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Candidatura de Weverton em São Luís harmoniza grupo de Flávio Dino

Eleito prefeito, senador estaria automaticamente fora da disputa de 2022 – o que consolidaria o projeto Carlos Brandão governador – e ainda garantiria possibilidade de ascensão para mãe de Rubens Pereira Júnior no Senado

 

WEVERTON NA CAMPANHA DE 2016, QUANDO ARREGAÇOU AS MANGAS E DEU A EDIVALDO UMA VITÓRIA que o próprio grupo via como perdida

Deve ser vista com muita atenção a tese “Weverton Rocha prefeito”, levantada nesta quarta-feira, 31, no blog do jornalista Gilberto Léda. (Leia aqui)

Para Léda, o apoio do senador ao vereador Osmar Filho – com a condição de viabilização até dezembro – seria o caminho para o próprio Rocha entrar na disputa.

Para os que eventualmente venham a desdenhar da possibilidade, é preciso lembrar a trajetória política recente do próprio Weverton Rocha.

Foi o senador, ainda como deputado federal, o principal responsável pela vitória de Edivaldo Júnior (PDT) em 2016, numa disputa que se desenhava como perdida para o grupo de Flávio Dino. (Relembre aqui, aqui e aqui)

Depois disso, Rocha viabilizou, sozinho, sua própria candidatura a senador, bancada mesmo quando a maioria do próprio grupo dizia não ver chances para ele.

Efeito Unidade

Mas não é apenas a obstinação do líder pedetista maranhense o único trunfo em uma eventual candidatura a prefeito.

Ele garantiria, sozinho, a tranquilidade eleitoral que o governador Flávio Dino (PCdoB) necessita no Maranhão para o embate eleitoral nacional de 2022.

“Weverton Rocha prefeito” garantiria, de uma vez só, a empolgação necessária para Edivaldo Júnior entrar na disputa,  consolidaria o projeto Carlos Brandão (PRB) governador e ainda garantiria à segunda suplente, Suelly Pereira, mãe do deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB), maior possibilidade de chegar ao Senado.

Sem falar que poderia ter o próprio Rubens Júnior como vice, aglutinando também o PCdoB.

De qualquer forma, sendo ou não candidato, o senador do PDT mostra-se como a principal peça das eleições de 2020 e 2022…

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“Já se vê a possibilidade de o Maranhão emprestar Flávio Dino ao Brasil”, diz Eliziane…

Senadora eleita praticamente lança candidatura do governador maranhense a uma disputa presidencial em 2022, o que gerou forte repercussão na mídia nacional

 

ALIADOS HISTÓRICOS. Eleita senadora, Eliziane quer Flávio Dino disputando a presidência a partir de 2022

A deputada federal e senadora eleita Eliziane Gama (PPS) praticamente lançou nesta quarta-feira, 31, o nome do governador Flávio Dino (PCdoB) à sucessão presidencial de 2022.

Para a senadora, as várias frentes democráticas e progressistas que já se discutem incluem o nome de Flávio Dino como opção.

– Essas frentes superam projetos hegemônicos que sempre pedem adesão e nunca aderem a nada. Horizonte de esperanças e nele já se vê a possibilidade de o Maranhão emprestar Flávio Dino para o Brasil – ressaltou Eliziane em sua conta pessoal no Twitter.

A fala da parlamentar maranhense foi destaque das páginas on-line das principais publicações nacionais.

CANDIDATO A PRESIDENTE. A fala de Eliziane que ganhou repercussão nacional

De fato, Flávio Dino tenta se imiscuir no debate nacional desde o fim do primeiro turno, com uma postura dura em relação ao presidente eleito Jair Bolsonaro.

Mas foi a fala de sua senadora quem o pôs como opção, sobretudo em um momento em que lideranças como Ciro Gomes (PDT) e o próprio Fernando Haddad e o PT também se movimentam para herdar o espólio de Lula no campo progressista.

Em 2022, Dino não terá mais direito à reeleição de governador.

É aguardar e conferir…

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Qual o futuro político deles?!?

Com 30,07% dos votos, Roseana preserva o espólio eleitoral que o grupo Sarney mantém historicamente no Maranhão – e com os 28% em São Luís, crava nome na capital maranhense; o tucano Roberto Rocha terá que se reinventar para 2020 ou 2022

 

CAMINHOS DIVERSOS. Roseana mantém espólio do grupo Sarney; Roberto Rocha tem futuro político incerto

Enquanto a ex-prefeita Maura Jorge (PSL) já anunciou sua permanência no embate político – inclusive no segundo turno – o ex-candidatos Roseana Sarney (MDB) e Roberto Rocha (PSDB) ainda mantêm silêncio sobre o resultado das eleições.

Mas o resultado das urnas para eles pode acenar com novos projetos.

A princípio, o índice de 30,07% dos votos em Roseana podem parecer pouco para quem já foi quatro vezes governadora; ela, no entanto, preservou o patamar de votos do grupo Sarney, mesmo em uma campanha adversa.

Roseana teve nada menos que 28,03% dos votos em São Luís, preservando o mesmo patamar estadual sarneysista.

A situação de Roberto Rocha é mais complicada.

O senador tucano registrou apenas 64.446 votos, ou 2,05%, uma votação catastrófica para quem havia sido consagrado quatro anos antes.

Pior para Roberto: sua vaga no Senado em 2022 tende a ser disputada pelo próprio governador Flávio Dino (PCdoB), que estará concluindo o segundo mandato; ou por Roseana, que pode fazer essa opção tática.

De uma forma ou de outra, Roberto Rocha tem quatro anos para se consolidar como senador e buscar, ao menos, garantir uma eleição de deputado federal após concluir seu mandato.

A menos que queira concorrer com dois nomes bem mais robustos…