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Sob o comando de Dino, Maranhão entra na lista de mau pagador…

Agência de risco, que já havia rebaixado a nota do Brasil, incluiu o estado comandado pelo comunista na lista dos que tiveram o rating – ou capacidade de crédito – reduzida; é a primeira vez que o Maranhão sofre rebaixamento

 

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A subsidiária latino-americana da agência de risco Moody’s rebaixou nesta quarta-feira, 12, a nota de ratings dos estados do Maranhão e Paraná.

Para a agência – que havia rebaixado a nota do Brasil no dia anterior – estes estados, e mais a cidade do Rio de Janeiro, podem sofrer impacto com o rebaixamento do país. (Leia aqui)

Apesar do rebaixamento, o Maranhão manteve perspectiva estável dentro dos padrões técnicos de avaliação da Moody’s. Mas, na prática, significa que, sob o comando do comunista Flávio Dino (PCdoB), o estado está na lista de risco dos potenciais maus pagadores.

É a primeira vez que o estado sofre influência do rebaixamento de notas brasileiras, que podem influenciar o seu ambiente operacional.

E o governo Flávio Dino só tem sete meses…

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Ze Carlos destaca avanço do Maranhão nas relações de consumo

Parceria do Governo do Estado com a Amasp garante ao consumidor levar, de graça, produto que esteja com preços diferentes na gôndola e no caixa

 

Zé Carlos, na tribuna da Câmara Federal

Zé Carlos, na tribuna da Câmara Federal

O deputado Federal Zé Carlos (PT) destacou, na sessão plenária desta terça-feira (16), o Termo de Cooperação do Governo Estado do Maranhão, firmado através da Gerência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/MA) e a Associação Maranhense de Supermercados (Amasp) para a realização da campanha “Consumidor Fiscal”.

O Termo visa solucionar, de imediato, problemas que podem ocorrer nos supermercados quando o consumidor ao passar no caixa se surpreende com um preço superior ao que está no próprio produto, na gôndola ou na prateleira.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, nesses casos, o cliente terá direito a pagar o menor preço pelo produto.

Entretanto, no Maranhão agora a vantagem é ainda maior, porque por força desse Termo de Cooperação, o consumidor terá direito a levar uma unidade do produto de graça e se desejar comprar mais, as demais unidades serão pagas pelo menor preço.

Também prevê o referido Termo que se o consumidor encontrar algum produto com a data de validade vencida, terá direito a levar esse produto de forma gratuita. Mas, se o cliente encontrar mais de um produto idêntico vencido, poderá levar de graça tantas unidades quantas  encontrar nessa situação. Ou seja, se encontrar um leva outro de graça, se encontrar 100, levará cem de graça.

– Esta é uma grande ação do Governo do Maranhão. Este acordo faz com que o consumidor seja respeitado  e de forma imediata, saindo do supermercados com o problema resolvido, além de incentivar os consumidores e os supermercados a ficarem mais atentos à validade dos produtos –  destacou o parlamentar.

Ainda na tribuna, Zé Carlos cumprimentou o Diretor do PROCON/MA, Duarte Júnior, o Presidente da AMASP, João Sampaio e os donos de supermercados pela iniciativa de assinarem um termo de grande alcance social e de respeito aos consumidores maranhenses.

O avanço conquistado no Maranhão, além de grande repercussão no Estado, foi repercutido na imprensa nacional, o que mostra se tratar de um marco que pode ser exemplo para outros Estados.

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Isso também mudou no Maranhão…

População de baixa renda, que tinha o benefício da gratuidade da energia elétrica desde o início do governo Roseana, agora, no governo Flávio Dino, vai voltar a pagar, segundo denunciou o deputado Edilázio Júnior

 

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Programa “Viva Luz”, do governo Roseana, garantia energia de graça às famílias carentes

A Companhia Energética do Maranhão vai voltar a cobrar energia elétrica das famílias de baixa renda, mesmo aquelas que só consomem uma média de 50 quilowatts/mês.

A denúncia foi feita an Assembleia Legislativa pelo deputado Edilázio júnior (PV)

Edilázio lamentou o fim do programa

Edilázio lamentou o fim do programa

O benefício era garantido a milhares de famílias maranhenses desde 2011, por um decreto da então governadora Roseana Sarney (PMDB), fruto de convênio com a Cemar.

mas o convênio foi desfeito agora, no governo Flávio Dino, e as contas começarão a chegar já a partir do mês de junho.

detalhe: os mais carentes não estarão livres nem dos sistema de bandeiras, que aumenta o valor da conta quando a unidade consumidora extrapola a média mensal.

O governo Flávio dino não fala sobre o assunto…

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Chiquinho Oliveira no seleto grupo da indústria no Brasil…

FC Oliveira, com Dino cumprimentando o filho,Nagib, no evento da Fiema

O empresário maranhense Francisco Carlos Oliveira, do grupo FC Oliveira, vai receber a Medalha do Mérito Industrial, da Confederação Nacional da Indústria, um dos principais prêmios da área industrial no Brasil.

A indicação de Chiquinho, aprovada em reunião da CNI, em 28/04 – feita pelo presidente do Sistema FIEMA, Edilson Baldez.

Edilson Baldez anunciou o prêmio durante o lançamento do Programa “Mais Empresas”, realizado na quarta-feira, 29, na Sede da Fiema. O presidente da FIEMA disse ainda que o ilustre codoense receberá o prêmio, numa data ainda a ser definida, em uma solenidade na capital federal onde estará representando o Maranhão.

Em atividade política com César Pires, um dos principais aliados

A indicação do empresário de Codó foi parabenizada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que destacou a força da indústria maranhense.

Criada em 1958, pelos empresários Roberto Símonsen e Euvaldo Lodi, a medalha da Ordem do Mérito Industrial da CNI tem objetivo de expressar o reconhecimento da indústria nacional a personalidades de todos os segmentos da sociedade brasileira.

Já receberam a comenda os ex-presidentes Juscelino Kubitschek, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula Da Silva; além do ex-vice-presidente José de Alencar e dos industriais Jorge Gerdau, Antônio Ermírio de Moraes e Ivo Hering.

Chiquinho Oliveira entra agora neste seleto grupo…

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Alumar confirma demissões a deputados…

Os membros da Comissão de Assuntos Econômicos da Assembleia Legislativa estiveram hoje na sede da Alumar, e ouviram da diretoria explicações para as cerca de 650 demissões na empresa, em 2015.

– Fomos até a Alumar para ouvir os motivos que levaram a empresa a demitir os funcionários e saímos com as explicações das demissões que são inevitáveis, segundo a empresa. Mas também tivemos alguns encaminhamentos importantes para que possamos dentro do prazo de até dois anos mudar essa situação. Esperaremos uma reunião da diretoria para que eles possam trazer algumas iniciativas que possam reverter esse cenário – destacou Adriano Sarney (PV), presidente da comissão.

– Apesar da Alumar se mostrar irredutível na questão da demissão dos funcionários, a empresa sinaliza em retomar a produção da área desativada num curto espaço de tempo. E nosso foco é de intermediar junto ao Governo Federal e Estadual essa retomada e assim a recontratação dos trabalhadores – enfatizou o deputado petista Zé Inácio.

O Deputado Júnior Verde destacou o diálogo e o papel da Assembleia Legislativa em intermediar esse processo de demissões.

– A Assembleia sensível a problemática do desemprego, realmente se propôs a vim a Alumar, mas infelizmente essa decisão da empresa é uma situação de mercado e afeta os funcionários. Na nossa avaliação, enquanto parlamentares, cumprimos o nosso papel de lutar pelo interesse público. Fizemos alguns encaminhamentos como a criação de alternativas para que a Alumar possa desenvolver em parceria com o Sebrae não só a capacitação, mas também conseguir com que os funcionários demitidos possam ter alternativas de trabalho como a viabilização de pequenos negócios.

De acordo com o Diretor da Alumar, Ferraz, “essa situação da demissão foi condicionada pela questão do mercado global e os elevados custos operacionais tornaram a produção do metal inviável, mas estamos empenhados em manter o diálogo com nossos funcionários, o sindicato e a comunidade para minimizar o impacto dessa decisão. Essa atitude dos senhores deputados é algo louvável e merece nosso reconhecimento”.

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Até o happy hour vai ficar mais caro…

As empresas fabricantes de cerveja anunciaram hoje um aumento médio de 10% na cerveja. mal sinla para a rpesidente Dilma Rousseff (PT), que vem deflagrando aumento em todos os setores da economia. Diz o ditado que o brasileiro sente quando aperta no bolso. E nada aperta ais no bolso do brasileiro que o custo da cerveja. Sinais de reação popular contra a petista

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“É um absurdo a conta de energia que pagamos”, afirma Adriano Sarney…

O deputado Adriano Sarney (PV-MA) considera um absurdo o valor da conta de energia elétrica no Maranhão. O parlamentar fez hoje (29/04) uso da tribuna para ressaltar os valores cobrados aos consumidores.

– A economia de energia elétrica é uma bandeira minha aqui nesta Assembleia, é um absurdo a conta de energia elétrica que nós pagamos, principalmente no Maranhão. No Brasil, já é muito caro, mas, no Maranhão, esta conta de energia elétrica está passando de todos os limites – afirmou o parlamentar.

Pessoas que têm pouca capacidade financeira pagam contas de luz de R$ 100, R$ 200, R$ 300, R$ 400. Quero trazer essa discussão. Vamos ampliar ainda mais, vamos fazer uma audiência pública que, inclusive já até convoquei, chamando representantes da ANEEL, do Ministério Público, representantes do Governo do Estado, representantes da Prefeitura, para que a gente possa analisar essa conta da CEMAR e saber onde que está onerando. Porque o valor está demais, tanto para a pessoa física, que é o nosso caso aqui como consumidor, pessoa física, quanto para pessoa jurídica.

O deputado pretende realizar audiência pública para discutir o assunto.

– Vai ser outra audiência pública que nós vamos fazer para discutir a questão dos empresários e discutir a questão da conta de energia para as empresas. É importante porque a energia hoje em dia é um insumo da produção do empresário. Então, se você tem uma conta de energia alta, você se torna menos competitivo na economia – ressaltou o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos.

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Gasolina mais cara em São Luís…

O preço dos combustíveis amanheceu mais alto neste domingo.

Posto no Anil: gasolina a R$ 3,09

Posto no Anil: gasolina a R$ 3,09

A gasolina varia de 3,09 a 3,30 dependendo da localização do posto.

A imagem ao lado é do posto Ipiranga, no Anil. Lá, a gasolina está sendo vendida a 3,099.

Na Cohama, há postos com preço do mesmo combustível a R$ 3,30.

Mas ainda há postos com preço de R$ 2,99, que vinha sendo praticado desde o início do ano.

Nestas horas, vale a pesquisa…

 

 

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O cerco se fecha contra o cartel dos combustíveis…

Esquema de combinação de preços de derivados de petróleo em São Luís – já denunciado também pela promotora Lítia Cavalcanti, desde 2011 – agora começa a ser desbaratado pela CPI da Assembleia Legislativa. Os deputados ouvem hoje Francisco Nicolau, poderoso dono da rede Paloma, a maior do Maranhão

 

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Othelino ouve empresário do ramo de combustíveis: cerco ao cartel

O depoimento do executivo Jean Fábio Ramos, representante do posto Makro, semana passada, praticamente confirmou a existência de uma máfia de empresários do ramo de combustíveis em São Luís, que manipula preços e lesa o consumidor.

Hoje, a CPI ouve na Assembleia o empresário Antonio Nicolau, dono da rede de postos Paloma, a maior do Maranhão.

Para os membros da comissão, já está caracterizado que existe um esquema para combinação de preços, que continua a atuar mesmo após a investigação do Ministério Público, de 2011, que resultou na condenação de membros do sindicato da categoria.

– O depoimento do representante do posto Makro é muito importante, principalmente por se tratar de uma empresa que não está atrelada ao mercado local. Os preços são definidos pela matriz em São Paulo. E essa foi a primeira vez que alguém do empresariado admite a possibilidade de alinhamento – analisou o presidente da comissão, deputado Othelino Neto (PCdoB).

Ramos admitiu à CPI dos Combustíveis, semana passada, existir mesmo um realinhamento de preços nos postos, embora tenha negado a existência do popular cartel.

Para os parlamentares, há evidências de que o cartel continua atuando, mesmo após a denúncia da promotora Lítia Cavalcanti, que resultou em condenação de membros do Sindicato, em 2011.

Mas o cerco começa a se fechar novamente…

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Naquele tempo, eram sushis e prossecos…

O blog republica abaixo, matéria de Veja do dia 31 de março de 2004. Era o governo José Reinaldo Tavares (hoje no PSB), controlado com mão de ferro por sua ex-mulher, Alexandra Tavares. É apenas uma mostra de que é praxe nos governos a compra de iguarias para atender a despensa dos palácios. Se hoje falam-se de lagostas, naquele tempo eram sushis e sashimis – e os indefectíveis prossecos armazenados na banheira da suíte governamental, usada como boite aos domingos. Época em que os aliados dos Tavares – entre eles o chefão comunsita Flávio Dino, eu candidato a deputado – se regozijavam nos salões. Os mesmos que hoje criticam as compras do Palácio dos Leões. Quanta hiporcrisia

 

Edição 1847 . 31 de março de 2004

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Maranhão
A imperatriz do Maranhão
Ex-aeromoça, neófita na política e festeira de
arromba, a primeira-dama Alexandra Tavares
tem tirado o sono do clã Sarney

Daniela Pinheiro, de São Luís

Oscar Cabral
Alexandra � paisana e de mulher-gato com o governador: “Estamos fazendo a nossa pol�tica”

Quem dá as cartas no governo do Maranhão é a primeira-dama Alexandra Tavares, 31 anos, ex-aeromoça da TransBrasil, mulher do governador José Reinaldo Tavares, 34 anos mais velho. É ela quem despacha com secretários, recebe vereadores e prefeitos, escuta lideranças comunitárias e, recentemente, passou até mesmo a controlar o caixa do Estado. Enquanto a agenda de compromissos do governador se encerra às 7 da noite, a de Alexandra costuma varar a madrugada. Nomeada secretária de Solidariedade Humana, mas com o aval do marido para mandar e desmandar no resto do governo, ela ficou conhecida como “A Grande” em referência a “Alexandre, o Grande”, o jovem déspota macedônio, o maior líder militar da Antiguidade. Fã incondicional de música tecno, aquela tocada em raves, Alexandra também é notória organizadora de animadas festas no suntuoso Palácio dos Leões, a residência oficial do governador, nas quais costuma dançar até as 5 da manhã. “Eu amo me divertir, a-mo. Como não saio para boates, faço as coisas aqui mesmo. Aqui é a minha casa. Tenho esse direito”, afirma. Tanta personalidade acabou por reverberar numa seara até então imaculada da vida maranhense: o poder e a tradição da família Sarney, que há quatro décadas domina a política local e, como era de esperar, torce o nariz para tanta independência.

A relação dos Sarney com o casal é antiga. José Reinaldo escreveu sua biografia política pelas mãos de José Sarney. Ocupou grandes cargos da burocracia pública sempre apadrinhado pelo ex-presidente. Até 2002, era o vice da então governadora Roseana Sarney. De temperamento calmo, discreto e conciliador, José Reinaldo era considerado o vice perfeito: não se metia se não fosse chamado, era fidelíssimo à família e jamais deu um passo sem consultar o padrinho. Por essas razões, foi cogitado como o nome ideal para substituir Roseana. Para os Sarney, José Reinaldo no governo significava a continuidade de poder. Era para ser assim. Mas, nos últimos meses, a ligação tão estreita se abalou por atitudes de Alexandra que irritaram os Sarney. Ela resolveu demitir funcionários nomeados por Roseana, suspender pagamentos de contratos com empreiteiras para redefinir prioridades e anunciou mudanças significativas no quadro de secretários. O estopim da crise ocorreu há três semanas, depois de ela ter declarado não apoiar o cunhado de Roseana, Ricardo Murad, à prefeitura de São Luís, contrariando um acordo partidário fechado com as lideranças locais e com o próprio governador. “Não apóio. Ele não merece a prefeitura. E não vou me calar. Ninguém enfia nada na minha goela. Não admito que me mandem fazer isso, pensar aquilo”, afirmou. Foi o caos. José Sarney pediu ao marido para acalmá-la. Ele não conseguiu. “Chega de falarem que Zé Reinaldo é banana, que é pau-mandado. As brigas que eu compro são para ele se impor. Ele é o governador. Foi legitimamente eleito”, disse ela a VEJA na quarta-feira passada. “Não estamos roubando, não estamos matando. Estamos fazendo a nossa política. Estamos nos impondo, não tenho medo de cara feia.”

Apesar de nunca ter havido uma desavença pública, a tensão entre os Sarney e Alexandra é evidente. Eles a consideram “sob controle”, mas ousada demais para alguém que só “existe” até as próximas eleições, em 2006. O candidato ao governo é Zequinha Sarney, irmão de Roseana. Apesar de não admitir um futuro político, Alexandra sabe que poderia tentar uma candidatura própria � já que até a oposição, depois das críticas à turma sarneyzista, parece ter ficado a seu lado. De fato, a desenvoltura de Alexandra na vida pública é um espanto para quem há onze anos mal sabia citar o nome de um ministro. Nascida em Brasília, numa família de classe média baixa, ela jamais teve contato com o mundo político. Aos 19 anos, era comissária de bordo. Foi durante um vôo que ela conheceu o então deputado José Reinaldo. Mantiveram um romance secreto (ele era casado) por quase um ano. Casaram-se, ela entrou na faculdade de direito e tiveram três filhas. Em 2000, o casal se separou por um ano depois de uma onda de boatos pessoais publicados em toda a imprensa local. “Foi ali que eu amadureci. Inventaram o que quiseram de mim. Hoje vejo que era para liquidar Zé Reinaldo, que tem uma reputação ilibada. Por isso, não admito mais nenhum controle sobre a nossa vida”, diz. O casal se reconciliou e Alexandra abraçou firme a campanha do marido. Ela chegou a reunir 15.000 mulheres em uma praça de São Luís. “Ali, passei a fazer política, mas a minha política. Não essa que está aí: dissimulada e corrupta”, diz.

Alta, magra, bonita, 215 mililitros de silicone em cada seio, barriga lipada, Alexandra não abandonou o gosto das mulheres de sua idade: o pendor para festas. Só para comemorar seu aniversário e o do governador, há duas semanas, promoveu três eventos: um almoço em família, uma festinha para vinte amigos íntimos em um dos quartos de hóspedes do palácio (a banheira da suíte fez as vezes de balde de gelo e foi preenchida com garrafas de prosecco para que os convidados se servissem à vontade) e uma festa para 600 pessoas. Em outubro, parou a cidade com seu baile de Halloween, no qual se vestiu de mulher-gato e colocou uma gravata estampada com caveiras no governador. Os desafetos afirmam que a festança é sempre paga com dinheiro público. Pelo Diário Oficial do Estado, entre outubro e janeiro deste ano o governo gastou 196.000 reais somente com bufês de comida japonesa. “Só nas comemorações oficiais, como o aniversário do governador, o réveillon e o Natal, por exemplo, usamos a dotação orçamentária”, diz. Para as demais, como o batizado de bonecas das filhas, o Dia das Bruxas ou o aniversário da melhor amiga, ela mostra as notas fiscais. “Tenho tudo numa pasta. Quero ver o engraçadinho que vem dizer que gasto dinheiro público com isso”, diz. Mas avião oficial usa, sim. Recentemente, o casal foi para o Rio de Janeiro assistir ao show do DJ inglês Fatboy Slim no jatinho do governo. “Zé Reinaldo tinha uma reunião no Rio na sexta-feira. Por isso fomos com o jato”, diz. O show foi no domingo.