atividades sanitárias do país…

Marco Aurélio D'Eça

5 Comments

  1. Não é porque as mortes de jornalistas são mais anunciadas que de outras categorias que significa que estão mais vulneráveis. Ha profissoes muito mais expostas. Volta para teu lugar na fila.

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