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Lula faz o contraponto perfeito a Bolsonaro

Na primeira entrevista após ter suas condenações anuladas no Supremo Tribunal Federal, ex-presidente apresenta-se como o oposto do atual em todos os principais temas que a sociedade enfrenta; e marca posição clara no antibolsonarismo

 

Lula só tirou a máscara após certificar-se do distanciamento com os jornalistas presentes á coletiva de imprensa: contraponto a Bolsonaro

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marcou hoje sua posição clara de antibolsonarista e apresentou contraponto perfeito ao atual presidente da República, em sua primeira entrevista após o ministro Edson Fachin ter anulado as condenações impostas a ele pelo ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro.

Desde o início da coletiva de imprensa – ao chegar de máscara e só tirá-la justificando o distanciamento dos jornalistas – Lula fez questão de mostrar-se o oposto do que representa Bolsonaro.

Defendeu abertamente a vacina contra a COVID-19, “venha ela de onde vier”, cobrou o auxílio emergencial de R$ 600, 00 e apelou à compreensão do cidadão no combate ao coronavírus, tudo o que Bolsonaro não faz,

Fazendo subliminarmente uma comparação dos seu tempos de governo com o atual, o ex-presidente defendeu as liberdades individuais, ao defender os direitos LGBTQ+, o direito a todas as religiões e o desarmamento do Brasil.

E defendeu uma economia que beneficie diretamente o cidadão, com redução da pobreza e geração de emprego e renda, o que é contrário à política de Bolsonaro e do ministro Paulo Guedes.

Apesar de ressaltar o sofrimento pela condenação injusta, a prisão indevida – e, sobretudo, pela morte da mulher, do irmão e do neto, que vê como fruto da perseguição que sofreu – o ex-presidente não usou o discurso de magoado.

Ressaltou que Sérgio Moro é o principal agente da mentira jurídica, mas mostrou-se com visão de futuro, buscando o diálogo, sobretudo com os partidos políticos e a imprensa.

Neste aspecto, mais um contraponto a Bolsonaro: apesar de criticar os erros jornalísticos na cobertura do seu julgamento, Lula defendeu a liberdade de imprensa, mostrando-se aberto e menos beligerante que o atual presidente.

A entrevista serviu como uma espécie de pré-lançamento de campanha de Lula, mostrando a Bolsonaro que, a partir de agora, ele tem um adversário de peso na disputa presidencial de 2022.

Curiosamente, nesta mesma quarta-feira, 10, uma pesquisa da CNN – primeira após decisão que devolveu os direitos políticos do petista – Lula aparece como principal adversário de Bolsonaro, com 21% das intenções de votos, contra 31 do atual presidente.

Uma clara polarização iniciada agora…

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Secretários desmentem Brandão sobre escolha do seu nome por Flávio Dino

Vice-governador plantou na mídia alinhada que o governador havia se decidido por ele para a disputa de 2022, o que foi peremptoriamente desmentido por todos os secretários presentes à reunião ouvidos pelo blog Marco Aurélio D’Eça

 

Carlos Brandão vai atropelando os fatos na tentativa de forçar Flávio Dino a antecipar sua escolha sobre sucessão; e vai sendo desmentido pelos próprios membros do governo

O vice-governador Carlos Brandão (PRB) plantou mais uma fake news em setores da mídia alinhados ao seu projeto de poder: a de que o governador Flávio Dino (PCdoB) havia anunciado a escolha do seu nome para sucedê-lo em 2022.

Brandão foi desmentido peremptoriamente ao blog Marco Aurélio D’Eça pela unanimidade dos secretários presentes ao encontro com Dino.

– É uma plantação sem pé-nem-cabeça. Como Flávio Dino iria se decidir por um nome sem ouvir o leque de partidos que compõem sua aliança? Como ele iria se decidir por candidato A sem falar previamente com candidato B? – afirmou um dos presentes.

Desde que a notícia sobre Brandão foi plantada em blogs e sites, o blog Marco Aurélio D’Eça mandou para diversos secretários a seguinte mensagem de WhatsApp: “Verdade que Flávio Dino reconheceu Brandão como candidato dele, semana passada, em reunião com secretários na qual o senhor estava presente?”

De acordo com as notícias, estiveram na reunião os secretários Marcelo Tavares (Casa Civil), Carlos Lula (Saúde), Rodrigo Lago (Agricultura Familiar), Felipe Camarão (Educação), Rubens Pereira Júnior (Articulação Política), Rogério Cafeteira (Esporte e Lazer), Clayton Noleto (Infraestrutura), Jefferson Portela (Segurança Pública), Márcio Jerry (Cidades e Desenvolvimento Urbano), Simplício Araújo (Indústria e Comércio), Chico Gonçalves (Direitos Humanos e Participação Popular), Júlio César Mendonça (Agerp) e Ednaldo Neves (adjunto da Articulação Política).

Todos os que responderam ao blog optaram pela ligação telefônica – e pediram off – mas foi unânime o desmentido sobre Brandão.

– Ele em momento algum falou de Brandão. Disse que a decisão sobre o candidato se dará ainda este ano e admitiu, inclusive, a hipótese de permanecer no governo para coordenador sua sucessão – contou um dos secretários, informação confirmada por todos os demais ouvidos por este blog.

O próprio Brandão sequer participou da reunião, que foi apenas com auxiliares interessados na disputa eleitoral do ano que vem.

O vice pode ter sido enganado por algum dos presentes ou decidiu plantar a informação em seu favor na tentativa de gerar mais um fato em torno do seu projeto.

O desmentido unânime dos secretários, porém, é mais uma pancada nas já frustradas tentativas de ele se viabilizar como candidato da base.

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Enquete da Folha do Maranhão aponta 14 nomes para 2022 no MA

Levantamento do site maranhense – que não tem valor científico, mas serve para balizar momento político – aponta Felipe Camarão (DEM), Weverton Rocha e Edivaldo Júnior como principais concorrentes e Simplício Araújo, Josimar de Maranhãozinho e Dr. Lahésio à frente de Carlos Brandão

 

Os vários nomes citados na enquete da Folha do maranhão sobre a corrida eleitoral na sucessão do governador Flávio Dino

Uma enquete do site Folha do Maranhão divulgada nesta quarta-feira,  9, gerou certo rebuliço nos bastidores da sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB).

O levantamento, que não tem valor científico, mas serve para apontar possíveis cenários em 2022, mostra o secretário Felipe Camarão (15%) e o senador Weverton Rocha (14%) como principais nomes da disputa, seguidos de perto pelo ex-prefeito Edivaldo Júnior (12%).

A enquete também reforça a ideia de fraco desempenho do vice-governador Carlos Brandão, que, com apenas 8% dos votos, fica atrás do também secretário Simplício Araújo (11%), do prefeito de São Pedro dos Crentes, Dr. Lahésio (10%) e do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (9%).

Faltando pouco mais de 1 ano para Flávio Dino (PCdoB) deixar o governo, os levantamentos vão ter cada vez mais importância no debate sucessório.

Mas a largada na frente da Folha do Maranhão – com sua espécie de pesquisa espontânea – acendeu a fogueira das vaidades na pré-corrida eleitoral.

Veja abaixo a lista dos candidatos seus percentuais por ordem de citação:

Felipe Camarão (15%, 415 Votos)

Weverton Rocha (14%, 379 Votos) 

Edivaldo Holanda Jr. (12%, 317 Votos)

Simplício Araújo (11%, 298 Votos) 

Dr. Lahesio (10%, 268 Votos) 

Josimar de Maranhãozinho (9%, 256 Votos) 

Carlos Brandão (8%, 214 Votos) 

Roseana Sarney (5%, 149 Votos)

Roberto Rocha (5%, 146 Votos) 

Márcio Jerry (4%, 109 Votos) 

Eduardo Braide (4%, 102 Votos) 

Wellington do Curso (1%, 39 Votos)  

Eliziane Gama (1%, 33 Votos)

Othelino Neto (0%, 13 Votos) 
 
Total de Participantes:: 2.738

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O impacto de Lula em 2022…

Pesquisa publicada no fim de semana – às vésperas da decisão que devolveu os direitos políticos do ex-presidente – mostra que o petista, agora definitivamente livre , ainda tem força suficiente para embaralhar a sucessão e ameaçar consideravelmente a reeleição do presidente Jair Bolsonaro

 

Lula tem força para conduzir a massa e polarizar o país contra o arroto histórico que significa o governo Jair Bolsonaro

Análise de conjuntura

O peso do ex-presidente Lula no processo eleitoral brasileiro não pôde ser medido na eleição que deu ao país  este “arroto da história” chamado Jair Bolsonaro.

Numa decisão política e parcial do ex-juiz Sérgio Moro, questionada desde o seu início – inclusive neste blog Marco Aurélio D’Eça Lula ficou fora da eleição de 2018, manchada pelos interesses do baronato paulista e da mídia quatrocentona, que tinham o interesse precípuo de apear a esquerda do poder. (Relembre aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e também aqui)

Mas este poder eleitoral do ex-presidente foi medido no último final de semana pelo Instituto Ipec (ex-Ibope), curiosamente, três dias antes de o ministro Edson Fachin anular suas condenações e devolver seus direitos políticos.

A provável candidatura de Lula pelo PT, rearruma, logo de cara, todos as pré-candidaturas da esquerda – do PT ao PSOL, passando por PDT, PSB e PCdoB; influenciará diretamente, por exemplo, a decisão do governador Flávio Dino (PCdoB) visto como o vice ideal para o ex-presidente.

Dino já havia decidido candidatar-se ao Senado, mas pode repensar sua posição, o que abre novo debate sobre a vaga aberta no Maranhão.

Polarização, para o bem e para o mal

A vitória de Lula desacredita ainda mais o ex-juiz Sérgio Moro, que foi de herói ao vilão após servir o governo Bolsonaro, que ajudou a construir

Mas, se devolve a esperança para os setores de esquerda e dá novo rumo ao processo eleitoral de 2022, a iminente presença de Lula nas eleições também, traz de volta a polarização ideológica no país.

Incompetente, despreparado, mal-educado, boçal, desqualificado, grosseiro, homofóbico, racista, preconceituoso, machista, corrupto, provinciano, raso, reducionista e incapaz, Jair Bolsonaro se elegeu em 2018 exatamente no rastro desta polarização, que visava apear a esquerda do poder.

Foi o arroto, diante do peso da mão do baronato paulista e da mídia quatrocentona; um erro histórico que transformou um pulha em chefe de poder e de estado, insuflado por setores ignorantes da sociedade brasileira, guardados no armário da história desde o fim da Ditadura Militar.

Com Lula – que goza de força eleitoral importante, como demonstrou o ex-Ibope, mas também tem contra si setores poderosos da sociedade – essa dicotomia polarizada será reacendida; e pode favorecer o próprio Bolsonaro.

É com base nas pesquisas qualitativas e nas análises de conjuntura que Lula deve agora, definir seu papel nas eleições de 2022.

E decidir se sua utilidade será eleitoral ou participativa.

Para o bem e para o mal…

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“Incompetência processual”, diz Flávio Dino, sobre processos contra Lula

Governador do Maranhão diz em suas redes sociais que as ações comandadas pelo ex-juiz Sérgio Moro nunca deveriam ter sido julgadas em Curitiba; a decisão do ministro Edson Fachin, segundo o comunista, “é uma vitória da Constituição”

 

Com direitos políticos recuperados, Lula volta ao jogo da sucessão; e carrega consigo o governador Flávio Dino, como opção de composição

O governador Flávio Dino (PCdoB) avaliou em suas redes sociais que as decisões do ex-juiz Sérgio Moro contra o ex-presidente Lula são frutos de “incompetência processual agora reconhecida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin.

Fachin decidiu anular, nesta segunda-feria, 8, todas as condenações de Lula no caso da Lava Jato, ao reconhecer que as ações nunca deveriam ter sido julgadas em Curitiba.

– Há muitos anos, venho sublinhando que esses processos contra o ex-presidente Lula jamais poderiam ter sido julgados em Curitiba – afirmou Dino.

Segundo o governador do Maranhão, essas decisões equivocadas podem ser corrigidas a qualquer tempo dentro do processo.

– Incompetência processual que pode e deve ser reconhecida a qualquer tempo. Vitória da Constituição. Como ex-magistrado federal, fico muito feliz – disse Dino.

A decisão de Edson Fachin devolve os direitos políticos de Lula e põe o ex-presidente no jogo da sucessão de Jair Bolsonaro.

E o próprio Flávio Dino passa a ser opção de chapa…

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Lideranças do PT maranhense comemoram vitória de Lula

Deputados Zé Carlos e Zé Inácio, ex-vice-prefeito de Pinheiro César Soares e ex-secretário de Abastecimento de São Luís Raimundo Chocolate manifestaram-se em suas redes sociais após decisão do ministro Edson Fachin, de anular todas as condenações do ex-presidente, garantido-lhe o direito de disputar as eleições de 2022

 

Zé Inácio festejou ao lado de Lula, logo após a libertação do ex-presidente

Algumas das principais lideranças do PT maranhense comemoraram nesta segunda-feira, 8, a decisão do ministro Edson Fachin., do Supremo Tribunal Federal, de anular todas as condenações do ex-presidente Lula, dando-lhe o direito de disputar as eleições de 2022.

Para o deputado federal Zé Carlos do PT, lamentou apenas a demora na decisão, que, na sua avaliação já deveria ter sido tomada há muito tempo.

 – Só lamento que para isso tenham sido necessários quase três anos, uma prisão in justa e a proibição de Lula concorrer à presidência na última eleição. mas isso é passado. Agora é começarmos a reconstruir o país com Lula – disse o parlamentar.

Zé Carlos manifestou-se criticamente à demora na decisão que favoreceu Lula e devolveu seus direitos políticos

O deputado estadual Zé Inácio postou nas redes uma foto ao lado de Lula, feita logo após a libertação do ex-presidente; e lembrou que a decisão veio tardiamente contra o ex-juiz Sérgio Moro, 

– A decisão de Fachin foi correta e reconhece, ainda que tardiamente, que Sérgio Moro não tinha competência para julgar Lula nos processos que tramitavam na 13ª Vara Federal de Curitiba – afirmou.

Uma das ilustrações mais fortes desta segunda-feira, 8, foi postada pelo ex-vice-prefeito de Pinheiro, César Soares.

Em suas redes, ele usou uma camisa “Lula Livre”, que aparece beijando. E destaca: – Como diria o meu avô: a Justiça tarda, mas não falha.

César Soares beija a camisa “Lula Livre” e comemora a devolução dos direitos políticos do ex-presidente

Já o ex-titular da Sempab em São Luís, Raimundo Chocolate – também usando uma camisa “Lula Livre” –  postou vídeo com a música “Lula Livre” e comemorou degustando uma garrafa de espumante.

A decisão que devolveu a elegibilidade a Lula foi um dos assuntos mais comentados nesta segunda-feira, 8, em todas as redes sociais.

Também ganhou as páginas de jornais e ocupou o noticiário no rádio e na TV.

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Em vídeo na TV, Weverton se apresenta: “senador dos maranhenses”

Parlamentar inaugura campanha midiática nas grandes emissoras maranhenses, falando de suas ações no Senado e fortalecendo o vínculo com a população, que lhe deu quase 2 milhões de votos nas eleições de 2018

 

O vídeo de Weverton teve forte impacto na mídia durante o fim de semana, tanto pelo conteúdo quanto pelo momento político 

O senador Weverton Rocha (PDT) estreou no fim de semana uma campanha midiática nas principais emissoras de TV, uma espécie de apresentação de suas ações como parlamentar.

Em um vídeo de cerca de 30 segundos, em que se apresenta como “o senador dos maranhenses”, Rocha reforça o vínculo popular e a relação com  pessoas simples, marca do seu mandato desde que chegou à Câmara Federal, ainda em 2013.

Weverton não faz qualquer menção à sua pré-candidatura ao Governo do Estado, mas o vídeo faz um link direto com a live de sábado, 6, ao lado do presidente do PDT, Carlos Lupi, em que admitiu, pela primeira vez publicamente, o sonho de ser governador do Maranhão.

– Se Deus um dia me permitir governar o meu estado, eu sei que o primeiro desafio é manter o que Flávio Dino começou – declarou, numa clara referência de que pretende manter a aliança com o atual governador. (Entenda mais aqui)

O recado é direto ao povo maranhense; o senador luta em favor de benefícios que atinjam diretamente as comunidades

O vídeo que está nas TVs fala diretamente do auxílio emergencial do Governo Federal,  do qual o senador pedetista é defensor árduo, inclusive pregando a manutenção dos R$ 600,00, como era antes.

A campanha midiática e a apresentação de ações políticas mostra que o senador está ativo como pré-candidato a governador.

E tem, em torno de si, uma rede poderosa de aliados nos quatro cantos do estado.

M,as esta é uma outra história…

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Flávio Dino lidera pesquisa para o Senado e deve conduzir sucessão

Levantamentos que devem ser apresentados nas próximas semanas mostra o governador comunista com índices altíssimos de intenção de votos, o que garante a ele a condição de condutor da própria sucessão

 

Flávio Dino é o principal nome na corrida eleitoral de 2022, com franco favoritismo na disputa pelo Senado Federal

Já circulam nos bastidores políticos dados preliminares de pesquisas eleitorais que apresentam os primeiros cenários das eleições de 2022.

E estes números mostram o governador Flávio Dino (PCdoB) com absoluta liderança na corrida pelo Senado.

Os levantamentos, que devem ser divulgados ao longo do mês de março, mostra Dino com índices altíssimos de aprovação e de intenção de votos.

Ele é favorito absoluto se decidir concorrer ao Senado.

Os levantamentos devem trazer surpresas na corrida pelo Governo do Estado, com a inclusão do nome da ex-governadora Roseana Sarney (MDB).

Além dela, aparecem nas pesquisas – não necessariamente nos mesmos cenários – os senadores Weverton Rocha (PDT), Roberto Rocha (PSDB) e  Eliziane Gama (Cidadania), o vice-governador Carlos Brandão (PRB), o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Júnior (PDT) e, curiosamente, o atual prefeito Eduardo Braide (Podemos). 

Neste momento do ano pré-eleitoral, as pesquisas não precisam ser registradas no TRE para serem divulgadas.

É pouco provável, no entanto, que os contratantes decidam tornar os dados públicos.

Sobretudo se os números não agradarem aos interessados…04

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A integração efetiva do grupo de Weverton Rocha…

Pela primeira vez em anos, um senador consegue liderar um grupo com espaços de poder para todos os seus membros e ações integradas envolvendo deputados estaduais, prefeitos, vereadores e deputados federais em todo o estado

 

Weverton mantém alianças com Edivaldo Júnior, com Othelino Neto, com Osmar Filho e com diversos deputados federais, estaduais, prefeitos e vereadores

Análise de conjuntura

Principal nome da corrida pela sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB), o senador Weverton Rocha (PDT) conduz um grupo que envolve não apenas seus aliados mais próximos, mas também líderes de instâncias de poder com peso estadual.

E a integração com que as ações dessas instituições são efetivadas garante não apenas benefícios à população, mas cria a argamassa necessária para construir de forma sólida a própria trajetória do líder pedetista rumo ao governo.

Weverton Rocha conta com o apoio aberto do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), do presidente da Federação dos Municípios (Famem), prefeito Erlânio Xavier (PDT), e do presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho (PDT).

Além disso, mantém alianças consolidadas com a maior parte da bancada federal maranhense e com mais da metade dos membros da Assembleia Legislativa.

Erlânio Xavier, na Famem, por exemplo, articula a relação com os prefeitos, que têm estado cada vez mais em Brasília, acompanhados diretamente pelo senador, seja nos ministérios, em busca de recursos diretos do Governo Federal, seja na garantia da liberação de emendas parlamentares para obras nas cidades.

Othelino Neto também é aliado de peso, com força estadual, inclusive, para pleitear a vaga de senador ora ocupada pelo tucano Roberto Rocha.

Já o vereador Osmar Filho mantém uma forte agenda de integração com os colegas vereadores no interior do estado, fortalecendo a base do poder municipal.

Erlânio Xavier é o principal articulador da relação com os prefeitos maranhenses, com forte atuação em todos os municípios

Weverton Rocha, portanto, empodera aliados e consolida alianças desde os mais altos escalões da política local, em Brasília, até os círculos adjacentes da política local, mesmo nos menores municípios.

Entre 2016 e 2018, o blog Marco Aurélio D’Eça contou a trajetória do senador pedetista, desde a perspectiva de ser candidato a senador, até o ponto em que ele tornou irreversível sua candidatura, vitoriosa com quase 2 milhões votos, a maior votação já registrada no Maranhão. (Relembre aqui, aqui, aqui e também aqui)

É com esta mesma capacidade de aglutinação e socialização do poder que o senador vai tornando também irreversível a disposição do seu nome para apreciação do eleitor maranhense em 2022.

E vai ocupando cada vez mais espaços…

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Disputa por PSDB, PTB, PSL e Patriotas envolve parte da bancada federal

Senadores Roberto Rocha e Eliziane Gama, além dos deputados Pedro Lucas Fernandes, Marreca Filho e Gil Cutrim estão no centro de uma movimentação que tem ligação direta coma s eleições de 2022

 

Roberto Rocha e Pedro Lucas enfrentam resistência em seus partidos por posições relacionadas à política nacional; e podem troar de legenda em 2022

Nada menos que cinco membros da bancada federal maranhense estão diretamente envolvidos numa espécie de disputa pelo controle de quatro partidos no Maranhão.

Os senadores Roberto Rocha (PSDB) e Eliziane Gama (Cidadania), e os deputados federais Pedro Lucas (PTB), Gil Cutrim (PDT) e Marreca Filho (Patriotas) devem tomar decisões imediatas que mexerão com a estrutura dos seus partidos e também do PSL, que tem o vereador Chico Carvalho como comandante no estado.

Embora venha negando sistematicamente, Rocha entrou em rota de colisão com o PSDB por conta de suas posições pro-Bolsonaro no Senado; e já chegou a ser desautorizado pelo partido. (Relembre aqui e aqui)

Mesmo negando, o senador tem engatado conversas com o Patriota, que é controlado por Marreca Filho, mas pode receber o presidente Bolsonaro, o que fortaleceria Rocha.

O caminho para o PSDB se manter forte no Senado seria a senadora Eliziane Gama, que tem o controle do Cidadania no estado. Ela já conversou com algumas lideranças tucanas, mas mantém silêncio sobre o assunto.

Respeitada no Cidadania, Eliziane é cobiçada pelo PSDB; e pode ganhar o controle de dois partidos no Maranhão

Outro interessado no PSDB é o deputado Gil Cutrim (PDT).

Ele também já andou articulando com o PSL, após suas posições contrárias à orientação pedetista; mas se mantem nas fileiras do PDT.

Já o deputado Pedro Lucas Fernandes foi destituído da presidência regional do PTB, mas se mantém filiado ao partido, que passou a ser cobiçado por outros colegas, incluindo Roberto Rocha e Gil Cutrim.

Gil Cutrim chegou as e articular com Chico Carvalho, mas recuou e se manteve filiado ao PDT; agora tem também o PSDB e o PTB como opções

Fernandes deve, porém , permanecer até abril de 2022 na legenda, quando decidirá se troca ou não de partido para disputar a reeleição.

Mas a movimentação de bastidores continuará intensa nesse período que antecede a abertura da janela para troca partidária.