Governador alcançou base sólida de prefeitos e parlamentares para criar projetos que envolvem diretamente a sociedade civil em seu projeto eleitoral, deixando aos ex-aliados apenas a seara judicial como opção de reação
Análise da Notícia
A semana que passou foi marcada por duas ações do grupo do governador Carlos Brandão (PSB) que tendem a consolidar o seu projeto político-eleitoral em setores de peso da sociedade civil organizada.
- já no fim de semana, Brandão lançou o projeto “Tô Conectado”, que promete tablets com internet para estudantes estaduais;
- ontem, a Assembleia lançou a Frente Parlamentar do SUS, cujo objetivo inicial é, também, doar tablets a profissionais da saúde.
Sem entrar no mérito eleitoral das duas propostas, o fato é que Brandão envolve nos dois projetos, categorias de massa, que contemplam milhares de pessoas em setores de forte influência, como os da Saúde e da Educação.
- o governador já havia consolidado uma base de prefeitos, recebendo a maioria em Palácio;
- também tem controle absoluto da bancada de deputados federais, estaduais e vereadores.
A seara judicial restou como única opção de reação da oposição dinista.
É com ações nas várias instâncias da Justiça – e sobretudo no Supremo Tribunal Federal – que os deputados do PCdoB, do PSB, do Solidariedade e do Podemos tentam fazer frente às ações brandonistas.
Na seara eleitoral, os dinistas ainda vivem dependentes de duas possibilidades, as duas incertas:
- 1 – precisam de decisão nacional do PT que consolide o vice-governador Felipe Camarão, claramente hostilizado pela cúpula do partido no Maranhão;
- 2 – dependem do timming do prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD), que joga com a incerteza de sua candidatura sem dizer uma palavra sobre 2026.
Encurralados no jogo político, os dinistas passaram a apostar suas fichas unicamente em uma tese de afastamento do governador; e usam abertamente os processos em poder do ministro Flávio Dino, do STF, para disseminar essa “certeza’.
Mas esta é uma outra história…

