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Advogado vê eleições de 2020 e 2022 como “espetáculos dantescos”

Em artigo divulgado no fim de semana, Abdon Marinho lamenta que o pleito que se desenha para governador reúna apenas arrivistas de sempre, “os que enricaram enquanto diziam representar o povo”

 

Flávio Dino se deliciando com Mocotó em inauguração de reforma da Feira da Macaúba; para Abdon Marinho, comunista “apequena o estado”

O advogado Abdon Marinho, um dos principais cronistas da vida política maranhense, abordou em artigo no fim de semana aspectos das eleições de 2020 e de 2022, que ele classificou como “espetáculos dantescos”.

– Ficamos com a clara sensação que o homem de bem desistiu da política, resolveu deixar o comando dos destinos das cidades – e do estado –, nas mãos dos arrivistas de sempre, os que enricaram enquanto diziam representar o povo – apontou Marinho.

Criticando duramente  o abuso por parte dos candidatos – e do governador Flávio Dino (PCdoB) na promoção dos seus – o advogado ironizou o fato de o comunista ter participado de inauguração de reforma de feira, q e, na ua visão, apequena o estado.

Em seu artigo, intitulado “Eleições 2020: o começo do jogo e os desafios”, Abdon lamenta também que o comunismo não inaugurou um novo momento no estado, após 50 anos de comando do sarneysmo.

– Arriscamos-nos a dizer, até, que essa nova hegemonia se apresenta muito mais deletéria que a anterior, não apenas sob a ótica da dominação política como, também, no que se refere à gestão da máquina administrativa – apontou Marinho.

Falando especificamente das eleições municipais, o advogado entende que o pleito que se avizinha não trará qualquer novidade para o eleitor.

– O jogo político maranhense para esta eleição, e para a de 2022, se apresenta como o espetáculo dantesco. Com raríssimas exceções, impondo ao cidadão a obrigação de escolher entre o pior e o menos ruim – disse.

Abaixo, a íntegra do artigo de Abdon Marinho:

Eleições 2020: o começo do jogo e os desafios

Por Abdon Marinho

NO ÚLTIMO dia do ano passado um dos editores de jornalismo de uma emissora local me alcançou através de um aplicativo de celular. Queria uma entrevista sobre o calendário eleitoral, para o dia seguinte. Não vendo qualquer óbice, já marcamos para as oito e trinta horas do dia seguinte.

Se a primeira visita não parecesse muito adequado se falar de política logo no primeiro dia do ano, o assunto era mais do que oportuno. O dia primeiro já trazia as primeiras vedações a vincular os agentes e o processo político eleitoral como um todo, como por exemplo, a vedação de divulgação de pesquisas sem prévio registro na justiça eleitoral e dentro das balizas legais; a proibição de doar bens, valores ou benefícios por parte da administração pública, ressalvados os casos de calamidade pública ou programas sociais já em andamento e, ainda assim, podendo ser acompanhado pelo ministério público; a proibição de execução de programas sociais por entidades vinculadas nominalmente a candidatos ou por estes mantidas; e, por fim, a limitação à publicidade da administração pública federal, estadual ou municipal.

Quem tem acompanhado a cena política estadual – e nos municípios –, têm visto que desde o encerramento do último pleito municipal os pretendentes às sucessões já colocaram seus “blocos” nas ruas cometendo toda sorte de abusos.

Tais práticas recrudesceram a partir do término do pleito estadual – e posse dos eleitos –, quando acrescentou-se aos primeiros pretendentes uma série de outros pretendentes, estes, “calçados” nos mandatos de deputados estaduais e federais, que passaram a usar as prerrogativas e poderes inerentes aos cargos para se apresentarem como pré-candidatos e a fazerem campanhas com recursos públicos, se promovendo através das mais variadas mídias custeadas pelos contribuintes/eleitores.

Se no interior do estado – e mesmo na região metropolitana –, temos pretendentes ao cargo de alcaide e/ou vereadores substituindo o poder público na execução de obras ou mesmo destruindo benesses, tais como material de construção, cestas básicas, equipagem, equipamentos de som, motos, pneus, etc., e até mesmo refeições, além de promoverem uma infinidade de atividades festivas, na capital, principalmente, na periferia, não é muito diferente.

A cidade está coalhada de propaganda promocional dos pretensos candidatos à sucessão municipal.

Isso sem contar a promoção regiamente paga através de blogues e outras mídias.

O mal exemplo vem de cima. Praticamente no mesmo dia em assumia o segundo mandato o governador do estado já “se lançou” candidato à presidência da República. Fez mais, a partir de então, os interesses da boa gestão foram jogados para “escanteio” e o Estado do Maranhão passou a ser apenas um degrau dos seus sonhos (ou delírios).

A população mais esclarecida ilha – o pouco que restou –, assistiu, no penúltimo dia do ano, a espetáculo, digamos, inusitado: um governador de estado ir a “inauguração” de uma reforma de feira. Acho que já seria demasiado um governador ir a inauguração de uma feira. Ir a inauguração de reforma, então, dispensa quaisquer comentários. Falta do que fazer ou, talvez, a revelação, inadvertida, da real dimensão do governo.

Não que seja novidade o atual governo “apequenar” o papel do estado. Noutras oportunidades já o vimos inaugurar “um” poço artesiano, uma escolinha de duas salas, etc.

Assim, não foi de todo surpreendente que o governador, em pessoa, em pleno horário de expediente, fosse com seu séquito de postulantes a candidatos a prefeito da capital à inauguração da “reforma” da feira da Macaúba, no antigo Caminho da Boiada, onde se deliciou com um fumegante mocotó.

Na inauguração da “reforma” da feira o governador cumpriu o duplo papel: apresentar-se como líder popular e apresentar, à população local, seus prováveis candidatos à sucessão do atual alcaide.

A nota pitoresca – sem a qual o evento não estaria completo como a comédia bufa, que foi –, é que um dos pré-candidatos do consórcio governista apresentado a uma legítima iguaria da culinária maranhense, o mocotó, comportou-se como se estivesse diante de um guisado de “kriptonita”, o que foi capitado pelas lentes indiscretas de alguns dos presentes e explorado, à exaustão, pelos próprios integrantes do consórcio, através das diversos veículos de comunicação a soldo ou simpáticos aos outros concorrentes, que não “descansaram” na “queimação” do pretendente a prefeito nem durante a queima de fogos da virada de ano.

Nunca se viu tanto “fogo amigo” contra uma pessoa quanto este, dispensado pelos próprios aliados, contra o concorrente.

O jogo político maranhense para esta eleição, e para a de 2022, se apresenta como o espetáculo dantesco. Com raríssimas exceções, impondo ao cidadão a obrigação de escolher entre o pior e o menos ruim.

Com raríssimas exceções, repito, olhamos para os quadros sucessórios nos municípios – e, mesmo, o que se desenha para o pleito estadual –, e ficamos com a clara sensação que o homem de bem desistiu da política, resolveu deixar o comando dos destinos das cidades – e do estado –, nas mãos dos arrivistas de sempre, os que enricaram enquanto diziam representar o povo.

O pior é que, na maioria das vezes, são jovens, mas já “doutores” nas velhas práticas, o que nos leva ter menos esperança no futuro do que no presente.

A política maranhense não apresenta qualquer novidade entre o que vivenciamos nos quase cinquenta anos sob o jugo do sarneísmo e que se vivência agora, sob o comando dos comunistas.

Arriscamos-nos a dizer, até, que essa nova hegemonia se apresenta muito mais deletéria que a anterior, não apenas sob a ótica da dominação política como, também, no que se refere à gestão da máquina administrativa.

A sucessão municipal que está posta não apresenta para os cidadãos quaisquer melhoras (ressalvando a exceção que justifica a regra) em relação aos pleitos anteriores, antes, pelo contrário.

Mesmo a capital, sempre reconhecida como celeiro de novidades e rebeldia, se desertificou. Dentre as pré-candidaturas postas a única que se apresenta como “algo novo” é a do (ex) juiz Carlos Madeira. Não que eu acredite que possa obter êxito no pleito que se avizinha, quando, até aqui, se apresenta, segundo a última pesquisa do ano passado, com menos de um por cento de preferência do eleitorado – a não ser que aconteça alguma coisa imprevisível –, mas pelo que representa como alternativa futura.

Ressaltando, entretanto, que para isso é necessário que ele se coloque como oposição a tudo isso que está posto, não se deixando “abduzir” pelo antigo regime, representado pelo grupo Sarney ou pelo atual modelo vinculado aos “comunistas”. Numa ou noutra hipótese será apenas mais um.

Em um quadro político tão ruim, com tantos abusos acontecendo diariamente em todos os municípios e praticados por pessoas que se acostumaram a desafiar a lei, a Justiça Eleitoral, por suas diversas instâncias, precisa ficar atenta e combater com severidade e celeridade os “desvios” e/ou crimes perpetrado pelos pretensos candidatos.

Embora entendendo que os abusos que vêm sendo cometidos nos últimos anos não estejam isentos de punição e/ou mesmo do impedimento à participação destes candidatos no pleito vindouro, ainda que se limite a uma ação efetiva a partir do primeiro dia deste ano, já pode contribuir – e muito –, com o igualdade de condições na disputa entre todos os candidatos.

Durante o ano tentaremos acompanhar e expor nossas opiniões sobre o quadro político, os processos sucessórios e as demais novidades na área da Justiça Eleitoral.

Um bom ano de 2020 a todos com esperança e fé.

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“Roseana continua sendo nossa prioridade”, diz Roberto Costa…

Presidente municipal do MDB disse que o partido vai continuar discutindo o nome da ex-governadora para as eleições municipais de outubro em São Luís

 

Roberto Costa quer manter o nome de Roseana na disputa em São Luís pelo menos até julho, quando serão definidas oficialmente as candidaturas

O deputado estadual Roberto Costa afirmou nesta segunda-feira, 6, que a ex-governadora Roseana Sarney é a prioridade do MDB para as eleições de outubro em São Luís.

– Ela continua sendo a nossa prioridade – afirmou o parlamentar.

Costa não quis comentar o resultado das últimas pesquisas por que levantamentos do MDB apontam posição bem melhor da ex-governadora.

Roseana Sarney apareceu com índices variando de 9% a 11% nas últimas pesquisas divulgadas no fim de dezembro, ocupando a segunda posição e garantindo um segundo turno contra o deputado federal Eduardo Braide (Podemos).

mas na mesma época, pesquisas estaduais mostraram que a ex-governadora lidera a corrida pelo Governo do Estado em 2022, o que levou alguns roseanistas a defender sua ausência das eleições municipais.

De uma forma ou de outra, diz Roberto Costa, a pré-candidatura de Roseana a prefeita será mantida pelo MDB pelo menos até junho, quando se realizam as convenções para definição de candidaturas.

– O partido vai continuar discutindo o nome dela – afirmou Roberto Costa.

E sua performance será monitorada por pesquisas…

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Site confirma candidatura de Evangelista como projeto nacional do DEM

O Antagonista revelou nesta segunda-feira que o nome do deputado estadual é parte do projeto democrata de ocupar o espaço das esquerdas no Nordeste

 

Evangelista reúne o interesse do DEM nacional e envolve também lideranças locais

O site O Antagonista apontou a candidatura do deputado estadual Neto evangelista como parte do esforço do DEM em herdar o espólio da esquerda no Nordeste.

O portal, ligado à direita, destacou que Evangelista foi secretário de Desenvolvimento Social do governo Flávio Dino (PCdoB), é genro da ex-deputada Maura Jorge (PSL) e filho do ex-deputado João Evangelista; e lembrou que houve tentativa do DEM de formar aliança com o PDT.

– A direção nacional do DEM ensaiou uma aliança com o PDT em São Luís no fim de 2019, mas acabou decidindo lançar candidato próprio à Prefeitura da capital maranhense – diz O Antagonista, ignorando que a candidatura do parlamentar já está decidida desde o fim das eleições de 2018.

De qualquer forma, a informação consolida Evangelista como opção do DEM…

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“Está firme”, diz Simplício, sobre filiação de Madeira ao Solidariedade…

Presidente regional do partido, secretário de Indústria e Comércio diz que está apenas aguardando a oficialização da aposentadoria do ex-juiz para efetivar sua entrada como pre-candidato a prefeito de São Luís

 

 

O presidente regional do Solidariedade, Simplício Araújo, confirmou nesta segunda-feria, 6, que a filiação do ex-juiz Carlos Madeira só está dependendo da oficialização de sua aposentadoria.

– Está firme. Estamos aguardando apenas a aposentadoria – disse Araújo, que é secretário de Indústria e Comércio do estado.

Na semana passada, surgiram especulações em blogs dando conta de que Madeira poderia se filiar ao PP. O MDB também estaria interessado em sua filiação.

Simplício Araújo garante, no entanto, que já está tudo fechado com o ex-juiz.

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Edivaldo retoma agenda de vistoria em obras…

Prefeito tem balanço positivo de ações no ano de 2019 e inicia o último ano da gestão com projetos em vários setores da cidade

 

Na primeira segunda-feira de 2020, o prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) retomou sua agenda de vistoria às obras que está executando em São Luís. Hoje, ele esteve acompanhando os trabalhos na Praça da Bíblia, Centro. O espaço está sendo totalmente requalificado. As obras estão em estágio avançado e já é possível perceber a transformação do espaço.

A Praça da Bíblia será uma das primeiras obras a serem entregues nos primeiros meses deste ano.

O pedetista começa o último ano de sua gestão com saldo positivo. Em 2019, foram cerca de 200 quilômetros de nova pavimentação em diversos bairros, somando-se as obras já concluídas e as que ainda estão em andamento. Também estão sendo reformadas praças no Rio Anil e as praças da Misericórdia e Saudade, na região central da cidade. A reforma do estádio Nhozinho Santos, do Parque do Bom Menino, de mais de 20 unidades de saúde, dos mercados da Cohab, do Coroadinho e das Tulhas, a drenagem e pavimentação da região da Santa Bárbara entre tantas outras fazem parte do pacote lançado por Edivaldo por meio do programa São Luís em Obras.

Todas estas obras somadas às que ainda serão iniciadas este ano como a macrodregagem, na Divineia, a reconstrução do mercado do São Francisco, a requalificação da Praça João Lisboa, Largo do Carmo, Fonte do Bispo e a implantação da Praça das Mercês entre muitas outras que já foram entregues desde que ele assumiu o comando da Prefeitura em 2013 devem garantir que Edivaldo entregue o cargo com bons índices de aprovação e popularidade e como um dos prefeitos que mais investiu no desenvolvimento urbano de São Luís.

Da assessoria

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Brandão aumenta cacife à medida que 2022 se aproxima…

Vice-governador caminha para assumir o Governo do Estado e se tornar, automaticamente, candidato à reeleição; a menos que Flávio Dino contrarie as próprias articulações, permanecendo no governo até o final do mandato

 

Brandão tem mantido agenda própria no interior do estado; e se fortalece à medida que o ano de 2022 se aproxima no calendário

O vice-governador Carlos Brandão (PRB) é hoje o político com maior capital eleitoral dentre todas as lideranças políticas do estado.

E esse capital eleitoral só tende a aumentar ano após ano, em 2020, 2021 e 2022.

A menos que o governador Flávio Dino contrarie as próprias articulações – e decida ficar no mandato até o final – Brandão será governador em abril de 2022.

E essa perspectiva faz dele o nome com maior poder de agregação no Maranhão.

Governador e candidato à reeleição, o atual vice terá poder de fogo para sentar em qualquer mesa de negociações, construindo uma base própria da maneira como melhor entender.

E tem uma vantagem adicional: a capacidade de articulação com todos os grupos políticos.

É certo que o fato de estar sentado na cadeira de governador não torna Carlos Brandão automaticamente favorito na sucessão de Flávio Dino.

Mas a projeção de seu capital eleitoral faz dele o ativo com maior capacidade de retorno dentre os investimentos políticos no chamado mercado futuro.

E isso é um trunfo e tanto para qualquer um…

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Eleições podem deixar Dino e Edivaldo em palanques distintos…

Pela primeira vez, desde que o governador concorreu à sua primeira eleição majoritária, em 2010, o prefeito de São Luís – eleito na base comunista, em 2012 – pode ter um candidato diferente, ainda que dentro da mesma base

 

Juntos desde as eleições de 2010, Edivaldo e Flávio Dino podem ter palanques diferentes no primeiro turno das eleições em São Luís

O desenrolar das articulações pela Prefeitura de São Luís tende a manter o governador Flávio Dino (PCdoB) e o prefeito Edivaldo Júnior (PDT) no mesmo palanque, assim como ocorreu em 2010, 2012, 2014, 2016 e 2018.

Mas se a aliança envolvendo PDT e PCdoB não se concretizar, a população terá, pela primeira vez, Flávio Dino e Edivaldo em palanques eleitorais distintos, ainda que não necessariamente como adversários.

Filiado hoje ao PDT, partido controlado pelo senador Weverton Rocha, Edivaldo terá que seguir o rumo definido pela legenda; pelo projeto de Rocha, a tendência é ter um candidato próprio ou apoiar Neto evangelista (DEM).

O partido de Flávio Dino, o PCdoB, também terá candidato próprio, o que levará os dois principais mandatários do Maranhão a uma disputa pelo privilégio de chegar ao segundo turno.

Edivaldo apoiou Flávio Dino pela primeira vez nas eleições de 2010, quando elegeu-se deputado federal.

Em 2012, teve o apoio fundamental de Dino – à época o favorito na sucessão em São Luís – para eleger-se prefeito pela primeira vez.

Em 2014, Edivaldo retribuiu o apoio e ajudou Dino a se eleger governador pela primeira vez.

Em 2016, mais uma vez os dois estiveram no mesmo palanque, reelegendo Edivaldo, o que se repetiu em 2018, na reeleição de Flávio Dino.

Para manter o poder nas mãos do próprio grupo, Dino e Edivaldo precisam somar forças contra o deputado Eduardo Braide, franco favorito na disputa em São Luís.

Mas se depender do PDT, de Weverton Rocha, os aliados estarão em palanques distintos pela primeira vez desde que chegaram ao poder.

Ainda que não necessariamente com projetos antagônicos…

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Flávio Dino, Roseana e Edivaldo Jr. são fieis da balança em São Luís…

Posicionamento destas três lideranças deverão definir os rumos que a sucessão municipal tomará nos próximos meses, quando pré-candidatos e partidos começarão a ser definitivamente apresentados à população

 

Edivaldo Júnior aguarda decisão de Flávio Dino sobre candidato do PCdoB para, só então, definir seus rumos em sua própria sucessão

O posicionamento político-eleitoral do governador Flávio Dino (PCdoB), da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e do prefeito Edivaldo Júnior (PDT) são pontos determinantes dos rumos que a sucessão municipal em São Luís tomarão nos próximos meses.

Flávio Dino precisa dizer, até abril, pelo menos, quem será o candidato do seu partido: se o deputado estadual Duarte Júnior ou se o secretário de Cidades, Rubens Pereira Júnior.

A partir deste posicionamento de Dino, o prefeito Edivaldo também precisará definir se o seu partido, o PDT, terá candidato próprio – no caso, o vereador Osmar Filho – se irá apoiar o deputado estadual Neto Evangelista (DEM), ou, ainda: fechará em torno do candidato do PCdoB. 

Estas duas posições já definirão o cenário principal envolvendo os governos estadual e municipal, levando também a outras decisões envolvendo candidaturas avulsas na base, como as dos deputados Bira do Pindaré (PSB) e Dr. Yglésio (Sem partido), a do jornalista Jeisael Marx (Rede), e a do PT, que já prepara pesquisa com o nome do deputado Zé Inácio.

A decisão de Roseana tem impacto direto no segundo turno e na campanha do sobrinho, Adriano Sarney, que também deve disputar as eleições

A decisão da ex-governadora Roseana Sarney, por sua vez, terá dois desdobramentos diretos:

1 – Se ela for candidata, de fato, a briga será para tirá-la de um eventual segundo tudo, já que seus índices alcançam a segunda posição nas pesquisas;

2 – Se ela não for candidata, o seu grupo político – que inclui partidos como MDB, PSD e PV – terá que se posicionar oficialmente sobre a candidatura do deputado estadual Adriano Sarney (PV).

Só a partir desses posicionamentos – de Flávio Dino, de Edivaldo Júnior e de Roseana Sarney – é que o cenário da sucessão em São Luís estará definido.

E isso deve ocorrer até o mês de abril…

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Saída de Bolsonaro desestimulou candidatos do PSL em São Luís…

Melhor posicionado do partido nas pesquisas, ex-prefeito Tadeu Palácio não mais tratou do assunto após a crise gerada pelo presidente; outros cotados como candidatos devem esvaziar a legenda

 

Ao lado da esposa Gardênia, Tadeu Palácio foi um entusiasmado militante da campanha de Bolsonaro em 2018; e apostava na força do presidente para voltar á Prefeitura de São Luís

Partido pelo qual Jair Bolsonaro foi eleito, o PSL chegou a cogitar candidatura própria a prefeito de São Luís, apostando em se beneficiar de uma eventual popularidade do presidente.

Mas a crise provocada pela tentativa do presidente de se apossar da legenda – e a consequente saída do seu grupo – acabou por desestimular os interessados em concorrer à Prefeitura de São Luís.

O ex-prefeito Tadeu Palácio, por exemplo, chegou a se filiar ao PSL, a convite do vereador Chico Carvalho; e apareceu em pesquisas com até 6% das intenções de votos.

Mas desde a saída de Bolsonaro da legenda, Palácio não voltou a tratar do assunto publicamente.

Quando Palácio se filiou ao PSL – também ao lado da mulher, Gardênia – a imagem de Bolsonaro ainda era usada pelo partido de Chico Carvalho

Eleitor de Bolsonaro, o ex-prefeito fez campanha pública para ele em, 2018; e apostava em uma eventual popularidade do presidente para tentar voltar ao comando de São Luís.

Outros bolsonaristas que chegaram a ser cotados como candidatos – o médico Allan Garcês, a ex-candidata a governadora Maura Jorge, e do líder da Direita Maranhense, coronel Monteiro – devem também deixar o PSL, sobretudo pelo difícil relacionamento com Carvalho.

O resultado é que, sem Bolsonaro, o PSL tende a voltar a ser o que sempre foi no país, um partido do grupo dos chamados nanicos – apesar do crescimento meteórico em 2018.

E, agora, não terá sequer as coligações, que sempre garantiram eleição de representantes à Câmara…

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PT vai testar Zé Inácio em pesquisa sobre a sucessão em São Luís

Com articulação do governador do Piauí, Wellington Dias, direção nacional quer avaliar desempenho do partido e do deputado, além de analisar o impacto da liberdade do ex-presidente Lula no eleitorado da capital

 

Zé Inácio recebeu Wellington Dias em sua casa, ao lado dos dirigentes petistas Raimundo Monteiro, Nonato Chocolate e Augusto Lobato

 

A direção nacional do Partido dos Trabalhadores quer incluir o nome do deputado estadual Zé Inácio em uma pesquisa sobre a sucessão em São Luís.

O partido quer avaliar a força eleitoral da legenda e do deputado, além de testar a popularidade do ex-presidente Lula e sua influência no eleitorado da capital maranhense.

Há tempos o PT vem discutindo a possibilidade de candidatura própria nas eleições de São Luís e agora as principais correntes aceitaram a inclusão de um nome do partido.

A articulação com a direção nacional – que já está na fase de contato com institutos de pesquisa para montagem dos questionários – é do governador do Piauí, Wellington Dias.

 

Entusiasta das candidaturas próprias do PT, governador do Piauí mostrou para os petistas maranhenses a importância de defender o legado do partido e de Lula

Recentemente em São Luís, Dias reuniu-se com Zé Inácio e com os dirigentes petistas, entre eles o dirigente regional Augusto Lobato, com os quais definiu a agenda de avaliação das chances do PT em São Luís.

 O governador piauiense é um entusiastas das candidaturas próprias no PT nas capitais.

A pesquisa pretende medir a força do partido, tanto do ponto de vista quantitativo quanto qualitativo, sobretudo no momento em que vários institutos comprovam a alta popularidade de Lula e do partido na capital maranhense.

E Zé Inácio é o representante da legenda que mais vem se expondo na defesa pública desta tese…