Palanque do ex-prefeito de São Luís terá que abrir espaço para o candidato presidencial do PSD, o que inviabiliza uma aliança com a base de Lula no primeiro turno
Análise da Notícia
Hostilizada quase diariamente pelo deputado estadual Fernando Braide (PSB) – e diante de um silêncio sepulcral do próprio Eduardo Braide – a senadora Eliziane Gama vinha tentando, mesmo assim, manter uma convivência harmônica no PSD; mas o lançamento da candidatura de Ronaldo Caiado à presidência foi a gota d’água.
- Eliziane confirmou nesta quinta-feira, 2, sua filiação ao PT, do presidente Lula;
- a filiação foi aprovada por unanimidade no PT estadual, nesta quarta-feira, 1º
“O PSD decidiu seguir um novo trilho político no país; eu respeito, mas tenho um pensamento diferente, que é público no Brasil”, disse Eliziane em Nota Oficial, confirmando sua saída do partido, após lançamento da candidatura de Caiado a presidente.
A presença de um nome da direita conservadora no palanque de Braide deve afastar também os dinistas que vinham negociando com ele.
A base dinista no Maranhão é toda lulista, assim como Eliziane Gama.
O mais provável, neste momento, é o fortalecimento da candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT), que sai com apoio de ao menos quatro partidos, podendo chegar a seis.
- Felipe já tem apoio declarado do PSB e do PCdoB, que está em federação com o PV;
- pode ter ainda o PSOL – mesmo com candidato posto – e o PSDB, do deputado Juscelino.
Com essas legendas, o vice-governador ganha tempo quase igual ao de Orleans Brandão (MDB) e acima do tempo de Braide e de Lahésio Bonfim (Novo); se garantir a presença pessoal do presidente Lula em seu palanque único, o vice-governador torna-se fortemente competitivo.
E isso explica a decisão estratégica de Eliziane Gama…

