0

Novo presidente do PSOL prega a “unidade do campo popular no MA”

Enilton Rodrigues toma posse em solenidade com a presença do senador Weverton Rocha, de representantes do PT, PSB, PDT, PCdoB, Rede, UP e movimentos sociais

 

Enilton conversa com Weverton sobre as eleições de 2022, em que defende a união de todo campo da esquerda no Maranhão

Empossado presidente regional do PSOL, na última sexta-feira, 24, o engenheiro Enilton Rodrigues defendeu em seu discurso a unidade do campo democrático e popular.

– O PSOL/MA está com novos rumos e este diretório tem a tarefa política de fazer o diálogo necessário pra derrotar Bolsonaro e não deixar os avanços do governo estadual retroceder, defendo a unidade do campo popular aqui no Estado e no Brasil – disse Rodrigues.

Guilherme Boulos gravou mensagem de vídeo saudando o novo presidente do PSOL maranhense

A posse do novo comando do PSOL teve a presença do senador  Weverton Rocha (PDT) – que vem buscando diálogo com todas as forças de esquerda – e de representantes de PT, PCdoB, PSB, Rede e Unidade Popular.

Além de Weverton, estiveram presentes o deputado federal Zé Carlos (PT), o secretário comunista Márcio Jerry e o futuro presidente do PT maranhense, Francimar Melo.

Enilton mostra prestígio ao reunir lideranças do PSOL, do PSB, do PDT, do PT, do PCdoB e da Rede Sustentabilidade e da Unidade Popular

Principal aliado de Weverton no PSOL, o ex-candidato a presidente Guilherme Boulos gravou mensagem de apoio a Enilton Rodrigues, que foi apresentada na solenidade por representantes de movimentos sindicais.

O novo presidente do PSOL foi saudado ainda por representantes do Sindicato dos Bancário,  Associação dos Professores da UFMA, Sindicato dos Professores Municipais de São Luís,  e da União Nacional dos Estudantes (UNE).

0

O jogo de empurra-empurra entre Flávio Dino e Weverton Rocha

Governador finge que os critérios da carta-compromisso assinada em julho têm alguma validade; e o senador finge que acredita na possibilidade de apoio do governador. Nesse cabo-de-guerra, ambos vão empurrando com a barriga a decisão sobre as eleições de 2022

 

Eles não se toleram, mas tanto Weverton quanto Flávio Dino vão esticando a corda da relação para chegar como querem em 2022

Análise de conjuntura

As provocações mútuas, alfinetadas, recadinhos em palanque e entrevistas têm sido a tônica dos discursos pré-eleitorais do governador Flávio Dino (PSB) e do senador Weverton Rocha (PDT).

Flávio Dino finge que existe a possibilidade de apoiar Weverton; e Weverton finge que acredita nisso.

Nesse cabo-de-guerra, o objetivo é um só, de ambos os lados: ganhar tempo para fortalecer as bases e consolidar seus próprios projetos eleitorais.

Flávio Dino não tem o menor interesse em apoiar Weverton Rocha para o governo, mas sabe que o senador tem hoje uma base sólida de apoiadores que podem prejudicar sua candidatura a senador.

Já a candidatura de Weverton Rocha ao governo independe da vontade e do apoio de Flávio Dino; mas o senador sabe que uma posição abertamente contrária do governador pode gerar dificuldades.

Até junho de 2022, os dois vão fazendo este joguinho, ensaboando suas bases e ganhando o precioso tempo de indefinição, mantendo a chama da candidatura acesa, de lado a lado.

Os aliados de cada um que controlem a ansiedade de ver as coisas definidas, até para viabilizar os próprios projetos.

E o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) que lute para se viabilizar…

1

Roseana vai aguardar números da Escutec para definir candidatura

Ex-governadora tem aparecido em primeiro lugar nos cenários em que aparece, o que pode se confirmar no levantamento marcado agora o próximo sábado, 2; aliados defendem coligação entre MDB, PV, PSD e PSC

 

Líder nas pesquisas, Roseana pode repensar candidatura em 2022 e entrar na disputa pelo governo

A ex-governadora Roseana  Sarney (MDB) prometeu a aliados políticos que vai usar os números da pesquisas Escutec/Grupo Mirante, a ser divulgada no sábado, 2, para decidir se sai ou não candidata ao governo em 2022.

Roseana apareceu em primeiro lugar nos dois levantamentos já divulgados pelo Escutec em 2021, o que pode se repetir nos novos números.

Embora emedebistas com mandato queiram que a ex-governadora concorra a deputada federal – para alavancar as candidaturas do partido – outros aliados entendem que ela tem amplas chances de eleger-se governadora.

Aliados do PSD e do PV, por exemplo, já andaram conversando sobre coligação, cogitando na chapa, inclusive, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PSD), como revelou na última quarta-feira, 22, o blog Marco Aurélio D’Eça.

A pesquisa Escutec estará concluída na próxima sexta-feira, 1º; e será divulgada na edição de sábado do jornal o EstadoMaranhão.

5

Jefferson Portela confirma que disputará vaga na Câmara pelo PDT

Tietado por populares, secretário de Segurança Pública é um dos principais aliados do senador  Weverton Rocha e tem atuado fortemente em vários municípios como candidato a deputado federal

 

A aliança de Portela com Weverton tem fortalecido a pré-campanha em todas as regiões por onde o “maranhão Mais Feliz” passou

O titular do blog Marco Aurélio D’Eça voltou a São Luís, no sábado, 18, acompanhado no ferry-boat pelo secretário de Segurança Jefferson Portela, com quem travou importante conversa, de mais de duas horas.

Os dois vinham de Pinheiro, onde o senador  Weverton Rocha (PDT) realizou mais uma edição do encontro  “Maranhão Mais Feliz”; Além de confirmar sua candidatura a deputado federal, Portela revelou também que se filiará ao PDT, do próprio Weverton.

Dentre os auxiliares do governador Flávio Dino (PSB) não-ligados diretamente a Weverton, Portela tem sido o mais incisivo defensor do senador, antes mesmo do início da pré-campanha.

– Vou me filiar ao PDT; estou articulando a filiação e discutindo com aliados no interior – disse o secretário, encerrando especulações que o colocavam no PSB dinista.

O próprio Weverton Rocha também tem fortalecido a candidatura de Portela.

Ainda em Pinheiro, em reunião com prefeitos aliados, o senador reforçou o compromisso de ver o secretário eleito, pedindo empenho de sua base.

Na barca que trouxe de Pinheiro os participantes do “Maranhão mais Feliz”, Portela foi tietado durante a viagem inteira por populares que posavam para selfies e fotos ao seu lado.

Querido entre populares, o auxiliar de Flávio Dino vai construindo também uma sólida base de lideranças em todo o estado.

E já é um dos principais nomes para a disputa das vagas federais no Maranhão…

1

A fraqueza política de Miltinho Aragão em São Mateus

Quanto mais tenta impor em seu município o apoio ao vice-governador Carlos Brandão socialista demonstra mais insegurança e falta de liderança, afastando aliados importantes e fortalecendo os próprios adversários

 

Com sua articulação autoritária em favor de Brandão, Miltinho tem mais afastado que conquistado aliados em São Mateus

O ex-prefeito do município de São Mateus, Hamilton Aragão (PSB), é um dos coordenadores estaduais da campanha do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) ao Governo do Estado.

E nesta condição tem feito estragos em sua própria base eleitoral, como ficou evidenciado na demissão intempestiva do ex-secretário Atanildo Oliveira.

Pré-candidato a deputado estadual, Miltinho tenta impor o nome de Brandão à sua base; mas quanto mais força a barra, mais afasta aliados.

E com esta tentativa de imposição já afastou aliados como Atanildo e até parentes, como o irmão e pai do atual prefeito Ivo Rezende.

O ex-prefeito segue a linha-dura já adotada pelo ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), que também defende a imposição, na marra, da candidatura de Brandão.

E também tem feito estragos na base.

Liderança é um dos principais ativos de um político; mas é preciso que esta liderança seja conquistada com arte, não com guerra.

Demonstrações de força são péssimas conselheiras na articulação política, e Miltinho Aragão vem abusando desta força em São Mateus, o que acaba por respingar no próprio Carlos Brandão.

Até por que, quanto mais força tenta demonstrar, mais fraqueza revela que tem.

É simples assim… 

3

Carlos Brandão e a superstição do cocar indígena…

Vídeo em que o vice-governador aparece com o adereço na cabeça, durante uma dança com membros de umas das tribos maranhenses repercutiu fortemente na classe política, sempre temerária à suposta maldição que envolve este tipo de ação eleitoral

 

O vídeo de Brandão com o cocar indígena; o adereço nada tem de maldito, mas essa dancinha….

Ensaio

Teve forte repercussão – cercada de maus presságios – o vídeo em que o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) aparece usando um cocar indígena em meio a uma dança com representantes de uma tribo maranhense.

No folclore político, o uso de adereços indígenas por lideranças em campanha é cercada de superstição; para muitos, dá azar colocar o adereço na cabeça.

A “maldição do cocar” remete aos anos 50, quando a derrota do candidato Juarez Távora  para Juscelino kubtischeck foi atribuído ao uso do adereço indígena.

Mas a superstição ganhou mais força no governo do ex-presidente José Sarney (MDB), que deixava claro seu temor ao uso da cobertura indígena.

Outros políticos históricos também foram derrotados após usar o cocar; de Mário Andreazza a Ulísses Guimarães; até a morte de Tancredo Neves, que venceu, mas não assumiu a presidência, em 1984, também é atribuída ao uso do cocar. (Saiba mais aqui)

Para o antropólogo José Carlos Sabóia, a entrega do cocar é a representação de um pacto dos caciques indígenas com os não-indígenas.

– É a divisão de poder do chefe indígena com o político, para lidar com alguma questão de seu povo – diz Sabóia, no artigo-reportagem “Maldição do cocar leva pânico aos políticos”, de Suelene Teles e Jozafa Dantas. (Leia aqui)

Lula e Dilma nunca se importaram com o uso do adereço;. há várias imagens dos ex-presidentes com cocar

Na história recente da política, há quem tenha quebrado a tal maldição.

Os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff (ambos do PT), e o atual, Jair Bolsonaro (sem partido), usaram o adereço, mas venceram as eleições que disputaram.

No Maranhão, a maldição não foi levado em conta na história recente da política.

O governador Flávio Dino (PSB), por exemplo, usou o adereço em 2015. Mesmo alertado em artigo do jornalsita Daniel Matos, intitulado “Brincando com a sorte?”, Dino reelegeu-se em primeiro turno, em 2018.

 

Flávio Dino até mostra cara de sem-graça, mas não se recusou a usar o cocar indígena; e não perdeu eleição

Filha de José Sarney, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) também não aparece em registros de imagens com o adereço indígena.

Também pré-candidato a governador, o senador Weverton Rocha (PDT) é outro sem registro de imagens com o cocar de índio.

E diante da repercussão em torno de Carlos Brandão, é pouco provável que, a partir de agora, o pedetista, que lidera as pesquisas, resolva dar sopa ao azar.

Afinal, vai que…

1

Movimentação de Josimar indica seu caminho em 2022

Apesar de liderar um grupo de dezenas de prefeitos, deputado federal demonstra com suas conversas que não pretende concorrer ao governo; e tenta uma aliança que lhe dê mais poder a partir de 2023

 

Com Edilázio Júnior, que tem Edivaldo como candidato: força eleitoral e barganha política em troca de apoio em 2022

É possível afirmar sem medo de errar: o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) não vai disputar o Governo do Estado em 2022.

Embora lidere grupo de mais de 60 prefeitos, declare ter mais de 700 vereadores em sua base e controlar bancadas de deputado federal e estadual, o parlamentar está apenas barganhando poder.

Legitimamente, é preciso deixar claro.

Com Othelino Neto: encontro logo após demonstraçãod e força repercutiu intensamente nos bastidores da política

Josimar tem cacife para reeleger-se e eleger a mulher, Detinha, à Câmara federal na mesma eleição, além de garantir também vitória a vários outros deputados federais e estaduais.

Mas o que ele quer é ampliar espaços de poder, seja no governo, seja na Assembleia Legislativa ou na Câmara Federal.

Dos candidatos já postos ao governo – Weverton Rocha (PDT), Edivaldo Júnior (PSD), Simplício Araújo e Carlos Brnadão (PSDB), pela ordem das pesquisas – aquele que der garantias para estes espaços de poder terá o apoio de Josimar.

É o que ele busca com suas conversas de bastidores…

0

Eleições 2022: terceira pesquisa Escutec/O Estado sai semana que vem

Instituto realiza novo levantamento sobre a preferência do eleitorado em relação aos candidatos a governador e senador nas eleições do ano que vem

 

A terceira rodada de pesquisas Escutec/O EstadoMaranhão sobre a preferência do eleitorado em relação aos candidatos da governador será divulgada na próxima semana.

O resultado deve estar pronto na sexta-feira, 1º; e será publicado na edição do sábado, 2, de O Estado.

O Instituto Escutec vai realizar quatro rodadas de pesquisas para o Grupo Mirante até o final do ano.

Duas já foram divulgadas – em março e em junho – ambas lideradas pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que já disse não ser candidata, e pelo senador  Weverton Rocha (PDT), líder em todos os demais levantamentos.

A próxima rodada será realizada em dezembro, provavelmente quando o governador  Flávio Dino (PSB) já terá definido qual será o seu candidato a governador em 2022.

E logo após o encerramento dos encontros “Maranhão Mais Feliz”, protagonizados por Weverton.

E que terá sua culminância em São Luís…

1

Cioligações continuarão proibidas em 2022

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (22) a proposta de emenda à Constituição da reforma eleitoral (PEC 28/2021), mas rejeitou a volta das coligações nas eleições proporcionais. Entre os trechos aprovados está um dispositivo para incentivar candidaturas de mulheres e pessoas negras. Aprovada em agosto pela Câmara dos Deputados, a proposta segue agora para promulgação. O texto precisa ser promulgado até 2 de outubro para que as regras tenham validade nas eleições de 2022. Foram 70 votos contra 3 na votação em primeiro turno, e 66 a 3 na votação em segundo turno.

Segundo a relatora, a senadora Simone Tebet (MDB-MS), as coligações distorcem a vontade do eleitor, ao eleger candidatos com orientações políticas diferentes daqueles escolhidos, além de aumentar a fragmentação partidária e dificultar a governabilidade.

As coligações em eleições proporcionais estão proibidas desde a promulgação da Emenda Constitucional 97, de 2017, e já não valeram nas eleições municipais de 2020.

Entre os trechos aprovados pelos deputados e que foram bem recebidos pelos senadores, está a contagem em dobro dos votos dados a candidatos mulheres e pessoas negras, para efeito da distribuição dos recursos dos fundos partidário e eleitoral nas eleições de 2022 a 2030.

– Nós estamos, primeiro, rejeitando a volta das coligações nas eleições proporcionais, até porque ela foi extinta na reforma eleitoral de 2017. Também estamos rejeitando por achar que há aqui uma inconstitucionalidade, a aplicação do princípio da anterioridade eleitoral valendo também para decisões administrativas dos tribunais superiores, especialmente do STF [Supremo Tribunal Federal] e do TSE [Tribunal Superior Eleitoral] que tratem sobre processo eleitoral. Também rejeitamos uma mudança muito radical no critério de apresentação do PL de iniciativa popular. O que fica? Fica que mulheres e negros eleitos contarão em dobro para fins de cálculo do valor dos fundos da eleição de 2022 até 2030, como uma forma de estímulo. Estamos também abrindo aqui mais uma possibilidade de deputados e vereadores não perderem o mandato quando pedem o desligamento do partido havendo a anuência do partido de que eles estão saindo. Isso é algo que os tribunais já têm discutido e em que têm avançado – comentou a relatora.

Fidelidade partidária

O texto aprovado mantém mudança na regra de fidelidade partidária encaminhada pela Câmara, constitucionalizando a fidelidade partidária. Pela nova regra, deputados federais, estaduais e distritais e vereadores que saírem do partido pelo qual tenham sido eleitos não perderão o mandato se a legenda concordar com a saída. 

Hoje, ao trocar de partido, esses parlamentares mantêm o mandato apenas em caso de “justa causa”, que inclui, segundo a Lei 9.096, de 1995, “mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; grave discriminação política pessoal; e durante o período de 30 dias que antecede o prazo de filiação exigido em lei para concorrer à eleição”.

Entre outros pontos, a PEC prevê uma regra para impedir que, em caso de incorporação de partidos, eventuais sanções aplicadas ao partido incorporado sejam transferidas para o partido incorporador nem aos seus novos dirigentes, exceto aos que já integravam o partido incorporado. 

A relatora também rejeitou dispositivo que permitia às fundações partidárias de estudo e pesquisa e educação política desenvolverem atividades amplas de ensino e formação. Segundo Simone, a ampliação do escopo de atividades das fundações partidárias é matéria a ser regulada em lei e não deve, portanto, ingressar no texto constitucional.

A PEC define ainda a realização de consultas populares sobre questões locais junto com as eleições municipais. Essas consultas teriam que ser aprovadas pelas câmaras municipais e encaminhadas à Justiça Eleitoral até 90 dias antes da data das eleições. As manifestações dos candidatos sobre essas questões não poderão ser exibidas durante a propaganda gratuita no rádio e na televisão.

Posses em janeiro

Simone Tebet manteve no texto a mudança do dia da posse do presidente da República para 5 de janeiro e da posse dos governadores para o dia 6, a partir das eleições de 2026. Hoje, as posses do presidente e dos governadores ocorrem no dia 1º de janeiro. 

Os candidatos eleitos para a Presidência da República e para os governos estaduais em 2022 tomarão posse normalmente em 1º de janeiro de 2023, entretanto, seus mandatos durarão até a posse de seus sucessores, em 5 e 6 de janeiro de 2027.

Iniciativa popular

O texto aprovado no Senado retirou a flexibilização da participação popular prevista no texto da Câmara. A PEC encaminhada aos senadores estabelecia que 100 mil eleitores poderiam apresentar um projeto de lei à Câmara dos Deputados com assinatura eletrônica. Pelas regras atuais, um projeto de lei de iniciativa popular deve ter a assinatura em papel de no mínimo 1% do eleitorado nacional, distribuído em pelo menos cinco estados, com não menos de 0,3% dos eleitores de cada um deles.

O texto também definia que os projetos de lei de iniciativa popular tramitariam em regime de prioridade e deveriam ser apreciados conforme regras específicas a serem incluídas nos regimentos do Senado e da Câmara dos Deputados.

Simone excluiu esses dispositivos alegando que é preciso debater mais sobre a questão. Ela considera que “a dinâmica das redes sociais não está ainda suficientemente conhecida e regulamentada” e, portanto, a alteração poderia abrir caminho para fraudes e pautas que podem “desvirtuar a essência democrática das propostas oriundas da vontade popular”.

Anterioridade

A previsão do texto original de que, para valerem na eleição seguinte, as regras eleitorais definidas pelo STF ou TSE teriam que ser publicadas um ano antes – à semelhança do que Constituição já exige para qualquer mudança legislativa na lei eleitoral – foi outro item excluído por Simone.

Para a relatora, colocar isso na Constituição poderia inviabilizar a interpretação e adequação das normas vigentes pelos tribunais, já que é frequente que as leis eleitorais sejam modificadas no limite do prazo, o que deixaria os tribunais sem tempo para adequar as regras à nova lei.

1

Aliados cogitam Roseana e Edivaldo na mesma chapa

Emedebistas tentam convencer a ex-governadora a entrar na disputa de 2022 tendo o ex-prefeito de São Luís como companheiro de chapa, o que só esbarra na insegurança da emedebista quanto às suas próprias chances e o temor que o democrata tem do governador Flávio Dino

 

Pires, Roseana e Edilázio dialogam sobre as eleições de 2022 e as articulações de cada grupo para o pleito

A imagem divulgada nas redes sociais – de uma reunião entre a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e os deputados César Pires (PV) e Edilázio Júnior (PSD) – foi apenas a versão pública de uma articulação que vem sendo feita há semanas nos bastidores da política maranhense.

Agentes de lado a lado querem a ex-governadora como candidata em 2022, tendo o ex-prefeito Edivaldo Júnior (PSD) como companheiro de chapa, em uma aliança que incluiria, também, o PV.

Em julho, o PSD apresentou Edivaldo Júnior como candidato a governador, mas o projeto esbarra na falta de capilaridade do ex-prefeito de São Luís no interior e na falta de vontade dele de construir essa base.

Edivaldo e Roseana nunca foram aliados, mas podem somar forças para as eleições de 2022

Na avaliação dos agentes ligados aos dois, a chapa Roseana/Edivaldo seria poderosíssima, por unir a histórica força eleitoral de Roseana no interior com o apoio em massa de Edivaldo Júnior em São Luís e região metropolitana.

Mas o projeto esbarra em dois pontos cruciais:

1 – a insegurança da ex-governadora quanto às suas próprias chance reais;

2 – o temor de Edivaldo em contrariar o governador  Flávio Dino.

Superado esses obstáculo, seria, de fato, uma chapa e tanto nas eleições de 2022…