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As manifestações pró-Bolsonaro e a ameaça à democracia…

As agressões dos manifestantes nas ruas ao Congresso e ao STF – tendo ou não sido um fracasso o movimento – mostra que o presidente está disposto a jogar a população contra os demais poderes, o que é perigoso para o país

 

OS BOLSOMÍNIONS SÃO EM MENOR NÚMERO NAS RUAS AGORA, mas os que ainda acreditam no presidente estão dispostos a tudo para mantê-lo no poder

Editorial

Sem entrar no mérito do sucesso ou do fracasso das manifestações de domingo, 26, em favor do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o resultado delas, de uma forma ou de outra, é perigoso para a democracia no Brasil.

Perigoso, não; perigosíssimo!!!

Bolsonaro faz questão de usar a parte da população que ainda acredita no seu governo como bucha de canhão de ataques ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal, mesmo necessitando dessas instância de poder.

E é exatamente esta postura do presidente a grande ameaça ao país.

A reforma da previdência que Bolsonaro tenta impor ao Brasil está nas mãos de deputados e senadores; os mesmos que seus aliados passaram a semana inteira atacando impiedosamente.

Se Bolsonaro faz isso agora, mesmo dependendo do parlamento, o que não fará sem precisar dele?

Alguns setores da imprensa apontaram fracasso nas passeatas em favor do presidente, mostrando queda no número de apoiadores em relação à campanha.

O blog Marco Aurélio D’Eça já havia mostrado no Editorial “o início do fim do governo Bolsonaro…”, que esta queda no apoio é verificada com a redução do número de pessoas dispostas a sair em defesa do tal “mito”.

O problema é que, aqueles que restaram estão dispostos mesmo a tudo, inclusive a atacar a democracia em nome da manutenção do poder.

E este é o risco maior para o Brasil…

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O início do fim do governo Bolsonaro…

Muito mais do que as manifestações de ontem contra os cortes nos recursos da Educação, foi a reação dos próprios bolsonaristas – ou a ausência dela – que confirma o caminho do precipício do atual presidente

 

MANIFESTAÇÃO EM BRASÍLIA CONTRA CORTES NO ORÇAMENTO DA EDUCAÇÃO; movimentos de rua cada vez mais fortes contra Bolsonaro

Editorial

Não, não foram as manifestações desta quarta-feira, 15, em todo o Brasil – contra os cortes no orçamento das universidades e escolas públicas – que definiram o início do declínio do governo Jair Bolsonaro (PSL).

É óbvio que a reação popular às trapalhadas do presidente, dos seus filhos e da maioria dos seus auxiliares mais próximos, tem aumentado a cada mês.

Mas foram as reações dos próprios bolsonaristas, ontem, diante das manifestações que tomaram conta de todo o país, que apontam para o fim precoce do governo.

Não se viu, como em tempos pretéritos, aquele contraponto quase automático dos bolsonaristas; as redes sociais não fervilharam de reações e nenhum apoiador do presidente foi às ruas para defendê-lo.

Aqui mesmo na Internet, com vários grupos de WhatsApp dos quais fazem parte o titular do blog Marco Aurélio D’Eça – e com vários apoiando Bolsonaro – o silêncio dos bolsonaristas foi ensurdecedor.

Também não houve reação nas redes sociais, no Instagram, no Facebook, no Twitter.

Apenas tímidas tentativas de mostrar digitais de partidos de esquerda e do PT nas manifestações, mas nada com a empolgação de tempos idos.

BOÇALIDADE DE BOLSONARO ECOOU DOS ESTADOS UNIDOS ao chamar manifestantes de “idiotas úteis” e definir a multidão de “massa de manobra”

E a boçalidade do presidente, de chamar professores, pesquisadores, estudantes universitários, alunos do ensino básico e servidores públicos em geral de “idiotas úteis” e “massa de manobra” deve ter causado vergonha alheia na maioria dos que ainda insistem em acreditar nele.

Vergonha foi o sentimento mais evidente nos semblantes, nas palavras, nos gestos e nas tentativas de explicar o ocaso precoce do bolsonarismo.

Vergonha, sobretudo, de admitir ter errado quando se deixou levar por uma campanha sórdida de desconstrução na internet.

Esses continuarão envergonhados.

Mas a partir de agora, a vergonha é de admitir que erraram…

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Movimento de motoristas nada tem a ver com aumento de passagens…

É equivocada a especulação segundo a qual a ameaça de greve dos rodoviários vá ensejar reajuste nas tarifas de ônibus de São Luís, o que só deverá ocorrer dentro do prazo estabelecido em contrato e amparado por decisões judiciais

 

DATA-BASE – Motoristas vão exercer direito por salários, mas isso não implica em aumento de passagem

Trata-se de um desserviço à população as especulações surgidas nos últimos dias, tentando vincular o movimento dos motoristas por aumento salarial a um eventual reajuste de tarifa de ônibus.

Uma coisa nada tem a ver com a outra; pelo menos não mais desde a implantação da Licitação dos Transportes em São Luís, ocorrida em 2016.

O que os trabalhadores do setor estão fazendo é a legítima negociação – dentro de sua data-base – com os instrumentos de pressão de que dispõem.

Mas o aumento de passagem, com contrato assinado por todas as empresas, só poderá ser discutido ao fim do primeiro ano de vigência da licitação, o que só ocorrerá partir de setembro.

O contrato da licitação foi garantido também por decisão da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, ainda em 2016; E reafirmado por decisão da desembargadora Ângela Salazar, que indeferiu Agravo de Instrumento da empresa Primor.

Os trabalhadores do setor de transporte estão, portanto,exercendo o legítimo direito de reivindicar aumento de salários, dentro de sua data-base.

Mas isso nada tem a ver com aumento de passagem.

E usar isso para amedrontar a população é uma espécie de terrorismo.

Simples assim…

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Deputado repudia atitude do Zuky Restaurante…

Para Zé Inácio, como local que atende a diversos públicos,  empresa deveria respeitar as diferenças políticas

 

REPÚDIO
Post de Zé Inácio condena atitude do Restaurante Zuky

O deputado estadual Zé Inácio (PT) manifestou-se criticamente na noite desta sexta-feira, 28, contra o Restaurante Zuky, que acabou ofendendo diversas categorias e tipos de pessoas ao tentar criticar a greve geral.

– Repudio veementemente a atitude do Restaurante Zuky, ao se referir de forma desrespeitosa à greve geral, aos índios e aos movimentos sociais – comentou Inácio, em seu perfil no Twitter.

O Zuky publicou logo cedo comentário sobre a Greve Geral e acabou ofendendo sindicalistas, petistas, estudantes e índios. (Releia aqui)

Para Zé Inácio, o post mostrou o desprezo do restaurante em relação a algumas categorias de pessoas.

– Como espaço que atende diversos públicos, o restaurante Zuky deveria preservar o espírito democrático de respeito às diferenças políticas – orientou o deputado do PT.

No fim da tarde o Zuky tirou o post do Instagram e publicou novo post, tentando explicar o ocorrido.

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Imagem do dia: clima de guerra na Rua Grande…

Militantes da CUT e do PT tentaram impedir os lojistas de abrir seus estabelecimentos na manhã desta sexta-feira. O grupo ameaçou em frente às lojas até mesmo aos trabalhadores que decidiram não aderir à greve. A polícia foi chamada para conter os manifestantes. Empresários repudiaram a ação. Este blog também, já que a greve deve ser uma escolha pessoal de cada cidadão

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Restaurante Zuky pisa na bola com grevistas e se retrata…

Em seu perfil no Instagram, empresa ironiza índios, sindicalistas, MST e estudantes; depois, proprietário usa Deus na história, culpa parceira responsável pelo posts e se declara “muito abalado”

 

A ofensa do Zuky, retirada do perfil no Instagram

O Restaurante Zuky, especializado em comida japonesa e hamburguers premium passou do ponto ao tentar comentar a Greve Geral, que ocorre nesta sexta-feira, 28.

A empresa ofendeu sindicalistas, líderes de Movimentos de Sem Terra, estudantes e índios, ao dizer que só eles parariam e que não fariam falta à nação.

– Tem uma greve geral anunciada para esta próxima sexta. Petistas, índios, movimentos sociais, sindicalistas, líderes estudantis e o MST já anunciaram que irão parar – postou o Zuky, para provocar:

– Ou seja, tudo continuará funcionando normalmente. Talvez até melhore.

No início da tarde, o post foi retirado e a empresa publicou outro, em que responsabiliza uma empresa parceira pela postagem.

A retratação: porque Deus entrou na história?

– Estou muito abalado com tudo isso, mas sempre acreditei em Deus (?) e Ele sabe que eu como dono e minha empresa nunca iríamos tecer comentário tão absurdo – diz o novo post.

A história foi retirada do Instagram, é verdade.

Mas ficaram as marcas do preconceito…

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Justiça garante ao menos 60% da frota de ônibus em circulação nesta sexta…

Sindicato das Empresas de Transporte conseguiu decisão judicial que garante a circulação dos ônibus mesmo com a greve geral nacional

 

Motoristas pretendem paralisar toda a frota, mas a Justiça determinou 60% em circulação

O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo conseguiu nesta quinta-feira, 27, uma decisão judicial que garante a manutenção do transporte público nesta sexta-feira, 28.

De acordo com a decisão, pelo menos 60% dos ônibus devem estar nas ruas, mesmo com a greve geral prevista.

Até agora, não há posicionamento do Sindicato dos Motoristas, que já haviam anunciado paralisação entre as 0h00 e as 16h de amanhã.

A greve geral em São Luís deve atingir outros setores de trabalhadores, sobretudo os do funcionalismo público.

As centrais sindicais pretendem realizar a maior paralisação da história do Brasil…

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“Política salarial para a PM não passa de enganação”, dizem associações…

Entidades que reúnem policiais militares dizem ter aceitado o chamamento da associação de esposas e criticam a falta de habilidade do governo Flávio Dino nas negociações com a categoria

 

representantes dos PMs e do governo: promessas não cumpridas, dizem associações (imagem: blog do Ebnilson)

As várias associações de policiais militares divulgaram nota nesta segunda-feira, 13, em que criticam a política adotada pelo governo Flávio Dino (PCdoB) para o debate com a categoria.

– Denunciamos que a tão alardeada política salarial voltada para a PM e BM não passa de enganação, pois não é verdade que estamos entre os melhores salários do Brasil. Na verdade, hoje, ocupamos a 13ª colocação – afirma o documento, divulgado após convocação de reunião pela associação de esposas de policiais.

A nota, assinada pela Associação das Esposas e Amigos dos policiais Militares, Associação dos Policiais Militares de Timon, Associação dos Policiais do Médio Mearim, Associação Tiradentes, Associação das Praças,  Conselho Comunitário Pela Paz – CCP (Luizão/ Divinéia) e União Militar Independente diz que a questão da PMMA não se limita a salários, mas a toda infraestrutura precária dada à corporação.

– Para não citar a falta permanente de estrutura, a falta humilhante de combustível e o armamento sucateado e ultrapassado – disse.

Em momento algum, porém, o documento das associações de policiais fala em greve ou qualquer ação contra o governo.

Uma nova reunião será convocada para o município de Bacabal, ainda sem data.

Leia abaixo a íntegra da nota:

Em atendimentos as associações das esposas, nós lideranças e associações de policiais, reunidos na data de hoje, deliberamos pela necessidade de manter a luta pelo cumprimento dos acordos feitos com o governo do Estado, denunciando seu sistemático descumprimento.

Denunciamos que a tão alardeada política salarial voltada para a PM e BM não passa de enganação, pois não é verdade que estamos entre os melhores salários do Brasil. Na verdade, hoje, ocupamos a 13ª colocação.

Denunciar que todos as promessas feitas por este governo, apenas a questão salarial foi cumprida em parte para a PM e BM. O RDE (regulamento disciplinar do exército) não foi substituído por um código de ética; a carreira continua atrasada, injusta e submetida a apadrinhamento. O auxilio alimentação de 300 reais está há 3 anos sem reajuste e a alimentação dos policiais que trabalham no interior foi cortada.

O prometido adicional noturno que nunca saiu do campo dos sonhos; a jornada semanal de 40 horas, cuja ausência permite jornadas de até 168 horas semanais. O tão sonhado adicional de insalubridade e a nova LOB da PM, sempre prometida e nunca realizada, sem falar do acordo de abril de 2015 que prometia carreira única. Entrada com nível superior; uma lei de movimentação para acabar com as transferências por perseguição entre outros…nada disso fora cumprido.

Dito isso, fica evidente que a situação não se limita à questão salarial, para não citar a falta permanente de estrutura, a falta humilhante de combustível e o armamento sucateado e ultrapassado.

As associações e representantes militares informa que haverá uma nova reunião na cidade de Bacabal em data a ser definida.

Associação das Esposas e Amigos dos policiais Militares
Associação dos Policiais Militares de Timon
Associação dos Policiais do Médio Mearim
Associação Tiradentes
Associação das Praças
Conselho Comunitário Pela Paz – CCP (Luizão/ Divinéia)
União Militar Independente

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José Sarney e a greve de policiais militares…

E a situação das polícias? Os homicídios praticados por nossos policiais são destaque no mundo inteiro. É claro que há muitos que se comportam com heroísmo, mas os que esquecem os seus deveres os relegam para um segundo plano.

Agora o Espírito Santo, que tinha deixado para trás seu exemplo de má polícia e se destacado pela melhora de sua segurança, inventa uma nova maneira de fazer a greve – isto é, motim, rebelião, pois todos sabem que a greve de policiais é ilegal – sujeitando-se ao doce constrangimento de suas mulheres sentadas nas portas dos quartéis. A covardia de usá-las só é superada pela covardia contra o resto da população, deparada com o medo da violência que inunda suas ruas e atinge todo o estado. Violência que espanta em sua gratuidade.

Deus queira que por trás dela não esteja alguma mão política oculta, no eco do terrorismo que varre o mundo e de que o Brasil estava salvo até hoje.”

Trecho do artigo “Violência, lá e cá”, publicado em O EstadoMaranhão, edição de 11 e 12/2/2017

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Não há motivos para greve da PM no Maranhão…

Convocação de reunião por grupo de esposas de policiais militares – anunciada sexta-feira – é uma ameaça à segurança pública, que soa oportunista, diante da greve da PM no Espírito Santo, que encerrou também na sexta-feira

 

Policial sendo condecorado pelo governador Flávio Dino em formatura da PM; não há motivo para greve

Blogs de diversas tendências políticas anunciam, desde a sexta-feira, 10, uma convocação de grupos de esposas e associações de policiais militares para uma reunião de urgência na tarde deste domingo, 12.

Para muitos, o chamado soou como alerta para um eventual indicativo de greve de policiais militares no Maranhão.

Mas não há nenhum motivo para isso.

Primeiro que os PMs maranhenses – e não de agora – podem reclamar de vários problemas enfrentados na profissão, menos de condições salariais. No Maranhão, paga-se – e não de agora – um dos melhores salários da categoria no país.

Segundo, que qualquer manifestação de policiais neste momento de terror e preocupação resultante da paralisação de PMs no Espírito Santo – inclusive já encerrada – soará oportunista.

A paralisação da PM-ES, que alarmou o Brasil inteiro, não pode servir de exemplo para cidadãos em plena consciência do dever.

E é neste aspecto que o blog repete:

Não há motivo para greve de PMs no Maranhão…