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Jackson Lago praticamente garantido na urna eletrônica

A imagem do ex-governador Jackson Lago (PDT) deverá figurar entre os candidatos a serem votados na urna eletrônica, em 3 de outubro, ainda que ele tenha o registro de candidatura indeferido pelo TSE.

O Tribunal Regional Eleitoral deve iniciar na semana que vem o lacre das urnas eletrônicas com as informações de todos os candidatos que disptuam as eleições deste ano.

Como o TSE não deverá julgar o caso de Jackson antes deste período – e ainda que julgue, o ex-governador ainda tem vários recursos na Justiça Eleitoral e até no STF – significa dizer que a figura do ex-governador estará presente na hora do voto.

Com o nome registrado na urna eletrônica, Jackson terá duas possibilidades se tiver o registro cassado pela Justiça:

1 – Pode substituir seu nome por um outro. Neste caso, na hora em que o eleitor digitar o seu número, o voto vai para o substituto, ainda que a foto exibida seja a do ex-governador.

2 – Pode simplesmente abandonar a disputa: Neste caso, se o eleitor digitar na urna o número de Jackson, o voto será anulado automaticamente pelo sistema de totalização da Justiça Eleitoral.

Mas tudo isto só será discutido na hipótese de o TSE decidir afastar o pedetista da disputa.

Até lá, Jackson Lago é tão candidato quanto qualquer outro…

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Afinal, quem manda na OAB maranhense?

Colho do blog de Itevaldo Júnior a informação de que o antigo assessor de comunicação da secção maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil, jornalista Antonio Carlos Oliveira, foi demitido. (Leia aqui)

– [a demissão ocorreu] sem que o secretário-geral da entidade, Carlos Couto, tampouco o presidente Carlos Macieira soubessem – completa o jornalista.

A demissão de Oliveira – informação a que este blog teve acesso há uma semana – ocorreu da seguinte maneira: ele entrou em férias e, quando chegou, logo no primeiro dia, recebeu a informação da demissão.

Antonio Carlos exercia há anos o cargo de chefe da Assessoria de Comunicação da OAB. Quando assumiu o comando da entidade, Macieira nomeou para o posto a jornalista Flávia Regina – ex-secretária de comunicação do governo José Reinaldo Tavares (PSB) e ligada a Alexandra Tavares (PSB).

Os Tavares comandam a campanha de Flávio Dino (PCdoB) ao Governo do Estado. Macieira é ligado a Dino. Flávia Regina, portanto, seria um nome de consenso de todo o grupo.

Mesmo com a nomeação de Regina, Antonio Carlos Oliveira permaneceu na asessoria, embora em clima de claro constrangimento em relação à sucessora.

Até entrar de férias e, na volta, receber a carta de demissão do tesoureiro da entidade.

Mudanças de funcionários e assessores são normais em qualquer tipo de trabalho, mas um detalhe intriga este blog: Carlos Macieira declarou ao blog do Itevaldo  que não decidiu a demissão do assessor – já que estava de licença.

O que leva a uma pergunta óbvia: alguém manda mais que o presidente na Ordem dos Advogados?

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A disputa não é de biografia; é uma disputa política, diz Marcos Silva

O candidato do PSTU, Marcos Silva, negou hoje que tenha qualquer implicância com o PCdoB e o seu candidato a goernador, Flávio Dino. Segundo ele, a questão é de projeto e, na sua opinião, o candidato comunista representa o projeto liberal.

– Como se identifica um candidato do campo liberal? Pelo seu discurso de governar para todos. Na verdade ele vai governar para os poderosos. No Maranhão, Flávio Dino, Roseana Sarney (PMDB) e Jackson Lago (PDT) representam os mesmos interesses liberais – explicou o socialista.

Como exemplo de que os trêes candidatos têm a mesma raiz, Marcos Silva citou a campanha de 2006, quando uma subsidiária da Vale doou para a campanha de Roseana, de Lula e para o candidato de Flávio Dino ao governo.

– A disputa não é de biografias. A disputa é política. Cada um deles tem uma biografia, mas na política representam o mesmo projeto. E o Maranhão só vai mudar quando o projeto de poder tiver a visão de governar para a classe trabalhadora – analisou.

Marcos Silva foi o terceiro candidato a ser entrevistado na sabatina da rádio Mirante AM. Amanhã, será a vez de Flávio Dino (PCdoB).

As entrevistas na Mirante AM começam sempre às 8h30.

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Marcos Silva: “a traição do PT esfacelou a mobilização da classe trabalhadora”

Marcos Silva ouve o titular do blog

Para o candidato do PSTU ao governo, Marcos Silva, a classe trabalhadora teve que reiniciar a sua mobilizzação após o que chamou de traição do PT.

– O PT modificou a lógica de mobilização da massa trabalhadora.  A visão operária e classista de Lula, nas eleições de 89 foi substituída nos anos 90. Em 89, estava claro que a classe trabalhadora tinha capacidade de comandar este país. Já em 90, num congresso do PT, o partido mudou de rumo. Deixou a luta pelo socialismo em troca do desenvolvimento econômico – raciocinou o candidato.

Foi a partir daí que ele e outros ex-petistas se reuniram parra fundar o PSTU.

-Ao trair este projeto, o Lula deixou esbandalhada a auto-estima da classe trabalhadora. E o PSTU tenta agora, reiniciar a unidade desta classse – explicou.

Este é o pensamento político do candidato a governador pelo PSTU no Maranhão.

Ele reconhece as dificuldades de implantação deste projeto, admite equívocos nas discussões político-eleitorais, mas se mantém fechado com o objetivo de reunir a classse trabalhadora.

Se consseguirá ou não, é outra história…

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Marcos Silva na sabatina da Mirante AM

O candidato do PSTU, Marcos Silva, será o entrevistado de hoje da sabatina da rádio Mirante AM. O candidato disputa na parte de baixo das pesquisas, com os também ultra-esquerdistas Saulo Arcangeli (PSOL) e Josivaldo Corrêa (PCB).

Na entrevista de ontem, Acangeli conseguiu despertar interesse jornalístico com o debate sobre vários assuntos. Espera-se o meesmo hoje de Marcos Silva.

Participam da entrevista os jornalistas Mário Carvalho, Jorge Aragão, André Martins e o titular deste blog. A sabatina é mediada pelo apresentador do Ponto Final, Roberto Fernandes.

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Assembléia de Deus faz festa para Roseana no São Cristovão

Pastor Coutinho ora por Roseana

A governadora Roseana Sarney participa hoje à noite de uma festa na sede central da Igreja Assembléia de Deus do campo São Cristovão. O evento, organizado pelo pastor Joaci Almeida, presidente da denominação na área, dedve reunir cerca de 3 mil pessoas.

Na semana passada, Roseana já havia sido ovacionada pelos membros da AD em São Luís, presidida pelo pastor José Guimarães Coutinho. os dois eventos foram articulados pelos pastores Fábio Leite e Bel Costa, que atuam na campanha rosenista e buscam o apoio da denominação à governadora.

– São membros de dezenas de bairros da Zona Rural de São Luís que virão ao São Cristovão para ver a governadora – explicou Fábio Leite. Segundo ele, Roseana retornou do interior especialmente para participar do evento na igreja.

A Assembléia de Deus é a mais forte denominação evangélica do Maranhão. O pastor presidente da Convenção Regional, Pedro Aldir Damasceno, teve a assinatura divulgada em um documento de apoio a Jackson Lago (PDT), mas a maioria das lideranças da igreja optou por seguir com Roseana.

Além de pastor Bel, que figura como candidato a segundo suplente de senador na chapa de Edson Lobão (PMDB) a denominação está representada no palanque roseanista pelos candidatos a deputado federal Costa Ferreira (PSC) e Lúcia Marinho (PV).

– A AD está com Roseana e isto pode ser visto em todo o Maranhão – garante Bel Costa.

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Ação de despejo contra Euromar – que deveria durar apenas 4 meses – passou quatro anos sem audiência e perdeu seu efeito

A 3ª Vara Cível de São Luís parece ter sido, durante muitos anos, o paraíso legal do empresário Alessandro Martins, revendedor Volkswagen e recentemente preso no Maranhão por vários crimes.

É o que mostra o Processo nº 18636/2006, uma Ação de Despejo por Infração Contratual movida pela Áurea Empreendimentos S/A, dona do prédio onde funciona a empresa de Martins.

Esta Ação passou quatro anos na 3ª Vara, sem a realização de qualquer audiêcia – e a única decisão dos autos, tomada por um juiz substituto, foi modificada pelo titular, curiosamente, auto-declarado suspeito para julgar o caso após, quatro anos de idas e vindas.

O Caso
Em 2006, a Áurea Empreendimentos S/A pediu à Justiça o despejo da Euromar Automóveis e Peças LTDA
., alegando que a empresa locatária havia sublocado o prédio para outras duas empresas, o que era vetado em contrato.

De acordo com a lei 8.245/91, um processo de despejo deve durar, no máximo, quatro meses (art. 63, parágrafo 1º alínea “a”). Este, durou quatro anos.

Na audiência de conciliação não houve acordo. O juiz Titular da 5ª Vara Cível, respondendo na ocasião pela 3ª Vara, julgou a ação proccedente determinando a rescisão do contrato e a desocupação do imóvel. Alessandro Martins entra com Embargos de Declaração, alegando tão somente que o titular da 5ª Vara não explicou nos autos porque julgou o processo, já que não era titular da 3ª Vara.

Foi o suficiente para a protelação do processo. O juiz titular da 3ª Vara acolheu os embargos, dando-lhe efeito modificativo, anulando a sentença do colega.

Novas audiências foram marcadas para 16 de julho de 2008; 28 de agosto de 2008; 2 de junho de 2009 e 27 de agosto de 2009. Nenhuma foi realizada, pelos mais diferentes motivos.

Foi então que a Áurea Empreendimentos, pressentindo a prejudicação do caso, pediu julgamento antrecipado. Uma nova audiência preliminar foi marcada para 15 de março de 2010, quase quatro anos depois de iniciado o caso. Novamente não foi realizada porque o novo juiz que respondia pela 3ª Vara temeu que a sentença fosse modificada pelo titular, quando de seu retorno,a exemplo do que já havia ocorrido.

Somente em 6 de maio de 2010 o juiz titular da 3ª Vara Cível declara-se suspeito para julgar o caso. O processo foi, então, encaminhado para a 9ª Vara Cível. O titular desta Vara nada mais pôde fazer porque a Ação já estava prejudicada, uma vez que o contrato questionado já havia expirado desde 2008.

Resultado: a Ação foi julgada extinta em 13 de julho de 2010 e Alessandro Martins permanece no usufruto do prédio da Euromar.

O propretário – coitado! – ainda espera a devolução do seu imóvel…

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Vidigal defende controle para tribunais de contas

O ex-ministro e candidato a senador Edison Vidigal (PSDB) propõe a criação de um conselho nos moldes do CNJ para fazer a supervisão administrativa e orçamentária dos tribunais de contas

Para o tucano, com a aplicação da Lei da Ficha Limpa, os TCs podem acabar sendo usados politicamente para prejudicar adversários.

– Há denúncias em todo o país sobre promiscuidade entre gabinetes de membros de tribunais de contas e escritórios de contabilidades e de advocacia, e que precisam ser apuradas por um conselho – afirmou.

 A idéia do ministro, que foi presidente do Superior Tribunal de Justiça, é trabalhar pela aprovação de um projeto que já tramita no Senado. 

Os tribunais de contas – da União e dos Estados – ganharam força a partir de 2006, quando as suas condenações passaram a servir de base para que a Justiça Eleitoral decretasse a inelegibilidade de eventuais candidatos.

A cada ano, os tribunais divulgam uma lista de nomes de gestores e ex-gestores com irregularidades em suas prestações de contas. Os que já tiverem sido condenados por contas irregulares, acabam sendo declarados inelegíveis pelos TRÊS e TSE.

Nestas eleições, por exemplo, vários ex-prefeitos e ex-presidetnes de Câmaras no Maranhão ficaram de fora ou tiveram que ser substituídos na disptua por causa de decisões do TCE e do TCU.

Na opinião de Edson Vidigal, pode haver manipulação na análise destas contas, o que poderia ser coibido com a criação de um conselho como o CNJ, que faz o cotnrole do Judiciário.

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Candidato do PSOL movimenta sabatina da Mirante AM

Foi uma boa sabatina a entrevista do candidato do PSOL, Saulo Arcangeli, à Mirante AM, agora pela manhã. Bem articulado, o candidato não fugiu às perguntas, analisou a política do Maranhão e também falou de propostas.

O tom político livre da sabatina deu mais agilidade ao programa e o tornou mais dinâmico, ao contrário das entrevistas propositivas, que se tornam cansativas do ponto de vista do eleitor.

Em síntese, o pensamento de Arcangeli é o seguinte:

Os candidatos Roseana Sarney (PMDB), Flávio Dino (PCdoB) e Jackson Lago (PDT) são membros da mesma estrutura de poder que, segundo ele, empobrece o Maranhão.

Jackson Lago e Flávio Dino são expoentes da mesma frente – filhote da primeira – que reuniu ainda o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) e o prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB) e que se junta ou se separa a cada eleição, de acordo com as conveniências pessoais.   

PSOL, PCB e PSTU são partidos parceiros que, embora não estejam juntos nestas eleições, poderão discutir, juntos, formas de atuação política no estado.

O PSOL apoia os grandes projetos do Maranhão, desde que eles deixem aqui os frutos das riquezas exploradas e não levem tudo o que extraem, deixando apenas a miséria.

O entrevistado de amanhã na sabatina Mirrante AM é o candidato do PSTU, Marcos Silva…

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Saulo Arcangeli: “Não se mudará as estruturas oligárquicas do Maranhão apenas trocando pessoas”

O candidato do PSOL ao Governo do Estado, Saulo Arcangeli, coloca os candidatos Jackson Lago (PDT) e Flávio Dino (PCdoB) no mesmo saco do que chama “estrutura oligárquica do Maranhão”.

– Não vamoss mudar esta estrutura oligárquica apenas mudando nomes. Até porque, estes que estão aí se dizendo novo, têm as mesmas práticas e já estiveram na oligarquia – disse o candidato, durante entrevista à rádio Mirante AM.

A crítica é ainda mais dura contra Flávio Dino, sobretudo pelo peso de pertencer ao PCdoB e estar coligado com o PSB, legendas com histórico na esquerda.

– O PCdoB e o PSB hoje são siglas de aluguel. O PCdoB esteve no governo Roseana, foi para o Iterma e, defensor da reforma agrária, nunca implantou a reforma agrária e ainda saiu do Iterma sob denúncias – disse.

“Quem apoia Flávio Dino?”, pergunta Arcangeli, para reponder ele próprio: “o José Reinaldo, que passou anos e anos na oligarquia e agora posa de bom mocinho”.

No primeiro bloco da entrevista, o candidato do PSOL explicou ainda que não conseguiu aliança com o PCB e PSTU por causa das divergências das eleições nacionais.

Ele espera, no entanto, que estes partidos possam se juntar de forma programática nas próximas eleições.