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Agenda de Bolsonaro no Maranhão exigirá habilidade de aliados

De acordo com as informações preliminares, compromissos do chefe do Executivo federal no estado passarão por visitas às obras do Centro e adjacências.

Aliados e staff precisarão ter cuidado para que o cumprimento de agenda externa na capital maranhense não se transforme em agenda negativa

 

A agenda do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), no Maranhão – caso confirmada – exigirá de seu staff e aliados o maior cuidado. Isso porque, de acordo com as informações preliminares, o chefe do Executivo cumpriria agenda em São Luís e visitaria obras tocadas pelo Iphan no Centro.

É neste local que se concentraram, recentemente, as principais manifestações contrárias à seu governo. 

Contra as medidas tomadas na educação, milhares de pessoas se juntaram e mostraram a força oposicionista à Bolsonaro no Estado. 

Até o momento, não há qualquer sinalização de ato contra seu governo. E se houver?

Será que Bolsonaro conseguirá evitar o “corpo-a-corpo” com quem o tanto critica?

 

 

 

 

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Flávio Dino erra na província, mas acerta nacionalmente…

O governador que anuncia R$ 140 milhões abertamente para a campanha de um aliado a prefeito é o mesmo que foca corretamente no ex-juiz Sérgio Moro, que, aos poucos, vai se tornando uma figura tão patética quanto o seu patrão-presidente

 

FLÁVIO DINO FAZ DAS SUAS LOCALMENTE, MAS APOSTA CORRETAMENTE NO DESGASTE DE SÉRGIO MORO diante das provas irrefutáveis de sua ação para condenar Lula

O governador comunista do Maranhão Flávio Dino é uma figura contraditória em sua própria natureza.

Ele é capaz de brandir contra as ditaduras militares no Brasil e na América Latina ao mesmo tempo em que defende ditaduras de esquerda em países como Venezuela, Cuba e Coreia do Norte.

Mas o mesmo Flávio Dino que anuncia escancaradamente a antecipação de um crime eleitoral – ao liberar R$ 140 milhões para seu pupilo Rubens Pereira Júnior (PCdoB) fazer campanha a prefeito –  acerta em cheio o alvo nacional, ao virar sua mira do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para o ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro.

Dino, a história, o país inteiro e os bolsomínions sabem que o patético presidente eleito não tem vida política para além dos seus quatro anos de mandato.

É um natimorto, obviamente.

Mas Sérgio Moro teria, se não tivesse pelo caminho as conversas reveladas pelo site The Intercept, que cedo ou tarde serão analisadas como as provas do maior crime judicial já ocorrido no país.

Inculto e despreparado, Moro estava passando, mesmo assim, como um herói para história, até ser abatido pela desmoralização, que o obrigou a expor ao país toda sua incapacidade técnica, intelectual e cultural.

E Flávio Dino sabe que, à medida que The Intercept for revelando as estripulias do ex-juiz, mais ele vai se tornando uma figura tão patética quanto seu patrão-presidente.

É, portanto, alvo fácil na desconstrução que a própria história se encarregará de fazer.

Sérgio Moro como alvo é tão evidente que até o próprio Bolsorano já percebeu e se encarregou de desdizer sua promessa de campanha e fazer uma espécie de pré-lançamento de sua reeleição. (Saiba mais aqui)

E é bem aí que Flávio Dino entra.

Se com Sérgio Moro, contemporâneo de concurso e colega de toga, Flávio Dino se preparava para nadar de braçadas à medida que o ex-juiz fosse derretendo, imagine como se dará a batalha contra o incapaz do Bolsonaro?

Aí é barbada para o comunista maranhense…

Leia também:

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Flávio Dino atribui interesse político a Sérgio Moro…

O projeto nacional de Flávio Dino…

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Homenagem de Zé Inácio a jornalista que desmascarou Sérgio Moro gera debate na internet

Bolsonarista, médico Allan Garcês tenta desqualificar as credenciais de Gleen Greenward para receber a medalha do mérito na Assembleia Legislativa, mas é rebatido por intelectuais, diante do histórico de premiações do homenageado

 

ALLAN GARCÊS INCOMODOU-SE COM A HOMENAGEM AO JORNALISTA QUE DESMASCAROU SÉRGIO MORO, mas foi rebatido nas redes sociais

A homenagem que o deputado estadual Zé Inácio (PT) propôs ao jornalista Gleen Greenwald – autor das revelações que desmascaram a imparcialidade do ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro – incomodou os aliados do governo Jair Bolsonaro (PSL).

Inácio propôs que a Assembleia maranhense desse a Greenwald a Medalha do Mérito Legislativo de Manoel Beckman, pelo conjunto de sua obra, que inclui vários dos mais importantes prêmios do jornalismo mundial.

Nas redes sociais, o médico Allan Garcês, bolsonarista de primeira hora – e hoje membro do governo Bolsonaro – tentou desqualificar a homenagem, criticando Zé Inácio.

– Gleen Greenwald será homenageado no Maranhão. Pasmem, mas alguns políticos do Maranhão, incluindo este deputado estadual, continuam envergonhar o nosso povo. Porém, não se esperaria nada de diferente deste povo – disse Garcês.

Zé Inácio nem precisou rebater o bolsonarista.

A resposta à crítica foi dada por intelectuais de esquerda e membros da universidade federal do Maranhão.

A professora do Instituto Federam do Maranhão (Ifma)Zeila Albuquerque ressaltou que o jornalista Grrenwald merece todas as honrarias “por ter revelado as relações promíscuas de um ex-juiz intelectualmente limitado que se beneficiou com a prisão de Lula”.

E provocou diretamente Allan Garcês:

– Quem tem medo de Greenwald, o Senhor do tempo? O cara fica indignado com a homenagem a um jornalsita vencedor do prêmio Pulitzer, mas não se indigna com a homenagem dos eu chefe (Bozonaro) fez a um torturador, o coronel Carlos Brilhante Ustra (sic).

A REAÇÃO A GARCÊS FOI PROVOCATIVA nas redes sociais, tanto na academia quanto na política

Mas a crítica do médico também teve reações políticas.

O coordenador da Juventude do PT,  Carlos Augusto Gugu, lembrou que o jornalista já foi homenageado nos maiores palcos do mundo, também citou o Pulitzer  destacou sua ação no desmantelamento da espionagem americana.

A homenagem de Zé Inácio a Gleen Greenwald deve ser analisada semana que vem na Assembleia Legislativa.

Só depois, deve ser marcada a data da entrega da medalha…

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O (talvez) necessário protesto contra a Reforma da Previdência

Evento começará às 5h com o fechamento da Barragem do Bacanga. Ônibus não circularão em parte da manhã e manifestações deverão fechar ruas e avenidas do Centro

Ônibus não devem circular em parte da manhã na capital maranhense; medida faz parte de série de manifestações

 

As manifestações previstas para esta sexta-feira (14) na capital maranhense e em outras cidades fortalecerão a agenda dos que defendem mudanças ou o veto à Reforma da Previdência. Motoristas, cobradores de ônibus e outras categorias deverão, além de cruzar os braços, se juntar às lideranças do movimento que começará em São Luís às 5h e com desfecho previsto para o início da noite. 

A estrategia dos organizadores é chamar a atenção e causar, de fato, “vários transtornos”. Para chamar a atenção, inclusive, de quem aparentemente “não está nem aí para o problema”. 

Aconteça o que acontecer – e com a ressalva de que os problemas que serão causados poderiam ser evitados – trata-se de um movimento cujo intuito é claro: alertar para os equívocos cometidos pelo Governo na construção do texto original da reforma. 

Resta saber como o fato será usado (positiva e negativamente) pelas autoridades públicas…

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Funasa confirma nomeação de Maura Jorge para superintendência no MA…

Menos de oito horas depois de anunciada no blog Marco Aurélio D’Eça, comanda da fundação em Brasília divulga a nomeação da ex-candidata a governadora, indicada pelo senador Roberto Rocha

 

DOCUMENTO DA FUNASA CONFIRMANDO A NOMEAÇÃO DE MAURA JORGE PARA A SUPERINTENDÊNCIA DO MARANHÃO, indicação do senador Roberto Rocha

O blog Marco Aurélio D’Eça anunciou às 10h desta quarta-feira, 12 – com exclusividade – a nomeação da ex-candidata a governadora Maura Jorge para o comando da Superintendência da Funasa no Maranhão. (Releia aqui)

Menos de oito hora depois, este blog recebeu o documento confirmando a nomeação de Maura Jorge, indicação do senador Roberto Rocha (PSDB).

Ela deve tomar posse já nesta quinta-feira, 13, em Brasília.

A ex-candidata a governadora deve também assumir o comando do PSL maranhense, partido pelo qual deve disputar a Prefeitura de São Luís, com o apoio do PSDB de Rocha.

Esta informação, também dada com exclusividade pelo blog Marco Aurélio D’Eça, já causou rebuliço nos bastidores do partido.

Mas esta é uma outra história…

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Maura Jorge deve assumir o PSL no Maranhão…

Ex-candidata a governadora pelo partido de Jair Bolsonaro será também a superintendente regional da Funasa, além de trabalhar sua viabilização como candidata a prefeita, em uma articulação que envolve também o senador Roberto Rocha e o PSDB

 

MAURA JORGE TEM ARTICULADO COM O PRESIDENTE JAIR BOLSONARO, TENDO O APOIO TAMBÉM DO SENADOR ROBERTO ROCHA; e deve assumir o comando do PSL maranhense

A ex-candidata a governadora do Maranhão deverá assumir o comando regional do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro.

Ela também será a superintendente da Funasa no Maranhão.

Tudo isso para que a ex-candidata articule sua candidatura a prefeita de São Luís, numa articulação que envolve também o senador Roberto Rocha e o PSDB.

Aliás, Rocha também contribuiu para a indicação de Maura ao comando da Funasa, embora o próprio Bolsonaro tenha reconhecido a importância da candidata a governadora nas eleições de 2018.

A ascensão de Maura Jorge ao comando do PSL pode alterar a correlação de forças oposicionistas interessadas nas eleições de São Luís.

E mexe também com as estruturas do próprio PSL, hoje dividido entre os grupos do vereador Chico Carvalho e do médico Allan Garcês.

E essa ascensão deve ser confirmada já nas próximas semanas…

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As manifestações pró-Bolsonaro e a ameaça à democracia…

As agressões dos manifestantes nas ruas ao Congresso e ao STF – tendo ou não sido um fracasso o movimento – mostra que o presidente está disposto a jogar a população contra os demais poderes, o que é perigoso para o país

 

OS BOLSOMÍNIONS SÃO EM MENOR NÚMERO NAS RUAS AGORA, mas os que ainda acreditam no presidente estão dispostos a tudo para mantê-lo no poder

Editorial

Sem entrar no mérito do sucesso ou do fracasso das manifestações de domingo, 26, em favor do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o resultado delas, de uma forma ou de outra, é perigoso para a democracia no Brasil.

Perigoso, não; perigosíssimo!!!

Bolsonaro faz questão de usar a parte da população que ainda acredita no seu governo como bucha de canhão de ataques ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal, mesmo necessitando dessas instância de poder.

E é exatamente esta postura do presidente a grande ameaça ao país.

A reforma da previdência que Bolsonaro tenta impor ao Brasil está nas mãos de deputados e senadores; os mesmos que seus aliados passaram a semana inteira atacando impiedosamente.

Se Bolsonaro faz isso agora, mesmo dependendo do parlamento, o que não fará sem precisar dele?

Alguns setores da imprensa apontaram fracasso nas passeatas em favor do presidente, mostrando queda no número de apoiadores em relação à campanha.

O blog Marco Aurélio D’Eça já havia mostrado no Editorial “o início do fim do governo Bolsonaro…”, que esta queda no apoio é verificada com a redução do número de pessoas dispostas a sair em defesa do tal “mito”.

O problema é que, aqueles que restaram estão dispostos mesmo a tudo, inclusive a atacar a democracia em nome da manutenção do poder.

E este é o risco maior para o Brasil…

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Bolsomínions forçam a barra para formar manifestação de apoio ao governo…

Movimentos de direita, apoiadores do governo Bolsonaro e aliados políticos do presidente adotam estratégia de pressão ao Congresso para garantir presença nas marchas do próximo domingo, 26

 

MEMBROS DO MBL EM MANIFESTAÇÃO PELO BRASIL, QUE OS BOLSONARISTAS USARAM COMO SUA; o movimento agora está ora das ruas

Quem acompanha as redes sociais e faz parte de grupos de troca de mensagens no celular acompanhou nos últimos dias, uma avalanche de memes, fake news e críticas ao Congresso Nacional.

Trata-se de mais uma estratégia dos bolsonaristas para formar multidão nas manifestações do próximo domingo, 26, de pretenso apoio ao governo Jair Bolsonaro (PSL).

O risco da manifestação contra o Congresso é a criação de um movimento – estimulado pelo próprio presidente da República – contra os demais poderes.

Desde a campanha, os bolsomínions se utilizam de bots nas redes sociais para influenciar a sociedade contra “os inimigos do presidente”.

A estratégia deu certo nas eleições garantindo a vitória de Bolsonaro.

Mas a mesma internet que favoreceu a vitória do presidente acabou por prejudicá-lo nos primeiros meses como mandatário, resultando em uma forte queda de popularidade entre janeiro e maio.

O resultado foi uma fraca reação aos movimentos do último dia 15, que levou milhões para as ruas contra as medidas do governo na área da Educação.

Em sua nova cruzada, Bolsonaro perdeu o apoio do Movimento Brasil Livre (MBL), que se recusou a participar da manifestação do próximo domingo.

O MBL também passou a ser atacado pelos bolsomínions.

A falta de reação pró-Bolsonaro nas redes foi analisada pelo blog Marco Aurélio D’Eça, no post “O início do fim do governo Bolsonaro”.

Agora, para garantir a volta da “militância às ruas” – em apoio às medidas do governo – os bolsonaristas pregam uma marcha contra o Congresso.

Por isso a inundação de memes e fake news nas redes sociais…

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Cidadão de bem não quer armas; quer segurança pública eficiente…

Em mais um gesto tresloucado, presidente Jair Bolsonaro assina decreto que amplia o porte de armas e libera a venda até de fuzis no Brasil, criando o risco de um clima de guerra nas ruas das cidades

 

Editorial

Há uma estranha relação entre a eleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e a fabricante de armas brasileira Taurus.

E há uma semana, desde que Bolsonaro assinou um Decreto que amplia o porte de armas no Brasil e libera a venda até de fuzis – arma antes restrita às forças de segurança – extrapolou a relação entre ele e essa indústria.

Mas esta nem é a questão principal do decreto. O problema é a corrida armamentista desenfreada que este ato estimula.

Inculto, despreparado e autoritário, Bolsonaro é, pela própria natureza, um sujeito que entende o uso de uma arma na cintura como forma de defesa.

Não é.

Quanto mais armas na rua, mas insegurança se tem.

E o cidadão de bem não quer armas nas ruas; o cidadão de bem quer uma força de segurança com eficiência, que garanta a proteção da sociedade.

Armar a população é promover mais violência.

Esta cultura pode até ser a dos Bolsonaro.

Mas não é a o cidadão de bem…

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O início do fim do governo Bolsonaro…

Muito mais do que as manifestações de ontem contra os cortes nos recursos da Educação, foi a reação dos próprios bolsonaristas – ou a ausência dela – que confirma o caminho do precipício do atual presidente

 

MANIFESTAÇÃO EM BRASÍLIA CONTRA CORTES NO ORÇAMENTO DA EDUCAÇÃO; movimentos de rua cada vez mais fortes contra Bolsonaro

Editorial

Não, não foram as manifestações desta quarta-feira, 15, em todo o Brasil – contra os cortes no orçamento das universidades e escolas públicas – que definiram o início do declínio do governo Jair Bolsonaro (PSL).

É óbvio que a reação popular às trapalhadas do presidente, dos seus filhos e da maioria dos seus auxiliares mais próximos, tem aumentado a cada mês.

Mas foram as reações dos próprios bolsonaristas, ontem, diante das manifestações que tomaram conta de todo o país, que apontam para o fim precoce do governo.

Não se viu, como em tempos pretéritos, aquele contraponto quase automático dos bolsonaristas; as redes sociais não fervilharam de reações e nenhum apoiador do presidente foi às ruas para defendê-lo.

Aqui mesmo na Internet, com vários grupos de WhatsApp dos quais fazem parte o titular do blog Marco Aurélio D’Eça – e com vários apoiando Bolsonaro – o silêncio dos bolsonaristas foi ensurdecedor.

Também não houve reação nas redes sociais, no Instagram, no Facebook, no Twitter.

Apenas tímidas tentativas de mostrar digitais de partidos de esquerda e do PT nas manifestações, mas nada com a empolgação de tempos idos.

BOÇALIDADE DE BOLSONARO ECOOU DOS ESTADOS UNIDOS ao chamar manifestantes de “idiotas úteis” e definir a multidão de “massa de manobra”

E a boçalidade do presidente, de chamar professores, pesquisadores, estudantes universitários, alunos do ensino básico e servidores públicos em geral de “idiotas úteis” e “massa de manobra” deve ter causado vergonha alheia na maioria dos que ainda insistem em acreditar nele.

Vergonha foi o sentimento mais evidente nos semblantes, nas palavras, nos gestos e nas tentativas de explicar o ocaso precoce do bolsonarismo.

Vergonha, sobretudo, de admitir ter errado quando se deixou levar por uma campanha sórdida de desconstrução na internet.

Esses continuarão envergonhados.

Mas a partir de agora, a vergonha é de admitir que erraram…