Se for mesmo disputar o Governo do Estado, prefeito de São Luís tem até o dia 4 de abril para organizar entregas da gestão, deixar o mandato e acertar os ponteiros coma vice, Esmênia Miranda

O PREEITO E SUA COMPANHEIRA DE CHAPA. Não há sinais de afastamento entre os dois, mas os adversários apostam que Braide não terá Esmênia no palanque
Absolutamente Blasé em relação à sua entrada na disputa pelo Governo do Estado, o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) entra nesta quarta-feira, 4, em uma espécie de contagem regressiva para tomar a decisão que pode mudar sua história política.
- ele tem até o dia 4 de abril para deixar a prefeitura, e quiser ser candidato nas eleições de outubro;
- nesse caso, são exatos 60 dias para definir últimas obras e se acertar com a vice, Esmênia Miranda.
Embora não fale publicamente sobre sua decisão, Braide tem tomado as providências para a campanha; já tem, por exemplo, marqueteiro atuando em São Luís, monitorando números e montando programas para as redes sociais e TV. E já tem uma equipe de gerenciamento da pré-campanha com coordenadores nos principais municípios.
Seu principal adversário, o grupo do governador Carlos Brandão (sem partido), ainda trabalha com a hipótese de que o prefeito não deixará o cargo; para isso, apresentam dois argumentos principais:
- 1 – alegam que a relação de Braide com a vice não é boa, o que pode inviabilizar o apoio em São Luís, sua principal base eleitoral;
- 2 – acham que o fato de o prefeito ter que ficar seis anos fora das disputas eleitorais, caso perca a eleição, é um peso a mais na decisão.
Não há sinais na prefeitura de má relação entre Braide e Esmênia e muito menos de que ele se preocupe em ficar sem mandato.
De qualquer forma, no entanto, o silêncio em relação à disputa é, de fato, um sinal de que ele estuda todos os aspectos da decisão.
Que começa agora a ficar mais claramente em seu radar…
