Exclusivo!!! a pergunta reservada de Brandão aos prefeitos…

Governador tem questionado os gestores municipais que são recebidos no Palácio dos Leões sobre temas relacionados às possíveis candidaturas nas eleições de 2026

 

PERGUNTINHA BÁSICA. O prefeito Gentil Neto e o agora secretário Fábio Gentil foram uns dos que trataram com Brnadão sobre as eleições 2026

Exclusivo

O governador Carlos Brandão (PSB) decidiu incluir uma nova pergunta nas conversas reservadas que tem mantido regularmente com prefeitos no Palácio dos Leões; ele agora quer saber, também, se terá apoio dos gestores em caso de candidatura ao Senado.

“Se eu me candidatar a senador, tenho a garantia do seu apoio?!?”, questiona o governador, segundo apurou este blog Marco Aurélio d’Eça; a informação foi confirmada por pelo menos quatro dos 11 prefeitos presentes na reunião da quarta-feira, 2.

Neste dia, Brandão recebeu Bruno Silva (Coelho Neto), Henrique Guerra (Penalva), Simplesmente Maria (Arari), Gilson Guerreiro (Grajaú), Gentil Neto (Caxias), Fábio Holanda (João Lisboa), Enoque Mota (Pastos Bons), Raimundinho da Audiolar (P. Dutra), Emanuel Ricardo (Tufilândia), Kleber Tratorzão (São Domingos do MA) e Alex Almeida (Lago Verde). (Veja vídeo abaixo)

MARATONA DE CONVERSAS. Brandão passa o dia inteiro com prefeitos durante agenda municipalista

Na verdade, há dois momentos na relação de Brandão com os prefeitos: um antes do carnaval e outro depois do carnaval, quando o governador  começou a acertar os ponteiros com os chamados dinistas.

Naquela época, até fevereiro, as perguntas aos prefeitos eram:

  • 1 – “se por acaso houver rompimento, de qual lado você fica?!?”;
  • 2 – “qual o seu candidato a senador, deputado federal e estadual?!?”;
  • 3 – “existe possibilidade você apoiar alguém indicado pelo Palácio ?!?”.

Os prefeitos são chamados ao Palácio dos Leões para a conversa com o governador sobre obras e serviços nos municípios.

Na primeira parte ele conversa na sala de reunião, geralmente com a presença dos secretários Sebastião Madeira, da Casa Civil, Luiz Fernando Silva, de Assuntos Estratégicos, Rubens Pereira, de Articulação Política e, eventualmente, Júnior Viana e Orleans Brandão.

Em seguida, o governador chama o prefeito para uma sala reservada, onde poucos dos auxiliares têm acesso; e é lá que ele faz as perguntas.

Que agora inclui, também, a nova, sobre sua candidatura ao Senado…

Imagens do dia: tem Brandão e Camarão novamente no interior…

Governador inaugurou obras em vários setores nos municípios de Coroatá e Caxias, acompanhado do vice-governador e de aliados políticos, como Orleans Brandão e Fábio Gentil
 

[caption id="attachment_148916" align="aligncenter" width="603"] INAUGURANDO JUNTOS. Brandão

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Na direita maranhense “ninguém segura a mão de ninguém”…

Além das provocações do pré-candidato a governador Lahésio Bonfim ao prefeito Eduardo Braide, campo conservador vive clima de guerra entre os vários atores cristãos-católicos-conservadores-e-bolsonaristas

 

NINGUÉM SEGURA A MÃO DE NINGUÉM; entre os conservadores maranhenses “é cada um por si e Deus contra todos”

Ensaio

Em busca de hegemonia na direita maranhense, o pré-candidato a governador Lahésio Bonfim (Novo), partiu pra cima do prefeito Eduardo Braide (PSD), cobrando posição ideológica; mas o clima de guerra na direita maranhense envolve também outros personagens, incluindo o campo bolsonarista.

E neste campo “ninguém segura a mão de ninguém”.*

Nesta terça-feira, 8, o jornalista Domingos Costa trouxe comentário do deputado federal Allan Garcês (PP) em grupo de WhatsApp, acusando a vereadora Flávia Berthier (PL) de “traidora da Direita” (Veja aqui); na semana passada, a mesma Berthier foi atacada pelo suplente de deputado estadual Felipe Arnon (PL).

“A vereadora de direita [Flávia Berthier] se refere a Eliene como ‘a moça’; e ela diz que não conhece, não sabia nada dessa ‘moça’ presa em Pedrinhas. Ora, você e eu estamos lutando pela anistia de muitos que nem conhecemos, por que acreditamos que todos são presos políticos”, justificou Arnon, em vídeo divulgado nas redes sociais. (Veja abaixo)

A ciumeira na direita maranhense envolve outros personagens, de conservadores cristãos-católicos a bolsonaristas militantes.

O deputado federal Aluisio Mendes (PRB), por exemplo, tenta expulsar do seu partido sua suplente Mariana Carvalho, aliada da senadora Damares Alves (PRB-DF), que já o denunciou judicialmente; Aluisio também não suporta sequer estar próximo do colega de bancada Josimar Maranhãozinho (PL), ameaçado de expulsão do partido pelo próprio Jair Bolsonaro.

Em meio ao bate-boca da turma da direita, o deputado estadual Dr. Yglésio Moyses (PRTB) ainda tenta conquistar o campo conservador, que olha atravessado sua passagem por diversos partidos de esquerda até o primeiro turno de 2022.

E é assim que a direita – conservadora-extremista-cristã-católica-e-bolsonarista –  pretende chegar às eleições de 2026 no Maranhão…

*P.S.: a frase que dá título a este post é uma ressignificação da expressão “ninguém solta a mão de ninguém” criada no período da Ditadura por alunos da USP e revivida pela esquerda nas eleições de 2018. 

Eduardo Braide vai pela esquerda ou pela direita?

Mesmo com viés retorcido na motivação para falar do prefeito de São Luís, ex-candidato a governador Lahésio Bonfim levanta uma questão significativa no debate sucessório

 

POR ONDE ELE VAI?!? Para Lahésio, Braide não é de direita, mas a esquerda também não o vê como um dos seus; afinal, por onde caminha o prefeito?

É claro que a motivação do ex-candidato a governador Dr. Lahésio Bonfim (Novo) é outra, e não apenas o viés ideológicos do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD); o ex-candidato está incomodado com a ocupação de espaços do adversário na disputa pelo governo.

Mas Lahésio levanta questões significativas com relação a Braide em 2026: afinal de contas, se for candidato, Braide vai pela esquerda ou pela direita?!?

  • o prefeito está filiado ao PSD, partido da base do governo Lula e um dos principais sustentáculos do PT no Congresso;
  • por outro lado, tem o apoio de bolsonaristas como o deputado federal Aluisio Mendes e a suplente Mariana Carvalho. 

“Como é que a direita vai pedir para eu deixar um projeto para apoiar alguém que não é de direita? Que direita é essa?”, questiona Lahésio Bonfim.

Braide só atende a imprensa em eventos públicos, com restritas perguntas; e dificilmente fala sobre política, sucessão e disputa presidencial, mas este blog Marco Aurélio d’Eça tem conversado com a senadora Eliziane Gama – outra liderança do PSD no Maranhão – e ela garante o posicionamento partidário pró-Lula (PT).

O prefeito de São Luís já teve, inclusive, uma conversa pessoal com o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, que lhe deu as diretrizes para as eleições de 2026.

Pela postura conservadora-cristã-católica que adota na própria vida pessoal, é pouco provável ver Braide defendendo postulados progressistas ao lado do presidente Lula, por exemplo.

Mas ele também nunca se posicionou – pelo menos publicamente – em defesa ou alinhamentos dos ideais da direita ou do bolsonarismo.

E quando provoca essa discussão, Lahésio quer botar a ideologia do prefeito em pratos limpos…

A (R) evolução ideológica de Marcos Silva…

Ex-dirigente do PSTU, hoje no PT, rompe com o radicalismo da ultra-esquerda e defende a ampliação das alianças socialistas para barrar o crescimento da extrema-direita e do bolsonarismo

 

AVANÇO IDEOLÓGICO. Marcos Silva alerta para o risco do isolacionismo da esquerda e o perigo do bolsonarismo à espreita

Em artigo publicado em suas redes sociais nesta segunda-feira, 7,  o militante socialista e ambientalista Marcos Silva expõe a sua evolução ideológica e faz um resgate histórico da esquerda nos últimos 25 anos, apontando para as eleições presidenciais de 2026.

“O cenário eleitoral de 2026 será decisivo. O bolsonarismo, embora ferido, segue vivo, com base social organizada e apetite por poder. Nesse contexto, a frente ampla que sustenta o governo Lula não é uma concessão vergonhosa – é uma trincheira necessária. Trata-se de garantir a sobrevivência da democracia, não de nutrir ilusões institucionais”, admite Silva, para completar: “Abandonar essa frente em nome de uma pureza ideológica abstrata é, na prática, abrir caminho para o avanço da extrema-direita. Não se trata de abdicar do horizonte socialista, mas de reconhecer que ele não virá sem democracia, sem organização concreta e sem mobilização popular.”

 Marcos Silva foi um dos fundadores do PSTU no Maranhão e um de seus principais dirigentes durante mais de 20 anos. Ambientalista, funcionário de carreira da Caema, ele filiou-se ao PT a partir do governo Flávio Dino (PCdoB).

  • Tido por extrema esquerda, o PSTU prega a revolução do proletariado e pureza ideológica no embate político;
  • Marcos Silva mostra que esta utopia não prevalece na realidade concreta, que exige ações concretas no poder. 

“Falo com a experiência de quem passou 25 anos construindo, organizando e defendendo o PSTU – um partido que se propunha a realizar uma revolução “puro sangue”, dirigida exclusivamente pelos trabalhadores, sem qualquer forma de conciliação. Acreditei nisso com todas as forças. Durante esse período, enquanto denunciávamos a democracia burguesa e recusávamos alianças táticas, o fascismo ganhava terreno no subsolo da sociedade. Em 2018, vimos o resultado: a vitória de Jair Bolsonaro. Não porque nossa crítica estivesse errada, mas porque subestimamos a complexidade da luta política real. Pagamos um preço alto por nos afastarmos da realidade concreta em nome de uma ideologia abstrata”, ponderou o ativista.

O artigo de Marcos Silva é uma tentativa de falar com a sociedade para além da esquerda radical, entendo a realidade do país e buscando formas de manter um governo que avance alinhado às necessidades das camadas mais populares e da classe trabalhadora, em diálogo com todos os setores socais.

O que representa, sem dúvida, uma evolução ideológica concreta…

Leia abaixo a íntegra do artigo:

Ilusão Revolucionária ao Realismo da Luta: Por que a Esquerda Precisa Sair da Bolha e Construir um Caminho Concreto para o Socialismo

Por Marcos Silva, ativista do PT e da Federação Brasil da Esperança

Há algo de profundamente sintomático no estado atual de parte da extrema esquerda brasileira. Enquanto o mundo real exige organização paciente, luta concreta e articulação ampla para barrar retrocessos, setores como o PCBR Reconstrução Revolucionária se refugiam em uma política imaginária, na qual a revolução seria sempre iminente — desde que se aplicasse a linha “correta”.

Mas política não se faz com pensamento positivo ou voluntarismo. Como ensinava Lênin, trata-se de uma análise concreta da situação concreta. E a conjuntura atual exige responsabilidade, estratégia e compreensão profunda da correlação de forças. Não há espaço para o infantilismo revolucionário travestido de pureza ideológica.

A Militância Encenada: o Caso do Congresso dos Bancários do Maranhão

O recente Congresso dos Bancários do Maranhão é um exemplo eloquente da desconexão entre discurso e realidade. Na mesa de abertura, cerca de 15 organizações políticas e sindicais se revezaram em falas inflamadas. Entretanto, havia na plateia uma quantidade reduzida de pessoas diante do potencial de mobilização da categoria bancária no estado — em sua maioria, dirigentes sindicais ou militantes já envolvidos nas pautas debatidas. Ou seja, militância falando para a militância.

Essa situação não é resultado da incapacidade da direção do sindicato, composta por ativistas sérios e comprometidos com as lutas da classe trabalhadora. O problema está na ausência de mobilização real. Os sindicatos precisam retomar sua vocação histórica de organizar os trabalhadores e trabalhadoras, com base na formação sindical e política.

Assisti ao vídeo do evento, disponível no YouTube, que até agora conta com pouco mais de 800 visualizações — um número modesto até mesmo para os padrões da esquerda organizada. O que se viu foi a encenação de um poder simbólico que não corresponde a nenhuma capacidade real de mobilização social. E é sobre esse tipo de ilusão performática que setores como o PCBR baseiam suas análises sobre “avanços revolucionários”. Isso não é política concreta: é teatro.

Um Depoimento Pessoal: 25 Anos em Nome da Revolução “Puro Sangue”

Falo com a experiência de quem passou 25 anos construindo, organizando e defendendo o PSTU — um partido que se propunha a realizar uma revolução “puro sangue”, dirigida exclusivamente pelos trabalhadores, sem qualquer forma de conciliação. Acreditei nisso com todas as forças.

Durante esse período, enquanto denunciávamos a democracia burguesa e recusávamos alianças táticas, o fascismo ganhava terreno no subsolo da sociedade. Em 2018, vimos o resultado: a vitória de Jair Bolsonaro. Não porque nossa crítica estivesse errada, mas porque subestimamos a complexidade da luta política real. Pagamos um preço alto por nos afastarmos da realidade concreta em nome de uma ideologia abstrata.

O Erro do PCBR: Imaginação Substituindo a Realidade

O ativista do PCBR sustenta que alianças amplas, como a que sustenta o governo Lula, seriam uma traição de classe. Mas ignora que não existe hoje no Brasil correlação de forças que permita uma ruptura revolucionária isolada, sem apoio popular massivo e sem articulação com setores progressistas diversos.

O vanguardismo que defende não constrói poder popular — ao contrário, isola a esquerda da classe trabalhadora, que lida cotidianamente com as contradições do sistema e busca melhorias imediatas: salário, saúde, educação, segurança. A revolução não virá de podcasts ou panfletos doutrinários, mas da ação organizada das massas — se e quando houver base real para isso.

Valério Arcary do PSOL e a Dureza da Militância Real

Valério Arcary, um dos mais experientes militantes da esquerda socialista brasileira, nos oferece uma reflexão fundamental. Participante da Revolução dos Cravos em Portugal, ex-dirigente do PT e da CUT, primeiro presidente do PSTU e atualmente, ao lado de Guilherme Boulos, um dos principais dirigentes do PSOL, Arcary sabe que mobilizar a classe trabalhadora é tarefa lenta, repleta de rupturas e recomeços.

Tenho orgulho de ter militado ao seu lado por mais de vinte anos na construção do PSTU. Hoje, estou no PT, atuando na corrente Articulação CNB, convicto de que não existe luta consequente pelo socialismo no Brasil sem o fortalecimento do Partido dos Trabalhadores. Da mesma forma, não há sindicalismo combativo capaz de contribuir para a superação do capitalismo sem a CUT como instrumento de organização, formação e luta da classe trabalhadora.

Para Arcary, construir uma alternativa socialista exige disputar a institucionalidade democrática, acumulando forças e construindo hegemonia. Negar essa realidade é ceder ao delírio voluntarista de uma revolução que só existe na cabeça de militantes desconectados do chão da fábrica, dos sindicatos e das periferias.

2026: Em Jogo, a Sobrevivência da Democracia

O cenário eleitoral de 2026 será decisivo. O bolsonarismo, embora ferido, segue vivo, com base social organizada e apetite por poder. Nesse contexto, a frente ampla que sustenta o governo Lula não é uma concessão vergonhosa – é uma trincheira necessária. Trata-se de garantir a sobrevivência da democracia, não de nutrir ilusões institucionais.

Abandonar essa frente em nome de uma pureza ideológica abstrata é, na prática, abrir caminho para o avanço da extrema-direita. Não se trata de abdicar do horizonte socialista, mas de reconhecer que ele não virá sem democracia, sem organização concreta e sem mobilização popular.

Conclusão: Um Caminho Concreto para o Socialismo

A esquerda brasileira precisa romper com a bolha. É preciso disputar o presente com responsabilidade, estratégia e compromisso com as urgências do povo. A crítica à ordem deve vir acompanhada da construção de hegemonia – o que exige unidade tática, formação política e base social enraizada.

Defendemos, sim, uma frente ampla de governo, composta por setores democráticos e populares, em defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos sociais. Dentro dessa frente, cabe à esquerda socialista organizar uma fração combativa, que impulsione o desenvolvimento com justiça social e ambiental, acumulando forças para que o socialismo deixe de ser uma utopia distante e se torne uma possibilidade concreta, viável e necessária.

Porque, como dizia Lênin, sem análise concreta da situação concreta, não há política revolucionária – só autoengano.

Brandão e Braide têm a mesma data-chave em 2026…

Tanto o governador quanto o prefeito de São Luís precisam decidir até a meia-noite do dia 4 de abril do ano que vem se deixam ou não o cargo para disputar as eleições

 

PERGUNTAS AINDA SEM RESPOSTA: Braide deixa o cargo se Brandão não deixar? Brandão será candidato a senador?

Pensata

O governador Carlos Brandão (PSB) e o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) vivem uma coincidência ligada às eleições de 2026 que pode influenciar diretamente a sucessão estadual: 

  • os dois precisam decidir, no mesmo dia 4 de abril de 2026 se deixam ou ficam no cargo;
  • mas a decisão de um pode influenciar diretamente a decisão do outro de ser candidato.

Este blog Marco Aurélio d’Eça já abordou este tema de uma outra forma, no post  “O paradoxo de Eduardo Braide…”. 

“Favorito nas pesquisas de intenção de votos, com forte aceitação popular em São Luís e agora controlador do próprio partido, prefeito de São Luís ainda depende da decisão do governador Carlos Brandão para ser candidato”, diz o subtítulo do texto, publicado em 14 de março.

Nestes últimos 20 dias – e agora faltando menos de um ano para a decisão dos dois gestores –  as opiniões sobre a saída de Brnadão e de Braide mudaram consideravelmente.

  • o governador passou a dar mais espaço para o vice-governador Felipe Camarão (PT), sinal de que deve mesmo deixar o cargo;
  • aliados do prefeito, por sua vez, dizem que os números empolgam cada vez mais Braide a ser candidato em qualquer circunstância.

De acordo com esses mais próximos, o prefeito não tem nenhuma preocupação em passar quatro anos fora do poder, caso perca a eleição de 26; com plena confiança na vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD), ele, hoje, mostra-se pronto para concorrer ao governo, mesmo que isso signifique um ostracismo de, pelo menos, quatro anos.

  • isso pode ocorrer por que, renunciando à prefeitura, Braide não poderá concorrer novamente a prefeito em 2028;
  • teria, portanto, que aguardar quatro anos, sem mandato, para ser candidato novamente a governador, em 2030. 

Com relação ao governador Carlos Brandão, este blog Marco Aurélio d’Eça também abordou recentemente as circunstâncias de uma eventual renúncia para concorrer ao Senado, no post “Que peso Brandão terá chegando ao Senado?!?”.

“Ele já é praticamente unanimidade entre os aliados e os que pretendem estar no seu mesmo palanque na sucessão estadual de 2026; toda a classe política, inclusive ex-adversários, defendem publicamente a candidatura do governador Carlos Brandão (PSB) ao Senado.”, afirma o texto, publicado no sábado, 5.

Braide e Brandão têm, portanto, posições estratégicas na sucessão estadual; e o movimento de cada um pode influenciar diretamente o processo.

Mudando diretamente a configuração da disputa…

Em encontro partidário, militantes pregam chapa Camarão e Brandão em 2026…

Vice-governador liderou evento da Federação Brasil-Esperança, que exaltou a unidade em torno do legado de Flávio Dino e defendeu prioridade da candidatura do governador  ao Senado

 

MILITÂNCIA FECHADA. Felipe Camarão com deputados federais, estaduais e dirigentes partidários que apoiam a chapa Camarão/Brandão 2026

Prefeitos, deputados federais e estaduais, vereadores e militantes políticos da Federação Brasil-Esperança – formada por PT, PCdoB e PV – reafirmaram neste sábado, 5, o apoio à chapa Felipe Camarão (PT) governador e Carlos Brandão (PSB) senador em 2026.

O evento de organização para as eleições do ano que vem, foi liderado pelo próprio Felipe Camarão, que voltou a pregar apoio incondicional ao governador.

“O PT está unificado para as eleições de 2026, defendendo a unidade do grupo, com minha candidatura ao governo e também o apoio total à candidatura do Brandão ao Senado; a gente pretende continuar assim para que o maranhão possa continuar no caminho certo”, declarou Felipe Camarão.

  • o encontro foi prestigiado também por membros de outras legendas como PDT e PSB;
  • a chapa Camarão/Brandão foi defendida por todos os líderes que fizeram discurso.
TODOS IRMANADOS. Felipe Camarão reforçou o diálogo com a militância do seu grupo político

Entre os militantes presentes estavam o deputado federal Márcio Jerry, os estaduais Rodrigo Lago (PCdoB), Carlos Lula (PSB), Júlio Mendonça (PCdoB) e Francisco Nagib (PSB).

  • formada em 2022, a federação entre PT, PCdoB e PV deve rediscutir o projeto para 2026;
  • além do apoio a Brandão e Camarão, a militância ressaltou a importância do legado de Flávio Dino.

“A consciência de que toda esta história começou em 2014, com a vitória de Flávio e Brandão, reforça a importância deste legado; em 2022 repetimos a vitória, com a unidade em torno de Carlos Brandão, o que a gente espera seja repetido por todos em 2026”, disse Márcio Jerry.

O encontro ocorreu no Instituto Navigare, no Cohafuma…

Que peso Brandão terá chegando ao Senado?!?

Candidatura do governador passou a ser defendida até por ex-adversários como o senador Weverton Rocha; mas o que de fato, trará para o Maranhão sua presença em Brasília?!?

 

CACIFE POLÍTICO E LIDERANÇA. No Senado, Brandão chegará com a força de ex-governador e com deputados na bancada própria

Ensaio

Ele já é praticamente unanimidade entre os aliados e os que pretendem estar no seu mesmo palanque na sucessão estadual de 2026; toda a classe política, inclusive ex-adversários, defendem publicamente a candidatura do governador Carlos Brandão (PSB) ao Senado.

“Antes de defender a reeleição da cadeira do PDT que estou ocupando hoje, eu sou o primeiro a dizer que este grupo todo unido tem que lutar pela primeira cadeira ser do atual governador do estado; pra quê? Pra que as coisas se arrumem. E isso é de forma construtiva, de forma madura (…) Quanto à segunda vaga, isso é resolvido na boa política e nós vamos estar prontos para contribuir. O importante que o Maranhão esteja unido e que nós possamos vencer”, declarou o senador Weverton Rocha (PDT), em evento do PCdoB, na última quinta-feira, 3.

Mas, afinal, com que cacife chegaria Brandão em Brasília sendo eleito senador pelo Maranhão?!?

Ex-secretário de Estado, ex-deputado federal, vice-governador por quase oito anos e governador por quase cinco anos, Brandão construiu uma das poucas carreiras políticas com relação em todos os ambientes e campos políticos; é quase certo, por exemplo, que aos eu lado cheguem à Câmara Federal pelo menos 1/3 da bancada eleita em 2026.

  • com status de ex-governador e com ao menos 1/3 da bancada de deputados, Brandão chegará com força ao Senado;
  • para efeito de comparação, nenhum dos atuais senadores maranhenses teve a experiência de governar o seu estado;
  • dentro das articulações para a sucessão, ele pode ganhar cacife, inclusive, para se consolidar dentro do governo Lula.
PRIMEIRA VAGA. Ex-adversário, Weverton prometeu pedir votos primeiro por Brandão

Este blog Marco Aurélio d’Eça publicou em julho de 2023 o post “20 anos depois, Flávio Dino e Carlos Brandão vivem a mesma situação de Roseana e José Reinaldo”. 

“Brandão seguirá o mesmo caminho de José Reinaldo, abrindo mão de um mandato senatorial para derrotar o ex-aliado, repetindo a história de 2006?!? A história poderá se repetir como farsa para alguns. E para outros como tragédia…”, concluiu o texto de 2023.

Assim como Brandão em 2025, José Reinaldo tinha, em 2005, toda perspectiva de chegar “grande” ao Senado, com perdão do trocadilho; E assim como Brandão em 2025 – que tem familiares e aliados ao redor querendo ver derrotado o chamado dinismo – José Reinaldo era, em 2005, ovacionado pela família e por toda a classe política maranhense que queria ver derrotado o grupo Sarney.

Tavares abriu mão da carreira política em nome de uma vitória que nem era sua.

O restante da história o Maranhão inteiro é conhecedor…

Em reunião com senadores, Lula defende Eliziane Gama em 2026…

Presidente citou nominalmente a parlamentar maranhense, ao lado da pedetista Leila Barros, de Brasília, e apresentou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, as razões para defender a reeleição das duas

 

ELAS DE VOLTA. Lula entre Leila e Eliziane: presidente quer a reeleição das duas em 2026

A senadora Eliziane Gama (PSD) ouviu pessoalmente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a defesa do seu nome para a reeleição em 2026, durante jantar com os senadores, em Brasília, na última quarta-feira, 2. Ao falar sobre eleições de 2026 com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Lula deixou claro a preocupação com a reeleição de Eliziane.

 “A Eliziane é minha principal interlocutora no movimento evangélico”,disse Lula a Alcolumbre, na presença de vários outros senadores, assunto tratado, inclusive, em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. (Veja aqui)

Este blog Marco Aurélio d’Eça já havia apontado a importância de Eliziane para Lula, no post “De como Eliziane Gama tem sido efetiva para Lula no Senado…”.

  • o presidente tem forte rejeição no eleitorado evangélico;
  • desde 2022, Eliziane atua para quebrar essa resistência.

Eliziane Gama foi eleita senadora em 2018, ao lado do pedetista Weverton.

Desde o início do mandato fez oposição ao então presidente Jair Bolsonaro (PL) e assumiu defesa de importantes pautas progressistas. Na campanha de 2022, apoiou Lula e atuou em defesa do governo no Congresso Nacional. (Relembre aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, mais aqui e também aqui)

Durante o jantar com os senadores, Lula defendeu também atenção especial á candidatura da senadora Leila Barros (PDT), no Distrito Federal.

  • Também eleita em 2018, Leila Barros prepara-se para enfrentar forte oposição no DF em 2026;
  • concorrem contra ela o governador Ibaneis Rocha e a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro (PL).

“A Leila é nossa candidata aqui no DF. Precisa do apoio de todos nós”, respondeu Alcolumbre, segundo o Estadão.

A este blog Marco Aurélio d’Eça Eliziane confirmou a citação do seu nome, mas ponderou que o presidente pregou a reeleição de outros colegas, inclusive do maranhense Weverton Rocha (PDT).

O presidente quer os aliados mais próximos no Senado a partir de 2027…

Hilton Gonçalo em faixa própria pelo Senado…

Com grupo político consolidado e capilaridade eleitoral em todo o estado, ex-prefeito de Santa Rita com diferentes forças políticas para viabilizar seu projeto

 

CAPILARIDADE ELEITORAL. Com apoio de Enoque Mota, Hilton Gonçalo se espalha por mais uma região importante do estado

O encontro desta semanada entre o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza) e o prefeito de Pastos Bons, Enoque Mota, é mais uma etapa da articulação estadual que Gonçalo vem fazendo pelo projeto senatorial de 2026.

  • Gonçalo tem capilaridade eleitoral com aliados em todas as regiões do estado;
  • ele também controla partidos e tem gente na Câmara Federal e na Assembleia;
  • a estrutura política montada pelo ex-prefeito é um atrativo para qualquer grupo.

Mais vinculado à política de centro-direita – que tem como opções de governo o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSDD), o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Dr. Lahésio Bonfim (Novo) e o ex-senador Roberto Rocha (sem partido) – Gonçalo se movimenta em faixa própria.

Pode se alinhar a qualquer um deles ou mesmo ajudar na unificação de todos em torno do mesmo projeto.

Com Enoque Mota, liderança histórica na região do Sertão, Hilton Gonçalo pode controlar uma fatia significativa do eleitorado; mas ele já se espalhou também por outras regiões.

 O ex-prefeito de Santa Rita é, portanto, liderança estratégica para 2026…