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Fábio Câmara alerta para risco de inundação com lama também em SL…

Vereador revela que a Alumar já recebeu mais nove autorizações para construção de lagos artificiais de lama de minério, a mesma que inundou dois municípios de Minas Gerais

 

Um dos mares de lama da Alumar na região do Tibiri: risco ambiental

Um dos mares de lama da Alumar na região do Tibiri: risco ambiental

O vereador Fábio Câmara (PMDB) fez importante alerta sobre o risco de São Luís sofrer inundação por lama de minério nos moldes da que ocorreu em Bento Rodrigues e Mariana, em Minas Gerais.

FabioCamaraDe acordo com informações de ativistas ambientais, já foram emitidas nove autorizações de supressão vegetal das terras que haviam ficado de fora da gleba Tibiri-Pedrinhas – no caso da área industrial de São Luís – para que a Alumar construísse seus lagos artificiais depositários de resíduos industriais altamente tóxicos, alertou o parlamentar.

De acordo com Câmara, além de danos nos lençóis freáticos, a poluição pode prejudicar o Cinturão Hidrológico existente.

– O caso é tão grave que as fábricas de bebidas ao longo do Km-18/19 da BR-135 na região de Pedrinhas, que antes se orgulhavam da qualidade da água utilizada, já começaram a tratar previamente a água que utilizam – revelou.

Os rompimentos de barragens como o que ocorreu nos municípios mineiros não são novidade no Maranhão.

Em 2008, uma barragem rompeu-se em Gonçalves Dias, gerando inundação e destruição no município, fato, inclusive, recentemente tratado neste blog. (Releia aqui)

No caso das barragens de lama da Alumar, a Frente Comunitária da Gleba Tibiri-Pedrinhas e movimentos sociais, ainda ensaiaram uma visita a áreas destes lagos depositários dos resíduos produzidos pelo beneficiamento da bauxita, como mostra a foto acima.

Para debater o assunto, Fábio Câmara pretende realizar audiência pública e propor projeto de lei tornando obrigatória a contratação de seguro contra rompimento das barragens.

– O seguro deverá oferecer cobertura de danos físicos, inclusive morte, e prejuízos materiais às pessoas físicas e jurídicas domiciliadas em áreas afetadas por inundações (urbanas ou rurais habitadas ou utilizadas para quaisquer fins de natureza econômica, inclusive de subsistência) – concluiu Câmara.

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Um grave alerta de Zé Inácio…

Deputado do PT tem chamado atenção há dias para a gravidade do incêndio que destrói a reserva Araribóia, no interior maranhense, diante do silêncio das autoridades do estado

indígnea observa, importante, o fogo consumir boa parte de sua reserva

indígena observa, importante, o fogo consumir boa parte de sua reserva

O deputado Zé Inácio (PT) tem sido voz solitária, há pelo menos uma semana, em relação aos graves resultados de um incêndio que consome, há pelo menos 40 dias, a reserva Araribóia, na região Sudoeste do estado.

inaApesar dos esforços de 200 brigadistas do IBAMA, as chamas já devastaram cerca de 35% da área de 413 mil hectares, onde vivem 12 mil indígenas da etnia Guajajara e aproximadamente 80 Awá Guajás. Não podemos deixar de ouvir os indígenas, quando responsabilizam os madeireiros pelo incêndio nas suas terras, que tem trazido, além de prejuízo ambiental, risco de morte às crianças e adultos indígenas, devido a fumaça e as altas temperaturas”, denunciou Inácio.

Até parece que nada acontece no Maranhão. Nenhuma posição do governo, nenhuma posição da secretara de Meio Ambiente, nenhuma posição das entidades ligadas ao setor.

Louve-se, portanto, a coragem do parlamentar do PT…

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A regulamentação da Carcinicultura….

Júnior Verde com os representantes do setor da Pesca e do Meio Ambiente

Júnior Verde com os representantes do setor da Pesca e do Meio Ambiente

As declarações abaixo foram dadas durante a audiência pública da Frente Parlamentar em Defesa da Pesca e da Aquicultura, presidida pelo deputado Júnior Verde (PRB), na Assembleia Legislativa:

 

A carcinicultura é um investimento que pode representar a redenção do Maranhão. Estamos apenas iniciando uma discussão de um grande atrativo de investimento para o desenvolvimento do Estado”

Júnior Verde, deputado estadual

Temos que desmistificar a questão de que o empreendimento da carcinicultura esbarra sempre na questão do licenciamento ambiental. A dificuldade não é de licenciamento ambiental”

Marcelo Coelho, secretário de Estado do Meio Ambiente

 

Hoje, no Maranhão, o maior medo do carcinicultor é com a licença ambiental. Precisamos do apoio governamental para fazer avançar a carcinicultura em nosso estado”

Chico da Pesca, presidente da Cooperativa de Carcinicultores do Maranhão

 

Na audiência, foram aprovados os seguintes encaminhamentos:

1 – realização de uma audiência pública no dia 30 de setembro nos municípios de Humberto de Campos, com os carcinicultores da região;

2 – encaminhamento para a SEMA, para análise e parecer, da minuta do Projeto de Lei em discussão; e

3 – proposta de regularização dos projetos consolidados de carcinicultura.

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Poluição da Caema em rio do Calhau ocorre desde 2013…

Este blog denunciou o problema em vários posts, sempre com desculpas esfarrapadas da companhia; o resultado é a imagem degradante na praia do Calhau, que ganhou o mundo na última segunda-feira

 

Em 16 de fevereiro de 2014, este blog publicou o post “Caminhões despejam dejetos em córrego do Calhau…”, para denunciar, no vídeo reproduzido acima,  uma situação que vinha ocorrendo desde 2013.

O post mostrava que dois caminhões – sempre aos sábados – há meses faziam o mesmo serviço: chegavam carregado de dejetos e descarregavam numa espécie de fossa, na Avenida Santo Antonio, que a Caema identifica como “Elevatória do Parque Shalon”.

Na época, o blog encaminhou o vídeo à assessoria da Caema, que, simplesmente informou desconhecer o problema e pediu a identificação dos caminhões.

Nos primeiros tempos, a água jorrava assim, na cabeceira do rio que seguia para a praia

Nos primeiros tempos, a água jorrava assim, na cabeceira do rio que seguia para a praia

Em 22 de março daquele mesmo ano, o blog voltou a tratar do assunto, no post “Caema continua despejando esgoto em córrego do Barramar…”.

No post, o blog informou que os caminhões deixaram de aparecer todo sábado, mas mostrou, em imagens, que o esgoto que deveria ser processado na estação elevatória, jorrava abertamente no córrego do Barramar – o mesmo que desemboca na praia do Calhau, onde apareceu a mancha preta no início da semana. 

Na época, os operários que operavam a “estação” informaram que “abriram um buraco na caixa por que o caminhões não podiam mais fazer a coleta  por que a bomba estava queimada”.

Em 18 de julho de 2014, novo post do blog. Dessa vez, os “Moradores do Barramar acusam Grand Park de jogar esgoto no igarapé que corta o bairro…” – o mesmo que desemboca na praia e gerou a imagem grotesca.

– A fedentina aqui é insuportável. Muita gente está vendendo suas casas por não ter mais condições de ficar. E os próprios funcionários da Caema dizem que o problema vem do Gran Park – afirmou um morador, à época.

A imagem grotesca da praia do Calhau: mais uma vergonha para São Luís

A imagem grotesca da praia do Calhau: mais uma vergonha para São Luís

Nestes mais de dois anos de denúncias, nada foi feito – nem na gestão passada, muito menos na atual gestão da Caema.

E o resultado foi a imagem degradante que humilhou São Luís em rede mundial…

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André Fufuca cobra solução do governo para esgoto em praias…

Fufuquinha vê desrespeito da Caema

Fufuquinha vê desrespeito da Caema

Uma foto de derramamento indiscriminado de esgoto nas praias de São Luís ganhou as redes sociais. De Brasília, o deputado federal André Fufuca (PEN) criticou duramente o ocorrido.

– A imagem é estarrecedora em sua completude. Desde o perigo que representa para a saúde das pessoas, passando pelo desrespeito da Caema e colimando com uma péssima propaganda para o turismo de nossa cidade – criticou.

Depois que a foto ganhou notoriedade nas redes sociais, a Caema lançou uma nota afirmando que a mancha era de esgoto e justificou que o problema já havia sido resolvido.

A imagem que ganhou o mundo; e a caema apenas disse: "é esgoto mesmo"

A imagem que ganhou o mundo; e a caema apenas disse: “é esgoto mesmo”

André Fufuca demonstrou indignação com o trato que a empresa deu ao caso.

– E quem usou a praia no dia? Como fica? Já que foi algo motivado por um problema, o que se esperava era que a empresa tivesse agido com respeito! Deveriam ter noticiado antes, avisado antes e respeitado o direito das pessoas de saber. Tudo o que não fizeram – indignou-se.

O deputado ainda suspeita que este pode não ser um caso isolado.

– A foto que flagrou o desrespeito da Caema foi aérea, o que deixou a coisa mais visível. Eu se não tivessem fotografado? Ficaria por isso mesmo? E isso nos leva a crer que existe sim a possibilidade de ser um problema recorrente.

Para o deputado a imagem não foi tratada com a devida importância pelo governo.

– Essa imagem rodou o país, com toda a certeza. E o governo fez o que para tentar minimizar o problema? Absolutamente nada. Quem mais vai perder com isso, depois das pessoas que banharam em esgoto por causa da omissão da Caema, é o turismo do Maranhão – criticou.

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Imagem do dia: o fim do aterro da Ribeira…

atteroTrator realiza os procedimentos de cobertura da área de lixo por barro, no lixão da Ribeira, que será fechado a partir deste sábado. O lixo produzido em São Luís será levado para um moderno aterro sanitário, nas imediações de Rosário. com área de transbordo e destinação adequada. O lixão da Ribeira foi construído como aterro pela prefeita Conceição Andrade, em 1994, com previsão para durar 20 anos. Chegou a época de acabar

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Aterro da Ribeira será fechado no final de julho…

Repleto de urubus, aterro se transformou em lixão e ameaça voos

Repleto de urubus, aterro se transformou em lixão e ameaça voos

O secretário de governo municipal, Lula Fylho, estabeleceu hoje, em evento sobre resíduos sólidos, promovido pelo Ministério Público, uma data para fechamento do Aterro da Ribeira, que perdeu as condições de receber o lixo da região metropolitana.

Segundo o secretário, até o final do mês de julho o aterro será encerrado.

O evento do Ministério Público discutiu a destinação dos resíduos no Maranhão e a adequação ao Plano Nacional de resíduos Sólidos, que estabelece data para o fim dos lixões.

De acordo com Lula Fylho, o destino dado ao lixo de São Luís será em um novo aterro, nas imediações de Rosário – já licencado e adeuado às novas regras.

O espaço, já pronto, tem capacidade para atender São Luís e as cidades mais próximas…

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“Hora do Planeta” será realizada na Assembleia…

Iniciativa do deputado Adriano Sarney (PV) segue contexto mundial, para que todas as cidades, empresas e pessoas desliguem a energia elétrica por 60 minutos, para deter a mudanças climáticas; no Palácio Manoel Beckman, o evento se dará entre 20h30 e 21h30

 

Adriano, em defesa do meio ambiente

Adriano, em defesa do meio ambiente

Neste sábado 28 de março, milhares de cidades, empresas e pessoas irão apagar as luzes por sessenta minutos, das 20h30 às 21h30, na maior mobilização mundial para que os líderes globais adotem medidas para deter as mudanças climáticas.

Em São Luís, o ato simbólico da Hora do Planeta 2015, acontece a partir das 20h no hall em frente ao Palácio Manoel Beckman, sede do Poder Legislativo Estadual, na Avenida Jerônimo de Albuquerque, no Calhau.

O evento gratuito é uma iniciativa do Deputado Estadual do Partido Verde, Adriano Sarney, membro da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia e conta com total apoio da Casa Legislativa, da TV Assembleia, do Sistema Mirante de Comunicação e Jornal O EstadoMaranhão.

unnamed– As crises hídrica e energética são o tema central da campanha, somos muito dependentes da matriz hidráulica. Se não chove, não tem água para gerar energia, para beber e se usa combustível fóssil, como termelétricas para gerar energia, que é mais cara e mais poluente. Com isso, os gases de efeito estufa aumentam o problema do aquecimento global gerando mais secas. Ou seja, a gente está em um ciclo vicioso – destacou Adriano Sarney.

Mais de cem cidades brasileiras adeririam a campanha que acontece pelo sétimo ano consecutivo, numa organização da WWF-Brasil.

– A conservação do meio ambiente deixou de ser focada no bem-estar das gerações futuras, para ser uma grande questão da geração atual. Este ano, os efeitos da devastação, que já vêm nos atingindo há tempos, pode ser sentido de forma ainda mais contundente – e em vários pontos do mundo – afirma a secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecilia Wey de Brito.

– A Hora do Planeta é uma oportunidade para as pessoas refletirem sobre qual é a contribuição de cada um para a solução dos problemas ligados às mudanças climáticas – finalizou o parlamentar verde.

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Ex-secretário de Meio Ambiente denuncia Petrobras ao Ministério Público…

Washington Rio Branco quer que seja exigida da empresa petroleira, diante do abandono do projeto de refinaria, a recuperação ambiental da área desmatada em Bacabeira

 

O professor e ambientalista Washington Rio Branco, ex-secretário de Meio Ambiente, protocolou, semana passada, representações na Procuradoria-Geral de Justiça e na Procuradoria regional da República contra a Petrobras, que anunciou o abandono do projeto

Rio Branco no Ministério Público

Rio Branco no Ministério Público

de construção da refinaria Premium, de Bacabeira.

Rio Branco foi responsável pelas licenças ambientais para execução do projeto, mas entende que, diante do abandono, cabe à empresa a recuperação da área.

Em sua representação, o ex-secretário solicita do Ministério Público que seja criada força-tarefa para analisar eventuais danos ambientais pelo abandono da obra, e exigir da Petrobras a reparação destes danos.

http://www.marrapa.com/wp-content/uploads/2013/03/retomadas-obras-de-terraplanagem-na-refinaria-premium-I-em-Bacabeira_opt-350x230.png

Terreno da refinaria: de quem é a responsabilidade?

– Uma coisa é o projeto pronto, com todas as exigências legais para que o meio ambiente seja respeitado. Outra coisa é uma área abandonada, sem trabalho algum em favor do meio ambiente. A Petrobras tem obrigação de reparar o estado e, principalmente, o povo de Bacabeira – frisou Washington Rio Branco.

O ambientalista é a primeira autoridade maranhense a agir de forma prática contra a decisão da Petrobras.

– A área foi doada à Petrobras cumprindo todas as exigências legais da parceira para a construção da refinaria. Abandoná-la sem mais nem menos também constitui crime ambiental – concluiu.

Nem a Procuradoria de justiça, nem a procuradoria da República se manifestaram até agora sobre a representação de Washington Rio Branco.

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E o espigão virou praia…

Falta de acordo entre governo e prefeitura deixa área urbanizada da Ponta D’Areia carregada de areia; mas há quem diga que o processo é natural, e que os espigões têm vida útil curta, necessitando a montagem de quantos outros forem necessários

 

O espigão estava assim no sábado passdo

O espigão estava assim no sábado passado…

Algumas semanas depois de ter a área urbanizada entregue pela governadora Roseana Sarney, o Espigão da Ponta D’Areia estava assim, sábado passado, lotado de areia em sua área de passagem.

Populares e turistas que foram ao local se divertir tiveram dificuldade de locomoção.

São várias as explicações para o acúmulo de areia no espigão.

Para alguns, esse acúmulo é natural nesta época do ano, quando os ventos são mais fortes. Outros dizem que o problema é causado por um erro ténico, uma vez que deveria haver um vão entre o muro de pedra e o deck de passagem.

Leia também:

Parceria governo-prefeitura funcionará no Espigão…

Espigão já é ponto turístico de São Luís…

Mas há explicações mais técnicas para o problema.

...Mas era patra estar assim., como no dia da entrega

…Mas era para estar assim., como no dia da entrega

Este acúmulo seria um processo natural dos espigões. O acúmulo de areia na orla, resultante da contenção pelo muro de pedra, é chamado de Sedimento Carreado.

Esta areia tende a se acumular até cobrir todo o espigão. É quando termina a sua utilidade e outro precisa ser construído.

É assim em todos os lugares onde existem espigões.

Só que a Secretaria de Infraestrutura, desde o início do projeto, nunca explicou a curta vida útil do equipamento. Também não disse que precisariam vários outros em toda a orla para evitar a invasão do mar.

Para completar, a mesma Sinfra não levou em conta a questão do vão na execução da urbanização, o que tem causado o problema. Com o vão, a areia não se acumularia toda, por que voltaria para o mar pelas aberturas entre a passarela e o muro.

Mas este acúmulo de areia poderia ser amenizado, mesmo assim, com um simples acordo entre o governo e a prefeitura, para que a área fosse limpa, pelo menos durante os fins de semana, quando a presença de pessoas é maior.

Sem acordo, a bela área que se transformou em point turístico pode ser engolida pela areia…