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Caso Décio: limitações da acusação ao capitão…

Fábio Aurélio: é preciso esclarecer tudo...

Este blog ainda mantém certa cautela em relação ao envolvimento do capitão PM Fábio Aurélio Saraiva no crime que executou o jornalista Décio Sá.

De concreto, sabe-se apenas que “Fábio Capita” é amigo de infância de Júnior Bolinha, o responsável pela contratação do assassino Jonatahn Souza. O resto são “indícios”, como deixou claro o próprio secretário de Segurança, Aluísio Mendes.

A menos que a polícia tenha muito mais provas além das que foram divulgadas, as acusações contra o ex-comandante do Batalhão de Choque ficam frágeis baseadas apenas nos detalhes revelados.

Segundo a polícia, foi o próprio Jonathan quem revelou pertencer a Fábio Capita a arma com a qual ele executou Décio Sá.

Primeiras perguntas: Mas como o assassino soube de quem era a arma? Foi Júnior Bolinha quem lhe disse? Por que Bolinha faria questão de revelar este detalhe?  Por que o contratante de um crime se expõe a este ponto ao contratar um assassino?

Ainda segundo a polícia, a arma usada no crime foi jogada na baía pelo assassino, que fugiu usando o serviço de ferry boat.

Outras perguntas: se a arma foi jogada ao mar, como saber se era a arma do capitão? Como comprovar, por exame de balística, que as balas saíram de tal arma? Quantas armas tem o capitão sob sua custódia?

A relação de Fábio Capita com Júnior Bolinha por si só já era desaconselhável. Não só a dele, como a de delegados da Polícia Federal, advogados e deputados.

Mas a polícia precisa esgotar todas as possibilidades sobre a participação do oficial no assassinato do jornalista.

Caso contrário, como disse o jornalista Roberto Kenard, poderá punir um inocente. (Leia aqui)

Ou – o que é pior – pode devolver um criminoso às ruas…

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Um debate do Baixo Parnaíba…

Bacelar e Marcos Caldas trocaram farpas na AL (imagem: blog de Luís Cardoso)

O vice-presidente da Assembleia Legislativa, Marcos Caldas (PRB), e o vice-líder do governo, Magno Bacelar (PV), protagonizaram hoje um dos mais duros debates na Casa.

Caldas foi à tribuna para fazer um balanço de sua passagem pelo Governo do Estado quando Bacelar pediu aparte e comentou sua ida ao município de Chapadinha.

Como governador o senhor deveria ter feito assim: vim aqui vistoriar o asfalto da emenda do deputado Magno Bacelar para o município de Chapadinha. E não dizer, utilizando a estrutura do Estado, utilizando os helicópteros que lá não tinha deputado estadual – reclamou o vice-lider, que destinou R$ 2,5 milhões em emendas para obras estruturais no município.

Referia-se Bacelar às acusações de que Caldas teria dito, em Chapadinha, que o município não tem deputado para representá-lo.

Para Bacelar, Marcos Caldas cometeu ato de improbidade administrativa ao usar aparato do estado para visitar cabos eleitorais em Chapadinha.

O senhor usou a estrutura do estado, dois helicópteros, segurança, combustível e pessoal, para fazer política  com cabos eleitorais. Isso é coisa de Ministério Público – acusou.

O vice-presidente negou que tenha feito tal afirmação.

– Eu disse que Chapadinha não tinha elegido um deputado, o que não estou mentindo – respondeu ele, endurecendo o discurso:

– O senhor ficou na suplência e assumiu uma vaga. Quando os deputados voltarem, vai ter  que voltar para a sua cidade, porque não foi eleito.

Marcos Caldas passou a dar apartes para outros deputados, voltando, depois, a tratar de Magno Bacelar, que revidou forte.

O senhor teve 700 votos em Chapdinha, eu tive mais de 10 mil. Sou representante do povo de Chapadinha, deputado no exercício do mandato – afirmou, para concluir:

– O senhor fazia agiotagem lá em Brejo – acusou o vice-líder.

O clima ficou pesado, o presidente Arnaldo Melo (PMDB)  encerrou a sessão.

Os dois deputados sairam sem se falar…