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Possível fim da reeleição deixa Flávio Dino tenso…

Governador, que fala pela boca do seu lugar-tenente Márcio Jerry, mostrou preocupação nesta segunda-feira, ao tentar desdenhar das articulações do senador Aécio Neves, em Brasília, para por fim ao direito por novo mandato já a partir de 2018

 

Flávio Dino se preocupa e Márcio Jerry externa esta preocupação

Flávio Dino se preocupa e Márcio Jerry externa esta preocupação

O governador Flávio Dino (PCdoB) expressou nesta segunda-feira, por intermédio do seu lugar-tenente, Márcio Jerry, sua contrariedade com o debate sobre o possível  fim da reeleição para presidente, governadores e prefeitos, já em 2018.

Jerry usou seu perfil no Twitter – e sua rede de mídia – para desdenhar da proposta.

– A oposição se excita com uma ilusão: o fim da reeleição atingindo os já eleitos. Tá ‘Serto’… – debochou o secretário comunista.

A PEC-113A, que tramita no Senado, prevê, sim, o fim da reeleição para presidente, governadores e prefeitos. A proposta já tem até data para ser promulgada: 16 de dezembro.

Ocorre que Jerry, comunistas e agregados se apegam em um detalhe do texto, que não deixa claro a partir de que ano esta nova regra valerá.

Mas o senador Aécio Neves (PSDB-MG) – com apoio de pelo menos metade do Senado – trabalha para que o texto deixe claro que os eleitos em 2014 já não poderão disputar novo mandato em 2018.

O objetivo de Aécio é estabelecer, no papel, a impossibilidade do atual presidente Michel Temer (PMDB) disputar novo mandato daqui a dois anos.

Se atingir Temer, a regra tem efeito cascata e atinge também governadores e prefeitos.

E Flávio Dino erra, junto com o seu lugar-tenente, ao desdenhar desta articulação no Senado…

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Roberto Rocha passa a ver Flávio Dino, de novo, como “amigo para sempre”…

Senador que vive relação conflituosa com o governador comunista vê como favas contadas o fim da reeleição e já se prepara para vir a ser o candidato do grupo comunista ao Governo do Estado

 

Flávio Dino e Roberto Rocha em 2014: a chapa pode ser reeditada, de forma inversa

Flávio Dino e Roberto Rocha em 2014: a chapa pode ser reeditada, de forma inversa

A julgar pelo que se publicou do encontro do senador Roberto Rocha (PSB) com alguns jornalistas, sábado, 19, ele deve iniciar, agora, uma reaproximação do governador Flávio Dino (PCdoB), com quem vive relação conflituosa.

Rocha dá como certo o fim da reeleição – cuja PEC sobre o assunto já tem até data de promulgação – e começou a apostar suas fichas na reedição de uma chapa Rocha/Dino em 2018 – com ele disputando o governo e o comunista como candidato a senador.

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Os passos de Roberto Rocha…

Quem participou do almoço com o senador socialista – o titular deste blog não se fez presente – viu um Roberto Rocha bem mais amável em relação a Flávio Dino.

O parlamentar já percebeu que o governador precisará construir uma alternativa à sua sucessão e entende que pode, ele próprio, ser este sucessor.

Só precisa convencer os outros atores da seara dinista…

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“Roseana está voltando”, diz Chiquinho Escórcio…

Ex-senador do PMDB faz provocação direta ao governador Flávio Dino, que já demonstrou sua preocupação em enfrentar a ex-governadora nas eleições e 2018

 

Chiquinho apresenta Roseana; e alerta Flávio Dino

Chiquinho apresenta Roseana; e alerta Flávio Dino

Numa semana em que Roseana Sarney (PMDB) passou a ser a principal personagem da mídia política – seja pelas tentativas de perseguição do governador Flávio Dino (PCdoB), seja pela demonstração do prestígio político e eleitoral da ex-governadora – o ex-senador Chiquinho Escórcio corou o domingo com uma provocação:

– Flávio Dino, Roseana está voltando… – disse o agora assessor especial da presidência da República, em seu perfil no Facebook.

Roseana voltou a ser vista como a principal adversária de Flávio Dino e o PMDB começou a articular seu nome para 2018.

E o próprio Flávio Dino já acusou o golpe.

As ações movidas nas entradas do governo contra a ex-governadora demonstram claramente a preocupação do comunista.

A reação do secretário Márcio Jerry à reunião dos prefeitos do PMDB também demonstrou a insegurança do governo.

Roseana é o principal nome do PMDB para 2018, mas ainda não disse se será candidata.

E pode nem dizer que será, para alívio de Flávio Dino.

Mas, como provoca Chiquinho Escórcio, é bom que o comunista se prepara…

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Weverton monta importante plataforma de comunicação para o projeto Senado…

Após contundente vitória nas urnas, deputado federal se cerca dos melhores nomes na área por que sabe a importância da comunicação para alcançar seu objetivo

 

Edivaldo foia principal aposta de Weverton, que arregaçou as mangas em campanha e venceu

Edivaldo foi a principal aposta de Weverton, que arregaçou as mangas em campanha e venceu

Pré-candidato ao Senado pelo PDT, o deputado federal Weverton Rocha conseguiu plena vitória nas eleições municipais, com a eleição de prefeitos do partido em importantes colégios eleitorais – como São Luís – e aliados estratégicos em outras legendas.

Com as vitórias políticas, ele praticamente consolidou-se como a principal opção na disputa.

Agora, o parlamentar parte para a segunda etapa de seu projeto, com uma plataforma de comunicação que possa alcançar o eleitor nos mais distantes rincões.

E para isso, cerca-se de alguns dos melhores profissionais da área.

Ao seu lado já está o jornalista e publicitário Zeca Pinheiro. Empresário do setor – é o dono da agência Sofia, uma das que mais crescem no estado – tem larga experiência em campanhas eleitorais, em São Luís e outros estados.

Pinheiro trabalhou nas eleições de Jackson Lago e Tadeu Palácio, em São Luís, e foi secretário de comunicação dos dois. Também atou em campanhas do ex-presidente José Sarney, no Amapá, acumulando poderoso know how.

Ao time, se juntou agora a jornalista Andrea Viana, uma das mais respeitadas do Maranhão.

Profissional de carreira do Supremo Tribunal Federal, Andreia foi secretária municipal de Comunicação na gestão de Tadeu Palácio – em substituição ao próprio Zeca Pinheiro – e esteve recentemente na assessoria do senador Roberto Rocha (PSB).

Experiência, portanto, ela tem de sobra.

Além do cacife adquirido com a eleição de prefeitos estratégicos, como o de São Luís, e de presidir um dos partidos mais fortes no Maranhão, Weverton vai se fortalecendo numa área considerada imprescindível para alcançar seu objetivo em 2018.

Por isso, é o nome da vez entre as lideranças do Maranhão…

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José Sarney: “o medo não pode nos tirar a esperança”…

Em contundente artigo em que relaciona o medo historicamente, ex-presidente destaca trecho sobre o momento político do Maranhão, em que a intimidação, a perseguição e a imposição da força têm marcado as relações políticas

 

leviata

No Maranhão hoje, o medo é esse instrumento utilizado politicamente.

Todos têm medo: os comerciantes têm medo das fiscalizações dirigidas; os políticos têm medo das comissões de inquérito semelhantes às da inquisição, que levaram às fogueiras; os funcionários têm medo das ameaças e das demissões.

Cada cidadão tem medo de uma forma de perseguição.

Uma denúncia aqui, uma demissão acolá, uma ameaça mais além, chantagens, pressões, insinuações, calúnias, difamações, falsidades…

Tudo isso rasga a coesão social, rompe a vida das famílias, mina o futuro.

A ideologia semeia dogmas – e ai daqueles que não acreditem. Hoje ela desapareceu, tornou-se retórica antiquada; só fez mal à humanidade.

Nada fez mais medo – nem a guerra nuclear – que o regime encarnado em Stalin, que matou mais de 30 milhões de pessoas.

Será que alguém pensa que o comunismo pode renascer no Maranhão?

Que saudade do medo simples de minha infância, quando – é minha primeira memória – eu e meus irmãos espiávamos, de detrás da porta, os índios que entravam na cidade em fila!

O que o medo não pode nos tirar é a esperança…

Trecho do artigo “O Medo como intimidação”, publicada na edição de fim de semana de O EstadoMaranhão

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Márcio Jerry quer devolver Robson Paz à Secom de São Luís…

Já trabalhando pelo projeto de reeleição de Flávio Dino para 2018, lugar-tenente do governador quer o seu principal assistente como chefe da comunicação do prefeito Edivaldo Júnior no segundo mandato

 

Robson Paz foi titular na Secom de Edivaldo, mas cuidou, basicamente, do projeto eleitoral do PCdoB

Robson Paz foi titular na Secom de Edivaldo, mas cuidou, basicamente, do projeto eleitoral do PCdoB

Presidente regional do PCdoB e principal auxiliar do governador Flávio Dino (PCdoB), o jornalista Márcio Jerry iniciou gestões junto ao prefeito Edivaldo Júnior (PDT) para emplacar seu assistente, radialista Robson Paz, no comando da Secretaria Municipal de Comunicação.

Paz foi chefe da Seconzinha no início do mandato de Holandinha, exatamente quando, ao PCdoB, interessava o projeto de eleição do governador Flávio Dino, em 2014.

O retorno do auxiliar de Márcio Jerry garante que a comunicação do prefeito de São Luís tenha por objetivo o projeto de reeleição de Dino, em 2018, já que o PCdoB sente-se dono da pasta e principal fiador da reeleição do prefeito pedetista.

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Robson Paz na comunicação de Holandinha…

Todo o poder a Márcio Jerry…

Mas há resistências ao projeto comunista.

A cúpula do PDT e os principais aliados de Edivaldo Júnior entendem que, neste segundo mandato, é fundamental que o prefeito tenha um titular na área de comunicação vinculado, exclusivamente, à sua imagem; sobretudo por que o pedetista precisa “vender” uma imagem de gestor firme e operante, após uma difícil campanha.

Vinculado umbilicalmente ao projeto de poder comunista, Robson Paz segue diretamente as ordens de Márcio Jerry, que passará a cuidar, pessoalmente, da campanha pela reeleição de Flávio Dino.

Resta saber se o próprio prefeito concorda com a indicação…

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Flávio Dino se incomoda até com reunião partidária de Roseana…

Lugar-tenente do governador, jornalista Márcio Jerry fez questão de postar encontro do comunista com prefeitos eleitos logo após forte repercussão do encontro da peemedebista com os prefeitos eleitos pelo partido

 

O encontro de Roseana com as lideranças e prefeitos do PMDB...

O encontro de Roseana com as lideranças e prefeitos do PMDB…

Foi quase imediata a reação dos generais do governo Flávio Dino à reunião que a ex-governadora Roseana Sarney protagonizou nesta sexta-feira, 18, com os prefeitos eleitos pelo PMDB.

logo após a forte repercussão do fato, que ganhou blogs e redes sociais, o secretário de Articulação política do governo comunista, jornalista Márcio Jerry, passou a divulgar, no twitter, uma reunião parecida, que Dino fará no dia 30 de novembro.

...E Jerry reaindo no twitter; primeiro falando de encontro no dia 1º de dezembro...

…E Jerry reagindo no twitter; primeiro falando de encontro no dia 1º de dezembro…

Pela distância do fato já dá para perceber que a publicação do lugar-tenente do governador foi uma resposta ao incômodo da reunião peemedebista.

...Depois, o comunista fala de evento no dia 30

…Depois, o comunista fala de evento no dia 30

E o incômodo foi tão grande que que Jerry até se confundiu: primeiro chamou encontro para dia 1º de dezembro; depois, falou e outro, no dia 30.

O PMDB elegeu 22 prefeitos nas eleições de outubro.

Todos participaram do encontro com Roseana…

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Flávio Dino quer tirar Roseana do páreo em 2018…

Ações contra a ex-governadora visam impedi-la de disputar o pleito de daqui a dois anos, principal foco de preocupação do governador comunista e seu grupo

 

Candidatura de Roseana tira o sono do governador Flávio Dino

Candidatura de Roseana tira o sono do governador Flávio Dino

A ação criada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), via Secretaria de Transparência, e encaminhada ao promotor da 2ª Vara da Ordem Tributária, Paulo Barbosa Ramos, tem um objetivo claro: tornar Roseana Sarney inelegível em 2018.

A articulação dinista faz parte de uma estratégia para evitar o confronto com a ex-governadora nas próximas eleições.

Flávio Dino esperava que a ação do Ministério Público Federal contra Roseana Sarney, com base em supostas denúncias da operação lava Jato, fossem levadas a cabo na Justiça, tornando a peemedebista inelegível.

Mas a própria polícia federal já pediu arquivamento da investigação, por absoluta falta de prova, e o assunto só se mantém por que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que tem o irmão do próprio Flávio Dino como principal assessor, resiste em arquivar o caso. (Relembre aqui)

Como não conseguiu pelas vias federais, o governador comunista agora usa as instâncias estaduais para constranger sua principal adversária e forçá-la a sair da disputa de 2018.

Flávio Dino entende que, sem Roseana Sarney na disputa, sua reeleição se torna amplamente mais fácil.

Por isso não sossegará até tirar a adversária do páreo…

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João Alberto vê favoritismo de Roseana em 2018, mas pondera que ela precisa se mostrar…

Senador diz existir uma antipatia ao projeto de poder do governador Flávio Dino, sobretudo no interior, que pode ser potencializado, desde que a ex-governadora passe a fazer o contraponto público ao comunista

 

João Alberto e Roseana: fortalecimento em 2018

João Alberto e Roseana: fortalecimento em 2018

O senador João Alberto de Souza (PMDB) vê com otimismo o futuro político-eleitoral do chamado grupo Sarney nas eleições de 2018.

Para ele, a população não se envolveu emocionalmente com o projeto do governador comunista Flávio Dino e espera uma liderança capaz de fazer o contraponto nas próximas eleições.

E João Alberto não tem dúvidas de que o melhor nome do grupo é mesmo a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), dona de carisma e força eleitoral sem precedentes.

– Roseana é o único nome com força para barrar Flávio Dino em 2018. Ela tem o carisma que Dino não tem; e é conhecida eleitoralmente em cada canto deste Maranhão. Ela só precisa deixar a zona de conforto e encarar o contraponto ao projeto comunista – defendeu o senador do PMDB.

Na avaliação de João Alberto, os dois anos de governo Flávio Dino e o fracasso do comunista nas eleições municipais deixam claro que o seu grupo tem potencial para retomar o poder em 2018.

– Tenho feito política semanalmente no Maranhão. E converso com lideranças de todo o Maranhão. Há um caminho aberto que precisa ser ocupado – ponderou.

Mas o senador entende que só com a presença pública de Roseana o projeto pode se consolidar.

Com relação às vagas de senador pelo Maranhão – ele e Edison Lobão (PMDB) encerram o mandato em 2018 – João Alberto vê todas as possibilidades em aberto, tanto para o governo quanto para a oposição.

– Não vejo nomes consolidados. Todos os nomes postos t~em chances de se viabilizar, un mais outro menos.vai depender das chapas formadas para a disputa – avaliou.

Até agora, embora seja a única adversária da oposição  com chances de vencer Flávio Dino, Roseana ainda não falou se entra ou não na disputa de 2018…