Jerry detona versão de Rubão para rompimento: “Tão absurda que se mostra inverossímil”…

Nova versão apresentada pelo secretário Rubens Pereira para o rompimento entre os brandonistas e os dinistas, segundo o deputado federal comunista, entra facilmente no rol das fake news

 

“MENAS VERDADE!” Márcio Jerry esteve em todas as reuniões para tratar de sucessão estadual, mas nunca ouviu falar na história de Rubens Pereira

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) reagiu com veemência neste sábado, 28, à nova versão apresentada pelo secretário de Articulação Política, Rubens Pereira, para justificar o rompimento entre o governador Carlos Brandão (PSB) e o vice-governador Felipe Camarão (PT).

  • na nova versão de Rubão, a crise se deu por que os dinistas não aceitaram o vice indicado para Camarão;
  • o secretário não citou nome do vice indicado, a quem ele foi indicado por Brandão, e quem vetou seu nome.

“A alegação do secretário Rubens Pereira para o rompimento do governador Carlos Brandão com seu vice, Felipe Camarão – e parte expressivíssima do grupo que o elegeu – é tão absurda que, de cara, se apresenta como inverossímil; como diz um amigo de Matões, é “menas verdade”; ou, na linguagem atual, é fake news”, revelou Jerry, em suas redes sociais.

Márcio Jerry é um dos principais interlocutores do chamado grupo dinista, presente em todas as reuniões para debater o tema sucessão estadual; ele desconhece reunião em que o assunto vice fora discutido.

Este blog Marco Aurélio d’Eça já apurou que Rubens Pereira tem reafirmado a tal reunião e que, segundo ele, o encontro teria acontecido em sua casa.

Até agora, porém, nenhum representante – de dinistas ou brandonistas – confirma a tal pauta revelada por ele…

A crise do vice de Felipe Camarão…

História revelada pelo secretário de articulação Política Rubens Pereira – já desmentida pelo próprio vice-governador – vira mais um motivo de briga entre dinistas e brandonistas

 

NOVA CRISE. Rubens Pereira revelou “fatos novos” na relação com os dinistas e foi desmentido por Felipe Camarão

Análise da Notícia

A história contada nesta sexta-feira, 27, pelo secretário de Articulação Política Rubens Pereira é inédita sob todos os aspectos que se analise o debate sobre a sucessão estadual de 2026.

“Chegou o momento de composição de chapa. O governador chegou e disse: ‘vamos indicar o vice’. E os interlocutores disseram que não aceitavam. E aí foi onde estancou todas as negociações que estavam sendo discutidas”, afirmou Pereira, em entrevista que repercutiu na mídia digital durante todo o dia.

  • a imprensa nunca registrou, em tempo algum, nenhuma discussão sobre eventual vice de Camarão;
  • nem o governador Carlos Brandão, nem seus familiares ou aliados nunca expuseram esse tema.

Na entrevista, e nas demais que se seguiram ao longo dia da sexta-feira, 27, Rubão não disse em que época esta crise por causa do vice começou, não disse quem seria o indicado de Brandão e muito menos quem vetou. 

O vice-governador Felipe Camarão (PT) rebateu no mesmo dia a história contada pelo auxiliar do governador.

“Trata-se de algo estranho e inexistente por que nunca houve qualquer diálogo do governador Carlos Brandão comigo ou com este time vitorioso sobre o tema”, afirmou Camarão, em suas redes sociais.

Mas a história ganhou o mundo e precisa agora ser colocada em pratos limpos, com nome do suposto indicado, o motivo do veto, quais os interlocutores citados por Rubão e o autor do veto entre os dinistas,

É simples assim…

Uma nova lógica política no Maranhão…

As forças progressistas no estado estarão face a uma dificílima opção em 2026: abraçar o candidato de cada um, com todas suas fragilidades, ou assumir como prioridade absoluta o fortalecimento da candidatura do presidente Lula

 

PRIORIDADE NACIONAL. Lula com Brandão e Dino: projetos de cada um não podem sobrepor-se à necessidade de fortalecimento do palanque presidencial

Por Haroldo Saboia

Dois blocos apoiam o governo federal e reivindicam o apoio do Presidente Lula na disputa pelos Leões, em 2026, no Maranhão: um liderado pelo governador Carlos Brandão (PSB), outro aglutinado em torno da anunciada candidatura de Felipe Camarão (PT). Cada um dos grupos com seu dilema:

  • Brandão permanecerá no governo para lançar candidato próprio à sua sucessão?
  • A candidatura de Felipe Camarão terá fôlego para se manter, caso ele não assuma o governo e não dispute as eleições no cargo?
  • Ambos os grupos estariam dispostos a “conceder” ao presidente Lula o “direito” de indicar os nomes dos dois candidatos ao Senado?

Ousaria afirmar que tal equação não é capaz de superar as dificuldades impostas pelo cerco político e midiático ao governo Lula III.

Nas eleições anteriores – em que conquistou a presidência – o apoio de Lula aos candidatos aos governos estaduais (sobretudo no Nordeste) era, em muitos ou na maioria dos casos, suficiente para alçá-los ao segundo turno com maior facilidade. E – lembremos: a candidatura a governador que chegasse em primeiro lugar ao 2º turno, regra geral, já teria elegido seus candidatos ao Senado.

Em 2026, tudo indica, não será assim.

Com o hiper acirramento da disputa presidencial novas lógicas irão exigir novos comportamentos das bases estaduais do Presidente Lula. Estas terão que indicar  candidatos efetivamente competitivos capazes de:

  • 1 – ampliar a força eleitoral do Lula em seus Estados;
  • 2 – levar o candidato a governador ao 2º turno, e em primeiro lugar, condição necessária mas não suficiente para:
  • 3 – eleger os dois candidatos ao Senado.

No caso concreto do Maranhão, quatro candidaturas estão colocadas:

Duas da base do governo Lula, o vice-governador Felipe Camarão e a do sobrinho do governador, secretário Orleans Brandão (MDB);

Uma terceira, bolsonarista, de Lahésio Bonfim (Novo);

E, finalmente, a do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, reeleito em 2024 e recém filiado ao PSD, de Kassab.

Ocorre que – sem entrar no mérito de suas qualidades pessoais – Felipe Camarão e Orleans Brandão não possuem, nem um nem outro, força e competitividade para manter e, sobretudo, ampliar a força de Lula no Estado.

Por melhores e mais fortes que sejam seus eventuais candidatos aos Senado, o mais provável é que a debilidade de suas candidaturas “contamine” não apenas o desempenho dos postulantes à Câmara Alta, como a própria performance de Lula.

Eduardo Braide e Lahésio Bonfim, claramente à frente nas mais diversas pesquisas, possuem força política eleitoral difícil de ser contestada e enfrentada.

  • Eduardo Braide reeleito com 70 % dos votos, em 2024, prefeito de São Luís em decorrência de seu desempenho administrativo, tem feito uma carreira política praticamente solo. Sua recente filiação ao PSD o torna objeto do desejo, ainda “inconfessável”, tanto de parcelas dos apoiadores de Camarão como de parte do grupo de Brandão;

  • Já Lahésio Bonfim, ao ultrapassar em 2022 o senador Weverton Rocha (PDT) na disputa pelo Governo do Estado, conquistou, além de uma liderança inconteste junto ao eleitorado bolsonarista no Estado, uma posição recorrente de segundo colocado em várias pesquisa de intenção de voto para o próximo ano.

O fato é que as forças progressistas no Estado estarão face a uma dificílima opção: abraçar o candidato do grupo de cada um, com todas suas fragilidades, ou optar por assumir como prioridade absoluta o fortalecimento da candidatura do Presidente Lula no Estado.

  • por exemplo, se o Governador Carlos Brandão conseguir atrair o Prefeito do PSD da Capital e articular uma chapa Braide, governador, e Orleans Brandão, vice;
  • terá muitíssimas chances de vitória já no primeiro turno, e, também, de eleger mais facilmente os dois novos senadores do Maranhão, tão imprescindíveis à governabilidade do governo Lula IV.

Nesse cenário Lula terá uma votação nunca vista no Maranhão.

O governador Brandão estará, assim, ajudando o PT a atrair, nacionalmente, o PSD a apoiar a reeleição de Lula a exemplo da governadora Raquel Lyra, em Pernambuco, e do Ministro Alexandre Silveira, em Minas Gerais.

Compreender essa lógica, e aplicá-la aqui, será uma enorme contribuição do Maranhão na tentativa tão necessária de quebrar a unidade das forças do centrão e dividir o PSD, partido do centro/centro direita que mais cresce no país.

Há que entender que só faremos a maioria do Senado com candidaturas fortes e competitivas aos governos estaduais.

Dar absoluta prioridade à reeleição de Luís Inácio Lula da Silva é o melhor caminho para derrotar a extrema direita bolsonarista e avançar na defesa da Soberania Nacional, no combate as desigualdades e injustiças sociais!

Haroldo Saboia foi deputado federal Constituinte

Roseana Sarney: o plano B de Carlos Brandão…

Governador estimula pesquisas com a presença da ex-governadora por ver no grupo Sarney um canal poderoso na interlocução com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que agrada a aliados, mas não a ela própria

 

PRECISA COMBINAR COM ELA. Brandão vê em Roseana a chave para ter Lula em seu palanque, e não nodo grupo de Flávio Dino; ela nem cogita…

Análise da Notícia

Este blog Marco Aurélio d’Eça publicou na semana passada o post “As três alternativas de Brandão a Lula sobre o Maranhão…”. 

O texto apontava que, dentre as opções do governador maranhense para convencer o presidente petista a estar em seu palanque em 2026 – e não do dos ex-aliados do grupo do ex-governador Flávio Dino – está a que põe a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) como opção ao Senado.

“A alternativa mais ousada inclui a candidatura de Roseana Sarney ao Senado na chapa de Orleans Brandão. Nesta opção, também com ele [Brandão] no mandato até o final, daria a Lula e ao PT a garantia de dois senadores lulistas – Roseana e Weverton – o que faria o grupo Sarney também se envolver no convencimento do presidente; também nesta hipótese há o entendimento de que os dinistas estariam em outro palanque”, revelou a postagem.

  • nesta terça-feira, 24, saiu mais uma pesquisa sobre as eleições de 2026 vinculada ao grupo do governador Carlos Brandão (PSB);
  • no levantamento, Roseana aparece om quase 30% de intenções de votos em um cenário sem o governador como candidato a senador.

Não é de hoje que Brandão articula com o grupo Sarney uma tentativa de convencer Roseana a entrar na disputa pelo Senado; este blog Marco Aurélio d’Eça trata do assunto desde o ano passado, como mostram os posts “Um cavalo selado para Roseana Sarney…” e “No meio de tudo, um cavalo selado para Roseana…”.

  • a explicação é simples: com o grupo Sarney envolvido nas eleições, Brandão acha que neutraliza Flávio Dino com Lula;
  • o ex-presidente José Sarney, inclusive, envolveu-se em favor do governador em recentes episódios em Brasília.

Além da resistência da própria Roseana em disputar novamente as eleições majoritárias, o governador tem outros empecilhos ao seu projeto.

O primeiro é o compromisso – senão formal, pelo menos moral – que ele tem com a senadora Eliziane Gama (PSD) e com o ministro dos Esportes, André Fufuca (PP) – dois candidatos a senador que continuam em sua base aliada.

  • além eles, há o também senador Weverton Rocha (PDT), hoje apoiada pela presidente da Assembleia Iracema Vale (PSB), principal aliada de Brandão.

Brandão usa todas as forças disponíveis – estruturais, políticas e eleitorais – para construir o palanque com o qual pretende conduzir as eleições de 2026; mais cedo ou mais tarde, porém, precisará fazer escolhas.

E são essas escolhas que definirão o futuro desse projeto…

Em resposta a Flávio Dino, advogada reforça suspeitas na relação entre Flávio Costa e Brandão…

Na mais nova manifestação no processo contra a escolha do advogado do governador para membro do TCE-MA, Clara Alcântara diz que sua nomeação visa uma “blindangem institucional”

 

BLINDAGEM INSTITTUCIONAL. Para a advogada Clara Alcântara, Flávio Costa seria o “escudo jurídico” de Brandão no TCE-MA

A advogada Clara Alcântara Botelho Machado manifestou-se novamente neste domingo, 22, no processo que questiona a nomeação do advogado Flávio Costa para membro do Tribunal de Contas do Estado; Clara respondeu a um chamado do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que cobrou dela mais elementos que justificassem sua entrada como amicus curiae.

  • em sua manifestação-complementar, Clara Alcântara reforça as suspeitas sobre a relação de Costa com o governador Carlos Brandão;
  • para ela, a entrada do advogado do governador no TCE-MA cria um escudo jurídico, espécie de blindagem institucional ao próprio Brandão. 

“Na prática, ela [a forma de escolha do advogado na Assembleia Legislativa] opera como um escudo jurídico que viabiliza práticas de nepotismo, favorecimento político, desvio de finalidade e blindagem institucional”, argumenta a advogada. (Veja aqui a íntegra da manifestação)

Como exemplo de suas suspeitas, a advogada cita a nomeação de outro membro do TCE-MA indicado por Brandão, o seu próprio Sobrinho, Daniel Itapary Brandão, hoje presidente da Corte de Contas.

“É sob a proteção dessa regra que, por exemplo, se consolidou a nomeação do atual presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, sobrinho do Governador, cuja escolha gerou indignação pública e foi objeto de decisão judicial de anulação por configurar nepotismo. Mesmo diante da decisão judicial, a nomeação foi mantida, revelando a força de um ambiente normativo que bloqueia qualquer controle social ou institucional efetivo”, diz Clara Alcântara.

  • no bojo da nova manifestação, a advogada mantém as acusações sobre empresas e patrimônio do governador e sua família;
  • e ressalta que Flávio Costa é o operador jurídico deste grupo, de foram a garantir legalidade das operações das holdings familiares.

A Assembleia Legislativa também já havia se manifestado dentro das novas diligências cobradas por Flávio Dino.

Após manifestação de Clara Alcântara Machado, resta o prazo para o partido Solidariedade, autor da Ação.

A agremiação partidária tem até  dia 30 para se manifestar…

Brandão e o papa Leão XIV…

Governador maranhense está na Itália em missão oficial do estado e participou de cerimônia religiosa com o chefe da igreja católica recém-eleito

 

BENÇÃOS PAPAIS. Ao lado da esposa Larissa, Brandão esteve com o chefe da igreja católica, no Vaticano

Na Itália desde a sexta-feira-,20, o governador Carlos Brnadão (PSB) participou de eventos na Embaixada do Brasil no Vaticano e esteve em cerimônia com o papa Leão XIV, recém-0eleito pela igreja católica.

“Um momento inesquecível: com o coração cheio de gratidão, recebemos a bênção diretamente do Papa Leão XIV. Em sua mensagem, o Papa nos lembrou que governar é, acima de tudo, cuidar dos que mais precisam. Que essa seja sempre a missão de todo governante e que essa bênção alcance cada família maranhense, levando paz, fé e esperança aos lares do nosso estado!”, disse Brandão, em suas redes socais.

  • na embaixada brasileira, Brandão apresentou projetos sociais desenvolvidos pelos eu governo;
  • ele também convidou o embaixador Renato Mosca de Sousa para conhecer os Lençóis maranhenses;
  • o parque natural maranhense receberá em breve, in loco, o diploma de patrimônio natural da Humanidade.

Brandão ficará uma semana na Europa, em missões comerciais do Governo do Estado.

Além da Itália, ele visitará também a Inglaterra…

Nem Madeira aguenta mais os dinistas…

Tido como um dos principais defensores da unidade na base do governo Brandão, chefe da Casa Civil posicionou-se duramente contra o deputado estadual Rodrigo Lago, que criticou o aumento das passagens semiurbanas

 

BATE-REBATE. Rodrigo Lago foi duro com o governo Brandão, mas teve resposta à altura de Sebastião Madeira

Até agora apontado como um dos poucos membros do governo Carlos Brandão (PSB) ainda a defender a reunificação com os remanescentes do governo Flávio Dino, o chefe da Casa Civil Sebastião Madeira (PSDB) parece ter perdido a paciência com os comunossocialistas.

Numa acusação pública de golpe, Madeira partiu pra cima do deputado estadual Rodrigo Lago (PCdoB), que criticou duramente o aumento de 10% nas passagens intermunicipais, de responsabilidade do Governo do Estado, em pleno São João.

“O Governador Carlos Brandão viajará novamente para a Europa, a segunda viagem em menos de um mês, e deixou uma péssima surpresa para quem viajou aqui no Maranhão para curtir o “Maior São João do Mundo”: Reajuste de 10% das passagens rodoviárias intermunicipais. Fica o meu apelo, governador Carlos Brandão, Revoga já o aumento de passagens”, provocou Rodrigo Lago. (Veja a íntegra aqui)

  • Madeira incomodou-se com o tom debochado do parlamentar ao abordar o tema;
  • Lago lembrou que o aumento atinge turistas do interior em plenas festas juninas.

“É o primeiro reajuste em seis anos. Nesse mesmo período, o salário mínimo aumentou 52%, o combustível aumentou 57%, a inflação medida pelo IPCA foi 40% e o IGPM 69%”, rebateu o chefe da Casa Civil.

É a segunda vez que o chefe da Casa Civil rebate os dinistas; no mês passado, em plena tribuna da Assembleia, ele questionou a base diante dos ataques do próprio Rodrigo Lago e de outros deputados, fato mostrado neste blog Marco  Aurélio d’Eça, no post “Oposição encurrala governo e silencia base, criticada pelo chefe da Casa Civil…”.

É certo que a pauta defendida pelo secretário não é das melhores, mas sua nova postura reflete o atual momento do governo Brandão, de completo confronto com os remanescentes do governo dinista.

  • o próprio Madeira chama Flávio Dino para a briga, ao lembrar dos reajustes em seu governo;
  • é a primeira vez que o chefe da Casa Civil faz menção crítica direta ao ministro do Supremo.

“E lembrar o deputado Rodrigo Lago, que no governo anterior, do qual vossa excelência foi secretário, teve um aumento de 16% em 2016 e de 19% em 2019. Portanto, em três anos, teve um aumento de 35%. Em seis anos, o governador Brandão está dando um aumento de 10%”, comparou o auxiliar de Brandão.

Sem Sebastião Madeira na intermediação, tudo indica que a  crise entre os brandonistas e os dinistas já é definitiva. Mesmo por que, os comunossocialistas já estão até de sobreaviso sobre os cortes de pessoal em todas as secretarias.

Mas esta é uma outra história…

Lula quer “conversa específica” com Brandão sobre 2026…

Governador maranhense tentou abordar o presidente durante viagem à França, mas foi informado que a questão envolvendo o palanque no Maranhão precisa de uma agenda própria

 

CARA A CARA. Brandão tentou falar com Lula na França, mas o presidente quer conversa específica sobre o Maranhão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer resolver ainda em 2025 a questão envolvendo o palanque do PT no Maranhão; e para isso, quer ter com o governador Carlos Brandão (PSB) “conversa específica sobre o estado”. 

Brandão tentou falar com Lula sobre o assunto durante a viagem à França no início de junho, mas foi rechaçado pelo presidente, que usou exatamente a resposta acima, ipsis literis, segundo apurou este blog Marco Aurélio d’Eça.

  • nem o PT nacional, nem Lula, abrem mão de uma candidatura própria do PT no Maranhão;
  • diante disso, o presidente ainda espera convencer Brandão a abrir vaga para Felipe Camarão.

No grupo do governador, já é consenso de que esgarçou qualquer possibilidade de acordo com o grupo do ex-governador Flávio Dino, que serviria de base para renúncia de Brandão com posse de Camarão no governo;

E foi exatamente isso que Brandão tentou, sem sucesso, dizer a Lula durante a viagem à Europa.

Agora vai esperar uma conversa pessoal com o presidente sobre o tema.

Ainda sem data marcada…

 

Felipe Camarão vai comandar apogeu das festas juninas maranhenses…

Vice-governador que amanheceu nesta quinta-feira, 19, no exercício do mandato de governador, ficará no cargo até o dia 27, período em que se comemora o Dia de São João, santo que dá nome aos festejos

 

NO AUGE DO SÃO JOÃO, Felipe Camarão estará no exercício efetivo do governo do Maranhão, onde fica até o dia 27

O vice-governador Felipe Camarão (PT) está desde as primeiras horas desta quinta-feira, 19, no exercício do mandato de governador, cargo em que ficará até o dia 27.

  • será Felipe o governador no apogeu das festas juninas maranhenses, durante o auto de São João, no dia 24; 
  • católico fervoroso, o governador em exercício deverá ter agenda informal neste feriadão de Corpus Christi.

Titular do posto, Brandão seguiu para Itália e Inglaterra, onde terá compromissos com investidores; ele apresentará projetos industriais, no setor agropecuário e no Turismo.

O governador seguiu para Brasília desde a noite de terça-feira, 18.

De lá, seguiu para a Europa nesta madrugada…

A estranha – e meteórica – decisão judicial que envolveria Flávio Dino..

Em menos de 24 horas, juiz federal maranhense decide e volta atrás em sentença sobre o Porto do Itaqui com forte repercussão na mídia alinhada ao governo Carlos Brandão

 

ONDE TUDO COMEÇOLU. Flávio Dino com Ted Lago no Porto do Itaqui; foi ali que toda a guerra com Brandão começou

Análise da Notícia

O juiz da 3ª Vara cível da Justiça Federal no Maranhão, Clodomir Reis, protagonizou nas últimas 24 horas uma notícia que mede bem o nível de tensão entre o governo Carlos Brandão (PSB) e o seu ex-aliado Flávio Dino, com forte envolvimento da mídia maranhense.

  • na terça-feira, 17, Reis determinou ao Governo do Estado a devolução de R$ 141 milhões retirados do Porto do Itaqui na gestão Flávio Dino;
  • nesta quarta-feira, 18, menos de 24 horas depois, o mesmo juiz anulou a sentença, alegando equívoco na tramitação do processo original.

Este blog Marco Aurélio d’Eça aponta desde 2022 que a Emap, empresa que administra o Porto do Itaqui, é o principal foco do racha entre Flávio Dino e Brandão, como foi mostrado no post “Demissão de Ted Lago foi a maior perda de Flávio Dino no governo Brandão…”. 

A guerra fria entre Dino e Brandão por causa do porto – registrada ao longo do tempo por este blog Marco Aurélio d’Eça – se estendeu por todos estes anos, como também foi registrado aqui, aqui e aqui.

A tramitação da sentença do juiz Clodomir Reis seria mais uma rotina do Judiciário, não fosse por detalhes que chamam atenção e trazem à tona o grau de influência do ministro do Supremo Tribunal Federal no Maranhão e a resistência do governador Carlos Brandão à essa influência.

  • primeiro que os aliados do Palácio dos Leões comemoraram a decisão do juiz como uma espécie de gol em final de campeonato;
  • e os mesmos aliados questionaram a influência de Dino no Judiciário, que poderia ter levado à anulação da sentença do juiz de base.

Chama a atenção neste caso um Ofício que chegou no final da tarde desta quarta-feira, 18, ao conhecimento deste blog Marco Aurélio d’Eça.

Trata-se de uma espécie de explicação do juiz Clodomir Reis ao corregedor-geral do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, o desembargador Ney Barros de Bello Filho, amigo de infância e um dos mais próximos aliados de Flávio Dino no judiciário. (Leia a íntegra aqui)

Para os brandonistas, este Ofício caracteriza interferência de Dino no processo que envolveria diretamente o seu governo.

É só mais um capítulo na guerra fratricida que travam na política os aliados de Brandão e de Dino…