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Imperatriz anuncia reabertura de igrejas, shoppings, restaurantes e academias

O shopping imperial será reaberto a partir desta quinta-feria, 28; além dele, estão liberados academias, restaurantes e igrejas

A prefeitura de Imperatriz anunciou nesta quarta-feira, 27, novo decreto, permitindo a abertura de igrejas católicas e evangélicas, academias e até shoppings centers.

O documento impõe algumas regras, como número reduzido de presentes, algo em torno de 30% da capacidade, e  área de pelo menos 20 metros quadrados para as academias.

O último boletim da pandemia de coronavírus apresentou 1.610 casos em Imperatriz, com 79 mortes.

 

 

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Deputados e senadores já movimentaram R$ 125 milhões em emendas

Recursos foram encaminhados aos municípios das bases parlamentares, com liberação de urgência nesta época de pandemia de coronavírus; total empenhado pela bancada maranhense chega a quase R$ 150 milhões

 

As emendas parlamentares são recursos de indicação de deputados e senadores, que geram sempre polêmica diante de sua liberação

Nada menos que R$ 125.576.242,00 já foram liberados aos municípios e instituições  maranhenses por intermédio das emendas parlamentares de senadores e deputados federais.

Os recursos ganharam maior rapidez na liberação nesta época de pandemia, quando foi criada a nova rubrica “enfrentamento do coronavírus”, o que permitiu aos parlamentares e prefeituras mudarem a nomenclatura das suas emendas.

No total, os parlamentares já empenharam R$ 149.963.210,00.

O dinheiro liberado pelo Governo Federal irrigou os cofres de vários municípios maranhenses, com valores que vão de R$ 150 mil a quase R$ 2 milhões por prefeitura.

Ao contrário do que fazem com instituições do tipo Fundação Antonio Jorge Dino, Universidade Federal do Maranhão e as santas casas, os deputados não informam para que prefeituras encaminharam seus recursos.

E os prefeitos, por sua vez, também não demonstram o menor interesse em publicizar o recebimento do dinheiro.

Com informações do blog de Diego Emir

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Agora analista político, Dino ignora avanço da pandemia no Maranhão

Desde que decretou o “libera geral” das atividades comerciais no estado – gerando uma onda de retorno em massa da população às ruas – governador prefere debater os mandos e desmandos do governo Bolsonaro a discutir formas de frear a ação da coVID-19 no interior

 

Em meio à pandemia, Flávio Dino prefere discutir nacionalmente as questões do governo Bolsonaro a debater com o maranhenses os riscos da coVID- 19

Há três dias o blog Marco Aurélio D’Eça critica o evidente e crescente desinteresse do governo Flávio Dino (PCdoB) em relação à pandemia de coronavírus no Maranhão. (Relembre aqui, aqui, aqui e aqui)

E há três dias dias Flávio Dino faz questão de reforçar o que diz este blog, preferindo debater os mandos e desmandos do governo Jair Bolsonaro a discutir ações e reações à escalada da coVID-19 no interior.

De segunda-feira, 5 para cá, as postagens de Dino nas redes sociais são todas relacionadas a Bolsonaro.

Ontem – quando o Maranhão enfrentava novo recorde de mortes e as multidões se concentravam nas ruas – o comunista estava em live da revista IstoÉ debatendo… o governo Bolsonaro. 

O governador comunista começou muito bem o enfrentamento da pandemia, o que foi reconhecido publicamente aqui neste espaço jornalístico. (Relembre aqui)

Mas foi só no início.

Desde o equívoco do lockdown judicial – que funcionou como uma espécie de pedágio, fazendo a população se sentir livre, depois, para voltar às ruas – passando pelo equívoco do rodízio até chegar no equívoco da abertura comercial, Dino parece ter cansado de lutar contra o coronavírus.

Em meio ao “libera geral’ do governo, maranhenses foram em massas ás ruas, sob a responsabilidade de denunciar os seus diante do lavar de mãos das autoridades

De segunda-feira, 25, para cá, a população está largada à própria sorte, tendo, ela própria, de cuidar de si, fiscalizar e denunciar terceiros, diante do absoluto lavar de mãos das autoridades estaduais.

Com o contraponto diário a Bolsonaro, Dino ganha cobertura midiática nacional e espaço para apresentar seus posicionamentos.

Mas esquece que esta exposição vai torná-lo apenas igual ao próprio Bolsonaro, que despreza a pandemia e nega os efeitos da coVId-19.

Um Bolsonaro de sinal trocado… (Não entendeu? Entenda aqui)

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Municípios receberam mais de R$ 1 bilhão para a Saúde em 2020 no MA

Além das rubricas-padrão, repasses feitos pelo Governo Federal, por intermédio do Fundo Nacional de Saúde, já incluem emendas parlamentares e a nova rubrica “Enfrentamento do Coronavírus”, cujos recursos estão sendo liberados desde março e deveriam levar em conta a proporcionalidade da população de cada município

 

A pandemia de coronavírus se espalha pelo interior maranhense, mas as prefeituras têm recebido recursos desde maio para o combate à coVID-19

Reportagem especial

Apesar da reclamação sistemática de prefeitos e seus aliados no Congresso Nacional, os 217 municípios maranhenses já receberam, em 2020, mais de R$ 1 bilhão para as ações de Saúde.

Foram exatos R$ 1.095.167.475,80 divididos pelas prefeituras.

Desde março, estão incluídos neste montante também valores extras para o “enfrentamento de coronavírus”, em parcelas baseadas na população de cada município; e em maio os prefeitos passaram a receber as emendas parlamentares, individuais e de bancada.

E é exatamente neste ponto que aparecem as estranhezas na liberação dos recursos, uma vez que os dados da “planilha detalhada” misturam valores em uma única tabela, dificultando a leitura e acompanhamento de sua aplicação. 

Também torna-se difícil – sem a inclusão dos repasses nos portais da transparência do Governo Federal, do Congresso Nacional e das prefeituras –  saber os autores das emendas e os motivos que os levaram a liberar recurso para um município e não para outro.

O município de Miranda do Norte, por exemplo, recebeu entre março e maio nada menos que R$ 5 milhões para o enfrentamento da coVID-19.

O Ministério da Saúde repassou ao município R$ 145.874,24 em duas parcelas, entre março e abril.

Mas em maio, Miranda foi inundado com nada menos que R$ 5.318.400,00 fruto de emenda parlamentar para a área de saúde, liberada pelo fato de o Brasil enfrentar o estado de emergência de caráter nacional,  por causa da pandemia de coronavírus.

As emendas parlamentares também começaram a sair a jato para a pequena Arame, beneficiada com R$ 1.557.200,00 já agora em maio; mas neste caso, a própria prefeita Jully Menezes se encarregou de revelar o autores: os deputados federais Josimar de Maranhãozinho (R$ 998 mil) e Gil Cutrim (R$ 559,2 mil). 

É preciso ressaltar que Arame já tinha sido beneficiada com recursos para “enfrentamento do coronavírus”, em duas parcelas em março e abril, totalizando R$ 175.732,04.

Entre janeiro e maio, Arame já recebeu do Fundo Nacional de Saúde o montante de R$ 4.366.320,03 em suas várias rubricas, incluindo emendas e recursos para o coronavírus. (Saiba mais aqui)

Parte II

“Atenção básica” virou “Incremento ao coVID-19”

 

Miranda do Norte tem recebido atenção especial da bancada na liberação de recursos de emendas; foram mais e R$ 5 milhões até este mês de maio

Deputados, senadores e municípios puderam usar a pandemia de coronavírus para liberar as emendas parlamentares a partir da “Autorização SEGOV/PR, da Secretaria de Governo da Presidência da República”, que alterou o cadastramento das propostas já apresentadas.

Com esta autorização, prefeituras que tinham cadastrado suas propostas para recebimento de emendas na rubrica “Piso de Atenção Básica” puderam alterar para “incremento ao coVID-19”.

Foi assim que Tuntum, agraciada com pouco mais de R$ 900 mil entre março e abril, recebeu em maio nada menos que R$ 1,9 milhão, entre valores para “incremento ao coVID-19” e emendas, embora não se saiba o membro da bancada responsável pelos recursos.

mas, se não se consegue – ainda – o levantamento completo dos deputados e senadores que liberam emendas aos municípios na coVID-19, é possível saber, ao menos, o montante garantido ao Maranhão.

Foram nada menos que R$ 43 milhões, segundo revelou o deputado federal Hildo Rocha (PMDB), em release de sua assessoria distribuída à imprensa no último dia 18.

– Esses R$ 43 milhões são frutos de emenda da bancada, esforço dos 18 deputados federais e dos 3 senadores do Maranhão a serem utilizados no atendimento à população da capital e do interior, que atravessa um momento critico em relação à pandemia da Covid-19 – disse Rocha. (Saiba mais aqui)

Esses R$ 43 milhões já foram liberados, e está sendo usado no “enfrenamento do coronavírus”, segundo rubrica do Fundo Nacional de Saúde. (Acesse aqui)

O que não dá para entender é o fato de municípios como a pequena Lagoa do Mato receber algo em torno de R$ 1 milhão enquanto outros, como Presidente Dutra, apenas R$ 730 mil. 

Mas esta é uma outra história…

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Eliziane cobra urgência no auxílio contra pandemia a estados e municípios

Senadora maranhense diz que o presidente Jair Bolsonaro demora demais para liberar esses recursos, enquanto a doença vai se alastrando pelo interior, ameaçando de colapso no sistema de saúde

 

Eliziane tem atuado junto ás bancadas para pressionar pela sanção do presidente ao projeto de auxílio emergencial a estados e municípios

A senadora Eliziane Gama (Cidadania) voltou a cobrar em suas redes sociais, nesta terça-feira, 26, urgência na liberação de recursos para estados e municípios usarem no combate à pandemia de coronavírus.

– O presidente está demorando demais para liberar esses recursos. A doença já se alastrou pelo interior do país e a demora na sanção deixa milhares de brasileiros vulneráveis – ressaltou a parlamentar.

O auxílio para estados e municípios oi aprovado ainda em abril, mas o presidente Jair Bolsonaro nunca sancionou a proposta.

– Lá na base, os prefeitos estão fazendo um gigante esforço pra evitar o colapso do sistema – ressaltou a senadora.

No Maranhão, é cada vez maior o número de contaminados pela coVID-19.

E falta recursos nas prefeituras…

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Governo Flávio Dino abandona pandemia e foca na política

Desde o início do “libera geral”, governador comunista – seus auxiliares e aliados – reduziram drasticamente postagens e aparições para tratar dos riscos do coronavírus; e agora focam no debate nacional com o presidente Jair Bolsonaro, o que reforça a ideia de fim da quarentena no estado

 

Tanto Carlos Lula quanto Flávio Dino passaram a focar nas redes sociais ao embate com o governo Bolsonaro, fazendo política e deixando a pandemia, para a população

O blog Marco Aurélio D’Eça tem criticado o governo Flávio Dino (PCdoB) – governador, auxiliares e aliados – pelo abandono da luta contra o coronavírus, o que pode simbolizar o fim da quarentena no Maranhão. 

Nesta terça-feira, 26, tanto Dino quanto seu secretário de Saúde, Carlos Eduardo Lula – e vários outros auxiliares e aliados nas redes sociais – parecem mesmo ter lavado as mãos em relação à pandemia, preferindo o debate político nacional.

O governador concentrou suas postagens relacionadas ao coronavírus apenas no Instagram. 

Mesmo bloqueado em sua conta no Twitter, o titular deste blog busca outros meios de acesso às informações do chefe do Executivo. E constatou, nesta rede social, na manhã desta terça-feira, 26, apenas postagens referentes a Jair Bolsonaro, como esta abaixo:

De manhã, a postagem de Flávio Dino foi contra a ação do governo Bolsonaro em relação à imprensa; mas o comunista esqueceu de desbloquear jornalistas de sua conta no Twitter

O secretário Carlos Lula também se concentrou  na guerra política contra Bolsonaro, com críticas à ação da Polícia Federal na residência do governador Wilson Witzel, do Rio de Janeiro. (Veja abaixo).

Suas últimas postagens sobre a coVID-19 ocorreram no fim da noite de segunda-feira, 25, com a divulgação do boletim da SES. 

A postagem de Carlos Lula na manhã desta terça-feira foi apenas de crítica à ação da PF no Rio de Janeiro; coronavírus ficou esquecida na noite de segunda-feira

Mais tarde, Carlos Lula publicou gráfico que apontava suposta queda nos números da coVID-19 após lockdown na Grande São Luís, o que é desmentido pelo próprio gráfico. (Entenda aqui)   

A linha política e o “nem aí!” para a pandemia é seguida por outros secretários e também por aliados políticos mais próximos, como o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), que desde ontem vem denunciando a instrumentalização da Polícia Federal contra adversários de Bolsonaro.

O secretário de Esportes, Rogério Cafeteira, chegou a dizer, em resposta ao titular do blog Marco Aurélio D’Eça, que “as forças policiais não são babás” da população, que “precisa ter consciência da quarentena”.

Jogada à própria sorte, a população terá que se virá sozinha para controlar a pandemia de coronavírus, fazendo a sua parte – como, agora, prega o governo maranhense.

Flávio Dino e seus aliados parecem já estar em outra vibe…

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“Libera-geral” de Flávio Dino simboliza fim da quarentena no MA

Ao lavar as mãos para o controle do distanciamento social decretado por ele mesmo, Governo do Estado estimula população a sair às ruas e gerar aglomerações em vários pontos, diante do novo recorde de casos de coVID-19 e da falta de fiscalização, também desprezada pelas autoridades

 

A festa popular na Rua Grande simbolizou o fim do isolamento social na Grande São Luís, mas as aglomerações se espalham desde sábado também pelo interior

Editorial

O primeiro dia do “libera-geral” das atividades comerciais, decretado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), simbolizou nesta segunda-feira, 25, também o fim da quarentena da pandemia de coronavírus no Maranhão.

Sem controle das próprias autoridades, sem a necessária fiscalização – da qual Dino e os prefeitos lavaram as mãos – a população foi em massa aos principais centros comerciais de São Luís.

Numa demonstração clara de que parece ter cansado na luta contra a pandemia, Flávio Dino não deu entrevistas, não divulgou notas e se limitou a publicar em suas redes sociais um pedido para que a própria população fiscalizasse o cumprimento do seu decreto.

E no dia em que o Maranhão batia mais um recorde de mortes pela coVID-19 – com 1,5 mil novos casos e 33 mortes em 24 horas – as lojas, liberadas ou não, abriram as portas; e gente com ou sem máscaras foi às ruas, decretando o fim simbólico do isolamento social.

Mas o fim da quarentena já havia sido decretado no fim de semana, com praias e parques cheios e até bares e grupos fazendo festas, em São Luís e no interior. 

Flávio Dino se limitou a pedir que a população denuncie seus vizinhos, colegas e concorrentes, lavando as mãos em relação às próprias responsabilidades na pandemia

O pior é que as autoridades não demonstram mais o mesmo interesse na luta pelo controle de suas medidas contra a coVID-19.

Nas redes sociais, o discurso de secretários, auxiliares e aliados políticos do governo comunista era o mesmo: “o governo não pode tutelar o povo; o cidadão precisa ter consciência”.

Sem fiscalização, sem controle e sem coerção policial, o movimento nas ruas só tende a aumentar, à medida que mais pessoas forem percebendo o desinteresse do governo.

E assim, o Maranhão precisará de milagre para não entrar em colapso no atendimento à coVID-19…

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Braide vê interesses políticos em defensores do adiamento das eleições

Parlamentar diz que senadores e deputados não podem decidir sobre o assunto apenas de acordo com seus interesses, critica a tentativa de unificar mandatos em 2022 e vê “chances quase nulas” de adiamento do pleito para além de 2020

 

Eduardo Braide entende ser quase nula a chance de adiar as eleições de 2020 e critica quem tenta prorrogar mandato de atuais prefeitos

O deputado federal Eduardo Braide (Podemos) criticou nesta segunda-feira, 25, políticos que tentam tirar proveito da discussão sobre o adiamento das eleições de 2020.

Sem, citar nomes, Braide disse que “há pessoas com outros objetivos ao querer adiar as eleições”.

Líder em todas as pesquisas sobre a sucessão do prefeito Edivaldo Júnior (PDT), Eduardo Braide avalia que as chances de adiar o processo é quase nula, diante do clima na Câmara.

– A discussão precisa ser sempre pautada por critérios técnicos e não políticos, alguns estão aproveitando o momento para tentativas reprováveis – ressaltou Braide, em entrevista à rádio Mirante AM.

Na bancada maranhense, os três senadores – Roberto Rocha (PSDB), Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (Cidadania) – já defendem o adiamento para 2022, como forma de unificar os mandatos no país.

Essa postura é criticada não apenas por outros parlamentares como também por especialistas em direito eleitoral, sob o argumento de que os atuais prefeitos e vereadores não receberam autorização do eleitor para um mandato de seis anos, mas apenas de quatro anos.

Eduardo Braide concorda com esta posição e levanta questão ainda mais pertinente: para fazer o adiamento, é preciso plebiscito, que requer estrutura igual à eleição.

– Teríamos que fazer um plebiscito antes. E se pode fazer um plebiscito, tem como fazer eleição – afirmou.

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Lideranças apontam fracasso das medidas contra coVID-19 no MA

Senador Roberto Rocha, deputado federal Eduardo Braide e deputado estadual Dr. Yglésio afirmam – com base em estudos estatísticos – que o lockdown imposto pela Justiça não teve qualquer efeito na redução de contaminados e de mortos pela coVID-19 e que a fragilidade do sistema faz a doença avançar no interior

 

Gráficos divulgados em estudo do deputado Dr. Yglésio apontam que o lockdown na Grande São Luís não surtiu efeito no combate ao coronavírus

Enquanto o governo Flávio Dino (PCdoB) se vê às voltas com mais uma medida atabalhoada de combate ao coronavírus – agora com uma espécie de “libera geral” nas atividades comerciais – lideranças aliadas e oposicionistas já começam a apresentar os primeiros dados do lockdown.

O senador Roberto Rocha (PSD), o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) e o estadual Dr. Yglésio (PROS), por exemplo, afirmam não ter havido qualquer efeito positivo do bloqueio nos números da coVID-19. 

O lockdown foi decretado pela Justiça e implantado pelo governo Flávio Dino entre os dias 5 e 17 de maio.

Nove dias depois de seu encerramento, os números de contaminados e de mortos pela coVId-19 seguem em alta tanto no interior quanto na Grande São Luís.

No fim de semana, Dr. Yglésio que é professor-doutor em Medicina, divulgou uma série de estudos nas redes sociais apontando para a falta de efeito do bloqueio.

– Os meus dados já direcionam para a ausência de efeito. Até o final do mês teremos estudo definitivo – afirmou Yglésio. 

Segundo o deputado, em relação à pandemia e seu avanço em todo o estado, “não há dados suficientes até o momento mostrando uma estabilidade sustentada”.

Seguindo a mesma linha de raciocínio de Yglésio, Roberto Rocha avalia que o único efeito direto do lockdown se deu exatamente no avanço da pandemia no interior.

– Muita gente correu para o interior, muitos deles levando consigo o vírus. Muitos jovens do interior vão para São Luís para estudar ou trabalhar; voltaram, muitos assintomáticos, levando o vírus e contaminando a sua família – acusa o senador.

Medidas sem planejamento

Roberto Rocha divulgou vídeo em que demonstra com números o fracasso do lockdown e seus efeitos contra a própria população

Tanto Roberto Rocha quanto Dr. Yglésio apontam a falta de planejamento do lockdown – e também das novas medidas de Flávio Dino, como o “libera-geral” do comércio – como causa do fracasso das medidas. 

– É importante dizer que não estou discutindo o conteúdo da medida, mas a forma. Se era uma medida boa e necessária porque o próprio governador não fez? Quais dados técnicos tinha um juiz para tomar sozinho tal decisão para evitar uma fuga de pessoas para o interior? Porque não foi feita uma blitz nas saídas da ilha com termômetro digital, por exemplo? – ponderou, Roberto Rocha.

Eduardo Braide, por sua vez, preferiu apontar a fragilidade da saúde no Maranhão como resultado do avanço da coVÌD-19 no interior maranhense.

– Essa situação do coronavírus está servindo para mostrar de forma muito clara o quanto a nossa estrutura de saúde vinha sendo tratada com descaso nos últimos anos – afirmou o parlamentar, em entrevista à rádio Mirante AM.  

Dr. Yglésio foi ainda mais específico, e apontou falhas, inclusive, no novo decreto, que abriu algumas atividades comerciais na região da Grande São Luís.

Yglésio tem sido ativo nas ações contra o coronavírus, tanto na linha de frente, como médico, quanto em estudos, como pesquisador da área

– Acredito que o decreto poderia ter sido mais bem estruturado, a definição de negócio familiar é muito nebulosa. Situação como a dos comércios da Rua Grande, gerenciados por empresários chineses e coreanos, enquadram-se nesse segmento. Não houve previsão no decreto estadual para regulamentação das atividades pela prefeitura, o que sugere uma possível desorganização do aparelho fiscalizatório – disse o parlamentar.

Mesmo diante dos números e dos estudos – que suas próprias autoridades usam em suas coletivas – o governo maranhense continua a insistir que suas medidas funcionam.

Mas a realidade se vê nas ruas…

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Sem regras, reabertura do comércio gera aglomeração e caos no MA

Governo Flávio Dino autorizou abertura de “comércio familiar de pequeno porte”, mas nem seu decreto, nem as prefeituras, regulamentaram esta autorização, resultando em um “libera geral”, sobretudo no centro comercial de São Luís

 

Rua Grande ficou lotada de clientes com a maior parte das lojas abertas; impossível saber, sem fiscalização oficial, quem é familiar ou não

O que se viu na manhã desta segunda-feira, 25, no centro comercial de São Luís foi uma festa popular, espécie de comemoração pela volta ao normal no Maranhão, após a pandemia de coronavírus. 

Sem regulamentação, sem conscientização e, principalmente, sem fiscalização, a autorização do governo Flávio Dino (PCdoB) serviu como uma espécie de ‘libera geral”, levando todo mundo para as ruas.

Na Rua Grande, na Cohab, no João Paulo e, sobretudo, nos bairros mais afastados, diversas lojas – de diversos ramos comerciais – abriram as portas sob a alegação de ser “empresa familiar”.

No Decreto que determinou a abertura, Flávio Dino repassou à própria população a responsabilidade de fiscalizar e denunciar eventuais abusos.

Na rua Grande e nas suas transversais, onde a maior parte das lojas é controlada por asiáticos, ficou impossível saber quem era familiar e quem não era. 

E como todos estavam no mesmo barco, cada um fazia vista-grossa à atividade do outro.

Praias e parques lotados

Mesmo antes do início do “libera geral”, ainda no fim de semana, as pessoas já não e estavam nem aí para as medidas de isolamento, que ainda deveriam estar em vigor

O pior é que o libera-geral começou bem antes do seu início oficial.

Já no sábado, 23, a avenida Litorânea ficou lotada à noite, com pessoas em atividade físicas e até bares abertos, sob a argumentação de atendimento em drive thru ou delivery.

A festa continuou domingo, na Grande São Luís e no interior, com aglomerações festivas, jogos esportivos em praça pública e movimentação intensa em parques e espaços de lazer.

Pela regra do governo, caberia ao próprio cidadão fiscalizar e denunciar.

Mas o que poderia fazer “dona Maria da esquina” diante de marmanjos aglomerados em um espaço na Ilhinha, por exemplo?!?

E ainda é apenas o primeiro dia do “libera geral”…