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Sarney Filho quer que TRE julgue o mérito do seu pedido de impugnação

O deputado federal Sarney Filho (PV) interpôs hoje Embargo de Declaração no Tribunal Regional Eleitoral.

Objetivo: forçar o TRE a decidir, no mérito, sobre o processo de impugnação impetrado contra ele pelo Ministério Público Eleitoral e arquivado sem apreciação na última segunda-feira.

O TRE decidiu não apreciar o processo por entender que a Lei da Ficha Limpa não pode retroagir para prejudicar. Esta decisão gerou polêmica em todo o país.

Sarney Filho entende diferente. Para ele, seu caso – uma condenação para pagamento de multa por propaganda irregular, em 2006 – não pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

– Condenação de multa jamais foi motivo de não permitir registro de candidatura. Se assim fosse, não teríamos sequer um candidato – afirmou o parlamentar.

Acatando o Embargo, o TRE será obrigado a julgar o mérito, dizendo se Sarney Filho está ou não inelegível.

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Ela só pensa naquilo…

Candidata a deputada federal, a ex-primeira dama Alexandra Tavares (PSB) parece viver em um mundo particular, onde tudo é permitido.

Um dos seus perfis do twitter, conta o blog de Matias Marinho, indica ao seguidor um link para uma página pra lá de sensual.

Os marmanjos vão gostar dessa campanha; hoje é o dia do langeriday – diz a candidata.

Langeriday é o dia  em que as gatas do twitter têm a chance de mostrar suas curvas em forma de avatar.

E parece ser disso que gosta a candidata…

Leia aqui a íntegra da matéria e conheça os links postados por Matias Marinho

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Atitude de Pilatos do TRE maranhense repercute nacionalmente

Ganhou repercussão na imprensa de todo o país a atitute do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, de liberar candidatos impugnados com base na Lei da Ficha-Limpa.

Desde ontem, os membros da corte eleitoral do estado têm alegado que a Lei da Ficha Limpa não pode retroagir para punir candidatos que já foram punidos. E têm liberado todos os enquadrados neste dispositivo.

O TRE maranhense é o único do país a tomar esta atitude.

A posição difere, inclusive, da que foi adotada pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral, instância um degrau acima dos tribunais regionais.

Os juízes eleitorais lavam as mãos e empurram a decisão para o TSE, como espécies de Pilatos da vigília eleitoral.

Exceção feita ao corregedor-eleitoral José Joaquim Figueiredo dos Anjos, que, em alguns julgamentos, tem defendido a aplicação da Lei já nestas eleições.

A procuradora eleitoral Carolina da Hora Mesquita já afirmou que vai recorrer de todas as decisões do tribunal maranhense por ter convicção de que muitas serão derrubadas no TSE.

O que, tecnicamente, desmoralizaria a posição do TRE maranhense.

Mas os seus membros não parecem preocupados com isso…

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Campanha continua sem graça; e só Roseana ganha com isso…

É impressionante como a campanha eleitoral deste ano não consegue empolgar no Maranhão.

Nem os jornalistas conseguem encher páginas de jornal e de blogs com assuntos interessantes.

É um festival de repetições de textos em cansativas argumentações e contra-argumentações.

Apenas à governadora Roseana Sarney (PMDB) interessa o marasmo. Para ela, quanto menos campanha, melhor.

As adversários não percebem e seguem o caminho traçado por ela.

Falta emoção na campanha eleitoral maranhense. Nem a Justiça Eleitoral gera fatos, com seu comportamento de Pilatos, claramente querendo jogar as polêmicas para o alto.

Os dias vão passando sem nada de novo.

Quem sabe o horário eleitoral modifique a realidade…

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Jornalistas insistem no mesmo erro; 6% é de diferente de seis pontos percentuais

Por inexperiência, despreparo ou má fé mesmo, boa parte dos jornalistas políticos maranhenses comete um erro crasso na análise de pesquisas eleitorais e afins – confundem porcentagem com ponto percentual e acabam confundido também o eleitor.

Servem como exemplo os índices do candidato Flávio Dino (PCdoB). Na pesquisa divulgada domingo, ele aparece com 16,8% das intenções de voto.

 Não existe nenhuma outra pesquisa para comparar se o comunista cresceu ou não, mas estão usando uma pesquisa de dezembro, na qual ele aparecia com 10%.

Bastou isso para que tascassem a manchete:  Flávio Dino cresceu 6% em sete meses.

Errado! Flávio Dino cresceu seis pontos percentuais, ou quase 61% em relação à pesquisa anterior.

O despreparo é tamanho, que nem sabem aproveitar a deixa para uma manchete mais forte.

Um ponto percentual não significa 1%. Um ponto pecentual em cima de 10% significa um aumento para 11%, mas 1% de 10% significa aumento para, apenas 10,10%.

Se Flávio Dino tivesse crescido 6%, ele subiria para, apenas, 10,6%.

A diferença é sutil, precisa anos e anos de experiência para entender e confunde muitos “especialistas” Brasil a fora.

Primoroso em sua forma de analisar  contextualizar fatos e história, o blog faz questão de ensinar o certo.

Mais uma vez…

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Ao contrário do que plantam reinaldistas, Roseana nunca usou sobrenome em suas campanhas

A governadora Roseana Sarney (PMDB) disputou a primeira eleição em 1990. Foi candidata a deputada federal, sendo a mais votada do estado.

Na época, ela já usava como marca o “R” estilizado e o nome Roseana – sem o Sarney – como mostra este cartaz da época, do arquivo do blog.

Foi a forma encontrada por ela de dar identidade própria à sua iniciante carreira política. Afinal, tratava-se da filha de um ex-presidente da República em busca de vôo próprio.

Em 1994, Roseana disputou o governo pela primeira vez, também com a marca “Roseana” e o erre estilizado com as cores do Maranhão (Veja imagem de campanha do arquivo do jornal “O Estado do Maranhão”).

Reelegeu-se em 1998, no primeiro turno, com vitória também em São Luís.

Em 2002, ela deixou o governo em abril, para se candidatar ao Senado. Seus adesivos – a exemplo do que ilustra esta página – traziam apenas a inscrição “Roseana Senadora”, em fundo vermelho, cor tradicional das campanhas roseanistas.

O  mesmo estilo de campanha foi usado também em 2006 e agora, em 2010.

Nada a ver, portanto, com qualquer determinação do publicitário Duda Mendonça, como tentam fazer os alugados reinaldistas na imprensa.

As fotos  contam a história e mostram a verdade dos fatos.

E contra fatos, não há argumentos…

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Pesquisa Escutec: o dilema da oposição…

Não será fácil a vida da oposição nas eleições maranhenses.

Para garantir um eventual segundo turno, é fundamental que nem Jackson Lago (PDT) nem Flávio Dino (PCdoB) percam votos a partir de agora.

Mas como manter Jackson com o mesmo percentual se Flávio Dino sonha ultrapassá-lo e ir para uma disputa a sós com Roseana?

Flávio Dino vive o pior dos mundos. Sabe que precisa ultrapassar Jackson, mas não pode bater nele por dois motivos:

1º – parte dos eleitores de Jackson, ao invés de seguir com o comunista, pode migrar para a candidata do PMDB;

2º – A polarização com Jackson pode inviabilizar uma aliança oposicionista em um eventual segundo turno. 

A conta é cartesiana: Flávio só chega ao segundo turno se passar de Jackson. Para ele, não interessa que Jackson passe de Roseana.

Em outras palavras, o comunista tenta evitar a polarização RoseanaXJackson.

Mas Jackson também quer ir para o segundo turno com Roseana. E precisa evitar a aproximação de Flávio Dino.

Para Jackson, Flávio Dino só pode crescer para garantir um eventual segundo turno, mas não pode ultrapassá-lo.

É este o dilema vivido pela oposição maranhense…

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Há apenas um mês na disputa pelo Senado, João Alberto supera José Reinaldo, em campanha há quatro anos

A pesquisa Esccutec sobre a preferência do eleitorado maranhense na disputa pelo Senado Federal revelou duas realidades.

A primeira é que o senador Edison Lobão (PMDB) será reeleito em outubro com estrondosa votação, ainda que decida passar os próximos 70 dias em casa.

A outra é que o vice-governador João Alberto de Souza (PMDB) só precisou de um mês para superar o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), que está desde 2006 em campanha pelo Senado.

Lobão tem 51,2% das intenções de voto como primeira e segunda opções do eleitor. João Alberto, por sua vez, registra 29%, 2,5 pontos percentuais à frente de José Reinaldo Tavares.

A pesquisa Escutec completa está publicada na edição de hoje do jornal O Estado do Maranhão.

Análise
Dois fatores influenciaram a virada de João Alberto sobre José Reinaldo: a força do seu grupo político e a sua própria popularidade registrada em todas as regiões do estado.

João Alberto é o menos rejeitado dentre todos os principais candidatos a senador, com apenas 7% de eleitores que disseram não ter interesse em votar nele.

A rejeição de José Reinaldo é três vezes maior.

Além disso, o companhiero de chapa de Flávio Dino (PCdoB) tem o tucano Roberto Rocha em seus calcanhares, com 18,6%, ameaçando alcançar-lhe e embolar a disputa pela segunda vaga.

De qualquer forma, a pesquisa Escutec evidencia o um fato incontestável e histórico:

Mais uma vez, os candidatos governistas ao Senado são os favoritos para vencer a disputa.

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José Serra, Jackson e José Reinaldo são os mais rejeitados no Maranhão

Beira os 40% o índice de rejeição do ex-governador Jackson Lago (PDT) nas eleições deste ano. É o mais rejeitado candidato a governador e o mais rejeitado dentre todos os candidatos a cargos majoritários.

Logo atrás de Jackson vem o seu candidato a presidente, José Serra (PSDB), que aparece com 31,9% de rejeição no Maranhão.

Para completar o trio de rejeitados, o também ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) foi apontado por nada menos que 20,1% de eleitores que disseram não votar nele de jeito nenhum.

Jackson Lago é ainda mais rejeitado em São Luís, cidade que administrou por dois mandatos e meio, antes de ser governador do Maranhão. Na capital maranhense, há 39,7% de eleitores que não votam em Jackson “nem que a vaca tussa”.

Na relação de rejeição para o governo, Jackson é seguido por Roseana, com 29,8%, Flávio Dino, com 11,1%. Todos os demais candidatos têm índice de rejeição inferior a 5%.

Na corrida presidencial, a rejeição de José Serra no estado é mais de duas vezes a registrada para Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), cada uma com 14% de rejeição.

No Senado, José Reinaldo tem rejeição cinco pontos percentuais maior que a de Lobão (15%) e quase três vezes a de João Alberto (7,1%).

Isso pode explicar, inclusive, porque Tavares perde para João Alberto na disputa para o Senado, conforme os números que serão divulgados por O Estado do Maranhão nesta segunda-feira.

É aguardar e conferir…

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Pesquisa Escutec: os limites do primeiro turno…

Engana-se quem pensa que basta aplicar a margem de erro de 3 pontos percentuais nos números da pesquisa Escutec para decretar a vitória ou não de Roseana Sarney (PMDB) no primeiro turno das eleições maranhenses.

De acordo com o instituto, a governadora tem 50,4% das intenções de voto. Aplicando-se a margem, significa que ela pode ter entre 47,4% ou 53,4%.

Mas não é isso que define se haverá ou não segundo turno.

Mesmo se, numéricamente, Roseana tiver apenas 47,4%, ainda assim ela venceria no primeiro turno se as eleições fosem hoje.

Isto porque a soma dos votos dos seus adversários, que são considerados votos válidos, chega a apenas 43,6% (25,8+16,8+0,4+0,4+0,2=43,6).

Perceba que, aqui – apenas para efeito de ~ilustração – aplicou-se a margem de erro para baixo no caso de Roseana, e manteve-se os índices dos demais candidatos inalterados. Pelas regras estatísticas, a aplicação tem que ser linear; ou seja, menos para todos ou mais para todos.

Para vencer as eleições no primeiro turno, tecnicamente, o candidato não precisa ter mais de 50% dos votos da eleição. Ele precisa apenas que a soma dos votos dos seus adversários seja inferior à metade dos votos válidos.

Para efeito de cálculo, a Justiça Eleitoral despreza os votos nulos e em branco. Apenas os votos nominais são contados como válidos.

Significa dizer que, se Roseana tem 47,4% e os seus adversários somam 43,6%, ela tem mais da metade dos votos nominais.

Portanto, estaria eleita no primeiro turno.

Simples assim…