Governador tem alternativas ao Senado para apresentar ao presidente, mas não abre mão da candidatura do secretário Orleans Brandão ao Governo do Estado

BRANDÃO JÁ TEM O “NÃO” DO PT, mas quer ouvir do presidente se rejeita as opções de chapa para o Senado
O governador Carlos Brandão (Sem partido) vai insistir em novo encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar do projeto eleitoral no Maranhão. A informação é da jornalista Carla Lima, que revelou o encontro de Brandão com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e com a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, nesta terça-feira, 24.
- Brandão ouviu novamente que o PT não irá apoiar a candidatura do secretário Orleans Brandão (MDB) ao governo;
- os petistas propõem a renúncia de Brandão em favor do vice-governador Felipe Camarão (PT) ou um nome de consenso.
“Como em nada avançou a conversa, uma nova rodada de diálogo foi proposta por Edinho Silva para a próxima semana. O governador concordou apesar de falar para todos que espera mesmo é o encontro com o presidente Lula que é quem tem a palavra final da posição do PT no Maranhão”, revelou a colunista do portal imirante.com. (Leia aqui)
O governador maranhense já deixou claro que não abre mão da candidatura de Orleans Brandão ao governo, “já consolidada no grupo”; mas tem algumas alternativas de chapa, com opções ao Senado Federal, cargo de interesse direto de Lula nas eleições de outubro.
- o governador já adiantou que uma das vagas na chapa é do senador Weverton Rocha (PDT), aliado de Lula;
- ele tem ainda o ministro André Fufuca (PP) e até a opção de Iracema Vale, indicada pelos aliados petistas;
- nos bastidores, discute-se a opção de lançar a ex-governadora Roseana Sarney, outra aliada do próprio Lula.
Em último caso, Carlos Brnadão proporá a Lula que fique neutro nas eleições de outubro, sem se envolver diretamente na campanha, mesmo que o PT confirme a candidatura de Felipe Camarão; entre os alaidos do governador, a aposta é que Lula só estique a corda até o dia quatro de abril, para forçar uma renúncia.
Não ocorrendo a renúncia, o presidente não terá outra opção, pensam eles…
