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Roberto Rocha empareda Flávio Dino com apoio de todos os candidatos a governador da oposição

Senador reuniu nesta segunda-feira representantes do PDT, de Weverton Rocha, do PSD, de Edivaldo Júnior, do PSC, de Dr. Lahésio e do PL, de Josimar Maranhãozinho para anunciar sua candidatura à reeleição ao Senado; ele também recebeu apoio do PRB, do PROS, do Agir36 e do PMN, numa aliança que deve se repetir em um eventual segundo turno para o governo

 

Roberto Rocha passa a ser a partir de agora o candidato a senador de todos os partidos e candidatos de oposição ao Palácio dos leões, a Carlos Brandão e a Flávio Dino

Quatro dias depois de o senador  Weverton Rocha (PDT) anunciar que não mais votaria no  ex-governador Flávio Dino (PSB), seu colega de bancada Roberto Rocha (PTB) anunciou candidatura à reeleição ao Senado com apoio de todos os candidatos governador que fazem oposição ao Palácio dos Leões.

Na mesma mesa, em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, 2, Rocha reuniu representantes do próprio Weverton e dos também candidatos Edivaldo Júnior (PSD), Dr. Lahésio Bonfim (PSC) e Josimar Maranhãozinho (PL); além disso, recebeu apoio do PROS, do Republicanos, do Aigr36 e do PMN.

A coligação que vai embalar a candidatura de Roberto é duas vezes maior que a de Flávio Dino, que reúne apenas o PCdoB, o PT, e o PSB.

Ao reunir toda a oposição em torno do seu nome, Roberto Rocha gera o principal fato político deste mês, exatamente no dia em que Flávio Dino completa 30 dias fora do poder sem conseguir gerar fatos em torno do seu nome.

A vantagem desta aliança é a capilaridade de votos em todo o Maranhão, que pode, nos próximos meses, quebrar a diferença nas pesquisas, hoje ainda liderada por Flávio Dino.

– Tenha a certeza senador, que todos nós, do PDT, do grupo de Weverton, e dos demais pré-candidatos e partidos aqui representados vamos trabalhar pelo seu nome em todo o Maranhão – afirmou o presidente da Federação dos Municípios, Erlânio Xavier (PDT), que representava Weverton.

Segundo o próprio Roberto Rocha, o apoio a ele para o Senado significará também uma aliança de todos os candidatos e partidos em um eventual segundo turno contra o governador-tampão Carlos Brandão (PSB), único agora a defender a candidatura de Flávio Dino ao Senado.

Os deputados federais Edilázio Júnior (PSD) e Aluísio Mendes (PSC) representaram, respectivamente, os candidatos Edivaldo Júnior e Dr. Lahésio; de Josimar, o representante foi o deputado estadual Vinícius Louro (PL).

Também participaram do encontro o deputado federal Cléber Verde (PRB), os estaduais Marcos Caldas (PROS). Glabvert Cutrim (PDT) e Neto Evangelsita (PDT), o vereador Álvaro Pires (PMN) e o representante do Agir36.

A partir de agora, a campanha pelo Senado muda de patamar com a força política representada por Roberto Rocha.

Força política que ele pretende transformar em força eleitoral para barrar o sonho senatorial de Flávio Dino…

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Lula volta a tentar apoio de Ciro Gomes e do PDT

Ex-presidente tenta ampliar sua aliança – hoje muito à esquerda – e conversou por telefone com o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, e quer convencer os pedetistas a fazer da aliança presidencial; o senador Weverton já havia se colocado como “uma das pontes”

 

Lula já buscou trégua com Ciro Gomes, mas espera apoio do PDT ainda no primeiro turno das eleições presidenciais

O ex-presidente Lula (PT) voltou a tentar o apoio do PDT para seu palanque presidencial.

Lula conversou por telefone com o presidente nacional do partido, Carlos Lupi e chegou a propor um encontro pessoal para tratar das eleições.

O candidato do PT tem sentido os riscos de uma aliança muito à esquerda no espectro político, formada por PT, PSB e PCdoB; ele pretende ampliar este arco, com outros partidos.

No ano passado, Lula procurou o senador Weverton Rocha em busca de apoio para convencer o candidato do PDT, Ciro Gomes, a apoiá-lo; em entrevista à Folha de S. Paulo, Weverton chegou a dizer que seria uma das pontes para a aliança.

– É claro que cada um tem seu estilo. Mas acredito que vai chegar o momento de parar para pensar e, no final, os dois vão acabar chegando a um entendimento. Serei uma das pontes para ajudar nisso – concluiu Weverton, à época, segundo republicado pelo blog Marco Aurélio D’Eça, no post “‘Serei uma das pontes’, diz Weverton, sobre união Ciro e Lula..” .

Muito próximo do presidente do PDT, Carlos Lupi, Weverton Rocha já propôs a Lula ser uma das pontes para chegar à união entre o PT e o PDT

Por enquanto, o PDT mantém a candidatura de Ciro Gomes.

E só deve rediscutir o assunto mais próximo das convenções…

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Fora do governo, Flávio Dino não consegue construir agenda popular…

Trinta dias depois de deixar o mandato de govenador – sem apoio de sindicatos, entidades sociais e sem penetração acadêmica – comunosocialista se restringe a reuniões fechadas, numa clara mostra de que não consegue se movimentar sem a máquina do estado

 

Flávio Dino sempre olhou o povo assim, a partir do Palácio dos Leões – que frequentava desde criança; sem a estrutura de poder, não consegue construir agenda popular

Análise de conjuntura

Passados trinta dias da renúncia do mandato de governador, o comunosocialista Flávio Dino dá mostras claras de que não consegue se movimentar sem a estrutura da máquina do estado; nesse primeiro mês fora do poder, sua agenda restringiu-se a reuniões fechadas, sem participação popular e sem a presença de entidades da sociedade civil organizada.

Construído politicamente pelas estruturas de poder a partir do governo José Reinaldo Tavares, em 2006, Flávio Dino se movimentou, desde então, com a ajuda da máquina pública; sem relação direta com entidades sindicais e com a classe trabalhadora, ele construiu em torno de si uma rede de poder que o movimentava.

Mas foi só deixar o Palácio dos Leões para que essa rede deixasse de funcionar.

Nestes trinta dias fora do cargo, a agenda política de Dino se restringiu a duas reuniões fechadas, em seu escritório, tentando construir uma pauta pro-Lula, mas sem a presença de militância e de gente das bases progressistas.

Flávio Dino não tem hoje nenhum tipo de relação, por exemplo, com a Fetaema, que é crítica dura de sua política de governo, acusada de aumentar as mortes no campo – como a que ocorreu no último sábado.

O ex-governador também não se relaciona com entidades como a CUT, Sindsep e Simpol, tem pouca participação em movimentos católicos de base e nenhuma penetração nas universidades para além de suas aulas no Curso de Direito da Ufma.

A falta da máquina pública ao seu redor tem deixado o ex-governador envolvido apenas em brigas viscerais por espaços de poder no governo do seu sucessor, Carlos Brandão (PSB).

Enquanto Brandão se embrenha no interior com agenda populista, de exaltação da miséria com distribuição de cestas básicas, Dino permanece em São Luís, de onde vai vendo a perda de apoios importantes para seu projeto senatorial, como o afastamento do senador Weverton Rocha – líder nas pesquisas para o governo – e de partidos como o PDT, o PROS, o Republicanos e o União Brasil.

Filho da elite, Dino chegou ao poder pela elite e agora mostra-se claramente elitista, sem o elã popular das ruas e do campo.

E sem esse vínculo com o povo é impossível ser líder…

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Roberto Rocha vai anunciar hoje seu futuro eleitoral

Senador – que aparece tanto nas pesquisas pela reeleição quanto na disputa pelo governo – convocou coletiva de imprensa para dizer a que cargo vai concorrer; também deve falar sobre prováveis alianças

Nome preferido do presidente Jair Bolsonaro, Roberto Rocha deve encarnar a oposição ao projeto senatorial de Flávio Dino

O senador Roberto Rocha (PTB) vai anunciar na tarde desta segunda-feira, 2, a que cargo concorrerá nas eleições de outubro.

Citado tanto nas pesquisas para o Senado quanto para governador, o parlamentar deve optar por disputar a reeleição contra o ex-governador Flávio Dino (PSB), que quer sua vaga.

Nos últimos dias, surgiram especulações de uma provável aliança entre ele e o senador Weverton Rocha (PDT), que na sexta-feira, 29 anunciou que não vai mais votar em Flávio Dino.

Embora a aliança entre os Rocha’s seja possível, o mais provável é que Roberto dispute a eleição em chapa pura do PTB – sem candidato a governador – e receba o apoio de todos os candidatos da oposição.

Além de Weverton, fazem contraponto ao projeto de poder de Flávio Dino e Carlos Brandão (PSB) os candidatos Lahésio Bonfim (PSC), Josimar Maranhãozinho (PL) e Edivaldo Júnior (PSD).

Após anúncio de sua candidatura, o senador terá até agosto para definir sua política de alianças e eventuais coligações…

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Exata e Escutec terão maior prova de fogo da credibilidade em eleições desde 1994…

Embora tecnicamente apresentando os mesmos patamares de votos para os principais candidatos a governador em suas pesquisas, institutos que devem ser a referência no atual pleito acabam em xeque pela relação dos postulantes com as empresas de comunicação que os contratam, remetendo à lendária disputa Roseana versus Cafeteira

 

Institutos de maior repercussão no Maranhão têm nestas eleições um teste de fogo para a credibilidade, dada à vinculação dos candidatos a grupos de mídia que fazem pesquisas

Análise da notícia

Contratados, respectivamente, pelo Grupo Mirante e pelo Sistema Difusora, os institutos de pesquisa Escutec e Exata devem se estabelecer como os principais parâmetros dos levantamentos sobre a corrida pelo Governo do Estado nestas eleições de 2022.

Mas também terão neste pleito uma prova de fogo para sua credibilidade desde a lendária disputa entre Roseana Sarney e Cafeteira, em 1994.

Para início de conversa, é preciso estabelecer que a Escutec é contratada do Grupo Mirante, hoje alinhado – ainda que não oficialmente – à candidatura do governador-tampão Carlos Brandão (PSB); a Exata, por sua vez, atua para a TV Difusora, hoje vinculada ao senador Weverton Rocha (PDT).

Embora não deva haver relação de causa e efeito entre pesquisas, contratantes e candidatos, não há dúvidas de que a opinião pública verá sempre influência de quem contrata os levantamentos na divulgação dos resultados.

Dito isto, é preciso estabelecer também que, tecnicamente, os números da Escutec e da Exata divulgados neste domingo, 1º, são praticamente os mesmos para Weverton e Carlos Brandão. A Escutec diz que Brandão tem 24% e Weverton 20%; já a Exata afirma Weverton à frente, com 22% contra 21% de Brandão.

Isso permite dizer que Weverton e Brandão têm hoje algo entre 20% e 25% das intenções de votos cada um, levando em conta cada margem de erro de cada levantamento.

Para a Escutec, contratada da Mirante, é Brandão quem está à frente; a Exata, parceira da Difusora, diz que quem lidera é Weverton.

Cafeteria e Roseana em 1994: eleição tumultuada até o último momento vitória amplamente questionada de Roseana Sarney

O blog Marco Aurélio D’Eça publicou, em novembro de 2020, o post “Como ler pesquisas eleitorais”.

Tratava-se de um Ensaio sobre o que são os levantamentos, ensinando a não levar-se apenas pelo vínculo de um instituto a um candidato ou a um grupo.

– Analistas e comentaristas equivocam-se em bombardear levantamentos ou vincular institutos a candidatos; pesquisa é estimativa, e como tal, nunca pode ser precisa, já que trabalha com variantes pré-estabelecidas – já dizia este blog, em 2020.

Não houvesse o vínculo de relação das duas principais emissoras de TV com os candidatos a governador, as pesquisas seriam analisadas dentro de uma liberdade estatística para dizer que as duas mostram exatamente a mesma coisa na corrida eleitoral neste momento.

Se decidirem bancar seus prognósticos até o fim da eleição, aquele instituto que alcançar melhor resultado no pleito terá superado no Maranhão sua maior prova de fogo desde as eleições de 1994, quando ainda sequer havia regulamentação de pesquisas na Justiça Eleitoral.

Aquela eleição – polarizada entre o então senador Epitácio Cafeteira e a então deputada federal Roseana Sarney (MDB) desmoralizou a credibilidade dos institutos de pesquisa, levando alguns à quase-extinção.

E a credibilidade é o preço alto a pagar no espaço mercadológico…

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Chapa de esquerda pró-Lula dá sinais de esgotamento

Ex-presidente já é claramente ameaçado pelo presidente Jair Bolsonaro em, São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o que aponta para a conclusão de que a aliança de PT com PSB e PCdoB pode estar fechada em nicho que precisa ser ampliado ao centro

 

Sem ampliar apara além da esquerda, Lula corre sérios riscos contra o presidente Jair Bolsonaro; mas há petistas e esquerdistas que não compreendem assim

A pesquisa do Instituto Paraná, que apresentou empate técnico entre o ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) em São Paulo – com o atual mandatário numericamente à frente – foi festejada em todo o país por bolsonaristas; e minimizada por petistas.

Mas é preciso analisar friamente os números e entender a conjuntura.

Há tempos, o próprio Lula vem afirmando ao seu aliados que a coligação genuinamente de esquerda entre PT, PCdoB e PSB não agrega para além do próprio círculo ideológico; ele busca formas de ampliar esta aliança com MDB, PSD, PDT e outros partidos de centro.

Neste aspecto, a candidatura do pedetista Ciro Gomes passa a ser espécie de fiel da balança para o ex-presidente.

Mas Lula enfrenta resistências dos mais radicais esquerdistas, que pregam o purismo da chapa – tanto que fizeram força contra a entrada do próprio ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) na chapa.

Bolsonaro navega entre a direita mais radical e extremista e o centro; não agrega ideologicamente em nenhuma aspecto, mas tem a força da máquina do governo para alavancá-lo em todo o país.

A pesquisa do Instituto Paraná é, portanto, um sinal de alerta para Lula e seus aliados….

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Pesquisas apontam acirramento entre Weverton e Brandão na disputa pelo Governo…

Institutos Exata e Escutec divulgaram seus números neste domingo, cada um com um postulante à frente, mas ambos em condição de empate técnico; demais adversários ainda distantes da briga pelo segundo turno

 

Brandão e Weverton devem mesmo polarizar a disputa pelo Governo do Estado, como demonstram números da Exata e da Escutec deste domingo

As pesquisas dos Institutos Exata e Escutec, divulgadas neste domingo, 1º, mostram que a disputa pelo Governo do Estado está mesmo polarizada entre o senador Weverton Rocha (PDT) e o governador-tampão Carlos Brandão (PSB).

A exata diz que Weverton está à frente, com 22%, seguido colado por Brandão, que registra 21%.

Já a Escutec aponta Brandão à frente, com 24%, seguido por Weverton com 20%.

A leitura correta destes números devem dizer que, tanto Weverton quanto Brandão estão hoje  num patamar entre 20% e 25%, levando em consideração a margem de erro de cada pesquisa.

Independentemente do conceito ou da metodologia usada por cada um dos levantamentos, os números mostram duas verdades:

1 – o senador Weverton está consolidado na casa dos 20% dos votos, ainda que não tenha avançado, mesmo em pré-campanha desde os primeiros números;

2 – Brandão ainda não conseguiu usufruir da força da máquina e most5ra pouca popularidade para quem está sentada na cadeira de governador.

Outro dado importante das duas pesquisas é que os demais candidatos – Edivaldo Júnior (PSD), Lahésio Bonfim (PSC), Roberto Rocha (PTB) e Josimar de Maranhãozinho ainda não conseguiram consistência para brigar por uma das vagas no segundo turno.

Como a tendência é que tanto Roberto Rocha quanto Josimar deixem a disputa, um novo levantamento, provavelmente no fim de maio, faz-se obrigatório para medir o impacto destas mudanças.

As pesquisas foram registradas na Justiça Eleitoral…

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Eleitores apoiam, em massa, decisão de Weverton de não votar em Flávio Dino

Manifestações favoráveis ao senador do PDT são maioria nos comentários de praticamente todos os blogs maranhenses; alguns comentaristas chegam a dizer que o afastamento de Flávio Dino fez com eles decidissem votar no pedetista

 

 

Algumas manifestações de eleitores sobre a decisão de Weverton de não votar em Flávio Dino para senador; amplo apoio popular e político

Ganhou amplo apoio das massas de internautas a decisão do senador Weverton Rocha (PDT) de não mais votar em Flávio Dino (PSB) para senador nas eleições de outubro.

A declaração de rompimento de Weverton, feita ao podcast “Sai da Lama”, de Caixas, nesta sexta-feira, 29, teve repercussão imediata em todo o Maranhão; e a maioria aplaudiu a posição do senador, que lideras as pesquisas para o Governo do Estado.

Os comentários no blog Marco Aurélio D’Eça seguem a tendência dos demais e mostra apoio maiúsculo ao senador.

– Agora tomou a decisão certa. Com isso, acaba de ganhar o meu voto para governador. Agora é botar o bloco na rua – disse a comentarista Rosi Mota.

Outro, de nome Carlos, é mais incisivo e diz que Flávio Dino é tão ruim para o Maranhão quanto Lula é para o Brasil.

– Agora sim tem meu voto, sempre votei em Ciro, sou de esquerda, porém jamais daria para vota em dino ou quem for da base dele pelos estrago que ele fez no maranhão, Dino é tão ruim para o maranhão quanto Bolsonaro é para o Brasil… – disse Carlos.

Além de populares, Weverton recebeu forte apoio na classe política e solidariedade até mesmo de lideranças ligadas ao próprio Flávio Dino e ao governo-tampão de Carlos Brandão (PSB).

De acordo com o senador, a escolha do candidato ao Senado pelo seu grupo será feita até agosto, época das convenções eleitorais…

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Podcast “Sai da Lama”, de Caxias, gera principal fato político de 2022 no Maranhão

Programa conduzido pelos jornalistas Fred Belfort e Jonas Filho produziu a entrevista com o senador Weverton Rocha, que mudou os rumos da eleição maranhense e causou repercussão em todo o estado e em todos os setores da sociedade

 

Banner da entrevista que mudou os rumos da política maranhense dada aos jornalistas Fred Belfort e Jonas Filho

O saudoso jornalista Nilton Ornellas – ex-secretário de Comunicação e ex-editor de Política de O EstadoMaranhão – dizia que, algumas entrevistas tinham o poder de mudar os rumos da história.

Nesta sexta-feira, 29, um podcast do interior maranhense – o “Sai da Lama”, de Caxias – exerceu este poder.

Foi ao programa de radioweb apresentado pelos jornalistas Fred Belfort e Jonas Filho, que Weverton anunciou que o seu grupo não iria mais votar no ex-governador Flávio Dino para o Senado; a entrevista viralizou na internet, foi comentada em todos os programas de rádio de São Luís e do interior, ganhou blogs, portais e jornais.

Criado em 1º de dezembro, o podcast “Sai da Lama” já realizou, em cinco meses, 86 entrevistas.

A sabatina com o senador  Weverton ganhou o mundo pelo momento político por que passa o Maranhão; momento este que a perspicácia dos apresentadores foi capaz de perceber e fazer a pergunta necessária.

A entrevista no “Sai da Lama” teria também participação do deputado federal Gil Cutrim (PRB), que acabou ficando em segundo plano diante da repercussão dos fatos.

O “Sai da Lama” é apresentado de segunda a sexta, a partir das 12h30…

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Dr. Yglésio culpa Capelli por rompimento de Weverton e perda do apoio de Josimar a Brandão

Deputado estadual do PSB chama o chefe da Comunicação do governo-tampão – homem de confiança do próprio ex-governador – de “oligofrênico que faz política de DCE”; e pede o afastamento do desafeto

 

Homem de confiança de Flávio Dino, Ricardo Capelli é visto por dez entre dez políticos como um problema a atrapalhar o governador-tampão Carlos Brandão

As reações à declaração do senador Weverton Rocha (PDT) – de que seu grupo não votará mais no ex-governador Flávio Dino (PSB) para o Senado – ainda repercute intensamente nas redes sociais, em blogs e entre a classe política.

Pancada em cheio no Palácio dos Leões, o reposicionamento do senador é visto como consequência da postura beligerante e agressiva encarnada pelo secretário de Comunicação Ricardo Capelli, homem de confiança do ex-governador Flávio Dino e espécie de cão-de-guarda do governador-tampão Carlos Brandão (PSB).

– Tem algo estranho; queremos alianças, mas quem era para comunicar e ser uma ponte boa de diálogo “tem mais o que fazer”. tem mesmo: passar o dia todo sendo chato, brigando no Twitter, chamando os outros para marchar – acusou o deputado estadual Dr. Yglésio (PSB), aliado de Brandão e ele próprio um dos alvos de Capelli.

Para Yglésio, o “pitbull albino das laranjeiras” é responsável pelo rompimento de Weverton e atrapalha, também, as negociações de aliança entre Brandão e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL).

As manifestações de Dr. Yglésio na internet; deputado não é o único político a ter essas impressões negativas do chefe da comunicação de Carlos Brandão

Yglésio não é o único membro da classe política a comentar e repercutir a decisão de Weverton de não mais votar em Dino.

E todas posições são, no mínimo, de culpa ao próprio Palácio dos Leões; não há, nem mesmo entre os aliados do Palácio dos Leões, quem veja pontos negativos na decisão do senador pedetista.

Para a classe política, a nova postura de Weverton vai encorpar sua campanha e garanti-lo no segundo turno.

E esse foi apenas o primeiro de uma série de fatos políticos envolvendo o senador nas próximas semanas.

Mas esta é uma outra história…