Insistência no afastamento do governador pode inviabilizar aliança com o prefeito de São Luís, que depende de garantias para renunciar ao mandato em abril

DINISTAS APOSTAM EM UMA ALIANÇA COM BRAIDE, mas o que fazer se Brandão for afastado depois que o prefeito renunciar?!?
Pensata
A insistência com que os aliados do ex-governador Flávio Dino agem contra o governador Carlos Brnadão (sem partido) para afastá-lo do mandato, pode ter um efeito colateral, atingindo diretamente o projeto de aliança com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD).
- há dois pedidos de afastamento do governador, ambos em tramitação no Supremo Tribunal Federal;
- a ação do PCdoB tramita, desde 2024, em mãos do próprio ministro maranhense Flávio Dino;
- a outra é do partido Solidariedade, e está sob a responsabilidade de Alexandre de Moraes.
Ocorre que os dinistas apostavam na retirada de Brandão do cargo antes do carnaval, o que não ocorreu.
O tempo passou e agora eles se veem em uma espécie de sinuca de bico; é que tanto Brandão quanto Braide têm a mesma data-base para renunciar – em 4 de abril – o que complica o cenário para os aliados de Flávio Dino.
- Eduardo Braide só deve renunciar ao mandato com a certeza de que não concorrerá com alguém sentado na cadeira de governador;
- mas se Brandão for mesmo afastado depois do dia 4, o vice Felipe Camarão (PT) assume o governo, com Braide já fora da prefeitura.
“São dois “Se” muito grandes aí nesta hipótese”, desconversou o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), quando perguntado sobre a hipótese de enfrentar o próprio neo-aliado Eduardo Braide.
A mesma pergunta foi feita a todos os demais dinistas, e também aos aliados do próprio Braide; e nenhum deles teve resposta clara para o questionamento deste blog Marco Aurélio d’Eça.
Sinal de que os dinistas – que tanto lutaram por assumir o governo – agora se veem em uma encurralada.
Ou deixam Brandão de mão e seguem a vida ao lado de Braide ou insistem em afastar Brandão e complicam o projeto do próprio Braide.
A escolha é somente deles…
