Parlamentares pediram à Mesa do Senado que interfira no julgamento desta sexta-feira, 20, processo que chamam de “mais aberração jurídica do STF

ROBERTO ROCHA ESTÁ SENDO REPROCESSADO POR FLÁVIO DINO por discursos proferidos na própria tribuna do Senado, que deveria ser inviolável (fotomontagem: Linhares Jr.)
Um Ofício assinado por 17 senadores e encaminhado ao presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) pede que a mesa diretora da Casa participe oficialmente do julgamento marcado para esta sexta-feira, 20, no Supremo Tribunal Federal, em que figura como acusado o ex-senador Roberto Rocha (sem partido).
Para os parlamentares, o caso “é mais uma aberração jurídica do STF”.
- por discurso na tribuna do próprio Senado, que é inviolável, Roberto Rocha é acusado de calúnia e difamação pelo ministro Flávio Dino;
- o caso havia sido arquivado por ferir a imunidade parlamentar, mas foi desarquivado a pedido de Dino pelo ministro Alexandre de Moraes.
“está sendo ignorada toda a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, aparentemente pacificada. Tudo isso se configura uma agressão de caráter personalíssimo a um parlamentar que desempenhou de forma exemplar o seu mandato de senador”, alerta o documento encaminhado ao presidente do Senado. (Leia a íntegra aqui)
Além da manifestação formal à mesa do Senado, senadores também foram à tribuna manifestar solidariedade ao ex-colega e denunciar a ação de Flávio Dino e Alexandre de Moraes.
O próprio Roberto Rocha vê no desarquivamento do caso uma tentativa de Flávio Dino de tirá-lo da disputa pelo Senado, na qual lidera todas as pesquisas nos cenários sem o governador Carlos Brandão (sem partido) e sem a ex-governadora Roseana Sarney (MDB).
“Não recuo um milímetro, não me deixo intimidar por nada. Sou filho de sertanejo, criado com costela de boi, sopa de corredor e merenda de caroço de macaúba”, desabafou Rocha, em conversa com este blog Marco Aurélio d’Eça.
O julgamento está marcado para esta sexta-feira, 20; se condenado, Rocha pode tornar-se inelegível, o que o tira da disputa pelo Senado nas eleições de outubro.
Mas esta é uma outra história…
