Braide se afasta de todos os aliados que o ajudaram desde 2020…

Ao longo dos cinco anos de gestão – entre eleição e reeleição – prefeito de São Luís praticamente rompeu com Hildo Rocha, Roberto Rocha, Aluisio Mendes, Cléber Verde e Edilázio Júnior, isolando-se ainda mais na classe política

 

SEM POLÍTICO; COM O POVO. Braide se afastou ou perdeu todos os aliados que estiveram com nos últimos cinco anos

O prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) confirmou nesta terça-feira, 12, a exoneração da secretária de Meio Ambiente, Karla Lima, irmã do ex-deputado federal Edilázio Júnior (PSD), seguindo o processo de afastamento dos aliados que estiveram com ele desde a primeira eleição, em 2020.

Ele já havia demitido também o titular da Criança e assistência Social, Júnior Vieira, ligado ao deputado federal Aluisio Mendes (PRB).

  • em cinco anos, Braide perdeu – ou se livrou – de praticamente todos os aliados que ajudaram em sua eleição;
  • o ex-senador Roberto Rocha e o deptuado federal Hildo Rocha (MDB) também já estão em outros projetos;
  • apenas o deputado federal Cléber Verde (MDB) mantém relações com o prefeito, mas sem maiores proximidades.

Outros dois ex-aliados – os suplentes de deputado Mariana Carvalho (PRB) e César Pires (PSD) – já estão no projeto eleitoral do médico Dr. Lahésio Bonfim (Novo); sem essas referências, o prefeito de São Luís mostra-se cada vez mais isolado na classe política, com um corpo de auxiliares e aliados basicamente técnico, sem nenhum lastro político-partidário.

“Ao mesmo tempo em que se afasta de sarneysistas e brandonistas, Braide mantém diálogo aberto com os remanescentes do grupo do ex-governador Flávio Dino”, destacou este blog Marco Aurélio d’Eça, no início de julho, no post “Braide se livra de sarneysistas e brandonistas e abre espaços para dinistas…”.

Mas nem a relação com os remanescentes do governo Flávio Dino avançou.

O prefeito mantém silêncio sobre sua eventual candidatura ao Governo do Estado, não comenta possíveis alianças com o ex-grupo do hoje ministro do Supremo Tribunal Federal e praticamente não tem nenhuma referência partidária consistente para além do PSD.

Continua a ser, portanto, o Braide que todos conhecem: sozinho, self-made man e outsider…

Estaria Brandão refém da classe política?!?

Declaração do governador – de que precisa estar no mandato para garantir a reeleição dos deputados de sua base – corrobora postagem deste blog Marco Aurélio d’Eça publicada ainda no mês de abril

 

MAS QUEM SE PREOCUPA COM ELE?!? Brandão demonstrou preocupação com a reeleição dos deputado de sua base

Este blog Marco Aurélio d’Eça pulicou em 28 de abril o post “O futuro de Brandão e os interesses de seus aliados…”.

“Para ficar no cargo até o final, governador sofre pressões diárias de auxiliares, deputados e ex-políticos, que dependem dele para garantir a própria viabilidade eleitoral em 2026”, dizia o subtítulo da postagem.

  • agora leia o que disse o próprio governador em sua entrevista ao portal Metrópoles, com forte repercussão nesta terça-feira, 29:

“Hoje nosso grupo é um grupo muito forte, nosso grupo liderado por mim lá no estado. A gente tem praticamente 95% dos prefeitos, ex-prefeitos, deputados. Na Assembleia, dos 42 deputados, 35 estão do nosso lado. Para manter esse grupo numa reeleição, para que eles possam voltar, é necessário que eu conduza esse processo”. (Veja o vídeo abaixo)

Carlos Brandão deixou mais claro do que nunca que vem sendo levado a ficar no cargo apenas para atender aos interesses de aliados que precisam da estrutura do governo para eleger-se ou reeleger-se.

Estaria o governador refém dos próprios aliados?!?

Mas o mesmo post deste blog Marco Aurélio d’Eça encerra com uma sentença, que leva em conta a opinião dos próprios brandonistas sobre o ministro Flávio Dino:

  • se o governador ficar no mandato até o final, ele será perseguido;
  • se decidir entregar para Felipe Camarão, mesmo assim será perseguido;
  • até mesmo se lançar parentes de Dino ao Senado, ainda assim será perseguido.

Mas do que preocupar-se com a reeleição dos aliados, Brandão precisa pensar no próprio futuro e escolher de que forma quer sofrer esta eventual perseguição.

Com ou sem mandato?!?