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De como os dinistas usaram Camarão como moeda de troca com Braide…

Candidatura do vice-governador foi forçada pelos aliados do ministro do STF apenas para impedir aliança do PT com Orleans Brandão, sem interesse real na disputa pelo governo

 

OS ALIADOS DE FLÁVIO DINO APOSTARAM MESMO NA ALIANÇA COM BRAIDE, VIA CAMARÃO, mas esbarraram na resistência do PT e do próprio Braide

Editorial

Os remanescentes do governo Flávio Dino no Maranhão tinham dois objetivos ao incensar o vice-governador Felipe Camarão (PT) a sair candidato ao governo mesmo sem apoio do governador Carlos Brandão (MDB) e sem a unidade no próprio partido:

“Não fechamos portas para o diálogo com Braide; temos o Felipe Camarão na disputa, mas a conversa com Braide existe”, admitiu o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), em 17 de abril, declaração registrada neste blog Marco Aurélio d’Eça, no post “Dinistas insistem no diálogo com Braide, mesmo tendo Camarão como opção no PT…”. 

A ideia era manter Felipe Camarão na disputa até as convenções, quando apresentariam a Braide a proposta da candidatura do vice a senador, levando o PT à coligação com o candidato do PSD.

Até mesmo setores da cúpula nacional do PT e do governo Lula chegaram a comprar a ideia, mas a jogada dos aliados de Flávio Dino esbarrou em dois problemas, um externo e outro interno:

Os aliados de Flávio Dino só começaram a cair na real quando viram Braide cada vez mais vinculado à direita; e a ficha caiu definitivamente com a indicação do ex-prefeito Lahésio Bonfim para o Senado.

Só depois disso os dinistas entenderam que já não havia mais o que fazer e terão que seguir com Camarão  até o final.

Só que, agora, com a candidatura esvaziada por ações deles próprios…

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