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O problema não é estar sozinho; é não querer estar sozinho…

Imagine Roseana Sarney (PMDB), Flávio Dino (PCdoB) e Jackson Lago (PDT) – ou mesmo Edison Lobão (PMDB), João Alberto (PMDB) e o prefeito João Castelo (PSDB) – de repente chegando, sozinhos, em um bairro qualquer de São Luís.

Natural que o assédio a eles seja intenso – Tanto para criticá-los ou elogiá-los, sempre haverá assédio.

A indiferença do cidadão a um político, ou melhor, a alguém que se sente líder político, é o maior dos fracassos da vida pública.

Por isso as fotos do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), solitário em uma rua do Monte Castelo, tirada pelo fotógrafo D. Jesus (O Estado do Maranhão) e publicada em primeira mão no blog de Décio Sá, são ícones desta campanha eleitoral. (Releia aqui)

José Reinaldo tem todo o direito de estar sozinho, como avalia o jornalista Linhares Júnior em seu blog. O problema neste caso, é que ele não deseja estar sozinho; como qualquer político, neste caso, não desejaria estar sozinho.

A menos que não espere a emoção do eleitor, simbolizada no voto popular.

Pior de tudo: a presença anônima de alguém que foi governador, se declara líder da oposição no estado e é candidato a senador, também representa um fracasso.

Não seria honesto especular que José Reinaldo foi ignorado no Monte Castelo por absoluta rejeição ao seu nome. Aceita-se até que a solidão do candidato é resultado do desconhecimento do eleitor.

O cidadão do bairro o viu como alguém comum, um senhor-de-idade caminhando a esmo pelas ruas. Um homem qualquer.

Mas este também é um problema, por que revela o fracasso da vida pública de José Reinaldo.

Que parece seguir solitário para o abismo da indiferença…

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TSE pode decidir hoje o destino de Jackson Lago

O recurso contra a candidatura de Jackson Lago (PDT) pode ser votado na sessão de hoje do Tribunal Superior Eleitoral. O processo é um dos poucos já com Parecer do Ministério Público Eleitoral – que opinou pelo indeferimento da candidatura jackista – o que abre a possibilidade de ser incluído na sessão de hoje.

Os julgamentos do TSE em plenário começam as 17 horas.

Condenado pelo TSE em 2008 – por compra de votos e abuso do poder econômico nas eleições de 2006 – Jackson pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de quem tenha condenação em colegiado da Justiça.

Ao analisar o caso, o TRE maranhense alegou a tese de que a Lei da Ficha Limpa não pode retroagir para prejudicar. Inconformado com a decisão, o Ministério Público Eleitoral do Maranhão recorreu ao TSE, que vai reanalisar o processo.

Ontem, o tribunal julgou o primeiro caso ligado à Ficha Limpa – e condenou à inelegibilidade um candidato a deputado federal enquadrado no mesmo caso de Jackson.

A pauta de julgamentos do TSE dve ser divulgada até momentos antes da sessão…

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Graça Paz alerta para riscos da estiagem e cobra maiores investimentos no setor da agricultura

Graça Paz conversa sobre o tema com o colega Bacelar

A deputada Graça Paz (PDT) mostrou forte preocupação, ontem, na tribuna da Assembléia Legislativa, com o nível dos rios considerados perenes no Maranhão, como o Itapecuru, o Munin e outros.

– O nível destes rios estão baixando com muita rapidez. E agora é que estamos no mês de agosto. Não era pra ser assim- ponderou a parlamentar.

Para a deputada, esta estiagem se agrava também com as queimadas provocadas em várias regiões do estado, o que só contribui para o empobrecimento do solo.

– Não se admite mais que, em plena época da consciência ambiental, se use queimadas para fazer roças. Este tipo de técnica primtiva só tira os nutrientes do solo – afirmou.

As queimadas têm ocupado o noticiário nacional, com registros em todo o país. A deputada lamenta que, além daquelas causadas pela força da natureza, o pior são as qeuimadas provocadas pelo próprio homem.

Graça Paz apelou para os colegas, governadores e bancada federal a trabalhar mais pela agricultura maranhense.

– Somos um estado agrícola, com terras produtivas, rios perenes, chuva abundante. Mas é preciso que o estado apresentesw as políticas da agricultura, alocando recursos para os etor – cobrou a parlamentar.

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Flávio Dino: “não tenho nenhum constrangimento com José Reinaldo”

O candidato comunista Flávio Dino afirmou agora há pouco na sabatina da Mirante AM (PSB) não ter nenhum constrangimento na presença do ex-governador Jossé Reinaldo Tavares  (PSB) em seu palanque.

– O Jossé Reinaldo tem origem no grupo Sarney, é verdade. Mas fez um fgesto que eu considero importante para o Maranhão. Além disso, o candidato a governador sou eu, não ele. O debate é entre mim e os demais candidatos. Portanto, não tenho nenhum constrangimeento com o José Reinaldo – afirmou o candidato.

Mesmo José Reinaldo tendo sido preso por corrupção durante a Operação Navalha; mesmo José Reinaldo senddo o candidato mais rejeitado a senador…

Para Flávio, não há problema em se aliar com ninguém.

– A gente tem que fazer alianças e assumir publicamente estas alianças – disse o candidato.

Mesmo assim, Dino insiste que representa o novo, justificando assim os aliados: “a gente represetna o novo. E aggregamos aliaados que contribuem de todas as formas”.

A entrevista continua…

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Flávio Dino na sabatina da Mirante AM em meio a polêmicas envolvendo o seu nome…

O candidato do PCdoB ao governo, Flávio Dino, já está no estúdio da Mirante AM, onde será sabatinado pelos jornalistas Roberto Fernandes, Mário Carvalho, Jorge Aragão, André Martins e o titular deste blog.

Ele é o quinto entrevistado da série de entrevistas que a emissora realiza esta semana com todos os candidatos a governador.

Flávio Dino é um bom entrevistado. Pelo conteúdo do discurso e pelas polêmicas envolvendo seu nome – entre elas a lei que restringiu a participação de humoristas na análise da campanha eeleitoral, relatadda por ele.

O candidato deve discorrer sobre este tema e sobre outros.

A entrevista dura uma hora e meia….

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Canindezinhos são sequestrados pela Setur; candidato atribui apreensão à filha do prefeito

Canindezinho jogado no depósito da Setur, como mostra a inscrição no carro

Um conjunto de displays de propaganda do candidato a deputado estadual Canindé Barros (PSL) foi encontrado nesta tarde em um depósito pertencente à Secretaria de Terras e Urbanismo, antiga Semthurb.

A apreensão das peças – apelidadas de “canindezinhos” e espalhadas em várias áreas de São Luís e do interior – seria ilegal, segundo avaliação do candidato.

– A prefeitura não tem autoridade para recolher peças de propaganda eleitoral, que são regulamentadas e fiscalizadas pela própria Justiça Eleitoral. Os “canindezinhos” estão de acordo com o padrão definido pelo TRE. Só posso atribuir o recolhimento das peças à perseguiçãopolítica e à represália eleitoral – desabafou Canindé Barros, ao constatar que os painéis estavam no depósito da Setur. (veja fotos ao longo do texto)

bonecos foram jogados no depósito

Canindé tem sua base eleitoral na capital maranhense – onde disputa o favoritismo com a filha do prefeito João Castelo (PSDB), Gardeninha Castelo (PSDB). Para ele, o recolhimento das peças seria resultado do incômodo da candidata com o sucesso dos “canindezinhos”.

A propaganda eleitoral é regulamentada pelos tribunais eleitorais, que dispõem de uma comissão específica para tratar do assunto. Os “canindezinhos” foram uma criação do próprio Canindé Barros, seguindo o padrão definido pela Justiça.

Ele garante nunca ter sido notificado pela Justiça Eleitoral sobre qualquer irregularidade em suas peças.

– Caberia ao próprio TRE comunicar à minha coordenaçãod e campanha se houvesse irregularidade nas peças. Isso não ocorreu. A apreensão da Setur foi arbitrária e eleitoreira – desabafa o candidato.

Ele anunciou que entrará com uma representação contra a Prefeitura e contra a própria candidata, além de requerer da Justiça Eleitoral a busca e apreensão das peças jogadas no dépósito da Setur.

– Os canindezinhos precisam voltar para as ruas, onde é o seu lugar – relaxa o candidato.

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Jackson Lago praticamente garantido na urna eletrônica

A imagem do ex-governador Jackson Lago (PDT) deverá figurar entre os candidatos a serem votados na urna eletrônica, em 3 de outubro, ainda que ele tenha o registro de candidatura indeferido pelo TSE.

O Tribunal Regional Eleitoral deve iniciar na semana que vem o lacre das urnas eletrônicas com as informações de todos os candidatos que disptuam as eleições deste ano.

Como o TSE não deverá julgar o caso de Jackson antes deste período – e ainda que julgue, o ex-governador ainda tem vários recursos na Justiça Eleitoral e até no STF – significa dizer que a figura do ex-governador estará presente na hora do voto.

Com o nome registrado na urna eletrônica, Jackson terá duas possibilidades se tiver o registro cassado pela Justiça:

1 – Pode substituir seu nome por um outro. Neste caso, na hora em que o eleitor digitar o seu número, o voto vai para o substituto, ainda que a foto exibida seja a do ex-governador.

2 – Pode simplesmente abandonar a disputa: Neste caso, se o eleitor digitar na urna o número de Jackson, o voto será anulado automaticamente pelo sistema de totalização da Justiça Eleitoral.

Mas tudo isto só será discutido na hipótese de o TSE decidir afastar o pedetista da disputa.

Até lá, Jackson Lago é tão candidato quanto qualquer outro…

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Afinal, quem manda na OAB maranhense?

Colho do blog de Itevaldo Júnior a informação de que o antigo assessor de comunicação da secção maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil, jornalista Antonio Carlos Oliveira, foi demitido. (Leia aqui)

– [a demissão ocorreu] sem que o secretário-geral da entidade, Carlos Couto, tampouco o presidente Carlos Macieira soubessem – completa o jornalista.

A demissão de Oliveira – informação a que este blog teve acesso há uma semana – ocorreu da seguinte maneira: ele entrou em férias e, quando chegou, logo no primeiro dia, recebeu a informação da demissão.

Antonio Carlos exercia há anos o cargo de chefe da Assessoria de Comunicação da OAB. Quando assumiu o comando da entidade, Macieira nomeou para o posto a jornalista Flávia Regina – ex-secretária de comunicação do governo José Reinaldo Tavares (PSB) e ligada a Alexandra Tavares (PSB).

Os Tavares comandam a campanha de Flávio Dino (PCdoB) ao Governo do Estado. Macieira é ligado a Dino. Flávia Regina, portanto, seria um nome de consenso de todo o grupo.

Mesmo com a nomeação de Regina, Antonio Carlos Oliveira permaneceu na asessoria, embora em clima de claro constrangimento em relação à sucessora.

Até entrar de férias e, na volta, receber a carta de demissão do tesoureiro da entidade.

Mudanças de funcionários e assessores são normais em qualquer tipo de trabalho, mas um detalhe intriga este blog: Carlos Macieira declarou ao blog do Itevaldo  que não decidiu a demissão do assessor – já que estava de licença.

O que leva a uma pergunta óbvia: alguém manda mais que o presidente na Ordem dos Advogados?

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A disputa não é de biografia; é uma disputa política, diz Marcos Silva

O candidato do PSTU, Marcos Silva, negou hoje que tenha qualquer implicância com o PCdoB e o seu candidato a goernador, Flávio Dino. Segundo ele, a questão é de projeto e, na sua opinião, o candidato comunista representa o projeto liberal.

– Como se identifica um candidato do campo liberal? Pelo seu discurso de governar para todos. Na verdade ele vai governar para os poderosos. No Maranhão, Flávio Dino, Roseana Sarney (PMDB) e Jackson Lago (PDT) representam os mesmos interesses liberais – explicou o socialista.

Como exemplo de que os trêes candidatos têm a mesma raiz, Marcos Silva citou a campanha de 2006, quando uma subsidiária da Vale doou para a campanha de Roseana, de Lula e para o candidato de Flávio Dino ao governo.

– A disputa não é de biografias. A disputa é política. Cada um deles tem uma biografia, mas na política representam o mesmo projeto. E o Maranhão só vai mudar quando o projeto de poder tiver a visão de governar para a classe trabalhadora – analisou.

Marcos Silva foi o terceiro candidato a ser entrevistado na sabatina da rádio Mirante AM. Amanhã, será a vez de Flávio Dino (PCdoB).

As entrevistas na Mirante AM começam sempre às 8h30.

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Marcos Silva: “a traição do PT esfacelou a mobilização da classe trabalhadora”

Marcos Silva ouve o titular do blog

Para o candidato do PSTU ao governo, Marcos Silva, a classe trabalhadora teve que reiniciar a sua mobilizzação após o que chamou de traição do PT.

– O PT modificou a lógica de mobilização da massa trabalhadora.  A visão operária e classista de Lula, nas eleições de 89 foi substituída nos anos 90. Em 89, estava claro que a classe trabalhadora tinha capacidade de comandar este país. Já em 90, num congresso do PT, o partido mudou de rumo. Deixou a luta pelo socialismo em troca do desenvolvimento econômico – raciocinou o candidato.

Foi a partir daí que ele e outros ex-petistas se reuniram parra fundar o PSTU.

-Ao trair este projeto, o Lula deixou esbandalhada a auto-estima da classe trabalhadora. E o PSTU tenta agora, reiniciar a unidade desta classse – explicou.

Este é o pensamento político do candidato a governador pelo PSTU no Maranhão.

Ele reconhece as dificuldades de implantação deste projeto, admite equívocos nas discussões político-eleitorais, mas se mantém fechado com o objetivo de reunir a classse trabalhadora.

Se consseguirá ou não, é outra história…