Governo Lula e PT começam a cobrar cumprimento de acordo entre aliados nos estados…

Ex-ministro José Dirceu tem sido o emissário do presidente nos estados; semana passada esteve em Alagoas, para tratar do acordo entre o prefeito JHC e a família Calheiros

 

JOSÉ DIRCEU FOI A ALAGOAS EXIGIR CUMPRIMENJTOD E ACORDO firmado pela base lulista

O governo Lula e o PT, partido do presidente da República, começou a visitar as bases nos estados – sobretudo no Nordeste, para exigir o cumprimento de acordos políticos firmados ainda em 202, para cumprimento nestas eleições de 2026; emissário de Lula, o ex-ministro José Dirceu esteve semana passada em Alagoas para tratar com os aliados.

  • em Alagoas, há um acordo para que o prefeito de Maceió, JHC (PL) apoie o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB);
  • o prefeito tem praticamente os mesmos índices percentuais do ministro, mas sua candidatura gera rachas na base lulista.

“José Dirceu deixou claro que o presidente Lula já definiu apoio integral ao ministro Renan Filho para a disputa ao Governo de Alagoas em 2026 e, de forma conjunta, também ao senador Renan Calheiros para o Senado. No encontro, teria sido cobrado o cumprimento de um acordo político previamente pactuado, envolvendo o alinhamento do grupo liderado por JHC ao projeto nacional do Palácio do Planalto”, revelou o site Metrópoles-Alagoas, que publicou com exclusividade a visita de Dirceu ao estado. (Veja aqui)

Tanto o ex-ministro José Dirceu quanto outros emissários de Lual e dirigentes do PT nacional deverão fazer visitas semelhantes em outros estados, incluindo o Maranhão.

  • aqui, ex-aliados do governador Carlos Brandão (sem partido) afirmam ter um acordo de 2022 que garante o seu apoio ao vice, Felipe Camarão (PT);
  • Brandão nega tal acordo e já declarou apoio ao sobrinho, o secretário Orleans Brandão (MDB), á frente de Camarão nas pesquisas de intenção de votos.

No último encontro com Lula, Brandão ouviu a proposta de uma terceira via para evitar o racha no grupo, recusada pelo seu grupo político.

Há a expectativa de um novo encontro entre o governador e o presidente, ainda em janeiro.

mas não há confirmação de datas para esta reunião…

Há cinco anos, em 29 de novembro, Flávio Dino assumia o apoio a Carlos Brandão

Decisão do governador em favor de seu vice – em reunião com todos os pré-candidatos – levou, inclusive, a um “reposicionamento” do petista Felipe Camarão

 

LEMBRANÇAS DO FACEBOOK pipocaram das redes sociais de alguns personagens da política este sábado 29 de novembro

Este 29 de novembro marca uma data política importante para o Maranhão, trazida à baila pelas lembranças do Facebook: exatamente nesta data, há quatro anos, em 2021, o então governador Flávio Dino tomava posição em favor do seu vice, Carlos Brandão (hoje sem partido), rumo às eleições de 2022.

Dino anunciou em suas redes sociais que havia se decidido pelo apoio a Brandão, em reunião da qual participaram também os demais pré-candidatos do grupo: o senador Weverton Rocha (PDT), e os então secretários Simplício Araújo (Solidariedade) e Felipe Camarão (PT).

“Nesta segunda, fizemos reunião com os 13 partidos que compõem o nosso governo. A eles manifestei a posição de apoiar a pré-candidatura do vice-governador  Carlos Brnadão ao cargo de governador em 2022. Agora, todos vão debater em busca da máxima unidade”, declarou Flávio Dino em suas redes sociais, logo após a reunião. (Veja prints que ilustram este post)

DE MÃOS DADAS. Brandão foi o candidato escolhido por Dino em 2022, mas hoje os dois nem se falam

A decisão de Dino levou, inclusive, a um reposicionamento de Felipe Camarão.

  • aliado incondicional de Flávio Dino, Camarão decidiu abrir mão da disputa e tornou-se vice de Brandão;
  • esse reposicionamento do petista teria sido fruto de um acordo para torná-lo governador em 2026;
  • este acordo – hoje negado pelo governador – é o motivo do racha entre dinistas e brandonistas.

“Democrática reunião liderada pelo governador Flávio Dino. Seguiremos em busca da união e consenso. De minha parte, continuarei dialogando com nossos aliados, com partidos, com nossa militância e com nossa base. Nossa caminhada continua e será reavaliada em encontro da executiva do PT”, postou Camarão, no mesmo dia da postagem de Dino. 

Weverton Rocha e Simplício Araújo afastaram-se de Dino, romperam com Brandão e seguiram candidato.

Em 2022, Brandão venceu a eleição em primeiro turno, com Felipe de vice e Dino candidato eleito com a maior votação da história do Senado.

O restante da história o Maranhão ainda está vivendo…

Othelino critica Brandão por quebra de acordo em Colinas…

Deputado estadual destacou a convenção do vice-prefeito João Haroldo Barroso e lembrou não estar surpreso com esta posição do governador, que, segundo ele, é recorrente na política maranhense

 

Ao destacar a convenção do vice-prefeito João Haroldo Barroso (PCdoB) em Colinas, o deputado estadual Othelino Neto (Solidariedade) criticou o rompimento do acordo que daria ao comunista a condição de candidato natural das duas famílias políticas  – Brandão e Barroso – unidas desde  as eleições de 2014.

Mas, para Othelino, essa posição de Brandão não o surpreende, por ser recorrente na política maranhense.

Não me surpreendo com o descumprimento desse acordo de Colinas, pois o governador descumpre tudo com muita naturalidade. Ficarei surpreso, sim, no dia em que Carlos Brandão fizer um acordo e cumprir; até porque o principal compromisso dele foi com o povo e não foi honrado”, disparou Othelino Neto.

  • o deputado do Solidariedade culpa Brandão pela tentativa de impedir a candidatura de João Haroldo, usando o PV e o PT;
  • Para garantir a candidatura do comunista pela federação, o PT estadual precisou intervir no diretório municipal de Colinas.

Esta história já havia sido contada, com exclusividade, neste blog Marco Aurélio d’Eça, no post “PT e PV tentam impedir João Haroldo de disputar eleição em Colinas”.

Na avaliação de Othelino Neto, Brandão foi desautorizado pelos próprios irmãos a descumprir o acordo de Colinas, celebrado há quase dez anos e cumprido à risca pela família Barroso nas eleições de 2014, 2016, 2018, 2020 e 2022.

O grupo liderado pelo deputado Márcio Jerry (PCdoB) decidiu lançar a candidatura, até para que a cidade de Colinas tivesse a opção. E achei uma atitude política correta”, frisou o parlamentar de oposição.

A convenção de João Haroldo reuniu milhares de pessoas em Colinas, no último fim de semana…

Brandão já descartou apoio a João Haroldo em Colinas…

Familiares do deputado federal Márcio Jerry já foram orientados pelo Palácio dos Leões a convencer o vice-prefeito a desistir da disputa de outubro, mas a família Barroso ainda espera uma última reunião, com Marcus Brandão e com o próprio governador Carlos Brandão

 

Brandão já até posou com João Haroldo em Colinas; mas não vai apoiá-lo para a prefeitura

Os irmãos do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) foram chamados ao Palácio dos Leões semanas atrás para um comunicado a ser dado pelo ex-deputado Rubens Pereira, secretário de Articulação Política do governo Carlos Brandão (PSB):

  • Rubão informou que o governo não apoiará o vice-prefeito João Haroldo nas eleições de Colinas;
  • Propôs também que os Barroso convencessem o vice a desistir da disputa no município;

O vice-prefeito de Colinas João Haroldo é irmão do deputado federal Márcio Jerry.

Ele compôs em 2016 a chapa com a atual prefeita Valmira Miranda, como parte do acordo que levou o então deputado federal Carlos Brandão (PSDB) a compor como candidato a vice a chapa do então candidato a governador Flávio Dino (PCdoB), em 2014.

Pelo acordo, Haroldo seria o candidato a prefeito de Colinas em 2020, o que não ocorreu; ele permaneceu como vice na reeleição de Valmira, esperando ser ungido agora, em 2024, história já contada neste blog Marco Aurélio d’Eça, no post “Colinas pode ter disputa entre as famílias de Brandão e de Márcio Jerry…”.

Irmão e principal articulador político de Márcio Jerry em São Luís, o funcionário público Samuel Barroso confirmou a este blog Marco Aurélio d’Eça a conversa e a proposta dos Brandão feita por Rubens Pereira.

A resposta foi não, com a cobrança pela manutenção do acordo pró-João Haroldo.

Os Barroso esperam agora uma última conversa, com Marcus Brandão e com o próprio Carlos Brandão…