Faltando 10 dias para o governador decidir se sai ou fica no governo, seus aliados agora trabalham com a hipótese de tirar o vice da linha de sucessão

FUTURO SEM SAÍDA. Flávio Dino vê seus aliados e ex-aliados caminhando sob um cadafalso prestes a abrir debaixo dos seus pés…
Opinião
O pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito contra o vice-governador Felipe Camarão (PT) na Assembleia Legislativa – que pode resultar em seu afastamento do cargo – é mais uma etapa do conjunto de reações do governador Carlos Brandão (Sem partido) às investidas judiciais do grupo remanescente do governo Flávio Dino.
Todo esse jogo de pontos e contrapontos foi analisado por este blog Marco Aurélio d’Eça no post “Chumbo Trocado não dói…”.
- o grupo de Flávio Dino vem agindo contra Brandão desde 2023, com clara ameaça de tirar-lhe judicialmente o mandato;
- na reta final para o “Sábado de Aleluia” – quando Brandão precisa decidir se sai ou se fica – o governador passou a reagir.
Felipe Camarão foi denunciado pelo Ministério Público por suposto desvio de recursos, uso de laranjas e movimentações financeiras atípicas; ele nega as acusações e anunciou que vai denunciar o procurador-geral de Justiça Danilo de Castro Ferreira ao Conselho Nacional do Ministério Público, por conluio com o governo Brandão.
Mas nem as ações dos dinistas contra Carlos Brandão, nem as ações dos brandonistas contra Felipe Camarão tendem a produzir efeitos práticos em curto prazo capazes de atender aos interesses político-eleitorais de lado a lado, por dois motivos óbvios.
- 1 – se Brandão deixar o governo neste momento – ou for afastado judicialmente, como sonham os dinistas – a Assembleia não tem poder imediato de impedir a posse de Camarão no cargo, o que joga por terra sua pretensa CPI;
- 2 – mesmo no comando do governo, Camarão não tem tempo hábil para uma candidatura à reeleição; e ainda seria obrigado a explicar à opinião pública por que iria enfrentar Braide, que ele próprio sugeria apoiar.
Por todas essas implicações, os movimentos de brandonistas e dinistas nesta reta final para o “Sábado de Aleluia” expõem claramente atos de desespero de lado a lado.
Em uma espécie de abraços de afogados…
