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Fantasma da cassação assombra Flávio Dino, que terá que explicar pedaladas

Gestor comunista vê o nome do Maranhão envolvido durante a sua gestão em suposto caso de “pedaladas fiscais” que foram responsáveis, por exemplo, pelo impeachment de Dilma Rousseff.

Flávio Dino está amedrontado com fantasma da cassação e terá que explicar acusações de envolvimentos do estado em possíveis pedaladas fiscais

Na mídia nacional nas últimas horas, mais um escândalo envolvendo o nome de Flávio Dino (PCdoB). Desta vez, a partir de denúncia feita pela Spaceom – empresa de tornozeleiras eletrônicas – o Maranhão estaria envolvido em pedaladas fiscais em companhia de outros estados, como Minas Gerais, Goiás, Maranhão e Tocantins. Com isso, Dino – que corre o risco de ser cassado – terá que se defender de mais uma acusação grave que levou, por exemplo, ao impeachment da ex-presidente da República, Dilma Rousseff.

Documento publicado em novembro pelo Tesouro Nacional aponta que estados como o Maranhão têm se aproveitado de prestadores de serviços para se financiar. É quando o governo contrata uma operação de crédito, ou seja, quando o Executivo empenha despesas e não as quita, deixando restos a pagar.  

O fato que estaria envolvendo a administração dinista é confirmado pelo dono da Spacecom, Sávio Bloomfield. “É uma pedalada fiscal o que eles (os Estados) estão fazendo. Eles passam por problemas financeiros e tentam empurrar a conta para o fornecedor para se financiar”, disse o gestor.

A Secretaria de Administração Penitenciária do Maranhão, responsável pelo pagamento da empresa de Bloomfield, informou que o valor cobrado pela Spacecom é mais alto que o preço de mercado e, por isso, o contrato estava sendo contestado.  O Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais, elaborado pelo Tesouro, mostra ainda que os restos a pagar de todos os Estados cresceram 75% no ano passado e atingiram R$ 29,7 bilhões.

 

 

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Maranhenses descartam impeachment de Temer…

Após decisão do TSE, de manter presidente no poder, deputados e senadores analisaram cenário político do Brasil e maioria diz que não há possibilidade de afastamento

 

Por Carla Lima*

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu não cassar a chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) eleita em 2014. A acusação de abuso de poder político e econômico não foi considerada pela maioria da Corte Eleitoral. Essa decisão mexe com o cenário político nacional.

O Estado ouviu senadores e deputados maranhenses sobre a situação política nacional.

Entre os parlamentares ouvidos (sete deputados federais e dois senadores) a opinião é de que não há possibilidade de um processo de impeachment de Michel Temer acontecer. Os aliados garantem que a base do presidente tanto na Câmara quanto no Senado o garante blindagem para evitar tal processo.

Os da oposição preferem acreditar que o afastamento do presidente deve acontecer e eleição direta, convocada.

Entre os aliados de Temer ouvidos por O Estado estão Júnior Marreca (PEN), André Fufuca (PP), Hildo Rocha (PMDB), Pedro Fernandes (PTB) e Juscelino Filho (DEM). O primeiro firmou que precisaria de fatos novos e fortes para que um processo de impeachment fosse aberto contra o presidente da República. Segundo Júnior Marreca, os fatos até agora apresentados não justifica um processo para retirar o peemedebista do cargo.

O deputado André Fufuca avalia que não há possibilidade de um processo de impeachment passar na Câmara e, por isso, o mais provável para o progressista é que Temer continue no comando do país até dezembro de 2018.

Já o correligionário de Michel Temer, Hildo Rocha analisa que a crise institucional instalada está atrapalhando o fim da crise política e econômica do Brasil. E que, com o fim do julgamento, o certo seria manter o presidente.

Na análise do peemedebista, as possiblidades de Temer concluir o mandato são reais.

“Vivemos uma crise sem precedentes na história republicana do Brasil, pois essa crise institucional que gera a crise política e a crise econômica, está fazendo com que o país esteja há dois anos em recessão profunda. Acredito que o Michel Temer conclui o mandato”, afirmou Rocha.

Pedro Fernandes acredito que a base governista não deixaria passar qualquer processo para tirar Temer do poder. “Temer tem base na Câmara para rejeitar pedido de processo [de impeachment]”, disse.

Juscelino Filho acredita que outro processo de impeachment de um presidente seria desgastante para o país. “Não acredito que possa ter outro impeachment, isso seria muito ruim para país”, afirmou o democrata.

Dois deputados de oposição ouvidos por O Estado, Rubens Júnior (PCdoB) e Weverton Rocha (PDT), não trabalham com a possibilidade de impeachment do presidente da República.

Baseados nas ações da Procuradoria Geral da República (PGR) contra Michel Temer, os dois deputados maranhenses acreditam que o processo criminal deverá culminar no afastamento do presidente feito pela Câmara Federal.

“A situação criminal seguirá grave [mesmo com a decisão do TSE]. É possível uma denúncia do PGR. E a Câmara deveria afastá-lo, para garantir a investigação. Os fatos foram praticados no exercício do mandato e em função do cargo. Assim, afastamento seria justificado”, analisou Rubens Júnior.

Weverton Rocha é mais enfático e acredita que não há possibilidade de Michel Temer permanecer no comando do país. Segundo ele, há 13 pedidos de impeachment e que a oposição trabalha para que o presidente da Câmara analise e decida a respeito.

Mesmo com esse movimento dos opositores do presidente, o deputado do PDTdiz que uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) foi apresentada por ele para que a decisão de abertura de impeachment seja feito de forma colegiada e não monocrática como atualmente.

“Não há condições de permanência para Michel Temer. Já existem 13 pedidos de impeachment contra ele na Câmara. Nossa luta agora é para pautar a análise desses pedidos, o que é feito hoje monocraticamente pelo presidente da Câmara. Consideramos isso um equívoco, pois a decisão de aceitar ou não o pedido de impeachment tem que ser colegiada. Fiz uma Proposta de Emenda Constitucional trazendo essa responsabilidade para o plenário, com quórum qualificado, e estou colhendo assinaturas para apresentar a PEC, mas o governo tem maioria e nem isso quer discutir”, falou Rocha.

*De O EstadoMaranhão

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Podemos (ex-PTN) anuncia saída da base do governo Michel Temer…

O Podemos (ex-PTN) e sua bancada na Câmara dos Deputados anunciaram, por meio de nota, sua saída do Bloco Parlamentar formado pelo PP e o PTdoB, assumindo posição de independência em relação ao governo federal.

O deputado Aluisio Mendes, que era vice-líder do bloco, acompanha a decisão do seu partido.

– O Brasil vive grave momento de instabilidade. Que toda essa crise, que assola a todos nós brasileiros, abra caminhos para um Brasil mais forte e politicamente resolvido. Que a verdade prevaleça e que a democracia seja soberana – declarou Aluisio Mendes.

A decisão do Podemos foi tomada após a divulgação da delação em que os proprietários do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista, revelaram gravação de conversa com o presidente Michel Temer sobre propina para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha.

Veja a nota abaixo:

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Os crimes de Temer na conversa com Joesley..

Como maior autoridade pública do Brasil, o presidente da República cometeu crimes de responsabilidade em série ao ouvir confissões de um criminoso e, além de não tomar providências, ainda estimular a prática criminosa

 

CUMPLICIDADE
Ao ouvir, complacente e omisso os crimes de Joesley Batista, Michel Temer cometeu crimes também

Editorial

Há quem ainda ache que o áudio gravado pelo bandido Joesley Batista – que assim deve ser tratado por que se confessou assim ao fazer delação – não tem incriminação contra o presidente Michel Temer (PMDB).

Há, sim. E há em profusão.

Joesley confessa pelo menos quatro crimes diante de um temer omisso, cúmplice e até incentivador da prática criminosa.

E tudo isso é crime de responsabilidade.

O primeiro crime o gangster Joesley Batista confessa quando diz que está pagando R$ 50 mil a um procurador da força-tarefa para obter informações da Lava Jato.

Neste momento, como maior autoridade pública do país, Michel Temer deveria prender o criminoso, ma deu de ombros.

Joesley comenta outros dois crimes a um Temer omisso e leniente – o de comprar juízes e o de resolver suas pendências com Eduardo Cunha – até revelar o mais grave deles: pagar R$ 500 mil por semana pelo silêncio do ex-presidente da Câmara Federal.

E é aí que o presidente da República mostra-se tão criminoso quanto o dono da JBS-Friboi, ao proferir a já histórica rase: “mantenha isso, viu?!?”.

São, ao menos, crimes de Prevaricação, obstrução da Justiça e violação de sigilo funcional.

A Câmara Federal e o Supremo Tribunal Federal têm, portanto, elementos suficientes para cassar o mandato presidencial e mandar Michel Temer para a cadeia.

E quem não conseguiu ver incriminação do presidente no áudio, deve ouvi-lo novamente.

Uma, duas três, quatro vezes, que seja…

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Imagem do dia: o “fora Temer” – segundo passo…

Os manifestantes mostraram o "Fora Temer" em um segundo ato

Os manifestantes mostraram o “Fora Temer” em um segundo ato

Manifestação nesta terça-feira, 29, em frente ao Congresso Nacional, mostrou a falta de popularidade do presidente Michel Temer, que vai enfrentar processo de impeachment no Senado e possível investigação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.

A manifestação de hoje nem era diretamente contra o presidente, mas os militantes aproveitaram para dar o grito de “Fora Temer!”. Maus ventos para o presidente interino

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Imagem do dia: o início do “Fora Temer”…

psol

O presidente Michel Temer (PMDB) começou a semana com dois revezes políticos que podem resultar no início de sua agonia para se manter no cargo: o PSOL apresentou oficialmente pedido de impeachment contra o peemedebista, por crime de responsabilidade.

Além disso, a Procuradoria-geral da República pediu à Polícia Federal que investigue os áudios gravados pelo ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero. A PGR quer analisar se cabe denúncia contra Temer e o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, ao Supremo Tribunal Federal. Nos dois casos, Temer terá um final de ano de explicações.

Além disso, pesquisas apontaram que a popularidade do presidente caiu drasticamente após sua entrevista de domingo, 27.

E sem popularidade, fica mais difícil defender-se de um provável início de processo a partir de 2017. 

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Saída de Dilma é injeção de adrenalina na militância de esquerda…

Ao assumir a presidência, Michel Temer ainda pode enfrentar muitos protestos pela frente

Ao assumir a presidência, Michel Temer (PMDB) ainda pode enfrentar muitos protestos pela frente

Ao  contrário do que muitos devem pensar, a saída de Dilma Rousseff (PT) do cargo da presidência não foi a derrota dos militantes petistas nem da esquerda em geral.

O impeachment foi o choque de realidade e adrenalina na militância que vinha adormecida muito antes do processo para a retirada da ex-presidente foi iniciado.

Talvez, este seja o momento em que todos estejam mais unidos para recuperar os espaços perdidos devido aos desgaste do Partido dos Trabalhadores em todo o país.

Ainda que esporádicos, os movimentos de protesto contra o atual governo Temer tendem a se intensificar. Aos poucos, a esquerda verá os erros cometidos e quem sabe irá aprender com eles. Ou voltarão ao estado de letargia por um bom tempo…

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O impeachment e o Maranhão…

Impeachment prejudicou o governo de Flávio Dino Maranhão significativamente

Impeachment prejudicou o governo de Flávio Dino Maranhão significativamente

Adversário natural do governador Flávio Dino (PCdoB), o PMDB saiu fortalecido em todo o país após o processo de impeachment de Dilma Rousseff da presidência da República.

Abertamente contra, inclusive manifestando apoio à ex-presidente em todas as suas redes sociais, Dino também declarou-se abertamente o governo de Michel Temer (PMDB).

Se antes, o PMDB já era seu inimigo natural, agora, há um grande receio de as coisas se tornarem mais difíceis para o governo dinista. Este blog já havia mostrado que o governador do Maranhão não tem nenhum prestígio no governo Temer (releia aqui), o que pode prejudicar imensamente a gerência no Palácio dos Leões.

É certo que 2018 será um ano em que dificilmente Flávio Dino irá se reeleger, haja vista que, deste processo de saída de Dilma do cargo de presidente, todos que são contra o governador saíram por cima.

Roberto Rocha tem em suas mãos a chance de esmagar Dino nas eleições de 2018

Roberto Rocha tem em suas mãos a chance de esmagar Dino nas eleições de 2018

Não só o PMDB, mas também o senador Roberto Rocha (PSB) que disputará ferozmente com Flávio nas eleições para governador do Maranhão.

Talvez, reste apenas ao governador torcer para que a defesa de Dilma Rousseff consiga anular o impedimento (veja aqui).

O que é bem difícil de acontecer…

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Roberto Rocha votou pelo impeachment de Dilma Rousseff…

Acompanhando os votos anteriores, nos quais se posicionou pela admissibilidade do processo, o senador Roberto Rocha (PSB-MA) votou pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

“Temos elementos de grande complexidade técnica que apontam para indícios de responsabilidade da Sra. presidente”, avaliou Roberto Rocha. O impeachment foi aprovado pelo Senado por 61 votos a favor e 20 contra. O senador, no entanto, votou pela manutenção dos direitos políticos da presidente, “inquieta-nos que a sentença máxima aplicada a ela, que corresponde a uma pena de morte política, seja desproporcional aos erros por ela cometidos”.

Rocha explicou seu nvoto

Rocha explicou seu voto

Roberto Rocha explicou que considerou muitas variáveis para decidir seu voto. Conversou com os outros senadores da bancada maranhense em busca de uma posição que fortaleça o estado e pensou na fragilidade social e econômica do Maranhão, que é beneficiado por quase um milhão de bolsa-família e, por isso mesmo, é fortemente impactado pela crise que piora a economia do país.

“Pensei demoradamente em tudo isso, e esta foi a razão pela qual só declarei meu voto ao final absoluto do processo, depois de ouvir todas as partes e principalmente ouvir os interesses do meu estado”, explicou o senador.

“Concluí que o governo que simbolizou tanta esperança para nosso povo não foi capaz de formular um projeto de superação da grave crise econômica e política em que vivemos.”

Manutenção dos direitos políticos

A manutenção dos direitos políticos da ex-presidente Dilma Rousseff foi decidida em votação destacada por maioria de 42 senadores contrários à aplicação da pena, 36 a favor e 3 abstenções.

O assunto foi motivo de debate intenso em plenário e Roberto Rocha se manifestou em defesa da manutenção dos direitos políticos da ex-presidente. O senador respondeu aos argumentos de que mesmo que o Senado afastasse a inabilitação Dilma não poderia ser eleita novamente nos próximos oito anos por conta da Lei da Ficha Limpa, que proíbe candidatura de pessoas condenadas por órgãos colegiados.

“A Lei da Ficha Limpa não alcança a presidente da República, e nem poderia fazê-lo, pois já tem previsão constitucional em caso de impeachment.”

O senador fez questão de afirmar que não viu indícios de desonestidade pessoal no trato da coisa pública e que embora acredite que há razões para o impeachment, considera que não é o caso da suspensão dos direitos políticos.

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As ações de Flávio Dino em favor do impeachment de Dilma…

Governador que se diz aliado da presidente petista tem usado sua mídia para hostilizar diariamente os senadores maranhenses que votarão no processo, além de espinafrá-los com ações político-eleitorais em suas bases no interior, como em Balsas, em pleno dia do julgamento

 

Flávio Dino hoje pela manhã, em Balsas, com seu candidato Erik; hostilização in loco ao senador Roberto Rocha

Flávio Dino hoje, em Balsas, com seu candidato Erik; hostilização ao senador Roberto Rocha

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), passou quase todo o processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) vendendo a ideia de que era contra o afastamento e tachando a ação de golpe.

E fez questão de se mostrar, em caso de vitória da petista, como o político maranhense que seria mais prestigiado num eventual governo petista renascido.

Mas, na fase de julgamento Senado, o governador tem contribuído, ele próprio, para o desfecho fatal contra Dilma.

Além de não falar mais no assunto, o governador comunista adota atitudes que, ao contrário de ajudar a presidente, muito contribuem para afastar os possíveis votos dos três senadores da bancada maranhense – Edison Lobão (PMDB), Roberto Rocha (PSB) e João Alberto (PMDB).

Os veículos de comunicação controlados pelo Palácio dos Leões, a mando de Dino, agridem diariamente os três senadores maranhenses com direito a voto no processo.

Dino entre Othelino e Leonardo em Pinheiro: contra o PMDB de Edison Lobão e João Alberto

Dino entre Othelino e Leonardo em Pinheiro: contra o PMDB de Edison Lobão e João Alberto

Além disso, o próprio Dino empreende ações políticas que revelam desprezo com o desfecho do impeachment.

Essas ações criam nos três senadores maranhenses a desconfiança de que, votando com Dilma, estariam a fortalecer, no Maranhão, a espada com a qual o governador Flávio Dino tenta degolá-los.

Uma das ações intempestivas de Flávio Dino ocorreu exatamente na manhã desta terça-feira, 30. 

O governador fez questão de ir a Balsas, base eleitoral do senador Roberto Rocha, município administrado por seu irmão, Luiz Rocha Filho, o Rochinha (PSB), para declarar apoio ostensivo ao adversário do prefeito, inclusive usando a própria máquina do governo, anunciando convênios e obras.

Em Pinheiro, na semana passada, a hostilização de Flávio Dino teve como alvo os senadores João Alberto e Edison Lobão (ambos do PMDB). O governador comunista exigiu intervenção no diretório do PT para tirá-lo da aliança com o PMDB e levá-lo ao PCdoB.

Ações deste tipo mostra que Flávio Dino não tem qualquer compromisso com a unidade da bancada no Senado em favor de Dilma.

E a ida a Balsas exatamente na manhã do desfecho do impeachment – ao contrário do que fez na Câmara, quando sentou praça em plenário – revela que ele prefere mesmo assistir pela TV ao afastamento da petista.

E a presidente e o PT que se virem…