1

Pico da pandemia ainda não chegou ao Maranhão….

Apesar da festa que o governo Flávio Dino faz da redução no número de contaminados no estado – resultado direto da falta de testes e não por causa de qualquer ação – o índice de alastramento da coVID-19 ainda está em crescimento e leva ao risco de colapso em municípios sem estrutura de saúde adequada

 

A falta de testes tem relação direta com a redução no número de contaminados pela coVID-19 no Maranhão

O governador Flávio Dino (PCdoB), seu secretário de Saúde, Carlos Eduardo Lula, e boa parte do governo e seus aliados na política e na mídia comemoram desde a terça-feira, 12, a suposta redução no número de contaminados pela coVID-19, que naquele dia foi de apenas 166.

Os números reduzidos, porém, não têm nenhuma relação com qualquer ação do governo, mas são resultado direto da falta de testes na rede pública do estado.

Com menos testes realizados, natural que o número de contaminados também diminua.

O fato é que o Maranhão ainda está na linha de subida da pandemia, cujo pico deve ocorrer  apenas no início de junho, conforme estudo da Universidade Federal de Minas Gerais, já publicado no blog Marco Aurélio D’Eça. (Relembre aqui e aqui)

Vídeo distribuído pelo senador Roberto Rocha mostra hospitais fechados em plena pandemia de coronavírus em vários municípios 

Além disso, a doença já se alastra desenfreadamente pelo interior maranhense, chegando a municípios sem a menor estrutura de atendimento para a coVId-19.

Municípios como Viana, Penalva, São João Batista e Matinha – que aparecem no vídeo acima, divulgado pelo senador Roberto Rocha (PSDB) – poderiam ter esta estrutura,  

Essa estrutura não existe, porém, por que foi descontinuada pelo próprio governo Flávio Dino.

Mas esta é uma outra história…

8

Flávio Dino é um “Bolsonaro com sinal trocado”, diz advogado…

Observador da cena política maranhense, Abdon Marinho aponta fracasso das políticas contra o coronavírus, tanto no Brasil quanto no Maranhão, critica anúncio de lockdown seguido por outro, de abertura das atividades, e alerta para o risco de procissão de ambulâncias rumo a São Luís

 

Observador da cena sócio-política no Maranhão, Abdon Marinho faz críticas duras à condução da pandemia, tanto pelo presidente Bolsonaro quanto pelo governador Flávio Dino

Em mais um dos seus contundentes artigos sobre a realidade político-social maranhense e nacional, o advogado Abdon Marinho, classificou esta semana de “Bolsonaro de sinal trocado” o governador Flávio Dino (PCdoB).

Para Marinho, assim como o presidente é responsável pelo fracasso do Brasil contra a pandemia de coronavírus, Flávio Dino também responde pelo fracasso maranhense.

E pelo mesmo motivo ideológico.

– Faço estas reflexões da minha quarentena de quase 60 dias, chegando a duas conclusões: a primeira, é que o fracasso do Brasil e do Maranhão está ai, à vista de todos; a segunda, é que a ignorância ideologizada mata. A pandemia está provando isso – afirma o advogado, exatamente na conclusão do seu artigo.

Para Abdon Marinho, o fracasso das ações de Flávio Dino se dá, em grande medida, pelo fato de o governador abdicar da luta diária contra o coronavírus para se digladiar em debates políticos com Bolsonaro.

– Enquanto em outros estados os governadores não “estavam nem aí” para o que dizia (ou diz) a Maria Antonieta do planalto, “nosso líder” [Flávio Dino], até quando não tinha nada para dizer ia atrás de quizilas – condena.

Lockdown ou retorno às atividades?!?

A procissão de ambulâncias para São Luís já é um risco real, diante do espalhamento do coronavírus para municípios sem a estrutura necessária para atendimento a pacientes de coVID-19

Capítulo especial em sua análise Abdon Marinho guarda para o lockdown decretado na Grande São Luís.

Segundo ele, as ações de Flávio Dino mostram que ele não tem roteiro algum para o combate à pandemia. Exemplo disso é a falta de sentido no anúncio de um lockdown seguido de outro anúncio, para retorno das atividades a partir do dia 21 de maio.

– Ora, se o estado já estava caminhando para o retomar a normalidade porque o governo aceitou a imposição judicial do lockdown e ainda determinou um rodízio de veículos na capital e nos municípios vizinhos? Se, por outro lado, necessárias as medidas, como falar em retorno das atividades econômicas? – questiona o advogado.

Na avaliação de Marinho, qualquer um que “coloca a cabeça para pensar – mesmo que só um pouquinho – fica com a impressão de que as autoridades maranhenses, o governador à frente, não sabem nada do que dizem.”

O advogado alerta em seu artigo para o risco de uma “procissão de ambulâncias” de todos os cantos do estado, rumo a São Luís, se não for encontrada forma eficaz de tratamento da coVId-19.

Abaixo, a íntegra do artigo de Abdon Marinho:

FRACASSAMOS. O BRASIL FRACASSOU. O MARANHÃO FRACASSOU.

Por Abdon Marinho.

PODE parecer mórbido – ainda que feito na melhor das intenções: orar pelos que partiram –, mas, quase todos os dias, antes de me recolher, dou uma última conferida no número de infectados e mortos pelo novo coronavírus.

Confiro a situação no mundo, através de um aplicativo de monitoramento, olho a situação nos mais variados países, das Américas, da Europa, da Ásia, da Oceania; depois me dedico a situação do Brasil, olhando a situação de cada estado, vejo onde aumentou, o quanto aumentou, se estabilizou – faço isso através do site G1; por fim, examino os números do Maranhão, olhando o quanto que aumentou, as mortes, o alastramento da pandemia pelo interior – geralmente alguém me encaminha o boletim epidemiológico disponibilizado pelas 21 horas.

Uma das coisas que mais me chama a atenção nas análises, antes mesmo dos números, é a posição da curva de infectados.

A do Brasil, comparada com outros países, mesmo aqueles que têm mais casos que nós, parece-me, assustadoramente, inclinada.

O mesmo ocorre com a curva do Maranhão, e os números confirmam isso, como já dissemos aqui diversas vezes.

Em relação aos nossos vizinhos, que começaram a registar casos em datas semelhantes aos registrados por aqui, a situação só encontra paralelo com o Pará.

Já o Brasil, para o desgosto de todos, tornou-se uma ameaça sanitária para os vizinhos e para o mundo, a ponto de diversos países, como, também, já frisamos aqui, mesmos quando suas situações eram desesperadoras, recomendarem que seus cidadãos deixassem o nosso país o quanto antes.

O fracasso foi anunciado desde muito tempo. Fracassamos. O Brasil e o Maranhão fracassaram na implementação de políticas de combate a pandemia do novo coronavírus.

Cada um a seu modo, mas com resultados, no fim das contas, idênticos.

As razões do fracasso estão aí materializadas nos milhares de mortos, nas milhares de famílias enlutadas.

Estão aí na maior crise econômica que se tem noticia – desde sempre.

Estão aí nos milhares de empregos já perdidos e nos que ainda serão perdidos ao longo dos próximos anos, nos seus danos colaterais.

E não é só, a falta de confiabilidade nos agentes políticos brasileiros na condução da crise do coronavírus e na reabertura do mercado, afugentará os investidores já ressabiados com o avanço dos partidos fisiológicos sobre a política econômica do governo.

Tudo isso tornará o nosso fracasso ainda mais retumbante.

O fracasso do Brasil no combate ao coronavírus e aos seus efeitos deletérios futuros podemos creditar, em grande parte, à ausência de governo.

A verdade seja dita, enquanto o mundo todo se curvava a ciência em busca de uma solução para a pandemia o nosso presidente fazia pouco caso, gripezinha, vai contaminar mesmo, desaguando, por fim, no “e, daí?”, quando o número de mortos chegou a cinco mil, e no anúncio de churrasco – depois transformado em passeio de moto-aquática –, quando os mortos atingiram a assombrosa casa dos dez mil.

Apenas para registro, o número de mortos nesta pandemia é muito superior a todas as perdas humanas sofridas pelo país – mesmo as guerras –, em mais de cem anos.

Vejam, enquanto todos os chefes de Estado do mundo constroem consensos internos para combater a pandemia, o nosso presidente busca a dissensão, o conflito com os demais poderes da República, com os governos estaduais, e semeia a discórdia entre os próprios integrantes do governo.

Quem poderia imaginar que um presidente da República poderia demitir seu ministro da saúde, em plena pandemia, só para provar que mandava?

O novo ministro, com quase um mês no cargo, não vez nada de diferente do anterior, e, além de alimentar a indústria de “memes”, não disse a que veio.

Uma semana depois foi a vez de demitir o ministro da justiça e um dos pilares do governo.

Detalhe, ambos os ministros foram demitidos justamente por estarem fazendo um trabalho, reconhecidamente, bem feito.

Mas não é só, além de não assumir o comando da nação em momento de tamanha gravidade, bem diferente do que fez a chanceler alemã, os primeiros-ministros, inglês e espanhol, os presidentes de Portugal, da França e até dos Estados Unidos, o nosso presidente se empenhou em sabotar as medidas de restrições impostas pelos governos estaduais e municipais, supostamente, em nome da causa maior da “economia”.

O resultado é desastroso para o país – para a saúde da população e para a economia.

Enquanto a maioria dos países que tomaram as medidas, a tempo e modo certos, para diminuir o contágio, depois de 60 dias começam a sair, ainda que cautelosamente, do confinamento e a retomar as atividades econômicas, o Brasil está parado pelo mesmo tempo, mas não sabe quando poderá retomar – ou retomar com segurança a atividade econômica do país, sob pena de muitas mortes, porque à falta de governo, operou um isolamento parcial e a curva de contágio ainda está ascendente.

Esta, também, uma das razões pelas quais os investidores querem tomar distância do nosso país – sem contar a grave situação de termos nos tornado uma espécie de pária global, que ninguém confia.

Qual a justificativa ou motivação o Brasil deu para desafiar o consenso global quanto a pandemia? Nenhum.

Assim como não tem qualquer plano para o retorno das atividades econômicas, aliados a isso, a profunda instabilidade política causada pelo governo.

Com declarações e medidas erráticas, supostamente para proteger a economia, o governo, que se tornou uma usina de crise, aumentou o nosso caos econômico.

A economia do país é globalizada. Você não consegue protegê-la sem a confiança dos demais países.

Essa mercadoria, confiança, é tudo que não temos mais.

Nem mesmo os Estados Unidos – para quem o atual governo fez juras de amor eterno e submeteu-se a tudo –, está do lado do Brasil.

O presidente americano quase todos os dias critica – com razão –, os rumos adotados pelo nosso pais.

Mesmo os Estados Unidos, com mais de um milhão de infectados e mais de 80 mil óbitos, dizem que o Brasil não fez o “dever de casa” corretamente.

Na defesa do presidente suas franjas saem com o discurso: “a culpa é dos estados, o governo mandou o dinheiro para combater a pandemia”.

Sem desprezar a importância dos recursos, muitas vezes mais importante do que o dinheiro em si, é a presença do governo, é discurso uniforme, são medidas coerentes. Sem isso, o que fizemos foi “jogar fora” bilhões e bilhões de reais.

Estou certo que uma parte salvou vidas, mas a maior parte dos recursos, frutos do sacrifício que estamos passando e pelos quais passarão as gerações futuras, foi e está sendo jogado fora, no lixo. Tudo pela falta de governo.

O Brasil fracassa miseravelmente no combate à pandemia e na recuperação da economia.

Quando examino os dados do Brasil, por estado, me pergunto a razão do Maranhão, ao invés de se espelhar no que vem sendo feito no Piauí, se inspirar no que acontece no Pará.

O Maranhão, decerto, não é o pior – pelos últimos dados ocupava o sétimo –, mas, não poderia estar melhor?

O Piauí, aqui do lado, faz uma politica de enfrentamento a pandemia de forma mais eficiente; o Tocantins, apesar de suas peculiaridades, a mesma coisa; Minas Gerais, a despeito de uma população três vezes maior que nossa, também; assim como diversos outros estados já citados em textos anteriores.

Claro que parte do insucesso pode ser atribuído aos desacertos do contexto nacional. Mas por que afetou mais ao Maranhão que aos demais estados citados anteriormente?

Acredito – ainda que sem qualquer amparo –, que as causas do nosso fracasso no combate à pandemia são devidas a politização da doença.

Nossos governantes ao invés de estarem focados no combate à pandemia (também) estavam na “rinha” do enfrentamento ideológico com o presidente da República.

Enquanto em outros estados os governadores não “estavam nem aí” para o que dizia (ou diz) a Maria Antonieta do planalto, “nosso líder”, até quando não tinha nada para dizer ia atrás de quizilas.

Durante essa crise pouco temos ouvido falar nos governadores e prefeitos que apresentam melhores resultados no combate a pandemia.

Já os outros todos os dias estão na “mídia”.

É o caso do Maranhão.

Desde o começo percebe-se que o governo estadual não tem um roteiro bem definido (talvez roteiro algum) para combater a pandemia.

Apesar do governador dizer que iria seguir rigorosamente as orientações da ciência, não conhecemos a equipe de cientistas que estejam orientando o governo na tomada de decisões.

E muito pior que isso, a maioria das decisões são questionadas pelos cidadãos.

Não é apenas a imprensa ou o Ministério Público que questionam a ausência de transparência das autoridades locais, mesmo para o cidadão comum elas são incompreensíveis e sem lógica.

Vejam um exemplo, uma semana depois de anunciar a medida extrema de isolamento, o tal do lockdown, leio que sua excelência informou o retorno das atividades econômicas já para o dia 21 de maio.

Ora, se o estado já estava caminhando para o retomar a normalidade porque o governo aceitou a imposição judicial do lockdown – e ainda determinou um rodízio de veículos na capital e nos municípios vizinhos?

Se, por outro lado, necessárias as medidas, como falar em retorno das atividades econômicas?

Agora dizem que fizeram um acordo judicial para levar o lockdown até o dia 17 de maio.

Quer dizer que sairemos do isolamento extremo para o retorno das atividades econômicas a “todo vapor”?

Quem coloca a cabeça para pensar – mesmo que só um pouquinho –, fica com a impressão de que as autoridades maranhenses, o governador à frente, não sabem nada do que dizem.

Uma espécie de “Bolsonaro” com o sinal trocado.

Os últimos dados coletados apontavam para um comprometimento de 97% (noventa e sete por cento) dos leitos de UTI; o governo baixava decreto para se socorrer dos leitos da rede privada; as pessoas já agonizavam nas recepções da UPAS – e morriam – enquanto aguardam por uma vaga.

Isso tudo acontecendo sem que a demanda dos pacientes do interior – para onde a pandemia começa a se alastrar –, se torne mais intensa.

Já são milhares de infectados no interior. Mesmo os menores municípios já apresentam casos de transmissão comunitária.

É quase certo que exista um número significativo de subnotificações.

A rede de saúde do interior do estado é muito precária, muitos municípios não possuem condições de fazerem um atendimento básico.

Se não encontrarmos uma forma de tratamento eficaz logo, o que vai acontecer quando a “procissão de ambulâncias”, de todos os cantos do estado, começarem a se dirigir para a capital em busca de tratamento?

Faço estas reflexões da minha quarentena de quase 60 dias, chegando a duas conclusões: a primeira, é que o fracasso do Brasil e do Maranhão está ai, à vista de todos; a segunda, é que a ignorância ideologizada mata. A pandemia está provando isso.

Abdon Marinho é advogado.

1

Simplício já discute protocolos de abertura das atividades…

Secretário de Indústria e Comércio é o interlocutor dos segmentos empresariais, e tem discutido formas de retomada da economia; decisão final será do governador Flávio Dino, com base nos especialistas

Simplício é o vetor da pressão empresarial pela abertura das atividades econômicas no maranhão, ,mas ele resiste dentro das determinações de Flávio Dino

O secretário de Indústria, Comércio e Energia do Maranhão, Simplício Araújo, tem liderado as discussões para a elaboração de protocolos para uma possível retomada de atividades econômicas, que deve ser de forma progressiva, e ainda passar pelo comitê científico do estado e pela decisão final governador Flávio Dino.

Durante as diversas videoconferências realizadas por Simplício, a principal defesa é a adoção de medidas sanitárias que garantam a higiene e segurança para clientes, trabalhadores e estabelecimentos no entorno.

– Neste momento o diálogo é mais importante do que nunca, pois não há ainda previsão para a volta das atividades, mas quando houver a possibilidade da volta, não poderemos mais ter interrupção no funcionamento do comércio, indústria e escolas, afinal, pior que não voltar, é voltar e ter que parar de novo. Por isso esses protocolos precisam ser construídos e respeitados por todos – ressaltou Simplício Araújo.

Nesta segunda-feira, 11, o presidente Jair Bolsonaro editou decreto liberando o funcionamento de salões de beleza, barbearias e academias de todos os tipos. Mas o decreto esbarra em decisão do STF, que dá autonomia para gestores estaduais e municipais decidirem de acordo com a realidade de suas regiões.

Araújo é o principal vetor da pressão empresarial no governo. Até agora, no entanto, mantém-se firme no posicionamento do governo pelo fechamento.

No setor de bares e restaurantes, por exemplo, ele entende ser praticamente impossível trabalhar no sistema de self-service, assim como vão ter que oferecer equipamentos de proteção para os funcionários e clientes.

Todo o trabalho é para que no caso da retomada das atividades, possa ser garantido a segurança das pessoas e evitar a proliferação da doença.

Simplício já esteve reunido com entidades empresariais, sindicatos, segmentos da educação, construtoras e entidades empresariais da construção civil, donos de shoppings centers, empresas como Vale, Alumar, Eneva, Cimenteiras, Distribuidoras de Combustíveis, Suzano e VLI Logística, assim como o Porto do Itaqui.

Na terça-feira, 12, está prevista uma reunião com o setor hoteleiro, atacadistas e donos de bares e restaurantes.

6

Com novo decreto, Bolsonaro empareda STF e governadores…

Presidente incluiu as academias, salões de beleza e barbearias no rol de atividades essenciais e levará empresários a pressionar gestores estaduais e municipais, que estão amparados por decisão do Supremo Tribunal Federal

 

Fechadas há pelo menos um mês na maioria dos estados, academias de ginástica, assim como salões e barbearias, darão pressão em governadores e prefeitos, com apoio de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro impôs, de uma vez só, sinuca-de-bico em governadores, prefeitos e no próprio Supremo Tribunal Federal com o seu decreto que decidiu liberar o funcionamento de salões de beleza, academias e barbearias. 

Ele fez publicar em edição extra do Diário Oficial da União, nesta segunda-feira, 11, decreto que inclui essas atividades no rol dos “serviços essenciais”, que podem funcionar mesmo durante o isolamento social por causa da pandemia de coronavírus.

A decisão deve gerar forte pressão nos gestores estaduais e municipais, uma vez que empresários deste ramo vão querer abrir seus negócios, já há mais de um mês fechados.

Mas os governadores e os prefeitos estão amparados pela decisão do Supremo Tribunal Federal, que deu autonomia para os gestores decidirem suas próprias regras de bloqueio contra a coVID-19. (Relembre aqui)

No Maranhão, por exemplo, a Grande São Luís está sob lockdown até a próxima quinta-feira, 14. E há outros decretos que impedem a abertura de vários tipos de empresas, té, pelo menos, 21 de maio.

Ao serem pressionados pelos empresários, os gestores terão que citar a decisão do STF, o que levará a pressão aos ministros.

Em outras palavras: Bolsonaro encurralou alguns dos seus principais adversários.

Como sairão dessa, correndo o risco de gerar uma infecção em massa?!?

2

CoVID-19 já matou 13 policiais militares no Maranhão…

Tropa reclama de estar atuando sem nenhum tipo de apoio do governo, que ainda pune supostos excessos; muitos se dizem obrigados a cumprir escalas estafantes mesmo após testes darem positivo para a doença

 

Os policiais mortos pela pandemia de coronavírus; homenagem dos colegas e indiferença do comando e do governo

A coVID-19 já matou 13 policiais militares no Maranhão desde o início da pandemia de coronavírus.

As vítimas fazem parte do mosaico que ilustra este post; e não receberam nenhum tipo de apoio do comando geral da PMMA e, muito menos, do Governo do Estado.

Pelo contrário: um PM foi punido na quinta-feira, 7, após impedir usuários de ônibus de seguir viagem sem comprovação de trabalho em serviço essencial, exatamente o que determina o decreto de lockdown judicial. (Relembre aqui)

No início da pandemia, o blog Marco Aurélio D’Eça publicou post em que mostrava a insatisfação da tropa em relação ao tratamento dado aos policiais mortos em ação contra o coronavírus. 

Na época, eram três mortos; hoje já são 13.

Obrigados a estar nas ruas, policiais são expostos ao vírus e ao degaste de reprimir cidadãos de acordo com os interesses do comando e do governo

O blog conversou com diversos militares nas últimas semanas, tanto ao vivo, nas ações do João Paulo e nos bloqueios nas avenidas, quanto por aplicativo de troca de mensagens.

O sentimento é de indignação.

– Alguns tinham problemas de saúde, ou seja, eram do grupo de risco…e a instituição não deu a devida atenção – diz um segundo sargento revoltado com o tratamento em campo.

Com medo de represália do comando, os PMs contam ao blog – encaminhando provas, mas sem querer se identificar – que alguns já foram obrigados a cumprir escala de trabalho mesmo após confirmação de teste positivo para coVID-19.

O clima entre praças – soldados, cabos e sargentos – é de desestímulo diante do que precisa ser feito para impedir a circulação de pessoas que desobedecem o bloqueio.

Muitos entendem como arbitrária a decisão de fechar lojas, e acabam apenas orientando os empresários.

E se ressentem, sobretudo, de serem vistos apenas como mais um número na contagem da pandemia.

Treze vidas que se perderam…

5

Governo maquia números da coVID-19, acusa César Pires

Deputado cruzou o dados oficiais da Secretaria de Saúde com os relatórios das prefeituras e constatou que a contaminação por coronavírus é pelo menos duas vezes maior no estado, o que colocaria o Maranhão à frente do Ceará

 

Alguns dos relatórios oficiais da coVID-19 divulgados pelos municípios; números não batem com os dados divulgados pelo Governo do Estado

O deputado estadual César Pires (PV) acusou o governo Flávio Dino (PCdoB), neste sábado, 9, de manipular, para baixo, os números da contaminação por coVID-19 no Maranhão.

Pires passou a semana fazendo o levantamento dos dados encaminhados oficialmente por diversas prefeituras e constatou que, em muitos casos, os números informados nos municípios chegam a ser até três vezes maior do que o divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde.

– Em Codó, por exemplo, já eram 89 casos quando o governo informava ter ali apenas 35 contaminados. Pedreiras já registrava 78 casos e no boletim da SES apareciam 26. Em Presidente Dutra já eram 48 pessoas doentes; o governo mostrava 20 em seu boletim. O mesmo acontece com Tuntum, que tinha 11 casos e a SES registrava apenas 2 – citou César Pires.

Além de citar outros municípios – como Santa Inês, com 53 e apenas 46 casos no boletim da SES -Pires ressaltou que há municípios que sequer aparecem nos relatórios anunciados por Flávio Dino.

– São Bernardo, que já confirmou 14 casos, sequer aparece no boletim da SES – acusa Pires.

Para o deputado, esses números de contaminados praticamente dobram o total oficial e põem o Maranhão à frente do Ceará em termos de doentes de coVID-19

Por meio da rede social Twitter, o blog Marco Aurélio D’Eça questionou o Governo do Maranhão sobre a alta diferença entre os dados oficiais da SES e os relatórios das prefeituras.

Recebeu a seguinte resposta do secretário Carlos Lula:

Informamos os números lançados num sistema do Ministério da Saúde, chamado esus-ve. Quem o alimenta são os próprios municípios. Por vezes, os dados ali lançados possuem um delay para o próprio boletim do município. Isso pode acontecer em razão de lentidão do sistema ou em razão do horário de fechamento do boletim. Pela mesma razão o número que o Ministério da Saúde lança sempre possui um atraso em relação aos números divulgados pelos estados.

 

César Pires entende que o governo maquia os números da coVID-19 para vender uma imagem nacional de gestor eficiente que não existe

Mas para César Pires, há outra razão para a maquiagem nos números do governo Flávio Dino. 

– Como não têm sabido orientar a população e controlar a contaminação, o governador maquia os números oficiais para passar ao Brasil a imagem de gestor acima da média que ele não é – enfatiza o parlametar.

Para o deputado, a realidade precisa ser repassada, de fato, à população.

E o governo deve tomar medidas realmente eficazes para o combate à coVID-19…

3

A importância do exame de Bolsonaro…

Muitos ainda não entenderam a insistência em tornar-se público o teste que o presidente fez para a coVID-19. Mas sua importância é histórica para o Brasil, por que comprovaria, ou não, um grave crime de responsabilidade cometido por ele; e a insistência do governo em esconder o teste só o torna mais suspeito

 

Este foi o jantar do presidente Jair Bolsonaro com Trump e comitivas, quando a pandemia de coronavírus já se espalhava pelo mundo; muitos desta mesa deram positivo para coVID-19

O Superior Tribunal de Justiça cassou ontem a liminar que obrigava o governo a fornecer os exames de coVID-19 feitos ainda em março pelo presidente Jair Bolsonaro.

Com isso, ele se livra – ainda que temporariamente – de ter que apresentar os documentos ao jornal O Estado de S. Paulo, autor do pedido à Justiça.

Mas muita gente ainda fica perdida quanto à insistência com que a imprensa cobra a divulgação desses testes.

Qual a importância do exame de Bolsonaro?!?

É preciso voltar no tempo para entender a busca por este documento e a sua importância para a própria governabilidade brasileira.

A primeira contaminação pelo coronavírus no Brasil se deu em 26 de fevereiro.

No dia 7 de março, Bolsonaro embarcou no avião da FAB rumo aos Estados Unidos, sem adotar as medidas de prevenção já então determinadas pelas autoridades de saúde no Brasil. Foi nesta viagem – em que participou de jantares, eventos e diversos apertos de mãos – que Bolsonaro classificou de “fantasia” a contaminação pelo coronavírus.

O avão da FAB desembarcou em Brasília no dia 11 de março, com nada menos que 22 membros da comitiva infectados pela coVID-19, incluindo os mais próximos auxiliares do presidente.

Bolsonaro fez dois testes para coVID-19, entre os dias 13 e 17 de março. Nunca mostrou nenhum deles, limitando-se a dizer que haviam dado negativo.

No dia 15 de março, Bolsonaro foi às ruas pela primeira vez em pleno período de isolamento, e quando vários de sua comitiva aos EUA já estavam contaminados pela coVID-19

No domingo, 15 de março – veja bem: entre um teste e outro – o presidente decidiu sair às ruas de Brasília sem nenhum tipo de proteção, quando as autoridades de saúde já recomendavam o isolamento de todos que tivessem contato com infectados.

Sem nenhuma proteção e sem máscara, Bolsonaro abraçou pessoas, bateu fotos, apertou mãos e fez festa com muitos populares nas ruas.

A mesma coisa ele repetiu nos fins de semana seguintes, ao mesmo tempo em que ia aumentando o número de infectados de sua comitiva.

Nesta época, o próprio Governo Federal comandado por ele já havia editado decreto para regulamentar o “Estado de Emergência” decretado por vários governadores. (Entenda aqui)  

Enquanto Bolsonaro debochava da preocupação com o coronavírus, corpos se amontoavam em cemitérios, sem que familiares pudessem ao menos se aproximar na despedida

É exatamente esta a importância da divulgação do resultado do exame.

Os testes podem ter dado negativo, o que seria simples ao presidente mostrá-los e acabar com a polêmica. 

Mas, se Bolsonaro tiver sido infectado – ainda que seja assintomático – ele espalhou o vírus a centenas de pessoas; e algumas dessas pessoas, podem, inclusive, ter morrido por causa disto.

Entendeu agora o crime do presidente?!?

A confirmação do resultado positivo do tete de coVID-19, portanto, caracteriza um grave crime de responsabilidade do presidente da República.

E o resultado disto é, fatalmente, o impeachment.

Simples assim…

3

Incoerência do governo deixa PMMA confusa no lockdown…

Primeiro, o governador Flávio Dino manda deter e afastar policial que tentou impedir circulação de trabalhadores de serviços não-essenciais; depois, a mesma PM vai ao bairro do João Paulo para fechar os mesmos serviços não-essenciais

 

Depois de prender um colega por fazer o mesmo, policiais militares vão ao João Paulo, neste sábado, impedir abertura de serviços-não essenciais

As fotos que ilustram este post foram tiradas neste sábado, 9, na feira do João Paulo.

Uma tropa de policiais militares acompanha fiscais da Vigilância Sanitária na operação de fechamento de lojas de serviços não-essenciais.

De fato, uma das imagens mostra claramente o tumulto que é o local e o desrespeito absoluto ao lockdown decretado desde terça-feira, 5. (Veja abaixo)

As pessoas circulam normalmente no João paulo, a trabalho ou a passeio, sem importar com as regras do bloqueio determinado pela Justiça

Mas o post republica também o vídeo do policial militar que foi detido e afastado pelo comando geral da PMMA.

E ele estava fazendo o quê?

Proibindo a circulação de trabalhadores dos serviços não-essenciais. (Veja o vídeo)

Neste caso, os homens da PMMA não deveriam estar no João Paulo depois de a mesma PMMA ter afastado um dos seus por estar fazendo a mesma coisa.

A ação de hoje confirma a perda de controle das autoridades no comando do bloqueio geral na Grande São Luís.

E o resultado disto é sempre o caos…

3

Até bem – no início – Flávio Dino se perdeu no meio da pandemia…

Sem planejamento, sem auxílio de corpo técnico preparado e sem apoio de prefeitos, governador protagoniza confusão generalizada no lockdown, com rodízio de carros sem regras, números divergentes, circulação de pessoas a esmo e até punição de policial cumprindo o que ele deveria ter definido em documento

 

A desorganização foi tão grande no lockdown que até supermercados abriu nova loja em pleno bloqueio, gerando mais um foco de contaminação, com a enorme aglomeração

Editorial

O lockdown judicial decretado na Grande São Luís criou, em uma semana, confusão generalizada atingindo, inclusive, dados técnicos do próprio Governo do Estado, que deveria ter o controle de todos os aspectos da pandemia.

A punição a um policial militar, na manhã desta sexta-feira, 8 – depois de abordar passageiros em um ônibus – foi o epicentro de uma série de desencontros gerados pelas próprias ações do governo e das prefeituras.

O sargento PM foi punido pelo Comando Geral e afastado das ações por cobrar que cidadãos circulassem apenas em posse de declarações de que atuam em serviços essenciais. (Veja vídeo abaixo)

Mas não foi exatamente isto que o decreto do lockdown estabeleceu?

Embora sem regulamentação que deveria ser feita pelo próprio governo, policial militar tenta fazer cumprir a regra do lockdown determinado pela Justiça

Além da crise com o PM, o blog Marco Aurélio D’Eça teve acesso a números do Sindicatos das Empresas e Transporte Coletivo que mostram circulação de pessoas nos ônibus – entre segunda e quinta-feira – muito, mas muito maior do que o divulgado pela Prefeitura de São Luís. (Veja print)

Números informados pelo Sindicato das Empresas – a que o blog Marco Aurélio D’Eça teve acesso, mostram que a circulação nos ônibus da Grande São Luís é bem maior do que o divulgado

No mesmo dia, Flávio Dino vai à TV para anunciar um rodízio de carros a partir de segunda-feira, 11, mas não diz como se dará a fiscalização ou que tipo de punição terá o motorista que desrespeitar a determinação.

Para completar, as prefeituras começam a divulgar seus próprios boletins da coVID-19, preocupados com o avanço da doença no interior. E o resultado são números absolutamente divergentes daqueles já divulgados pela Secretaria de Saúde. (Compare aqui)

Não há dúvidas de que o governador Flávio Dino começou muito bem a gestão da pandemia de coronavírus, e o blog Marco Aurélio D’Eça reconheceu isto em seus posts, como se pode ler aqui.

Mas bastou que o colapso se avizinhasse e o caos no sistema se apresentasse – juntamente com pressão de hospitais, empresários e sindicatos de profissionais de saúde – para que o governador demonstrasse a perda total do controle da crise.

E em meio a tudo isso, a coVID-19 avança a passos largos no estado…

1

Saiba o dia que seu veículo está liberado em São Luís…

Decreto do Governo do Estado estabelece que os carros com placas ímpares circularão na segunda e na quarta-feira; já os de placas pares poderão circular na terça e na quinta-feira; o lockdown termina na sexta-feira, que será feriado

 

O rodízio de carros por numeração de placas é uma nova tentativa de Flávio Dino para diminuir circulação, ainda alta para uma cidade sob efeito de um lockdown

O rodízio de veículos particulares será posto em prática pelo Governo do Estado a partir da próxima segunda-feira, 11.

Nesse dia, e na quarta-feira, 13, só poderão circular os veículos com placas terminadas em números ímpares.

Já os veículos de placas terminadas em números pares estarão liberados para circular na terça-feira, 12, e na quinta-feria, 14.

Mas ainda não há nenhuma informação do governo sobre a fiscalização dos veículos – e qual a punição para quem tentar furar o rodízio.

O lockdown tem previsão de encerramento na próxima sexta-feria, 15, declarada feriado, antecipado do dia 28 de junho.