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Com vice “padrão-Esmenia” Braide sinaliza manter estilo político…

Em evento sem a presença de partidos e sem lideranças ao seu redor, ex-prefeito apresenta empresária de Imperatriz, sem vínculos políticos e sem histórico eleitoral

 

LOW PROFILE. Com vice estilo Esmenia Miranda, Braide mantém estilo, distante da classe política e sem repercussão midiática

Análise da Notícia

O ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) sinalizou nesta terça-feira, 7, durante apresentação da sua companheira de chapa na disputa pelo Governo do Estado, que pretende continuar a ser o mesmo Braide que administrou São Luís por cinco anos, sem vínculo com a classe política e com link direto com a população.

  • a empresária Elaine Carneiro tem o padrão Esmenia Miranda, lançada por Braide à condição de vice-prefeita e hoje à frente de São Luís;
  • mulher, do próprio PSD, sem vínculos políticos e sem histórico eleitoral, Elaine encarna a companheira de chapa que não faz sombra.

Ao evento em Imperatriz, Braide chegou sem acompanhamento de lideranças políticas – apenas as espontaneamente aderidas –  sem partidos políticos, mantendo o estilo low profile.

  • já havia sido assim no anúncio de sua candidatura, sem coletiva de imprensa, sem reunião política; apenas um vídeo nas redes sociais;
  • o estilo Braide de ser esnoba partidos políticos, dá de ombros pra lideranças que buscam adesão e ignora a repercussão midiática dos atos.

Filiada ao próprio PSD, Elaine Carneiro é conservadora, de direita e vinculada ao setor produtivo de Imperatriz, fortemente influenciado pelo agronegócio, sinal de que Braide não pretende marcar posição ideológica em campanha, flertando com lulistas e bolsonaristas ao mesmo tempo.

E parece funcionar, a julgar pela despreocupação do deputado Othelino Neto (PSB), lulista histórico, que demonstrou nenhuma preocupação em uma vice de direita, em caso de uma eventual aliança, como foi registrado neste blog Marco Aurélio d’Eça, no post “Apoio a Camarão não implica apoio automático a senadores pelo PSB…”. 

É a classe política se adaptando ao estilo Eduardo Braide de ser…

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Cotada para vice de Braide já foi presa pela Polícia Federal…

Erik a Lira Chaves Santos foi um dos alvos da Operação Abatedouro, em 2007, que investigou sonegação fiscal em frigoríficos da região tocantina

 

ERIKA LIRA É FAZENDERIA, LIGADA AO AGRONEGÓCIO E DE DIREITA, mas enfrentou ação da Polícia Federal há quase 20 anos…

Pelo menos uma das três mulheres que apareceram nas listas de apostas nesta segunda-feira, 6, para compor a chapa do ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) como candidata vice-governadora tem um histórico que inviabiliza o projeto: Érika Lira Chaves Santos, fazendeira da região tocantina, filiada ao PL, foi presa em 2007 em operação da Polícia Federal que desbaratou quadrilha de sonegação fiscal na região tocantina.

  • a operação Abatedouro prendeu donos de frigoriíficos, empresários e contadores em Imperatriz, Balsas e Açailândia;
  • Erika Chaves foi presa como contadora, em Açailândia, situação vivida também pelo marido, Ulissses Vieira Coutinho.

“Durante a Operação Abatedouro,  foram detidas oito pessoas pelo crime de sonegação fiscal. Em Imperatriz foram presos os empresários Roberto Agenor e João Matioli, os gerentes de frigoríficos José Martins Jales Sobrinho e Fábio Almeida da Silva e o contador Antônio Durão. Em Açailândia foram presos Ulisses Vieira Coutinho, a contadora Érica Lira Chaves dos Santos. Em Belém, foi preso o empresário Roberto Luís Logrado”, noticiou o portal imirante.com, do grupo Mirante, em 26 de junho de 2007. (Veja a íntegra aqui)

Segundo apurou este blog Marco Aurélio d’Eça, Erika Lira apareceu na lista de possíveis vices de Braide por indicação do setor do agronegócio da região tocantina; ela seria a preferida dos empresários, que, inclusive, contribuirão com a campanha do ex-prefeito.

O nome dela aparece ao lado da ex-deputada federal Mariana Carvalho (PL), da ex-juíza Graça Carvalho e da pastora evangélica Maria de Jesus.

Braide fará nesta terça-feira, 7, o anúncio da escolhida…

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Cotadas para vice de Braide são de direita, conservadoras e anti-Lula…

Ex-deputada Mariana Carvalho foi candidata de Bolsonaro a prefeita de Imperatriz. Erika Lira Chaves é fazendeira ligada ao agro, e Graça Carvalho, ex-juíza, crítica do governo petista

 

 

MARIANA CARVALHO, ERIKA LIRA E GRAÇA CARVALHO SÃO COTADAS PARA VICE DE BRAIDE; prefeito fará anúncio nesta terça-feira, 7, em Imperatriz

Três mulheres da região tocantina tiveram sus nomes especulados mais fortemente nesta segunda-feira, 6, como possíveis companheiras de chapa do ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) na disputa pelo Governo do Estado.

Braide fará o anúncio nesta terça-feira, 7, em imperatriz. (Saiba mais aqui)

  • a ex-deputada Mariana Carvalho (PL) foi candidata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a prefeita de Imperatriz, em 2024;
  • a fazendeira Erika Lira Chaves é de Açailândia, também do PL, e fortemente vinculada ao setor do agronegócio maranhense;
  • a ex-juíza Maria das Graças Carvalho também atua em Imperatriz; é bolsonarista militante e crítica do governo Lula e do PT.

Este blog Marco Aurélio d’Eça alcançou Mariana Carvalho em viagem para Brasília, onde tem reunião com a cúpula nacional do PL; ela não tem agenda nem previsão de volta à Imperatriz nesta terça-feira, 7.

Erika Lira é mulher do empresário Euclides Gonçalves, filho do ex-prefeito de Açailândia Ildemar Gonçalves; este blog Marco Aurélio d’Eça também apurou que a família descartou qualquer contato para que ela compusesse a chapa de Braide.

Não foi foi possível contato com a ex-juíza Graça Carvalho.

Qualquer nome escolhido por Braide, no entanto, indica um forte alinhamento ao bolsonarismo e à direita conservadora, sobretudo se confirmar que a indicada pertença ao PL, controlado no Maranhão pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho.

Nos últimos meses, as movimentações do chamado grupo remanescente do governo Flávio Dino no Maranhão vinha estreitando os laços com o ex-prefeito de São Luís, o que indicava uma possível aliança eleitoral; esse relacionamento esfriou após a renúncia de Braide.

E a menos que ele surpreenda nesta terça-feira, 7, tudo indica seu distanciamento do lulismo.

Sertanejos são campeões de shows com dinheiro público no Brasil…

Gênero musical e suas vertentes – todas ligadas ao agronegócio e à direita política no Brasil – vivem de shows em pequenas cidades, arrancando cachês milionários de prefeituras

 

SHOWS MILIONÁRIOS. Maiara & Maraisa vão receber R$ 654 mil para show em Governador Nunes Freire

Editorial

O show da dupla sertaneja Maiara e Maraisa em Governador Nunes Freire – com cachê de R$ 654 mil liberado prelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Froz Sobrinho – é só mais um dentre os inúmeros eventos milionários protagonizados pelo gênero sertanejo e suas variantes, desde 2018.

  • a direita política brasileira se acostumou a pilhar artistas da MPB, acusando-os de beneficiários de dinheiro público, Via leis Rouanet e Paulo Gustavo;
  • mas a verdade é que os verdadeiros bilionários do dinheiro público são os sertanejos e suas variantes, todos vinculados diretamente ao agronegócio;
  • o próprio agronegócio vive de dinheiro público, com subsídios federais da ordem de quase R$ 500 bilhões em 2024 para suas várias atividades.

De acordo com dados do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais,  entre 2021 e 2024, as cidades mineiras gastaram quase R$ 1 bilhão com sertanejos, forrozeiros, astros do piseiro e do arrocha – que, no fim das contas, são tudo a mesma coisa. (Veja aqui)

Com música de qualidade duvidosa, letras sofríveis e melodia pobre, esses gêneros proliferam sobretudo nas periferias, atraindo o público menos instruído, exatamente o grosso da população das cidades que gastam milhões com esse tipo de show.

“A Lei Rouanet tem limites, que fazem com que, muitas vezes, o valor que se tem de renúncia fiscal não seja suficiente para cobrir o custo total da exposição, da peça de teatro, etc. É uma ajuda, mas não é tudo. No caso da contratação de um artista para a realização de um evento pela prefeitura, que está montando aquilo, ela está disposta a bancar tudo”, compara Carlos Ari Sudfeld, professor de Direito Público da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e presidente da Sociedade Brasileira de Direito Público (SBPD)

No Maranhão, como em Minas Gerais, os gastos com este tipo de shows – no carnaval, no São João, na virada do ano e nas datas festivas de prefeituras, também já deve ter ultrapassado a cada do bilhão nos últimos anos, mas não há um cálculo específico de nenhum órgão de controle.

Alheia à polêmica, a massa consumidora deste tipo de produto estará neste sábado 8 a plenos pulmões em Governador Nunes Freire, sem ligar se vai ou não faltar dinheiro na cidade.

Maiara e Maraisa voltam pra casa com quase R$ 700 mil a mais no bolso.

Pouco importa de onde o recurso foi tirado…

Direita já não inclui Braide nos diálogos sobre 2026…

Em evento patrocinado pelo agronegócio, Lahésio Bonfim reuniu-se em Passagem Franca com Roberto Rocha e com Mariana Carvalho, sem a presença do prefeito de São Luís

 

DIREITA VOLVER. Lahésio, Mariana e Roberto formam grupo próprio, sem a presença de Eduardo Braide

Análise da Notícia

O pré-candidato a governador Dr. Lahésio Bonfim (Novo) e o pré-candidato a senador Roberto Rocha (sem partido) estão cada vez mais alinhados no projeto eleitoral de 2026; o último encontro dos dois, acompanhado também pela ex-candidata a prefeita de Imperatriz, Mariana Carvalho (PRB), ocorreu no sábado, 13, em Passagem Franca.

“Foi uma alegria dividir esse momento com o pré-candidato a governador Lahésio Bonfim e com a amiga e querida deputada federal Mariana Carvalho. Compartilhei minha visão sobre a importância de unir agronegócio e agricultura familiar, apresentando projetos que fortalecem tanto as pequenas quanto as grandes produções”, comentou Rocha, sobre o evento patrocinado pelo agropecuarista Ricardo Gonçalves.

  • o evento não contou com a presença do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD);
  • a direita maranhense parece não perceber Braide como alguém desse campo ideológico.

A presença da própria Mariana Carvalho – muito próxima de Roberto Rocha – revela o distanciamento em relação ao prefeito da capital maranhense.

Liderança com forte capilaridade no segundo maior colégio eleitoral do Maranhão, Mariana chegou a receber Braide durante o segundo turno das eleições municipais e esteve com ele também em 2025, como este blog Marco Aurélio d ‘Eça registrou nos post “O que representa o passo de Braide em Imperatriz?!?”.

Mas a relação parece ter esfriado.

  • político com projetos próprios, Braide navega em um universo só dele;
  • em sua agenda não cabe debates ideológicos do tipo direita e esquerda.

Tanto que ele vem entabulando conversas de bastidores com aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e remanescentes do governo Flávio Dino, de quem foi líder na Assembleia Legislativa e depois tornou-se adversário.

Mas, independentemente de suas posições políticas e do isolamento, o prefeito de São Luís lidera com folga todas as pesquisas de intenção de votos… 

Duarte tenta negar voto em “PL da devastação” e leva invertida de Márcio Jerry…

Discussão se deu em grupo de WhatsApp, após fortes críticas ao deputado do PSB, que vem tomando cada vez mais posições contrárias ao governo Lula nas votações da Câmara Federal

 

CADA VEZ MAIS DISTANTES. O bate-boca público entre Duarte Jr. e Márcio Jerry evidenciou o fim da relação política entre os dois

Uma discussão pública entre o coordenador da bancada federal maranhense, deputado Márcio Jerry (PCdoB), e o seu colega Duarte Jr. (PSB), marcou o fim de noite desta quinta-feira, 17, no grupo de WhatsApp intitulado “Portal Diário 98”.

  • coordenado por observadores da cena política maranhense, o grupo reúne políticos – prefeitos, deputados, vereadores – e muitos jornalistas;
  • a discussão começou depois que Samuel Barroso, irmão de Jerry, mostrou que o comunista foi o único maranhense a votar “Não” ao projeto.
  • incomodado com imagens do painel da Câmara que mostra a votação, Duarte tentou dizer que houve um erro da Casa ao computar seu voto.

“Problema é votar “Sim” e dizer que votou “Não”. Melhor assumir que votou e não ficar se expondo ao ridículo assim”, declarou Jerry, que mostrou imagem de todos os painéis confirmando o voto de Duarte no “PL da Devastação”.

  • aprovado pela Câmara na madrugada da quarta, 16, para a quinta-feira, 17, o PL da Devastação destrói toda a política ambiental brasileira; (Entenda aqui)
  • patrocinado pelo agronegócio, o projeto prevê, entre outras coisas, licenças para derrubada de matas e uso da força contra posseiros, colonos e indígenas. 

Este blog Marco Aurélio d’Eça tem mostrado sistematicamente o distanciamento de Duarte Jr. das pautas de esquerda, do grupo remanescente do governo Flávio Dino e do próprio governo Lula (PT).

Esse distanciamento foi registrado nos posts “Crise de dinistas com Brandão pode inviabilizar base com Duarte Jr.”, “Duarte Jr. cada vez mais colado em Brandão…” e “Os dinistas que já viraram brandonistas…”.

O deputado do PSB – que foi derrotado duas vezes na disputa pela Prefeitura de São Luís, surgiu na política pelas mãos de Flávio Dino; mas em 2020, chegou a se declarar como “candidato do partido de Bolsonaro” a prefeito de São Luís.

O distanciamento do dinismo e da esquerda maranhense se deu após a derrota em primeiro turno nas eleições de 2024, quando ele começou a se aproximar do governo Carlos Brandão (PSB), onde mantém a esposa no comando do Procon-MA.

Os dinistas já não contam com ele desde então…

Editorial: vaquejada, por si só, já é uma violência!!!

Vista como esporte por alguns, prática é marcada por brutalidade e crueldade a animais em todos os seus aspectos; e atrai, pro circunstância, gente também já envolvida em ambiente de forte agressividade social

 

DOIS CONTRA UM!!! Homens a cavalo tentam render um touro indefeso, numa covardia machista, para delírio de marmanjos em espécie de catarse coletiva

Editorial

O assassinato do policial militar Gleidson Thiago dos Santos pelo prefeito de Igarapé Grande João Vitor Xavier poderia ter ocorrido em qualquer ambiente e sob qualquer circunstância; mas o fato de ter ocorrido durante uma vaquejada não se constitui uma mera coincidência.

O ambiente de vaquejada, em si próprio, já é uma violência.

  • vista por muitos como esporte, a prática é cercada de brutalidade e crueldade contra animais;
  • e também por este motivo, atrai, em sua maioria, gente também adepta de práticas violentas.

Pelo próprio conceito da atividade [dois vaqueiros montados em cavalos diversos tentando derrubar um boi pelo rabo], explícitos se revelam os maus tratos aos animais envolvidos (aos cavalos e, principalmente, ao touro). O rabo do touro sempre sofre uma tração forçada com o propósito de ser derrubado e dominado. Laudos técnicos evidenciam consequências de diversas gravidades, como sofrimento físico e mental. Muitas vezes a cauda é arrancada ou, no mínimo, sofre algum tipo de lesão, o que compromete os nervos e a medula espinhal do bovino, além de fraturas nas patas, ruptura de vasos sanguíneos e de intenso estresse”, apontou a jurista Camila Neiva Almino, em texto para o site Consultor Jurídico. (Leia a íntegra aqui)

No Maranhão, saíram das vaquejadas algumas das histórias mais violentas do cotidiano policial no estado; é oriundo desta prática, por exemplo, o vaqueiro José Humberto Gomes de Oliveira, o Bel, assassino do delegado Stênio Mendonça.

  • exímio montador, Bel era admirado nas vaquejadas enquanto matava a sangue frio nas horas de folga;
  • de vaqueiro também se disfarçava o cruel pistoleiro e assassino do jornalista Décio Sá, Jhonatan de Sousa.

A prática de vaquejada envolve em todo o Nordeste um tripé cultural, formado por política, agronegócio e música sertaneja

É neste caldo cultural, cristão-católico e conservador, que machos-alfa-hetero-cis medem a testosterona e o tamanho da pistola – ou, para os mais raízes, do revólver – em reuniões regadas a muita, mas muita bebida alcoólica.

Este blog Marco Aurélio d’Eça sempre se posicionou contrário à prática de vaquejada pela própria consciência social; e apoiou a decisão do Supremo Tribunal Federal, em 2023, que julgou inconstitucional a prática em todo o país. (Relembre aqui e aqui)

Em agosto de 2019, festejou a luta pelo fim das vaquejadas com editorial ainda mais radical, sob o título “Próximo passo: proibição da venda de animais no país”.

Meses depois, o Congresso Nacional emendou a Constituição para tornar a prática legal, sob pressão da bancada ruralista, financiadora de música sertaneja e de farras campais homéricas em que bois e cavalos são as “feras a serem domadas nas arenas”.

“Há várias atividades com forte poderio econômico que não fazem bem à sociedade; o que precisa ser visto é a forma cruel como os animais são tratados neste suposto esporte”, declarou , à época, a senadora Eliziane Gama (PSD), uma das poucas maranhenses a se posicionar contra as vaquejadas.

É claro que há muitos casos de políticos que assassinam policiais e policiais que assassinam políticos em ambientes os mais diversos possíveis.

É mais fácil de isso acontecer, porém, em abiente onde a violência é a regra por natureza.

E a vaquejada pé um desses ambientes…

Maranhão concentra 71,8% dos conflitos de terra no Brasil….

Comissão Pastoral da Terra apresenta nesta quarta-feira, 23, o Relatório dos Conflitos no Campo Brasil 2024, que mostra o estado na terceira posição em ocorrências

 

CENÁRIO DE VIOLÊNCIA. CPT faz importante estudo sobre a situação no campo no maranhão, dominado pelo agronegócio

O Maranhão ocupa a terceira posição no ranking nacional de ocorrências de conflitos por terra, atrás apenas da Bahia e do Pará.

Este é o principal dado do Relatório Conflitos no Campo Brasil 2024, que será divulgado nesta quarta-feira, 23, em coletiva de imprensa da seccional maranhense da Comissão Pastoral da Terra.

  • o Maranhão concentra 71,8% das ocorrências registradas no Brasil;
  • na coletiva, a CPT vai detalhar a atual conjuntura no campo no MA.

“O documento, que será divulgado durante o evento, apresenta um importante estudo com dados sobre a violência contra os povos do campo, das águas e das florestas. Além disso, aborda o trabalho escravo rural e as ações de resistência de povos e comunidades tradicionais diante do avanço do agronegócio”, diz nota à imprensa, divulgada nesta terça-feira, 22.

A coletiva para apresentação do relatório será às 14 horas, na sede do Sindicato dos Bancários, na Rua do Sol.

Escândalo!!! Agro joga alimentos fora para forçar aumento de preço…

Nas últimas semanas, as redes sociais foram inundadas por flagrantes de produtores jogando comida no lixo, alegando preços muito baixos no mercado nacional e falta de incentivos do governo

 

VÍDEOS EM PROFUSÃO; FAKE OU FATO?!? Imprensa quatrocentona se divide sobre as imagens, mas reconhece, ainda que de forma enviesada, a chantagem do agronegócio ao governo Lula

Editorial

Um escândalo nacional tem tomado as redes sociais nas últimas semanas, com vídeos mostrando setores do agronegócio jogando vários tipos de alimentos no lixo para evitar vender por preços mais baixos; apesar de a mídia alinhada ao mercado tentar minimizar a pauta dizendo tratar-se de vídeos antigos, os próprios produtores admitem a prática. 

  • a estratégia é orquestrada com a bancada ruralista no Congresso Nacional;
  • tem o objetivo de manter preços altos e a inflação em crescimento efetivo;
  • no fim das contas, trata-se de um ato político contra o governo Lula (PT).

“Sim, dinheiro público. No Plano Safra 2024/2025, o valor total de incentivos, subsídios e linhas de crédito especiais é de R$ 400 bilhões. Usaram dinheiro público pra plantar e colher, mas na hora de vender os produtos de forma justa e digna, preferem jogar fora pra manter os preços dos alimentos artificialmente altos. Mas isso não incomoda os políticos de direita em Brasília, o que os incomoda é quem doa comida”, protestou a deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP). (Leia mais aqui)

ENQUANTO MILHÕES PASSAM FOME…alimentos são descartados para forçar o governo a subsidiar ainda mais o setor do agronegócio

Embora neguem que o descarte de alimentos busca forçar a alta dos preços, a bancada ruralista no Congresso Nacional critica duramente as medidas do governo Lula (PT) para baixar o preço dos alimentos nos mercados. 

“Se as condições e custos de produção são semelhantes mundo afora, como pode um produto importado ser mais barato do que o nosso? É sinal que pagamos muitos impostos para produzir ou que os de fora tem subsídios”, afirmou o deputado Zé Vitor (PL-MG), integrante da bancada ruralista. (Leia aqui)

  • na semana passada, o governo Lula zerou a alíquota da cesta básica no Brasil;
  • também zerou a taxa de importação de alimentos como café, açúcar e arroz.

Enquanto as imagens ganham a internet e o agronegócio chantageia o governo, a população vai pagando mais caro.

E muitos continuam a passar fome, com comida na lata de lixo…

Governadores bolsonaristas recusam-se a baixar preço de alimentos…

Corte de tributos no preço da cesta básica e alíquota zero para importação de alimentos foi anunciada na sexta-feira, 7, pelo governo Lula, que sugeriu redução de impostos também nos estados

 

O AGRO É POP?!? o governador Ronaldo Caiado vem fazenda de grãos em Goiás; “alimento com preços baixos prejudica produtores”, diz ele

Uma reação em cadeia de governadores alinhados à extrema direita boicota desde a sexta-feira, 7, o anúncio do governo Lula (PT) de redução a zero nos tributos dos produtos da cesta básica e alíquota zero também para importação de alimentos, como café, carnes e leite.

O objetivo das medidas é garantir alimentos mais baratos à população. 

  • recusaram-se a reduzir o ICMS, como propôs Lula, os governadores de Santa Catarina, Goiás, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal, todos da extrema direita;
  • ligado ao agronegócio – que tem jogado alimentos fora para forçar a alta dos preços – o goiano Ronaldo Caiado (União Brasil) chamou de desastre a queda nos preços.

“O governo federal acaba de zerar a tarifa de importação para alguns alimentos, em mais uma ação desastrosa do governo Lula. Essa medida penaliza os produtores e a indústria brasileira. É um governo que gasta sem freio e sempre cobra a conta do contribuinte e do trabalhador”, criticou Caiado, historicamente ligado à bancada ruralista.

Foram seis as medidas anunciadas pelo ministro do Desenvolvimento Geraldo Alkmin para forçar a queda no preço dos alimentos:

  • 1 – alíquota zero para importação da carne, hoje em 10,8%:
  • 2- alíquota zero para importação de café, açucar e milho;
  • 3 – zero alíquota para óleo de girassol e  azeite de oliva;
  • 4 – alíquota zero para sardinha, biscoitos e massas alimentícias;
  • 5 – cesta básica sem incidência de nenhum imposto federal;
  • 6 – reforço ao Plano Safra e aumento do estoque regulador.

 “Nós entendemos que não [vai prejudicar o produtor brasileiro]. Você tem períodos de preços mais altos, mais baixos. Nós estamos em um período em que reduzir o imposto ajuda a reduzir preços. Você está complementando”, pregou Alckmin.

As medidas do governo já estão em vigor; as primeiras baixas de preços devem ser sentidas nos supermercados já nos próximos dias…