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Wellington vai com Braide, PT vai com Braide… todos vão com Braide

Candidato do Podemos no segundo turno das eleições em São Luís ganha apoios em massa que podem se transformar em uma onda capaz de impor dura derrota ao grupo do governador Flávio Dino e seu candidato, Duarte Júnior

 

Wellington do Curso superou as divergências criadas no primeiro turno e declarou apoio a Eduardo Braide num movimento que pode virar onda

Ensaio

O deputado federal Eduardo Braide (Podemos) conseguiu um fato histórico no segundo turno das eleições em São Luís: ele reúne em torno de si apoio sem precedentes na política maranhense.

Candidato da oposição ao governo Flávio Dino (PCdoB), Braide reúne apoios que vão de ex-sarneysistas à oposição de direita, passando por representantes da esquerda e até de membros do PCdoB.

A performance do candidato de oposição nunca foi vista na história maranhense, nem mesmo nos momentos mais críticos dos estertores do sarneysismo.

Quem acompanhou a vitória de Jackson Lago (PDT) sobre Roseana Sarney (MDB) em 2006 viu uma mobilização política que envolveu todos os setores da sociedade.

Mas nem naquele tempo, o adversário do sarneysimo conseguiu arrastar para si tantos representantes do sarneysismo, que se mantiveram ao lado da en~tão, tornando difícil a disputa em segundo turno.

Nesta disputa de São Luís, Braide parece angariar mais apoios á medida que o Pala´cio dos Leões falam contra ele, numa espécie de catarse coletiva contra as amarras governamentais, iniciada com o grito de independência do deputado Dr. Yglésio Moyses (sem partido).

Militância do PT anuncia ato público de apoio a Braide no comitê do Calhau, em mais um racha na base do governo Flávio Dino

O candidato do Podemos deve arrastar para seus eventos de campanha não apenas seus aliados de primeira hora, como PSDB, PSD, PSC e PMN, mas também ícones do sarneysismo, do bolsonarismo, do pedetismo, do lulismo e do próprio dinismo, incomodados com o rugido ameaçador do Palácio dos Leões.

É um fenômeno que marca as eleições de 2020 na capital maranhense.

E pode ter significativa influência nas eleições de 2022…

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De como Flávio Dino afundou a campanha de Duarte Júnior no 2º turno

Ao impor apoio centralizado de todos os auxiliares e aliados ao deputado do Republicanos, governador comunista tirou a imagem de independência e outsider que o candidato construiu e nem deu o volume necessário para superar o adversário Eduardo Braide

 

ABRAÇO DE AFOGADOS. Apoio de Dino a Duarte tirou do candidato a imagem de independência, mas não deu o volume de alianças que fortaleceriam sua candidatura

O apoio intempestivo do governador Flávio Dino (PCdoB) ao candidato do Republicanos Duarte Júnior pode entrar para a galeria histórica dos erros políticos maranhenses.

Com seu gesto apressado e impositivo – que levou auxiliares e aliados dependentes a fazer declaração em massa em favor do desafeto – Dino não apenas tirou de Duarte a imagem de independência, como também afastou alianças que poderiam dar maior volume de campanha no segundo turno.

Enquanto Eduardo Braide (Podemos) reúne em torno de si ex-candidatos de peso, como Neto Evangelista (DEM), Dr. Yglésio (PDT), Carlos Madeira (SDD) e Wellingtonn do Curso (PSDB) – além de partidos que vão do PDT ao MDB; do DEM ao PT, passando , inclusive, pelo PCdoB – Duarte restringe-se aos que são tutelados pelo próprio Dino.

Além do fracasso na articulação política, Flávio Dino atraiu para si os holofotes da imprensa nacional, que começou a questionar como um pretenso presidenciável não consegue, sequer, liderar a própria base em um projeto único.

O resultado é um Duarte totalmente amarrado aos interesses do Palácio dos Leões, sem poder de mobilização e dependente de gente que ele passou os últimos anos a humilhar e ridicularizar.

Assim como o blog Marco Aurélio D’Eça antecipou ainda no meses de setembro e outubro, Duarte se transformou, portanto, no adversário que Eduardo Braide sempre sonhou. (Entenda aqui e aqui)

Naquilo que pode se chamar de barbada…

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A eloquente ação de Weverton no segundo turno em São Luís

Apesar de o PDT ter se mostrado neste segundo turno mais alinhado ao projeto do deputado Eduardo Braide – e de o próprio senador classificar  de “boato” suposto rompimento com Flávio Dino – silêncio do líder pedetista “fala” com o peso de um pré-candidato a governador

 

Weverton mantém silêncio, mas seus principais articuladores se movimentação no tabuleiro de São Luís

O senador Weverton Rocha (PDT) se manifestou rapidamente nas redes sociais desde o primeiro turno das eleições em São Luís; e apenas para declarar que seriam “boatos” supostas notícias de rompimento entre ele o governador Flávio Dino (PCdoB).

Líder das principais pesquisas de intenção de votos sobre a sucessão do próprio Flávio Dino, o pedetista nada disse sobre o segundo turno entre Eduardo Braide (Podemos) e Duarte Júnior (Republicanos), apesar de seu partido, o PDT, ter-se inclinado majoritariamente para a campanha de Braide.

Apesar da pressão de analistas e lideranças nos bastidores, Weverton deve se manter em silêncio, pelo menos por enquanto; mas este silêncio fala com a eloquência de um candidato a governador.

Suas ações – ou a aparente falta delas – dizem muito mais sobre o jogo político maranhense que o seu posicionamento oficial.

Nome de peso na aliança que dá sustentação ao governador Flávio Dino, Weverton tem posições importantes a manter no governo; e sabe que não precisa se indispor diretamente com o comunista, que já demonstrou preferência pela candidatura do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos).

Com 42 prefeitos eleitos pelo PDT – além de outros tantos do DEM, PTB, MDB e outros partidos de sua linha de influência – o senador tem ainda apoios na bancada federal, na Assembleia Legislativa e na Federação dos Municípios.

É com este cacife que vai continuar a fazer o que sempre fez com habilidade: articulação política.

A liberação da própria base a Eduardo Braide é mostra deste poder de articulação, que apenas fortalece suas posições.

E se Flávio Dino quiser, ele que tome a ação do rompimento.

É simples assim…

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O início do fim do governo Flávio Dino…

Segundo turno expõe fragilidade crescente do governador comunista, que tentou centralizar a base, mas só levou consigo para o apoio a Duarte Júnior auxiliares vinculados diretamente à sua vontade e aliados com perspectivas eleitorais atreladas ao Palácio dos Leões

 

Ao impor voto em Duarte Júnior, Flávio Dino expôs a fragilidade de sua articulação política, fenômeno típico dos chefes de poder em fim de mandato

Análise de conjuntura

É tradição na política que o detentor de mandato eleitoral vá diminuindo sua importância e influência à medida que se aproxima o final do seu ciclo de poder.

O governador Flávio Dino (PCdoB) começou a sentir o peso desta sentença neste segundo turno das eleições de São Luís.

Ao tentar impor sua vontade, levando a base para o apoio ao candidato Duarte Júnior (Republicanos), Dino expôs a fragilidade da aliança que o mantém no poder e precipitou o início do fim do seu governo. 

O racha na base governista ficou evidente, com partidos – inclusive o PCdoB do próprio governador – dividido entre as candidaturas de Duarte e a do oposicionista Eduardo Braide (Podemos).

É certo que a antipatia que o próprio Duarte Júnior detém na classe política teve influência direta neste racha, mas as eleições de 2022 e a sucessão de Dino já começaram a demarcar o terreno político de 2020.

Flávio Dino não conseguiu convencer – pelo menos até agora – líderes de peso no cenário maranhense, como o senador Weverton Rocha (PDT), os presidentes da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), e da Câmara Municipal, Osmar Filho (PDT); e muito menos o prefeito Edivaldo Júnior (PDT).

A aliança de Neto Evangelista e Eduardo Braide levou á Rua Grande lideranças do DEM, do PDT e do próprio PCdoB no apoio ao candidato do Podemos

A adesão de governistas em massa à candidatura de Eduardo Braide redesenha o mapa eleitoral de 2022 não apenas na seara governista, mas na própria oposição.

Se conseguir – apenas com seus subordinados e aliados mais dependentes – virar o jogo em São Luís e vencer com Duarte Júnior, Flávio Dino estará garantindo ao vice Carlos Brandão o encaminhamento de sua eleição em 2022.

Se, como tudo indica, perder a eleição na capital, terá contra si um exército saído das entranhas do seu governo pronto para avançar no estado, tendo o próprio Braide entre as lideranças com influência no processo estadual.

E com o agravante de o comunista estar em fim de mandato…

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Sexta-feira já tem novo Ibope…

No mesmo dia em que começa o horário eleitoral gratuito, TV Mirante vai divulgar o impacto da movimentação da primeira semana do segundo turno entre os candidatos Eduardo Braide e Duarte Júnior

 

O impacto da movimentação de Eduardo Braide e Duarte Júnior serão avaliados pelo Ibope na sexta-feira

Está marcada para a próxima sexta-feira, 20, no programa JMTV-2ª edição, da TV Mirante, a primeira pesquisa Ibope sobre o segundo turno das eleições em São Luís. 

O levantamento deve medir o impacto das primeiras movimentações de alianças e apoio em torno de Eduardo Braide (Podemos) e Duarte Júnior (Republicanos).

Não será avaliado o impacto do horário eleitoral, que se inicia neste mesmo dia.

Como a campanha de segundo turno é curta, o Ibope deve divulgar outra pesquisa até o fim do horário eleitoral, além da tradicional boca-de-urna.

É aguardar e conferir…

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Quanto mais tenta explicar apoio a Duarte, mais Rubens se diminui…

Puxado pelo beiço por Flávio Dino para declarar apoio ao candidato republicano – mesmo depois de ter sido chamado de bandido, com o pai na UTI – deputado comunista aponta sarneysistas e bolsonaristas como responsáveis pelas críticas, mas esquece a família, que não gostou de vê-lo tão menor

 

Para Rubens Júnior, fidelidade a Flávio Dino vale mais que a própria dignidade e do que a honra do próprio pai

Criticado duramente por ter apoiado quem o chamou de bandido e apontou sua família como ficha suja, o deputado federal Rubens Júnior (PCdoB) agora tenta responsabilizar sarneysistas e bolsonaristas pelo seu revés pessoal.

– Ele pediu desculpas – justificou Pereira Júnior, acrescentando que ficaria ao lado do governador Flávio Dino.

Mas teria Duarte Júnior pedido desculpas se não tivesse ido ao segundo turno? Teria o candidato republicano reconhecido seu erro?

As desculpas são sinceras ou de conveniência?

Rubens Júnior culpa deus-e-o mundo pelas críticas, mas ignora que sua própria família se ressentiu do seu apoio a Duarte Júnior, gesto que o diminuiu como mero fantoche do governador Flávio Dino, disposto a tudo para agradar ao padrinho.

Rubens deveria permanecer calado após ser levado pelo beiço a apoiar um desafeto; seria mais digno esconder-se da própria subserviência.

Mas na política também há os que não sabem o valor da própria dignidade…

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Neto vai com Braide e leva aliados do DEM, do PDT e do MDB

Ex-candidato a prefeito, que reúne mais de 80 mil votos, afirmou na manhã desta quarta-feira, 18, que seguirá com o candidato do Podemos após conversar com seu grupo político e incluir algumas de suas propostas no plano de governo

 

Ao lado de pedetistas, democratas e emedebistas, Neto afirma que Braide é a melhor opção no segundo turno

O deputado estadual Neto Evangelista (DEM) declarou nesta quarta-feria, 18, apoio ao candidato do Podemos Eduardo Braide, no segundo turno das eleições de São Luís.

– Decidi, junto com meu grupo político, que a partir deste momento, o 25 será 19 nas eleições de São Luís – declarou o parlamentar.

É o segundo ex-candidato que declara apoio a Braide nesta quarta-feira; mais cedo, o também deputado Dr. Yglésio (ex-Pros) declarou apoio ao 19.

Terceiro colocado no primeiro turno, Neto declarou que jamais se esconderia do processo e que continuaria ativo, honrando os mais de 80 mil votos recebidos na capital maranhense. 

Em seu pronunciamento de apoio, o ex-candidato democrata reuniu deputados, vereadores eleitos, ex-candidatos e lideranças do DEM, PDT, PTB e MDB.

Num sinal claro de que essas legendas também devem ir coim o 19…

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A maiúscula vitória de Assis Ramos em Imperatriz…

O resultado apertado – 26,04% a 24,97% – e a virada nos últimos momentos não simbolizam politicamente tanto quanto o valor em si da reeleição do prefeito em um ambiente extremamente hostil e pressionado por ex-prefeitos e Governo do Estado

 

Assis Ramos sai das runas de Imperatriz consolidado como liderança regional e com cacife elevado para a sucessão do governador Flávio Dino, em 2022

O resultado das eleições em Imperatriz pode ter sido apertado, mas o simbolismo da vitória do prefeito Assis Ramos (DEM) tem um valor histórico sem precedentes.

Assis virou nos últimos momentos o jogo contra o deputado Marco Aurélio, candidato do governo Flávio Dino, (PCdoB), derrotando ao mesmo tempo dois ex-prefeitos – Ildon Marques (PP) e Sebastião Madeira (PSDB).

|Diferentemente das eleições de 2016, quando foi a surpresa e venceu uma disputa então polarizada na base do próprio governo comunista, desta vez Assis entrou sabendo quem enfrentaria e de que forma eles iriam para a disputa.

Embora não contabilizado pelos analistas de plantão, a vitória do democrata em Imperatriz coloca na conta do grupo PDT/DEM mais um colégio eleitoral de significativo valor político.

E, agora reeleito, Assis Ramos também amplia seu cacife para 2022…

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Flávio Dino humilha a própria base por apoio a Duarte Júnior…

Chamado de “bandido” e de “família ficha suja” pelo candidato republicano, o comunista Rubens Júnior diz ter aceitado pedido pessoal de desculpas e também vai seguir com o ex-adversário a mando do governador

 

Após ser chamado de bandido e de ter a família ficha suja, Rubens Júnior aceita desculpas de Duarte e diz seguir em nome do governador

As sucessivas notas públicas de auxiliares e aliados do governador Flávio Dino (PCdoB), de apoio ao candidato republicano Duarte Júnior, contrastam com as declarações destes mesos personagens nos bastidores.

Dez entre dez secretários e líderes partidários que foram obrigados por Dino a declarar apoio a Duarte, mostram constrangimento ao falar do assunto com jornalistas e analistas políticos

O caso mais vexatório é do ex-candidato do PCdoB, Rubens Pereira Júnior, que foi chamado de “bandido” enquanto o pai se recuperava da covid-19 em uma UTI.

Dino tem conseguido levar para Duarte Júnior apenas os fantoches que tomam conta de secretarias de interesse do seu governo e aliados que, de um forma ou de outra, dependem politicamente dele.

Por outro lado, ex-candidatos, aliados, dirigentes partidários e parlamentares independentes começam a cerrar fileiras em torno de Eduardo Braide (Podemos) ou se posicionam neutro no segundo turno.

Braide já tem o apoio dos deputados pedetistas Gil e Glalbert Cutrim, do comunista Carlos Florêncio.

Yglésio deixou claro: não apoia criminoso, mentiroso e sociopata; deputado reúne seu grupo para decidir amanhã seu posicionamento no segundo turno

Os ex-candidatos Bira do Pindaré (PSB), Dr. Yglésio (PROS) e Jeisael Marx (Rede) nãos e manifestaram, mas não sinais de que não aceitam apoiar Duarte.

Yglésio já foi a publico repudiar a decisão do seu partido e disse não apoiar “criminoso, mentiroso e sociopata”.

Um dos principais personagens do primeiro turno, o senador Weverton Rocha também ainda mantém silêncio; e seu posicionamento é esperado para os próximos dias, já que encaminha cenários para 2022.

Mas esta é uma outra história…

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Braide foca em vereadores eleitos e não eleitos…

Candidato do Podemos, que venceu o primeiro turno em São Luís, vai buscar alianças com aqueles que buscam os votos na ponta, não apenas os que foram eleitos pelo seu partido, mas também de coligações adversárias

 

Braide com a base de vereadores eleita pela sua coligação; meta agora é conseguir novos puxadores de votos para o segundo turno

O deputado federal elegeu a maior bancada de vereadores no primeiro turno, o que lhe garante uma boa base para eventual gestão em São Luís.

Neste segundo turno, ele está priorizando alianças com os vereadores eleitos por outras legendas, mesmo aqueles que foram candidatos por partidos que lhe faziam oposição.

Desde a segunda-feira, 16, Braide tem conversado com vereadores eleitos pelo DEM, PSB, PDT; e também com os que não conseguiram se eleger, nestas legendas e em outras, como MDB, Solidariedade, PP, Cidadania…

São candidatos que obtiveram votação alta, embora não tenham conseguido vaga na Câmara.

É com este contingente que Braide quer ir ás ruas no segundo turno.

Para consolidar a vitória contra a máquina do governo Flávio Dino (PCdoB)…