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Flávio Dino descarta Rubens Júnior…

Governador diz que ficará neutro no primeiro turno, em respeito aos aliados que o apoiaram em 2018, desautorizando o comunista, que já tinha até banner’s de internet apresentando-se como “candidato de Dino e de Lula”

 

Flávio Dino viu que a candidatura do afilhado e correligionário Rubens Júnior não tem qualquer futuro e decidiu tirar o corpo fora, ficando neutro no primeiro turno

O governador Flávio Dino (PCdoB) deu nesta quinta-feira, 13, mais um tiro na já combalida candidatura do comunista Rubens Pereira Júnior a prefeito de São Luís.

De acordo com o jornal O Imparcial, Dino “respeitará todos os aliados que o apoiaram em 2018 e, por isso, não adotará nenhuma posição quanto ao 1º turno das eleições em São Luís”.

A posição do governador destrói o discurso do candidato, que é seu afilhado de casamento e já vinha ate divulgando banner’s de internet apresentando-se como candidato de Dino e Lula, aliás duas mentiras juntas.

O blog Marco Aurélio D’Eça já havia mostrado o desapreço do governador em relação a Rubens Júnior, no post “Um fardo pesado demais para Flávio Dino…”.

Em ascensão no debate nacional, Flávio Dino nunca quis a candidatura do afilhado por que sabia do desgaste que seria uma derrota tão acachapante quanto a que se desenha em relação a Rubens Júnior, com apenas 1% nas intenções de voto.

Descolando sua imagem do candidato do PCdoB, o governador acaba tirando o corpo fora, sobretudo quando diz que respeitará as outras várias candidaturas de sua base partidária.

E Rubens Júnior vai ficando esquecido pelo caminho…

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O que representa 1,4% de votos nacionais para Flávio Dino?!?

Embora, e naturalmente, seus adversários no Maranhão tentem desmerecer a presença do governador na pesquisa da revista Veja sobre a presidência em 2022, o levantamento reforça – gostem ou não estes mesmos adversários – que o comunista está inserido no debate sobre a sucessão de Jair Bolsonaro

 

Flávio Dino já alcançou o debate nacional; e tentar desqualificar sua presença é ignorar a importância de uma pesquisa de alcance em todo o país

O governador Flávio Dino (PCdoB) apareceu com 1,6% das intenções de votos na pesquisa presidencial da revista Veja publicada nesta sexta-feira, 24.

O mesmo levantamento aponta o atual presidente Jair Bolsonaro com índices que vão de 27% a 30%, o petista Fernando Haddad com 14,5% e nomes como Ciro Gomes (10,7%), Luciano Huck (8,3%) e até o ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta (5,7%).

Adversários de Flávio Dino no Maranhão trataram logo de desqualificar sua participação no cenário eleitoral nacional, o que, obviamente, é de se esperar de adversários.

Mas os mesmos adversários ignoram – por má vontade ou por falta de percepção mesmo – detalhes que saltam aos olhos e que reforçam a concepção de que o comunista maranhense está, de fato, inserido no debate nacional.

Em primeiro lugar, de todos os nomes inseridos na pesquisa, Flávio Dino é o único fora do eixo Rio-São Paulo-Brasília, todos eles expostos quase que diariamente na grande mídia.

Em segundo lugar, entre os primeiros colocados – Bolsonaro, Haddad, Ciro e Luciano Huck – todos disputaram as eleições de 2018 ou estão discutindo o processo presidencial desde aquela época.

Em terceiro lugar, os números mostram que Bolsonaro, Luciano Huck e o próprio Flávio Dino foram os únicos a apresentar crescimento em relação ao levantamento anterior, ainda que residual, como no caso do comunista.

O cenário em que Flávio Dino aparece na pesquisa da revista Veja: patamar de 3 milhões de votos em uma eleição estratificada

Outro equívoco dos anti-dinistas é comparar seu desempenho com o do seu afilhado, Rubens Pereira Júnior (PCdoB), que disputa a Prefeitura de São Luís e não consegue se desgrudar da casa de 1% de intenção de votos.

Ora, diferentemente de Flávio Dino no plano nacional, Pereira Júnior tem, desde o início de 2019, toda a infraestrutura política, administrativa e partidária para se viabilizar.

Levando em consideração a população brasileira, esses 1,4% de eleitores simpáticos a Dino significam pouco mais de 3 milhões de cidadãos.

E nem se pode desdenhar alegando serem apenas nordestinos e maranhenses ligados ao comunismo, uma vez que, nas pesquisas nacionais, o peso de estados do eixo Sul-Sudeste é maior que o de estados do Nordeste.

Largar com esse patamar eleitoral em uma campanha presidencial dominada por políticos já nacionalizados é, sem dúvida, algo para se observar com atenção e menos desdém.

Goste-se ou não do protagonista…

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Flávio Dino avança e constrói imagem de liderança da América Latina…

Apesar das imensas desigualdades vividas no Maranhão sob sua gestão, governador comunista alcança relevância internacional ao despertar interesse de peso-pesados da economia mundial, como o brasileiro Jorge Paulo Lemman e o americano George Soros

 

Liberal George Soros investe no estado do comunista Flávio Dino, o que gera críticas em setores da esquerda brasileira

Dois movimentos do governo Flávio Dino (PCdoB) nos últimos dias – passados despercebidos do ponto de vista político – tendem a demarcar um novo ciclo de relevância internacional do governador maranhense.

Na semana passada, o secretário de Indústria e Comércio Simplício Araújo anunciou a doação de um Hospital de Campanha pelo governo dos Estados Unidos, numa operação que envolveu declarações do cônsul americano no Nordeste. (Relembre aqui)

Na última terça-feira, 21, a fundação do bilionário americano George Soros anunciou a doação de US$ 1 milhão (algo em torno de R$ 5 milhões) ao governo maranhense. (Leia aqui)

Soros é um megainvestidor húngaro-americano, famoso por apoiar ações de esquerda e de direitos humanos mundo a fora. (Saiba mais aqui)

Flávio Dino em evento promovido pelo bilionário Jorge Paulo Lemmann: projeto de “unidade democrática” para 2022

Flávio Dino já havia se tornado próximo do bilionário brasileiro Jorge Paulo Lemman, que abriu as portas para o comunista, inclusive, na prestigiada Universidade Havard.

É de Lemman os movimentos para aproximação de figuras relevantes da política e dos negócios brasileiros, como Fernando Henrique Cardoso, Luciano Huck e o próprio Dino, por intermédio dos coletivos “RenovaBR” e “Acredito”.

Com essas relações internacionais, o governador do Maranhão vai se tornando – a despeito dos gigantescos problemas sociais ainda existentes no Maranhão – uma figura de relevância não apenas nacional, mas referência latino-americana.

Em que isso vai dar são outros 500…

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Dino veta Brandão no PSL, prejudica Duarte e favorece Weverton

Governador não quis filiação do seu vice a um partido vinculado oficialmente à direita, o que precipitou a retirada do apoio pesselista ao candidato do Republicanos em São Luís; e ainda favoreceu o grupo do senador Weverton Rocha

 

Flávio Dino mostrou controle sobre a candidatura de Carlos Brandão, e acabou prejudicando um dos candidatos de sua base política em São Luís

A postura política nacional do governador Flávio Dino (PCdoB) prevaleceu no debate sobre a aliança do PSL em São Luís e acabou influenciando o afastamento do PSL da campanha do deputado Duarte Júnior (Republicanos).

Para evitar a perda do PSL, uma das alternativas do vice-governador Carlos Brandão (PRB) – padrinho da candidatura de Duarte Júnior – era filiar-se ao PSL.

Mas Dino vetou a filiação por tratar-se do partido que elegeu o presidente Jair Bolsonaro, embora hoje a legenda esteja na oposição ao presidente.

Para o governador, a imagem do seu vice num partido de direita prejudicaria suas articulações para se viabilizar nacionalmente nas eleições de 2022.

O resultado é que Duarte Júnior acabou perdendo o apoio pesselista, que daria a ele o maior tempo na propaganda eleitoral.

O PSL deve seguir para a campanha de Neto Evangelista (DEM)…

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De como Flávio Dino opera para impedir candidato de Weverton no 2º turno

Ao mesmo tempo que fortalece seus preferidos – Rubens Júnior, Duarte Júnior e Carlos Madeira – governador atua na tentativa de esvaziar Neto Evangelista, que representa o projeto do senador pedetista; mas a reação se dá na mesma medida

 

O relacionamento de aparência de Weverton e Flávio só existe na aparência; o projeto dos dois para 2022 são diferentes e até antagônicos

Desde que o sinal amarelo acendeu em sua base, o governador Flávio Dino (PCdoB) tem agido para tentar garantir um segundo turno nas eleições de São Luís.

Para isso, ele opera ações que possam fortalecer não apenas o candidato do seu partido, Rubens Pereira Júnior, mas também os aliados Duarte Júnior (Republicanos) e Carlos Madeira (Solidariedade).

Ao mesmo tempo em que fortalece seus aliados, Dino opera também para impedir que o deputado Neto Evangelista (DEM) se consolide.

Para o governador, a presença do candidato do senador Weverton Rocha (PDT) no segundo turno significa uma derrota para si e para o seu projeto de 2022, que inclui o vice-governador Carlos Brandão e a senadora Eliziane Gama (Cidadania).

Para evitar o crescimento de Evangelista – e a consequente vitória de Weverton – Dino opera levando o máximo de legendas e aliados para os seus três palanques, ao mesmo tempo em que impede declarações de apoio ao candidato do DEM.

É por isso, por exemplo, que secretários como Felipe Camarão e Rogério Cafeteira, que são do DEM e têm peso em São Luís, permanecem calados, sem manifestação de apoio ao candidato do partido.

Dino também pressiona o prefeito Edivaldo Júnior, que é do PDT de Weverton Rocha, a seguir com candidato diferente do apoiado pelo PDT, história já contada, inclusive,m no blog Marco Aurélio D’Eça. (Relembre aqui, aqui e aqui).

Live de Ciro Gomes com Weverton Rocha, semana passada: recado direto ao “presidenciável” Flávio Dino

A princípio, Weverton Rocha achou que a disputa na base pelo segundo turno se daria de forma amistosa, vencendo o que fosse melhor.

Mas ele já percebeu a ação que tenta impedir o avanço do seu grupo.

E reage à altura.

Duas manifestações do senador na semana passada mandaram recados claros para Flávio Dino e sua base.

Na primeira, protagonizou live ao lado do presidenciável Ciro Gomes (PDT), em que falou direto ao comunista já no título do evento: “Nós temos projeto para o Brasil e para o Maranhão”. (Assista aqui)

Em outra reação aos comunistas, Weverton atuou fortemente em Brasília para tomar o PSL de Duarte Júnior, candidato do vice-governador Carlos Brandão.

Assim como fez em 2016 com o próprio Edivaldo Júnior – vencendo uma eleição que Flávio Dino já considerava perdida – Weverton sabe que precisa usar todas as armas para levar Neto Evangelista ao segundo turno.

Ele sabe que, indo para um confronto direto com Eduardo Braide, mesmo que seja derrotado, já venceu.

E venceu por tirar do páreo não apenas Flávio Dino, mas seus dois candidatos ao governo, Carlos Brandão e Eliziane Gama.

E essa será a tônica da eleição até novembro…

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Flávio Dino terá teste de tolerância política nas eleições de outubro

Governador vê diversos adversários com força eleitoral em alguns dos principais municípios – incluindo São Luís – mas sabe que sua interferência poderá ter repercussão negativa em seu próprio projeto de poder para 2022

 

Da sacada do Palácio dos Leões, Flávio Dino aponta cada vez mais para horizontes além do Maranhão; mas sabe que precisa cada vez menos de guerra paroquial

Ensaio

O governador Flávio Dino tem um projeto de poder desenhado para 2022: ele quer ganhar cada vez mais influência política nacional para tentar se viabilizar como candidato a presidente, ou, quem sabe, vice-presidente.

Mas sabe que, para viabilizar seu projeto, é preciso cada vez menos beligerância no plano estadual, evitando repercussão negativa.

Por isso, Dino terá um teste de tolerância política nas eleições de outubro.

Adversários do governador são favoritos ou disputam em igualdade de condições em municípios como São Luís, Imperatriz, Coroatá, Barra do Corda e Lago da Pedra.

E seus aliados, obviamente, querem sua interferência para evitar eventuais derrotas.

Ricardo Murad é adversário duro e corajoso; e sabe usar as armas de que dispõe contra seus adversários, estejam onde estiverem

Mas como se comportará Dino – cada vez mais no papel de estadista – em relação a campanhas como a Eduardo Braide (Podemos), favorito em São Luís; Maura Jorge (PSL), líder em Lago da Pedra, e Ricardo Murad (PSDB), com amplas chances em Coroatá?

Interlocutores do blog Marco Aurélio D’Eça no Palácio dos Leões dizem que Dino tenta, cada vez mais, isentar-se do debate eleitoral municipal.

Mas reconhecem que situações como a de Lago da Pedra e a de Coroatá – bem mais do que a de São Luís – preocupam o governador.

Maura Jorge e Ricardo Murad são adversários intensos, ostensivos e com forte repercussão midiática; no poder, ampliam essa força e podem fazer estragos na imagem de Dino.

Maura Jorge já demonstrou coragem contra o próprio Flávio Dino; e ainda dispõe de forte penetração nas redes sociais, campo necessário ao comunista

É, portanto, um caminho difícil para o comunista.

Se decidir ficar neutro mesmo nestes municípios com adversários históricos, nada garante que eles saberão reconhecer o silêncio caso vençam as eleições.

Mas se forem provocados, atacados e perseguidos – e mesmo assim vencer as eleições em suas bases – sairão das urnas com sede suficiente para uma campanha de desconstrução do governador.

As eleições de 2020 são, portanto, uma escolha estratégica do governador.

E ele terá que avaliar suas consequências…

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Flávio Dino na mesma sintonia política de José Sarney…

Governador do Maranhão tem citado cada vez mais o ex-presidente como referência da redemocratização brasileira e voz necessária no atual momento político; e se mostra cada vez mais próximo momento de convergência de pensamento entre os dois

 

Flávio Dino não conseguiu levar Sarney a um ato político virtual sobre a democracia brasileira; mas parece cada vez mais próxima a convergência de pensamento entre os dois

Ensaio

Não foi desta vez que o governador Flávio Dino (PCdoB) e o ex-presidente José Sarney (MDB) estarão juntos em um ato político conjunto.

Marcado para a próxima sexta-feira, 26, o ato político virtual, no moldes do que foi o movimento “Diretas Já”, em 1984, teria a participação de Dino, Sarney e dos também ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Sarney, no entanto, desistiu da participação, alegando não ter mais idade para eventos partidários. (Leia aqui) 

Se depender de Flávio Dino, no entanto, Sarney será cada vez mais lembrado como voz da experiência no momento vivido pelo governo Bolsonaro.   

Pretenso protagonista das eleições de 2022, Dino tem levado o nome de Sarney para o eixo Rio-São Paulo como referência da redemocratização.

Na semana passada, por exemplo, citou Sarney como ícone da democracia e voz importante a ser ouvida no atual cenário político.

A experiência na redemocratização e o equilíbrio de Sarney na relação com os militares têm sido cada vez mais buscados nestes momentos bolsonaristas

O armistício de Flávio Dino e José Sarney começou em 2019, em encontro estimulado pelo ex-presidente Lula e revelado com exclusividade no blog Marco Aurélio D’Eça, no post “Lula encaminhou por Dino recado ao ex-presidente Sarney…”

Desde então, Dino deixou os ataques ao ex-presidente e à sua família, e tirou do vocabulário termos como “Oligarquia”; por outro lado, o grupo de comunicação da família Sarney ampliou a cobertura dos atos do governo maranhense. (Entenda aqui)

A convergência de pensamento político dos dois, no entanto, só ganhou força a partir do interesse nacional do comunista e do momento do governo Jair Bolsonaro – do qual Sarney é forte, mas equilibrado crítico. (Relembre aqui, aqui e aqui)

Seria a primeira vez que Dino e Sarney participariam com o mesmo objetivo de um ato sócio-político.

Mas ao que tudo indica, no entanto, esta primeira vez está mais perto do que longe…

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Flávio Dino: “Queiroz, rachadinhas e fake news são assuntos judiciais, não militares”

Governador utilizou sua conta no Twitter para alertar que – diante da prisão de aliados – o presidente Jair Bolsonaro pode insistir na tentativa de intimidar o Judiciário usando as Forças Armadas

 

Assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz foi preso por suspeita de tentar atrapalhar as investigações sobre rachadinhas

 

O governador Flávio Dino (PCdoB) fez uma espécie de comemoração e alerta em sua conta na rede social Twitter, nesta quinta-feira, 18, após a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro.

Dino chamou de facção o grupo que gira em torno do presidente Jair Bolsonaro e que agora está sendo pilhado pelas investigações.

O governador alertou que a prisão de Queiroz pode levar Bolsonaro a insistir na tentativa de intimidação ao Judiciário, usando a imagem das Forças Armadas.

– Com mais integrantes da facção de Bolsonaro presos, é provável que ele insista na intimidação sobre o Judiciário, usando a imagem das Forças Armadas. Espero que os comandos destas desautorizem o uso indevido – disse Dino.

Flávio Dino ironizou prisão do assessor de 01 e alertou Forças Armadas a não chancelar a reação de Jair Bolsonaro

Para o governador maranhense, é fundamental que o comando das Forças Armadas evitem chancelar as ações criminosas de Bolsonaro, familiares e aliados.   

– Queiroz, rachadinhas e fake news são assuntos judiciais, não militares – afirmou Dino.

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Marreca vence coordenação e impõe derrota a Dino na bancada

Com a maioria dos votos dos colegas, deputado federal acabou forçando sucessivas desistências dos candidatos apoiados pelo governador, impondo pela primeira vez em seis anos um líder de bancada não-indicado pelo Palácio dos Leões

 

Marreca Filho tornou-se coordenador da bancada maranhense no Congresso Nacional ao forçar a desistência de aliados de Flávio Dino

A unidade do grupo de oposição com os chamados independentes transformou em coordenador da bancada federal maranhense nesta quarta-feira 10, o jovem deputado federal Júnior Marreca Filho (Patriotas).

Com a maioria dos 21 votos de deputados e senadores, Marreca forçou a desistência dos dois candidatos preferidos do governador Flávio Dino (PCdoB) – primeiro Gil Cutrim (PDT); depois André Fufuca (PP) – e acabou aclamado para representar a bancada pelos próximos 12 meses.

É a primeira vez, desde que assumiu o governo, em 2015, que o comunista não elege o coordenador da bancada, responsável por conduzir a definição de emendas e os interesses do estado na construção do orçamento da União.

A princípio, o candidato de Flávio Dino era Gil Cutrim, que reclamava ter aberto mão em 2019 em favor de Juscelino Filho (DEM); sem conseguir se viabilizar, Cutrim desistiu em favor de Fufuca.

Hoje pela manhã, ao perceber que não conseguiria tirar a maioria de Marrequinha, Fufuquinha desistiu, mas seus aliados, liderados pelo senador Weverton Rocha (PDT), ainda tentaram inviabilizar a eleição, ameaçando não assinar a Ata.

Após discussões, acabou garantindo a sub-coordenação para Gil Cutrim.

Para garantir a vitória de Marreca Filho a oposição formou com o senador Roberto Rocha (PSDB) e os deputados federais Edilázio Júnior (PSD), Eduardo Braide (Podemos), Aluísio Mendes (PTN), Hildo Rocha (MDB), João Marcelo (ambos do MDB) e mais Cleber Verde (PRB). 

Eles se juntaram ao grupo de Josimar de Maranhãozinho (PL), formado pelo próprio Marreca e mais Júnior Lourenço e Pastor Gildenemyr (Podemos).

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Lula cada vez mais fora de contexto no espaço-tempo…

Ex-presidente mostra-se distante da realidade política atual ao pregar projetos exclusivistas e insistir em uma hegemonia do PT na esquerda, o que só contribuiu tanto para o golpe contra Dilma, em 2016, quanto para a derrota nas eleições de 2018

Para Lula, o projeto de poder das esquerdas só tem importância se tiver o seu PT e ele próprio como protagonistas

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem tentado desde o início da pandemia se incluir no debate político nacional, sobretudo diante da crise institucional gerada pela postura beligerante do presidente Jair Bolsonaro.

Neste contexto, chegou a reclamar, por intermédio do seu partido, que a Rede Globo não dava voz a ele como ex-presidente.

Nas suas últimas cinco coberturas a Globo ouviu três vezes FHC e uma vez Sarney. Lula foi ignorado, mesmo tendo muito mais apoio popular do que os dois anteriores multiplicados – lamentou-se o PT em sua conta no Twitter. (Saiba mais aqui)

Mas os próprios Lula e PT –  e também Dilma Rouseff – são responsáveis por este isolamento e pela falta de discurso antenado com o atual momento político brasileiro.

Em setembro de 2016, o blog Marco Aurélio D’Eça já abordava este tema, numa espécie de exortação, no post “Saída de Dilma é injeção de ânimo na militância de esquerda…”

A postura hegemônica do PT na esquerda, e a autopercepção de Lula como voz única entre os líderes políticos já haviam contribuído para a derrota nas urnas nas eleições de 2018.

Mesmo diante de críticas de setores da esquerda e dos movimentos sociais. (Relembre aqui, aqui e aqui)

E agora tanto o presidente quanto o seu partido mostram-se completamente distantes no contexto espaço-tempo, ainda insistindo num projeto hegemônico, encabeçado apenas e tão somente pelo PT.

De Caetano Veloso a Luciano Huck, passando por Flávio Dino, Fernanda Montenegro e FHC, o manifesto “Estamos Juntos” reúne as principais forças político-culturais no Brasil

A grita de Lula contra o manifesto “Estamos Juntos” – que reúne alguns dos principais líderes políticos brasileiros, de todas as correntes – mostra que o ex-presidente, a despeito da postura agregadora que resultou em sua vitória nas eleições de 2002, hoje caminha a passos para o sectarismo radical, que só afasta.

– O PT já tem história neste país, já tem administração exemplar neste país. Eu, sinceramente, não tenho condições de assinar determinados documentos com determinadas pessoas – afirmou Lula, em encontro do PT nesta segunda-feria,1º.

O movimento “Estamos Juntos” reúne artistas do quilate de Caetano Veloso e Fernanda Montenegro, ex-presidentes como Fernando Henrique Cardoso (PSDB),  e presidenciáveis, como o apresentador Luciano Huck e o governador Flávio Dino (PCdoB).

– Eu não tenho mais idade para ser Maria vai com as outras – frisou o ex-presidente petista… (Não entendeu? Entenda aqui)